terça-feira, 2 de agosto de 2016

Jesus Cristo Nunca Existiu, ele é uma Fraude! Ficção! - Série de Artigos - Parte 01: Jesus Histórico?

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- “Nós não queremos ser indelicados, mas temos que ser factuais. Não queremos magoar os sentimentos de ninguém, mas queremos ser academicamente corretos naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O cristianismo não é baseado em verdades. Consideramos que o cristianismo foi somente uma história romana, desenvolvida politicamente”- (Jordan Maxwell, pesquisador escritor, denunciador das conspirações mundiais).

Palavras do papa Leão X: “Quantum nobis prodeste haec fabula Christi”! (Quanto nos é útil esta FÁBULA de Cristo!)

“A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro” - Papa Leão X

Jesus Cristo Provas Históricas não Bíblicas da Existência dele existem? Ele foi uma pessoa real e não uma invenção?

Estava eu ali no Facebook divulgando mais uma página que explica o obvio (Jesus não passa de uma fraude do império Romano) quando então apareceu um grupo de jovens Católicos (homens e mulheres) muito mal informados me xingar e me amaldiçoar em nome de Jesus. E como sempre eu “entrei na brincadeira” e exigi deles alguma razão lógica para mim me converter para o Cristianismo/Catolicismo e passar a acreditar de novo no Senhor Jesus, o Salvador que não salva ninguém. Um deles então aceitou o desafio e postou uma porção de “provas” que na ingenuidade deles “esmagava” os meus argumentos, depois de postar todas as “incríveis” provas históricas o rapaz comemorou debochando de mim com os dizeres: “quer mais, babaca???????”, eis o link do debate no Facebook para quem quiser ver in loco, (Obs. Os textos ali ficaram muito bagunçados Clique Aqui).

Perante a exibição da ousadia resolvi parar tudo o que estava fazendo para responder a esse cristão/católico até para ver se ele tinha alguma razão... (acompanhem abaixo o debate). E assim começaremos a nossa longa série de artigos que vai de uma forma mais definitiva do que nunca provar que o tal personagem de ficção que hoje em dia chamamos Jesus Cristo nunca existiu, ele de fato é apenas ficção criada primeiro por um grupo de judeus dissidentes e desiludidos, e segundo por um Imperador de Roma que precisava ter vantagem sob os outros imperadores que naquela época (300 D.C.) estavam dividindo o Império Romano em 4 partes, Clique Aqui.

Acompanhem então primeiro esse nosso debate com os jovens católicos, e sigam os Links das próximas partes.

- “Jesus é o ‘Salvador’ que não salva ninguém, nem a si mesmo Salvou” [Bruno G.M.]
-“A Religião é o Ópio da Humanidade” [Karl Marx, filósofo, historiador e teórico político]
-“Eles devem achar difícil... Aqueles que tomaram a autoridade como verdade, ao invés da verdade como autoridade”. (Gerald Massey, Egiptólogo)

[Postei o Link dessa página no Facebook, dizendo: Toda a mentira da igreja católica já começa pela própria figura de Jesus que sequer existiu... Jesus nunca existiu, ele não passa de uma fraude, bíblia apenas um livro de ficção], e então apareceu os Católicos:

Thiago Gehrmann: Como se Cristo não tivesse sido citado por diversos autores gregos, romanos, pagaos etc...

Jéssica Fontanella: Exatamente! Esse vídeo é um absoluto ridículo!

Bruno Guerreiro de Moraes: Diversos Thiago? É mesmo?? Liste aqui para mim todos esses historiadores que citam e confirmam a existência de Jesus. Estarei no aguardo...

Thieverson Fonseca Da Silva Santos: Só queria entender o que raios motiva uma pessoa a tentar convencer os outros de que Jesus é uma fraude...

Bruno Guerreiro de Moraes: O que me motiva? O apreço pela verdade? A preocupação pela realidade? O respeito pelo método cientifico? O desejo de querer a a realidade dos fatos seja conhecida e divulgada?

Respondi a pouco para uma moça aqui no facebook: 

Christiane Franco: Também acho ridículo! (sobre pastor homofóbico fazendo ameaça de morte contra politico Gay), só Deus convence o coração do homem! Deus já tem seus escolhidos! Até muitos que estão dentro da própria igreja não são escolhidos por Deus! Ele mesmo diz na sua palavra: “Muitos que dirão senhor, senhor, não entrarão nos reinos dos céus, e muitos vão para a igreja para sua própria condenação”, quantos crentes arrogantes existem aí? Só pensam no dinheiro, status, ostentação, não ajudam o próximo! Muitos são até procurados por pessoas humildes, e muitos que se dizem cristãos, adoradores gospels, que tem até boas condições financeiras, não estão nem aí! Só querem plateia! Um dia Deus vai cobrar deles!

Bruno Guerreiro de Moraes:  Christiane não conte com “salvador” nenhum, salve a si mesma, se converta VOCÊ no Deus. Jesus não passa de uma Fraude do Império Romano, ele nunca existiu... é um conto de fadas para fazer adulto dormir. 

Thiago Gehrmann: SOBRE FONTES EXTERNAS AO CRISTIANISMO CITANDO A VIDA DE JESUS CRISTO......Tácito (55 - 120) foi um historiador e político romano. Foi governador da Ásia por volta de 112 D.C e considerado um dos maiores historiadores da antiguidade. Em sua obra “Anais da Roma Imperial”,

Bruno Guerreiro de Moraes: Thiago Gehrmann que bom que temos um fanático fundamentalista cabeça oca se manifestando aqui, vou aproveitar os seus textos para fazer um novo artigo no meu site, então vejamos:

Thiago Gehrmann cita Tácito que viveu de 55 a 120 como “prova”? Mas ele nasceu depois de uns 20 anos desde a morte do suporto Salvador? Como ele conheceu Jesus se nem nascido ele era?? Tácito escreveu: “Nero, sem armar grande ruído, submeteu a processos e a penas extraordinárias aos que o vulgo chamava de cristãos, por causa do ódio que sentiam por suas atrapalhadas. O autor fora Cristo, a quem, no reinado de Tibério, Pôncio Pilatos supliciara. Apenas reprimida essa perniciosa superstição, fez novamente das suas, não só na Judéia, de onde proviera todo o mal, senão na própria Roma, para onde se confluíram de todos os pontos os sectários, fazendo coisas as mais audazes e vergonhosas. Pela confissão dos presos e pelo juízo popular, viu-se tratar-se de incendiários professando um ódio mortal ao Gênero humano”.

Conhecendo muito bem o grego e o latim, Tácito não confundiria referências feitas aos seguidores de Cristo com os de Crestus. As incoerências observadas nessa intercalação demonstram não se tratar dos cristãos de Cristo, nem a ele se referir. Lendo-se o livro em questão, percebe-se perfeitamente o momento da interpelação. Afirmar que fora Cristo o instigador dos arruaceiros é uma calúnia contra o próprio Cristo.

E conforme já referimos anteriormente, os cristãos seguidores de Cristo eram muito pacatos e não procuravam despertar atenção das autoridades para si. Como dizer em um dado momento que eles eram retraídos e, em seguida, envolvê-los em brigas e coisas piores? É apenas mais uma das contradições de que está repleta a história da Igreja. Ganeval afirma que foram expulsos de Roma os hebreus e os egípcios, por seguirem a mesma superstição. Deduz-se então que não se referia aos cristãos, seguidores de Jesus Cristo. Referia-se aos Essênios, seguidores de Crestus, vindos de Alexandria.

A Igreja não conseguiu por as mãos nos livros de Ganeval, o que contribuiu consideravelmente para lançar uma luz sobre a verdade. Por intermédio de seus escritos, surgiu a possibilidade de se provar a quais cristãos, exatamente, referia-se Tácito. Suetônio teria sido mais breve em seu comentário a respeito do assunto. Escreveu que “Roma expulsou os judeus instigados por Crestus, porque promoviam tumultos”. É evidente, também, a falsificação praticada em uma carta de Plínio a Trajano, quando perguntava o que fazer sobre os cristãos, assunto já abordado anteriormente. O referido texto, após competente exame grafotécnico, revelou-se adulterado. É como se Plínio quisesse demonstrar, não apenas a existência histórica de Jesus, mas sua divindade, simbolizando a adoração dos cristãos. É o quanto basta para evidenciar a fraude.

Thiago Gehrmann: Mara Bar-Serapion foi um escritor sírio. É dele a primeira referência não cristã sobre Jesus Cristo, que está no Museu Britânico e data de 73 D.C.

Bruno Guerreiro de Moraes: Mara Bar-Serapion, sua carta, publicada pela primeira vez no século XIX por William Cureton, é datada a uma época posterior ao ano 73 D.C., mais ou menos 40 anos depois da suposta crucificação de Jesus. Há uma possibilidade de ter sido escrita no século III D.C.,  ao escrever para encorajar seu filho na aquisição do conhecimento, usa exemplos de Sócrates, Pitágoras e de um “rei sábio”, que foi executado pelos judeus... “fantástica” prova essa em...!?
Thiago Gehrmann:  Plínio, o moço (61 D.C. - 114 D.C.) foi um orador e político da Bitinía. Era sobrinho neto de Plínio, o Velho um naturalista romano.

Bruno Guerreiro de Moraes: Plínio, o Jovem, nasceu em 61 morreu em 114, também nasceu muito depois do alegado "salvador" morrer, o seu legado principal são as suas litterae curatius scriptae, 247 missivas escritas a amigos, no estilo da época entre os anos de 97 e 109. Nelas encontramos das melhores descrições da vida quotidiana, política etc. da Roma Imperial. As cartas estão agrupadas em nove livros, acrescidos de um décimo volume, que contém as duas célebres cartas (Plin. Ep. X.95, 96) que abordam o tema do cristianismo, um dos primeiros documentos não neotestamentários sobre a igreja primitiva. As cartas que compõem o Livro X foram escritas durante o seu consulado na Bitínia: são 122 ao todo, trocadas com o imperador Trajano, onde é visível a sua grande proximidade e confiança mútuas. Notem o detalhe: “As cartas estão agrupadas em nove livros, acrescidos de um décimo volume, que contém as duas célebres cartas” (uma Fraude? Foi acrescido esse último livro posteriormente pela Igreja Católica na idade média? Sim muito provável sim...)

Thiago Gehrmann:  O imperador Trajano (53 D.C. - 117 D.C.), foi imperador romano de 98 a 117 e foi durante seu reinado que o império atingiu sua máxima extensão. Em resposta à carta de Plínio, o imperador deu estas seguintes instruções: “No exame de denúncias contra feitos cristãos, querido Plínio, tomaste o caminho acertado. Não cabe formular regra dura e inflexível, de aplicação universal. Não se pesquise. Mas se surgirem outras denúncias que procedam, aplique-se o castigo, com essa ressalva de que se alguém negar ser cristão e, mediante a adoração dos deuses, demonstrar não o ser atualmente, deve ser perdoado em recompensa de sua emenda, por muito que o acusem suspeitas relativas ao passado...”

Bruno Guerreiro de Moraes: O imperador Trajano nascido em 53 morreu em 117 também nasceu depois do alegado “Salvador” e sua suposta fala se trata de fraude da igreja católica.
Thiago Gehrmann:  Luciano de Samosata foi um satirista grego do século II. Ele foi um dos grandes perseguidores aos cristãos, chegando a ridiculariza-los.

Bruno Guerreiro de Moraes: Luciano de Samosata grego do século II Século 2!!! Duzentos anos depois! E ele é prova que Jesus existiu Thiago? Tá brincando comigo... é piada né?
Thiago Gehrmann: Suetônio (69 D.C.-141 D.C.)

Bruno Guerreiro de Moraes: Caio Suetônio Paulino nasceu 69 D.C. morreu em 141 D.C. também viveu depois do alegado "Salvador", ele escreveu: “Como os judeus, por instigação de Chrestus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele [Claudio] os expulsou de Roma” - (MACDOWELL, Josh, Evidências que exigem um veredito, Cadeia, 1992, pp.106) então Caio falou que Chrestus, (um nome Romano comum), em 49 D.C. estava em Roma provocando distúrbios, mas o Salvador morreu em 33 certo? Ele (caio) escreveu isso num livro onde ele falava de imperadores que ele nunca conheceu, ele escrevia livros de história... E essa é a “grande prova” Thiago?

Thiago Gehrmann:  Talo, escritor... É através deste relato de Talo que as Escrituras são confirmadas mais uma vez. A Bíblia claramente diz que Cristo morreu na época da Páscoa e que uma grande escuridão cobriu a Terra (Lucas 23:44; Mateus 27:45; Marcos 15:33).

Bruno Guerreiro de Moraes: Talo é normalmente reconhecido como um antigo historicista samaritano que escreveu em grego koinê, possivelmente entre 50 e 55 D.C. Sabemos isso em função da menção de Júlio Africano (Fragments, XII), Lactantius (Divine Institutes, XIII), Teófilo (To Autolycous, III, XXIX), Tertuliano (Apology, X), Talo historiador samaritano, figura obscura, todos os livros dele foram perdidos, viveu em 52 Depois de Cristo, não testemunhou nada pessoalmente, se é que ele (talo) existiu mesmo, muitos anos depois (séculos depois), foi citado por historiadores tentando entender o passado... que prova EXTRAORDINÁRIA em Thiago!!!???

Thiago Gehrmann:  Flegão também confirma que houve um grande eclipse na mesma época em que Cristo foi crucificado.

Bruno Guerreiro de Moraes: Flegão, um outro grego da Cária, escreveu uma cronologia pouco depois de 137 D.C. em que narra como no quarto ano das Olimpíadas de 202 (ou sejam 33 D.C.), houve um grande eclipse solar, e que anoiteceu na sexta hora do dia, de tal forma que até as estrelas apareceram no céu. Houve um grande terremoto na Bitínia, e muitas coisas saíram fora de lugar em Nicéia” - (MAIER, Paul, Pontius Pilate, p.366; IN: STROBEL, Lee, Em defesa de Cristo, Vida, 1998, 111). Flegão só foi escrever em 137, e mesmo assim foi uma nota de rodapé, sobre um evento obscuro, e que ele naturalmente não testemunhou pessoalmente, apenas “ouviu falar” e escreveu sobre o assunto 100 anos depois do acontecido!!

Thiago Gehrmann: Justino, o mártir foi um teólogo do segundo século e se converteu a cristianismo. Ele diz sobre os primeiros cristãos: “No dia dito do Sol todos se reúnem no mesmo lugar, quer habitem nas cidades, quer nos campos; são lidas as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, segundo o tempo disponível. Quando o leitor termina, presidente da assembleia, com um discurso, nos convida e exorta à imitação daqueles belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e fazemos preces; e, como já dissemos, terminada a prece, são trazidos pão, vinho e água, e o presidente da assembleia eleva também ao céu preces e ações de graças com todas as suas forças, enquanto o povo responde dizendo amém; e se realiza a distribuição e repartição dos elementos sagrados, que por meio dos diáconos são enviados também aos que não estão presentes. As pessoas de posse e bem-dispostas oferecem tudo o que desejam; o que foi recolhido é depositado junto ao presidente [da assembleia], que ajuda os órfãos, as viúvas, os doentes, os presos, os estrangeiros que estão de passagem; numa palavra, ele socorre todos os que precisam.

Bruno Guerreiro de Moraes: Justino, o mártir foi um teólogo do segundo século. SEGUNDO SECULO!!! Duzentos depois de cristo!! Isso é prova da existência de Jesus?

Thiago Gehrmann: Tertuliano (160-220) foi um jurista e teólogo de Cartago.

Bruno Guerreiro de Moraes: Tertuliano nasceu em 160 morreu 220!!! Ele nasceu mais de 130 anos depois do alegado Salvador! Prova que Jesus existiu?! Forçado em! Forçado e grosseiro. 

Thiago Gehrmann:  Pôncio Pilatos foi governador da Judeia de 26 a 36 d.C. Pouco se sabe dele, mas sua historicidade nunca foi negada. Ele escreveu uma carta ao imperador Tibério na época da crucificação de Jesus. As cópias da carta estão na Biblioteca Congressional.

Bruno Guerreiro de Moraes: Pôncio Pilatos existiu, e dai? Ele Existiu, mas e jesus? Esse é apenas ficção barata. Ele escreveu a Tibério sobre Jesus? Então poste o conteúdo dessa carta aqui, por que nunca ouvi falar disso. Fosse verdade essa alegada carta estaria sendo exibida no vaticano assim como exibem o manto de Turim aquela fraude da idade média.

Thiago Gehrmann:  Abgar V de Edessa foi um rei do reino de Osroena e reinou entre 4 A.C. - 7 D.C. e de 13 - 50 D.C. e no século XIX foram encontradas em uma escavação na Turquia fragmentos de cartas do escrivão Labubna relatando viagens de Anan, secretário do rei Abgar V, que reinou do ano 13 ao 50 d.C. na cidade de Edessa, atual Urfa, na Turquia. O documento diz: “Abgar, toparca da cidade de Edessa, a Jesus Cristo, o excelente médico que surgiu em Jerusalém, salve! Ouvi falar de ti e das curas que realizas sem remédios. Contam efetivamente que fazes os cegos ver, os coxos andar, que purificas os leprosos, expulsas os demônios e os espíritos imundos, curas os oprimidos por longas doenças e ressuscitas os mortos. Tendo ouvido falar de ti tudo isso, veio-me a convicção de duas coisas: ou que és Filho daquele Deus que realiza estas coisas, ou que és o próprio Deus. Por isso escrevi-te pedindo que venhas a mim e me cures da doença que me aflige e venhas morar junto a mim. Com efeito, ouvi dizer que os judeus murmuram contra ti e te querem fazer mal. Minha cidade é muito pequena, é verdade, mas honrada e bastará aos dois para nela vivermos em paz” - GHARIB, Os Ícones de Cristo, p.43

Bruno Guerreiro de Moraes: Abgar V de Edessa (reinou entre 4 a.C. - 7 D.C. e 13 D.C. 50 D.C.) um obscuro rei da Mesopotâmia, a atual Síria, (que talvez nem tenha existido), sendo que quem supostamente escreveu algo citando "jesus" foi um escrivão, De acordo com uma lenda muito antiga, Abgaro foi convertido ao cristianismo, se trata na verdade de uma Lenda do Cristianismo sem qualquer base histórica real (assim como toda a Bíblia o é), A controvérsia foi renovada com a descoberta de uma obra de origem Síria, cujo autor, Labuna, reproduz a correspondência de Jesus e de Abgar e conta a história da conversão dos edessios pelo apóstolo Adeu ou Tadeu. A maior parte dos críticos tem este escrito como apócrifo redigido no século IV e século V; (isto é no ano de 400 ou 500 D.C. !!!) outros historiadores dizem que é do século I com interpolações posteriores. (Nota: interpolação é um termo matemático, denomina-se interpolação o método que permite construir um novo conjunto de dados a partir de um conjunto discreto de dados pontuais previamente conhecidos, em outras palavras, se trata de “florear”, se permitir “licenças poéticas”) que no caso foram perpetradas cerca de 400 anos depois do alegado Salvador ter morrido. O Sírio chamado Labuna, ninguém sabe, ninguém viu... mais uma devastadora prova da existência de Jesus né Thiago? Toda a Bíblia do primeiro e segundo testamento é uma interpolação, isto é mentiras baseadas em mitos e contos anteriores, que depois foram floreados se tornando mais mitológicos ainda.

Thiago Gehrmann: Flavio Josefo (37 D.C. -100 D.C.) foi um famoso historiador judaico-romano.

Bruno Guerreiro de Moraes: sobre Flavio Josefo, eis aqui uma ótima reposta num SiteOs únicos autores que poderiam ter escrito a respeito de Jesus Cristo, e como tal foram apresentados pela Igreja, foram Flávio Josefo, Tácito Suetonio e Plínio. Invocando o testamento de tais escritores, a Igreja pretendeu provar que Jesus Cristo teve existência física, e incutir como verdade na mente dos povos todo o romance que gira em torno da personalidade fictícia de Jesus. Contudo, a ciência histórica, através de métodos modernos de pesquisa, demonstra hoje que os autores em questão foram falsificados em seus escritos. Estão evidenciadas súbitas mudanças de assunto para intercalações feitas posteriormente por terceiros. Após a prática da fraude, o regresso abrupto ao assunto originalmente abordado pelo autor. 

Tomemos, primeiramente, Flávio Josefo como exemplo. Ele escreveu a história dos acontecimentos judeus na época em que pretensamente Jesus teria existido. Os falsificadores aproveitaram-se então de seus escritos e acrescentaram: “Naquele tempo nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos. Era o Cristo. Sendo acusado por nossos chefes do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade cristã, que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa”.

Depois deste trecho, passa a expor um assunto bem diferente no qual refere-se a castigos militares infligidos ao povoado de Jerusalém. Mais adiante, fala de alguém que conseguira seus intentos junto a uma certa dama fazendo-se passar como sendo a humanização do deus Anubis, graças aos ardis dos sacerdotes de Ísis. As palavras a Flávio atribuídas são as de um apaixonado cristão. Flávio jamais escreveria tais palavras, porquanto, além de ser um judeu convicto, era um homem culto e dotado de uma inteligência excepcional. O próprio Padre Gillet reconheceu em seus escritos ter havido falsificações nos textos de Flávio, afirmando ser inacreditável que ele seja o autor das citações que lhe foram imputadas. Além disso, as polêmicas de Justino, Tertuliano, Orígenes e Cipriano contra os judeus e os pagãos demonstram que Flávio não escreveu nem uma só palavra a respeito de Jesus. Estranhando o seu silêncio, classificaram-no de partidário e faccioso. Continua no site.

No entanto, um escritor com o seu mérito escreveria livros inteiros acerca de Jesus, e não apenas um trecho. Bastaria, para isto, que o fato realmente tivesse acontecido. Seu silêncio, no caso, é mais eloqüente do que as próprias palavras. Exibindo os escritos de Flávio, Fócio afirmava que nenhum judeu contemporâneo de Jesus se ocupara dele. A luta de Fócio, que viveu entre os anos de 820 D.C. a 895 D.C., e foi patriarca de Constantinopla, teve início justamente por achar desnecessário a Igreja lançar mãos de meios escusos para provar a existência de Jesus. Disse que bastaria um exemplar autêntico não adulterado pela Igreja e fora do seu alcance para por em evidência as fraudes praticadas com o objetivo de dominar de qualquer forma.

Embora crendo em Jesus Cristo, combateu vivamente os meios sub-reptícios empregados pelos Papas, razão porque foi destituído do patriarcado bizantino e excomungado. De suas 280 obras, apenas restou o “Myriobiblion”, tendo o resto sido consumido no fogo, provavelmente por ordem do Papa. Se Jesus Cristo realmente tivesse existido, a Igreja não teria necessidade de falsificar os escritos desses escritores e historiadores. Haveria, certamente, farta e autêntica documentação a seu respeito, detalhando sua vida, suas obras, seus ensinamentos e sua morte. Aqueles que o omitiram, se tivesse de fato existido, teriam falado dele abundantemente. Os mínimos detalhes de sua maravilhosa vida seriam objeto de vasta explanação. Entretanto, em documentos históricos não se encontram referências dignas de crédito, autênticas e aceitáveis pela história. Em tais documentos, tudo o que fala de Jesus e sua vida é produto da má-fé, da burla, de adulterações e intercalações determinadas pelos líderes cristãos. Tudo foi feito de modo a ocultar a verdade.

Bruno Guerreiro de Moraes: e agora cara pálida? Resta ai mais alguma “prova” que jesus realmente existiu? E tem outra, eu não preciso ficar aqui provando ou não a inexistência dele, afinal o “poderoso” ressuscitou, certo? Então ele está VIVO mas cadê o homem que não parece em lugar algum? É como diz o proverbio, quem tá vivo sempre aparece, se Jesus está vivo, então por que não aparece? Será por que ele está morto? Será por que na verdade ele nunca existiu??

Uma Figura Mitológica criada pela Elite:

O Jesus Cristo como é relatado na bíblia na verdade nunca existiu, nunca existiu um milagreiro, um ser muito iluminado, enviado por deus para salvar a humanidade, morrendo por nós... a figura central da religião cristã é na verdade uma concha de retalhos, criado a partir do conjunto de mitos e lendas da época de Constantino. O personagem Jesus foi criado para doutrinar as pessoas usando de uma filosofia conformista, introduzindo a idéia que a 'recompensa' está no outro mundo, depois da morte, então para que se rebelar? Para que lutar por justiça? Dignidade? Melhores condições de vida? Se o 'reino dos céus' não é desse mundo, e só pode ser alcançado depois da morte, então por que ir contra os tiranos, e déspotas? A idéia é simples, e brilhante... criar uma figura exemplar para todos seguirem, e assim se tornarem dóceis, e passivos, para então os governantes poderem fazer o que quiserem. Sentenças tais como:  'Jesus morreu na cruz, e por causa disso ele foi consagrado', 'Jesus cumpriu o mandamento Divino, se sacrificou, derramou seu sangue, e por isso está sentado ao lado direito de Deus, faça o mesmo você, se sacrifique, se deixe crucificar, e ai vai se juntar ao filho de deus no paraíso'. 

Essas são as diretrizes centrais que é o objetivo final de toda a ficção colocada na bíblia, e imposta a massa da população como a 'verdade estabelecida', a 'palavra de deus'.  O Imperador Constantino queria acabar com a instabilidade dentro do império romano, e aconselhado por filósofos, historiadores, e políticos, resolveu que criaria uma religião única, e todas as outras seriam proibidas. A religião cristã é uma construção de Constantino, a figura Jesus foi profundamente modificada, agregando talentos e feitos míticos de outras figuras mais populares. O Jesus verdadeiro, se existiu, era apenas um homem comum, sem poderes, não era nada demais, talvez apenas um médium, como tantos outros da época, não se destacava... O cristianismo gnóstico floreou muito as estórias sobre ele, e Constantino se apropriou e a modificou ainda mais, e completamente, a ponto dele (Jesus), não ter mais nada a ver com a figura original, (se é que existiu uma “figura original”). Jesus Cristo é fundamentalmente apenas uma ficção criada pela elite para alienar as pessoas comuns, torná-los passivos e dóceis, para aceitarem o sua miséria e decadência. A mensagem é clara, e não deixa dúvidas:  - 'veja Jesus, ele aceitou que deveria sofrer e morrer, era a vontade de deus... sigam o EXEMPLO!' –

Nota: Depois disso o nosso jovem católico entusiasmado não apareceu mais, ele fugiu como um Rato foge do Gato, e nunca mais tivemos notícias dele...


Jesus Histórico??

Se Jesus não foi um personagem histórico, de onde veio toda a história do Novo Testamento em primeiro lugar? O nome Hebreu para os Cristãos sempre foi Notzrim. Este nome é derivado da palavra hebraica neitzer, que significa broto ou rebento, um claro símbolo Messiânico. Já havia pessoas chamadas Notzrim no tempo do Rabbi Yehoshua ben Perachyah (100 A.C.). Apesar de os modernos Cristãos afirmarem que o Cristianismo só começou no primeiro século depois de Cristo, é claro que os Cristãos do primeiro século em Israel se consideravam como sendo a continuação do movimento Notzri, que existia há cerca de 150 anos. Um dos mais notáveis Notzrim foi Yeishu ben Pandeira, também conhecido como Yeishu ha-Notzri. Os estudiosos do Talmude sempre mantiveram que a história de Jesus começou com Yeishu. O nome Hebreu para Jesus sempre foi Yeishu, e o Hebreu para “Jesus de Nazaré” sempre foi “Yeishu ha-Notzri” (o nome Yeishu é um diminutivo do nome Yeishua, e não de Yehoshua.) É importante notar que Yeishu ha-Notzri não é um Jesus histórico, uma vez que o Cristianismo moderno nega alguma conexão entre Jesus e Yeishu e, além do mais, partes do mito de Jesus são baseadas em outras personagens históricas além de Yeishu.

Sabemos pouco sobre Yeishu ha-Notzri. Todos os trabalhos modernos que o mencionam são baseados em informação retirada do Tosefta e do Baraitas – escritos feitos ao mesmo tempo do Mishna mas não contidos neste. Porque a informação histórica respeitante a Yeishu é tão danosa para o Cristianismo, muitos autores Cristãos (e também muitos Judeus) tentaram desacreditar esta informação e inventaram muitos argumentos engenhosos para a explicarem. Muitos dos seus argumentos são baseados em mal entendidos e citações erróneas do Baraitas, e para se ter uma imagem exata de Yeishu devem-se ignorar os autores cristãos e examinar o Baraitas diretamente.
A insuficiente informação contida no Baraitas é a seguinte: o Rabi Yehoshua ben Perachyah, num dado momento, repeliu Yeishu. 

As pessoas pensavam que Yeishu era um feiticeiro, considerando que ele tinha levado os Judeus a desencaminharem-se. Como resultado de acusações feitas contra ele (os detalhes das quais não são conhecidos, mas provavelmente envolveriam alta traição), Yeishu foi apedrejado e o seu corpo foi pendurado na véspera da Passagem. Antes disto, ele foi exibido durante 40 dias com um arauto que ia à sua frente anunciando que ele iria ser apedrejado e chamando por gente para avançar e o defenderem. Todavia, nada foi trazido em seu favor. Yeishu tinha cinco discípulos: Mattai, Naqai, Neitzer, Buni e Todah.

No Tosefta e no Baraitas, o nome do pai de Yeishu é Pandeira ou Panteiri. Estes são formas Hebreu-Aramaicas de um nome Grego. Em Hebreu, a terceira consoante do nome é escrito com um dalet ou com um tet. Comparando com outras palavras Gregas transliteradas para Hebreu mostra que o original Grego devia ter tido um delta como sua terceira consoante, e assim a única possibilidade para o nome Grego do pai é Panderos. Como os nomes Gregos eram comuns entre os Judeus durante a época dos Macabeus, não é necessário assumir que ele era Grego, como alguns autores fizeram.

Continua...

Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...


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24 comentários:

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 01: Tudo nos leva a crer que, no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel.
Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus.
Diz−se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu Deus e Jesus Cristo, seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração divina. O Próprio Deus tê−lo−ia escrito, através de homens inspirados por ele, claro. A doutrina cristã ensina que Deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos – onisciência e onipresença –, seria de se esperar que Deus, ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens. Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê−lo e levá−lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar−se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas s coisas de modo certo, correto, exato, e assim inspirar ou ensinar. Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia, escrita por homens inspirados por Deus onipresente e onisciente, está repleta de erros, os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais.
Vejamos apenas um exemplo. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá−la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Hoje, ou melhor, há muito tempo, todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte. Como teria Josué feito parar o sol, a fim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os canamitas, sem acarretar uma catástrofe? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem, sujeito a falhas e erros, é perdoável. Entretanto, sendo um Deus onipresente e onisciente, ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar o quanto é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo−se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo Deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento?
Quando Jeová resolveu disciplinar o comportamento dos hebreus, marcou encontro com Moisés, no Monte Sinai, para lhe entregar as tábuas da lei. Fato idêntico acontecera muito antes, quando Hamurabi teria recebido das mãos do deus Schamash a legislação dos babilônios no século XVII a.C.. A mesma foi encontrada em Susa, uma das grandes metrópoles do então poderoso império babilônio, encontrando−se atualmente guardada no Museu do Louvre, em Paris.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 02:


No que concerne aos Evangelhos, foram escritos em número de 315, copiando−se sempre uns aos outros. No Concílio de Nicéia, tal número foi reduzido para 40, e destes foram sorteados os 4 que até hoje estão vigorando.
A. Laterre, entre outros escritores, assinala ter sido o Evangelho de Marcos o mais antigo, e haver servido de paradigma para os outros, os quais não guardaram sequer fidelidade ao original, dando margem a choques e entrechoques de doutrina.
Após o Evangelho de Marcos, começaram a surgir os demais que, alcançando elevado número, foram reduzidos. A escolha não visou os melhores, o que seria lógico, mas baseou−se tão−somente no prestígio político dos bispos das regiões onde haviam sido compostos.
A. Laterre patenteou igualmente, em “Jesus e sua doutrina”, que a lenda composta pelos fundadores do cristianismo, para ser admitida pelos homens como verdade, fora copiada de fontes mitológicas muito anteriores ao próprio judaísmo, remontando aos antigos deuses hindus, persas ou chineses.
No século II, quando começou a aparecer a biografia de Jesus, havia apenas o interesse político e material em se manter a sua santa personalidade idealizada. Constantino, no século IV, tendo verificado que suas legiões haviam−se tornado reticentes no cumprimento de suas ordens contra os cristãos, resolveu mudar de tática e aderir ao cristianismo. Percebendo que os bispos de Alexandria, Jerusalém, Edessa e Roma tinham a força necessária para fazer−lhe oposição, sentiu−se na contingência de ceder politicamente, com o objetivo de conseguir obediência total e unificar o império. De sorte que sua adesão ou conversão ao cristianismo não se baseou em uma convicção intima, espiritual, porém, resultou de conveniências políticas. Embora não crendo na religião cristã, percebeu que a cruz dar−lhe−ia a força que lhe faltava para tornar−se o imperador único e obedecido cegamente.

Daí a história do sonho que tivera antes de uma batalha, segundo o qual vira a cruz desenhada no céu e estas palavras escritas abaixo: “in hoc signo vincis”, com este sinal, vencerás. Não era cristão verdadeiro, apenas fingia sê−lo para conseguir os seus objetivos.
Dujardin conta−nos que o cristianismo só surgiu a partir do ano 30, graças a um rito em que se via a morte e a ressurreição de Jesus, o qual seria uma divindade pré−cristã. Nesta seita, os seus adeptos denominavam−se apóstolos, significando missionários, os que traziam uma mensagem nova. Os apóstolos desse Jesus juravam terem−no visto, após sua morte, ressuscitar e ascender ao céu. Entretanto, não era este o Jesus dos cristãos.

Ivani Medina disse...

Cristo era o nome que indicava um conjunto de qualidades daquele que havia percorrido a senda interior e, finalmente, encontrado a si ou o alegado Eu superior. Qual Sidarta Guatama, que ficou conhecido como Buda por esse motivo e significado. Portanto, o nome Cristo não se aplicava a uma pessoa específica, sendo utilizado da mesma forma que na acepção budista.

Alguns gnósticos entendiam que a ressureição de Cristo devia ser entendida simbolicamente e não literalmente, exatamente porque Cristo era um símbolo, um mito conhecido na Antiguidade. A ideia de Cristo como um homem-deus nascido na Palestina e crucificado por Poncio Pilatos, há de ter surgido acerca da primeira metade do século II, como uma heresia no seio do gnosticismo.

"De acordo com o mestre gnóstico Teódoto, que escreveu na Ásia Menor entre 140 e 160, o gnóstico é aquele que chegou a compreender 'quem éramos e quem nos tornamos; onde estávamos... para onde nos precipitamos; do que estamos sendo libertos; o que é o nascimento, e o que é o renascimento.' Porém, conhecer-se no nível mais profundo é simultaneamente conhecer Deus; esse é o segredo da gnose. Um outro gnóstico, Monoimus, diz: 'Abandone a procura de Deus, a criação e outras questões similares. Busque-o tomando a si mesmo como ponto de partida. Aprenda quem dentro de você assume tudo para si e diz, "Meu Deus, minha mente, meu pensamento, minha alma, meu corpo." Descubra as origens da tristeza, da alegria, do amor, do ódio... Se investigar cuidadosamente essas questões, você encontrará a si mesmo." (PAGELS, 1995, p. 17)

Por isso, a história é absolutamente muda quanto a conhecida versão ortodoxa de Jesus [o] Cristo, homem-deus salvador da humanidade, na Palestina, no século I. Como optaram por fazer de Cristo uma figura histórica, e ninguém tinha ouvido falar nele e na sua concorrida pregação na Palestina, "evidências" históricas precisavam ser produzidas. Isto se deu ao longo do tempo para validar o personagem, principalmente, depois que os cristãos tiveram acesso aos arquivos romanos, a partir do século IV. Por algum motivo desistiram de algumas daquelas fraudes documentais, como, por exemplo, aquela que "provava" a execução de Jesus Cristo por pilatos. A alegação é que o tal documento teria se perdido. Outra foi a carta de próprio punho de Jesus Cristo ao rei de Edessa. Assim "documentos" como Antiguidades Judaicas; Anais, de Tácito; a carta de Plínio; Vidas dos doze césares, de Suetônio e outros arranjos continuam a ser apresentados como endosso da farsa e substância ao material de propaganda religiosa.

A ressurreição na carne, que dá exitência física a Cristo, a qual os gnósticos tratavam como a fé dos tolos, é justificada de maneira absurdamente arrogante por um dos pais da Igreja, segundo nos revela Elaine Pagels: "O que nunca poderá ser provado ou verificado no presente, diz Tertuliano, 'deve ser acreditado, porque é absurdo' [...]". (PAGELS, 1995, p. 56). “Somente o colégio dos pastores tem o direito de dirigir e governar. A massa não tem direitos, a não ser o de deixar-se governar qual um rebanho obediente que segue o seu pastor”. Papa Pio X (1835-1914). Essa mentalidade, apesar de inadequada aos dias de hoje, permanece pulsante em nosso meio.

Haja Luz disse...

O conhecimento científico, não é dono de nada, muito menos da verdade.
Eles provam o que o conhecimento deles limitado, consegue provar.
Não provam a verdade.
Por isso, não venha acenar com o conhecimento científico, como se isso fosse a verdade, pois demonstra ignorância.

Haja Luz disse...

" : Ok, obrigado pela opinião, porém eu penso de outra forma, isso de ter de dizer o obvio é necessário, sempre as pessoas esclarecidas precisam bater na mesma tecla pois se aqueles que sabem a verdade, se omitem, então torne-se responsáveis se a ignorância se alastrar mais. Ao não dizer nada, ao não dividir o conhecimento adquirido, então tornamo-nos negligentes e responsáveis pela miséria de pessoas inocentes que por motivo de pura falta de informação acabam caindo na ladainha das religiões de massa"

Discordo de muita coisa aqui escrito, mas esta afirmação está certa.

Haja Luz disse...

Em relação ao post, penso que haverá manipulação política através da religião católica.
Eventualmente muitas coisas não são como se conta.

Mas parece exagerado a forma como você fala do Mestre.

Da mesma forma que você nega e relativiza todas as provas históricos sobre o mestre, de igual forma as suas conclusões e pseudo documentos históricos também seram desacreditados.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Pessoa por e-mail:

Título do E-mail: VC ESTÁ COBERTO DE RAZÃO!

Olá Bruno, venho te parabenizar pelo site que desmarcara as religiões. Seu texto é muito claro quando diz que as religiões são a forma mais inteligente de dominar as pessoas, transformando-as mesmo em "cordeirinhos" do sistema. Olha, mas eu acho impossível conseguir alertar esses religiosos porque são pessoas que preferem se acomodar com o que lhes foi passado na infância e de nada adianta argumentar com essa gente, por isso eu acho desgastante tentar convencê-las. Eu, se tivesse um site ou publicação como a sua me recusaria a ficar debatendo e vc viu que as pessoas rogam pragas mesmo kkkk. Elas são más mesmo... Então, vc deveria responder somente aqueles que concordam com seu ponto de vista e que querem obter mais informações, para os críticos, nem responda. Acho que não vale a pena o desgaste. Ah e eles gostam disso mesmo de bate-boca de polêmica, eles sabem que estão errados, mas são conformados, não enxergam a vida deles sem a muleta que é a religião. Mas prossiga publicando as verdades, vc sempre terá seu público e apoiadores. Muito obrigado.

Resposta:

Ok, obrigado pela opinião, porém eu penso de outra forma, isso de ter de dizer o obvio é necessário, sempre as pessoas esclarecidas precisam bater na mesma tecla pois se aqueles que sabem a verdade, se omitem, então torne-se responsáveis se a ignorância se alastrar ainda mais. Ao não dizer nada, ao não dividir o conhecimento adquirido, então tornamo-nos negligentes e responsáveis pela miséria de pessoas inocentes que por motivo de pura falta de informação acabam caindo na ladainha das religiões de massa.

Eu me lembro de como eu era um tolo como todos os outros, aprendi desde a infância que “era assim” e quando me deparei perante os críticos tive uma primeira impressão ruim, fui humilhado (pois foi pessoalmente, e não online) mas depois para piorar eu tive de admitir que eles tinham razão, e que eu era mesmo um “otário”, mas eu não era “otário” por que queira, eu o era por que ninguém teve a bondade até aquele momento de me dizer o obvio, de apontar o que estava na frente do meu nariz mas que eu não enxergava por conta de toda a sofisma, retórica e enganação que é jogada na nossa frente, pelos padres e pastores, pela mídia comprometida com tal, ou qual religião e pelos repetidores, as pessoas comuns e humildes que assim como eu, também eram vítimas dessa lavagem cerebral maciçamente aplicada há mais de 2 mil anos no ocidente.

Hoje agradeço aos críticos que de forma acida e desagradável me fez abrir os olhos para o obvio e me obrigar a pesquisar até ver por mim mesmo que de fato estavam certos... Assim considero que muitos dos cristãos que me amaldiçoa em nome de Jesus, ou de qualquer outro personagem de ficção religioso, vão ainda me agradecer, olhar para trás e dizer, “É, ele tem mesmo razão...”, e vão agradecer aos céus ainda por essa “humilhação” ter sido online, em vez de pessoalmente.

Assim seguirei esclarecendo, e sempre batendo na mesma tecla, quantas vezes for preciso, bilhões de vezes se for o caso, até que essa escuridão trazida pelas religiões deixe de existir. Por falta de tentar é que não vai ser, de qualquer modo a minha consciência estará limpa. Não amargarei remorsos por dizer a verdade, mesmo que a maioria não goste, a verdade dói e a mentira mais ainda...

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Respondendo:

Fanático Cristão confuso: e as pessoas que eu já vi a serem curadas na igreja?

R: Foram curadas por entidades que agem abnegadamente, não tem nada a ver com Jesus, tem a ver com almas humanas desencarnadas atuando, também temos de levar em conta a própria consciência maior de cada pessoa que age, o Deus Interior, ou como gosto de chamar a supraconsciência, que aproveita um momento favorável de concentração, e apelo para acionar a capacidade de curar. Também há curas dentro de centros espiritas, de terreiros de umbanda, dentro de mosteiros budistas, de templos Hindus, etc...

Fanático Cristão confuso: e os espíritos que me atacavam de madrugada?

R: Pois é... almas te atacam de madrugada perturbando o seu sono, tirando a sua paz, e o que Jesus faz quanto a isso? Ele é o salvador que não salva ninguém não é mesmo ?

Fanático Cristão confuso: e as coisas que eu vi na casa que eu vivia quando criança?

R: Devem se tratar de manifestações Poltergeist, você deve ser médium, e no que isso se refere ao tal “salvador”, aquele que não salva ninguém? O que o Jesus mitológico tem a ver com isso??

Fanático Cristão confuso: eu sei que existe o mal, e não creio que não exista o bem... só agradeço a Deus por ter passado e ter visto o que vi, assim mesmo depois de ler isto te digo autor: ''este artigo pode até ter lógica, mas não explica nada do que já vi''

R: Explica sim seu bobão, veja as outras páginas são mais de 550 artigos, todos escritos por mim, tudo que relatou tem explicação e não há qualquer motivo para invocar Jesus ou bíblia para explicar nada. Vá estudar, você tá sendo feito de otário.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus não Salva piedosos cristãos de serem esmagados dentro de uma gruta, mais de 10 pessoas morreram, estavam rezando para Jesus Cristo e este "salvador" não salvou seus devotos... Jesus, o Salvador que não salva ninguém... Artigo: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2016/11/teto-de-gruta-caiu-no-momento-em-que-fieis-rezavam-diz-testemunha.html Teto de gruta caiu no momento em que fiéis rezavam, diz testemunha. Homem presenciou desabamento em Santa Maria do Tocantins. 'Todo mundo saiu correndo e parentes das vítimas ficaram gritando', relata.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

O Conjunto das Aparições Marianas - Nossa Senhora - Mistérios - Sobrenatural - Extraterrestre - ET: http://seteantigoshepta.blogspot.com.br/2012/04/o-conjunto-das-aparicoes-marianas-nossa.html Trecho: O conjunto das aparições Marianas deixa muito claro que a tal entidade que é identificada pelas pessoas como “Maria, mãe de Jesus” na verdade não tem nada a ver com o cristianismo. Ela parece ser uma entidade mais antiga, que foi se “reciclando” com o passar dos tempos, se adaptando segundo a necessidade para se adequar a cultura de tal ou qual região do planeta para que sua palavra seja ouvida e levada a sério. Quem é essa entidade misteriosa que de tempos em tempos se manifesta entre os encarnados, passando mensagens e fazendo efeitos físicos incontestáveis? (eu o dono do site, Bruno GM especulo que deva ser na verdade a alma do próprio planeta Terra).

Ao que tudo indica ela é a mesma que no tempo do Egito era chamada de Ísis, na Babilônia era chamada de Semíramis, no oriente ela aparece também com outros nomes, tais como Kuan Yin, deusa da misericórdia, Saraswati deusa da Sabedoria, Jai Ambe Gauri, a entidade que modificou o corpo de Prahlad Jani para ele não precisar comer nem beber nada [Clique Aqui]. Ela também é mentora da Edelarzil, a paranormal brasileira que materializa maciçamente há mais de 60 anos, sobre Edelarzil, [Clique Aqui]. A Iemajá da religião africana também pode ser identificada como sendo a mesma entidade, sendo que aqui no Brasil foi mesmo misturada com a figura de Maria, Mãe de Jesus. Eu o dono do site Sete Antigos Heptá, não sou cristão, nem muito menos religioso, mas tenho de reconhecer o fenômeno já que ele é real, cientificamente provado. Não acho que a tal entidade seja a “Mãe de Jesus”, até por que este nunca existiu... mas deve se tratar de uma entidade que aproveita da fama da personagem fictícia para passar suas mensagens para que as coisas que ela diz seja levada a sério e divulgada.

Ela [entidade] engana os cristãos, fazendo-os divulgar o que deseja através de toda a estrutura que a Igreja Católica tinha e ainda tem. Tanto que é muito claro que o Terceiro Segredo de Fátima é sobre o Fim das Religiões, [Clique Aqui]

Enfim... A tal entidade certamente existe, e deixa sua marca em todo o mundo, ela não tem a ver com o cristianismo, parece ser uma entidade bondosa que é independente de religiões e ideologias. Não sabemos exatamente qual é a intenção de tal entidade, por que ela faz o que faz? Mas de qualquer modo parece ser benigna, por causa das escolhas que faz, sempre aparece para pessoas pobres, ou pertencentes a raças tidas como “inferiores”, como foi o caso da aparição de Guadalupe, e Nossa Senhora Aparecida no Brasil, etc...

Ela pode muito bem se tratar de uma extraterrestre que intervém, como pode, na historia humana desde tempos imemoriais, se for isso mesmo, por que ela age assim? O que ela quer final? Essas são perguntas que um dia, espero, sejam respondidas...

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu site uma nova era - 01: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm "Se 50 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo uma coisa estúpida." A Falta de Evidência Histórica Para Jesus. A resposta Cristã habitual para os que questionam a historicidade de Jesus é manusear vários documentos como "evidência histórica" para a existência de Jesus. Eles normalmente começam com os evangelhos canônicos, ou seja, O Evangelho segundo S. Mateus, O Evangelho segundo S. Marcos, O Evangelho segundo S. Lucas e O Evangelho segundo S. João.
A afirmação habitual é a de que estes são "registros de testemunhas oculares sobre a vida de Jesus feitas pelos seus discípulos". A resposta a este argumento pode ser resumido numa palavra – pseudepigráfico. Este termo refere-se a trabalhos de escrita cujos autores ocultam as suas verdadeiras identidades atrás de nomes de personagens lendárias do passado. A escrita pseudepigráfica era particularmente popular entre os Judeus durante os períodos Asmoneu e Romano, e este estilo de escrita foi adotado pelos primeiros Cristãos.
Os evangelhos canônicos não são os únicos evangelhos. Por exemplo, há também evangelhos de Maria, Pedro, Tomé e Filipe. Estes quatro evangelhos são reconhecidos como sendo pseudepigráficos tanto por escolares Cristãos como não Cristãos. Eles providenciam uma informação histórica ilegítima dado que foram baseados em rumores e crenças. A existência destes óbvios evangelhos pseudepigráficos faz com que seja bastante racional suspeitar que os evangelhos canônicos poderão também ser pseudepigráficos. O fato de que os primeiros Cristãos escreviam evangelhos pseudepigráficos sugere que isto era de fato a norma. Deste modo, é quando os missionários afirmam que os evangelhos canônicos não são pseudepigráficos que requer provas.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu - 02: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
O Evangelho segundo S. Marcos é escrito no nome de S. Marcos, o discípulo do mítico S. Pedro (S. Pedro é majoritariamente baseado no deus pagão Petra, que era o porteiro do céu e da vida depois da morte na religião egípcia.) Até na mitologia Cristã S. Marcos não era discípulo de Jesus, mas um amigo de S. Paulo e S. Lucas. O Evangelho segundo S. Marcos foi escrito antes do Evangelho segundo S. Mateus e do Evangelho segundo S. Lucas (c. de 100 D.C.), mas depois da destruição do Templo em 70 D.C., que menciona. Muitos Cristãos acreditam que foi escrito em c. 75 D.C.
Esta data não é baseada em História, mas na crença de que um histórico S. Marcos escreveu o evangelho na sua velhice. Isto não é possível, dado que o estilo de linguagem usada em S. Marcos mostra que foi escrita (provavelmente em Roma) por um Romano convertido ao Cristianismo, cuja primeira língua era Latim e não Grego, Hebreu ou Aramaico. De fato, como todos os outros evangelhos são escritos em nome de personagens lendárias do passado, o Evangelho segundo S. Marcos foi provavelmente escrito muito depois de algum Marcos histórico (se houve um) ter morrido. O conteúdo do Evangelho segundo S. Marcos é uma coleção de mitos e lendas que foram juntos de forma a formar uma narrativa contínua. Não há provas de que tenha sido baseado em qualquer fonte histórica de confiança. O Evangelho segundo S. Marcos foi alterado e editado muitas vezes, e a versão moderna provavelmente data de cerca de 150 D.C. Clemente de Alexandria (c. de 150 D.C. – c. de 215 D.C.) queixou-se acerca das versões alternativas deste evangelho, que ainda circulavam no seu tempo (os Carpocratians, uma primeira facção Cristã, considerava a pederastia como sendo uma virtude, e Clemente queixou-se da sua versão do Evangelho segundo S. Marcos, que contava as explorações homossexuais de Jesus com rapazes novos!).
O Evangelho segundo S. Mateus certamente não foi escrito pelo apóstolo S. Mateus. A personagem de S. Mateus é baseada na personagem histórica chamada Mattai, que era um discípulo de Yeishu ben Pandeira (Yeishu, que viveu nos tempos Asmoneus, foi uma das várias pessoas históricas em quem a personagem de Jesus foi baseada.) O Evangelho segundo S. Mateus foi originalmente anônimo e só foi lhe imputado o nome de S. Mateus algures durante a primeira metade do segundo século D.C. A forma primitiva foi provavelmente escrita mais ou menos ao mesmo tempo do Evangelho de S. Lucas (c. de 100 D.C.), pois nenhum dos dois parece saber do outro. Foi alterado e editado até cerca de 150 D.C. Os primeiros dois capítulos, que tratam da virgem a dar à luz, não estavam na versão original, e os Cristãos de Israel com descendência Judaica preferiram esta primeira versão. Para suas fontes, usou o Evangelho segundo S. Marcos e uma coleção de ensinamentos referidos como a Segunda Fonte (ou o Documento Q).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 03: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm

A Segunda Fonte não sobreviveu como um documento isolado, mas todos os seus conteúdos são encontrados no Evangelho segundo S. Marcos e no Evangelho segundo S. Lucas. Todos os ensinamentos aí contidos podem ser encontrados no Judaísmo. Os ensinamentos mais razoáveis podem ser encontrados no Judaísmo ortodoxo, enquanto que os menos razoáveis podem ser encontrados no Judaísmo sectário. Não há nada nele que requeira a nossa suposição da existência de um Jesus histórico real. Apesar do Evangelho segundo S. Mateus e do Evangelho segundo S. Lucas atribuírem os ensinamentos neles contidos a Jesus, a Epístola de S. Tiago atribui-os a S. Tiago. Como foi visto, o Evangelho segundo S. Mateus não providencia nenhuma evidência histórica para Jesus.
O Evangelho de S. Lucas e o livro dos Atos dos Apóstolos (que eram duas partes de um mesmo trabalho) foram escritos em nome da personagem mitológica Cristã de S. Lucas, o médico (que provavelmente não foi uma personagem histórica mas uma adaptação Cristã do deus Grego da cura Lycos.) Até na mitologia Cristã S. Lucas não foi um discípulo de Jesus, mas um amigo de S. Paulo. O Evangelho segundo S. Lucas e os Atos dos Apóstolos usam o livro de Flávio Josefo, "Antiguidades Judaicas", como referência, e assim não podiam ter sido escritos antes de 93 D.C. Nesta altura, qualquer amigo de S. Paulo estaria ou morto ou bem senil. De fato, tanto escolares Cristãos como não Cristãos estão de acordo de que as primeiras versões dos dois livros foram escritas por um Cristão anônimo em c. 100 D.C., e foram alterados e editados até c. 150 – 175 D.C. Além do livro de Flávio Josefo, o Evangelho segundo S. Lucas e os Atos dos Apóstolos também usam o Evangelho de S. Marcos e a Segunda Fonte como referências. Apesar de Flávio Josefo ser considerado mais ou menos de confiança, o autor anônimo muitas vezes lê ou entende mal Flávio Josefo, e além disso nenhuma das informações acerca de Jesus no Evangelho segundo S. Lucas e nos Atos dos Apóstolos vem de Flávio Josefo. Como se vê, o Evangelho segundo S. Lucas e os Atos dos Apóstolos não têm valor histórico.
O Evangelho segundo S. João foi escrito em nome do apóstolo S. João, o irmão de S. Tiago, filho de Zebedeu. O autor do Evangelho segundo S. Lucas usou tantas fontes quantas pode obter, mas ele não tinha conhecimento do Evangelho segundo S. João. Assim, o Evangelho segundo S. João não podia ter sido escrito antes do Evangelho segundo S. Lucas (c 100 D.C.) Conseqüentemente, o Evangelho segundo S. João não podia ter sido escrito pela semi-mítica personagem de S. João, o apóstolo, que era suposto ter sido morto por Herodes Agripa pouco antes da sua própria morte em 44 D.C. (S. João, o apóstolo, é aparentemente baseado num histórico discípulo do falso Messias, Theudas, que foi crucificado pelos Romanos em 44 D.C., e cujos discípulos foram assassinados).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 04: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
O autor real do Evangelho segundo S. João foi, de fato, um anônimo Cristão de Éfeso, na Ásia Menor. O fragmento mais velho sobrevivente do Evangelho segundo S. João data de c. 125 D.C., e assim podemos datar o Evangelho de c. 100 – 125 D.C. Baseados em considerações estilísticas, muitos escolares diminuem a data para c. 100 – 120 D.C. A primeira versão do Evangelho segundo S. João não contém o último capítulo, que trata da aparição de Jesus aos seus discípulos. Tal como os outros Evangelhos, o Evangelho segundo S. João provavelmente só chegou à sua presente forma por volta de 150 – 175 D.C. O autor do Evangelho segundo S. João usou o Evangelho segundo S. Marcos frugalmente, e assim pode-se suspeitar que não confiava nele. Ele ou não tinha lido o Evangelho segundo S. Mateus e o Evangelho segundo S. Lucas ou não confiava neles, pois ele não usa nenhuma informação deles que não tenha sido encontrada no Evangelho segundo S. Marcos.
Grande parte do Evangelho segundo S. João consiste em lendas com óbvias interpretações fundamentais alegóricas, e pode-se suspeitar que o autor nunca tencionou que fossem História. O Evangelho segundo S. João não contém nenhuma informação de fontes históricas de confiança.
Os Cristãos afirmarão que o próprio Evangelho segundo S. João declara que é um documento histórico escrito por S. João. Esta pretensão é baseada nos versos Jo 19.34 – 35 e Jo 21.20 – 24. Jo 19.34 – 35 não afirma que o Evangelho foi escrito por S. João. Afirma que os eventos descritos nos versos imediatamente precedentes foram reportados corretamente por uma testemunha. A passagem é ambígua e não é claro se a testemunha é suposta ser a mesma pessoa que o autor.
Muitos escolares são da opinião de que a ambigüidade é deliberada e que o autor do Evangelho segundo S. João está a tentar arreliar os seus leitores nesta passagem, bem como nas passagens em que conta histórias miraculosas com interpretações alegóricas. Jo 21.20 – 24 também não afirma que o autor é S. João. Afirma que o discípulo mencionado na passagem é alguém que testemunhou os eventos descritos. É mais uma vez notavelmente ambíguo no que refere à questão do discípulo ser a mesma pessoa que o autor. É de notar que esta última passagem é no último capítulo do Evangelho segundo S. João, que não fazia parte do Evangelho original, mas que foi adicionado como um epílogo por um redator anônimo. Tem de se estar consciente do fato de que muitas traduções "fáceis de entender" do Novo Testamento distorcem as passagens mencionadas para remover a ambigüidade encontrada no original Grego (idealmente, uma pessoa precisa de estar familiarizada com o texto original Grego do Novo Testamento de maneira a evitar traduções preconceituosas e corrompidas usadas por fundamentalistas e missionários Cristãos).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 05: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
De maneira a fazer recuar as suas pretensões de que o Evangelho segundo S. Marcos e o Evangelho segundo S. Mateus foram escritos pelos "reais" apóstolos S. Marcos e S. Mateus, e que Jesus é uma personagem histórica, os missionários muitas vezes chamam a atenção para o assim chamado "testemunho de Papias". Papias foi o bispo de Hierápolis (perto de Éfeso) em meados do segundo século D.C. Nenhum dos seus escritos sobreviveu, mas o historiador Cristão Eusébio (c. 260 – 339 D.C.), no seu livro História Eclesiástica (escrito c. 311 – 324 D.C.) parafraseou certas passagens do livro de Papias "Exposition of the Oracles of the Lord" (escrito c. 140 – 160 D.C).

Nestas passagens, Papias afirma que tinha conhecido as filhas do apóstolo S. Filipe, e também reportou várias histórias que afirmou terem vindo de pessoas chamadas Aristion e João, o Ancião, que ainda estariam vivos durante a sua própria vida. Eusébio parece ter pensado que Aristion e João, o Ancião eram discípulos de Jesus. Papias afirmava que João, o Ancião tinha dito que S. Marcos tinha sido o intérprete de S. Pedro e tinha escrito exatamente tudo o que S. Pedro tinha escrito sobre Jesus. Papias também afirmou que S. Mateus tinha compilado todos os "oráculos" em Hebreu, e todos os tinham interpretado o melhor que podiam. Nada disto, no entanto, providencia uma evidência histórica legítima de Jesus nem suporta a crença de que o Evangelho segundo S. Marcos e o Evangelho segundo S. Mateus foram realmente escritos por apóstolos ostentando aqueles nomes.

Papias foi um blasonador e não é de nenhuma maneira certo de que ele tenha sido honesto quando afirmou ter conhecido as filhas de S. Filipe. Mesmo que tivesse, isto iria, no máximo, provar que o apóstolo S. Filipe da mitologia Cristã tinha sido baseado numa personagem histórica. Papias nunca afirmou explicitamente que tinha conhecido Aristion e João, o Ancião. Além do mais, só porque Eusébio no século IV acreditou que tinham sido discípulos de Jesus não quer dizer que tenham sido.

Nada é conhecido sobre quem realmente seria Aristion. Ele não é certamente um dos discípulos na usual tradição Cristã. Já vi livros em que certos fundamentalistas Cristãos afirmam que João, o Ancião era o apóstolo S. João, o filho de Zebedeu, e que ele ainda estaria vivo quando Papias era jovem. Eles também afirmam que Papias viveu entre c. 60 – 130 D.C., e que ele escreveu o seu livro em c. 120 D.C. Estas datas não são baseadas em nenhuma legítima evidência e são um completo disparate: Papias foi bispo de Hierápolis em c. 150 D.C. e como já foi mencionado o seu livro foi escrito algures no período c. 140 – 160 D.C. Puxando a data para Papias para 60 D.C., ainda não o coloca durante o tempo de vida do apóstolo S. João, que, de acordo com as lendas Cristãs normais, foi morto em 44 D.C. Além disso, é improvável que João, o Ancião tenha tido alguma coisa a haver com S. João, o apóstolo.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 06: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
De acordo com Epifâneo (c. 320 – 403), um primitivo Cristão chamado João, o Ancião tinha morrido em 117 D.C. Teremos mais a dizer sobre ele quando discutirmos as três epístolas atribuídas a S. João. Qualquer que seja o caso, as histórias que Papias colecionou eram sendo contadas pelo menos uma década depois de os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos terem sido escritos, e refletem rumores e superstições infundadas acerca das origens destes livros. Em particular, a história acerca de S. Marcos obtida de João, o Ancião, não é mais que uma elaboração superficial da lenda acerca de S. Marcos encontrada nos Atos dos Apóstolos, e assim não nos diz nada acerca das verdadeiras origens do Evangelho segundo S. Marcos. A história acerca de S. Mateus escrever os "oráculos" é simplesmente um rumor, e além disso, não tem nada a haver com o Evangelho segundo S. Mateus. O termo "oráculos" pode apenas ser entendido como uma referência à coleção de escritos conhecidos como Oracles of the Lord, que é referido no título do livro de Papias, e que com toda a probabilidade é a mesma coisa que a Segunda Fonte, não o Evangelho segundo S. Mateus.

Além dos Evangelhos canônicos e dos Atos dos Apóstolos, os missionários também tentam usar as várias epístolas Cristãs como prova da história de Jesus. Eles afirmam que as epístolas são cartas escritas por discípulos e seguidores de Jesus. No entanto, epístolas (do Grego epistole, significando mensagem ou ordem) são livros, escritos sob forma de cartas (usualmente de personagens lendárias do passado), que expõem doutrinas e instruções religiosas. Esta forma de escrita religiosa foi usada pelos Judeus nos tempos Greco-Romanos (a mais famosa epístola Judaica é a Epístola de Jeremias, que é uma prolongada condenação da idolatria, escrita durante o período Helênico na forma de carta pelo profeta Jeremias à população de Jerusalém mesmo antes deles terem sido exilados para a Babilônia.) Como no caso dos Evangelhos, há epístolas Cristãs que não estão contidas no Novo testamento, que escolares tanto Cristãos como não-Cristãos concordam serem epístolas pseudepigráficas e de nenhum valor histórico, pois expõem crenças e não História. A existência de epístolas pseudepigráficas, e verdadeiramente todo o conceito de uma epístola, sugere que as epístolas eram normalmente pseudepigráficas. Ainda assim, são as afirmações dos missionários e Cristãos fundamentalistas de que as epístolas canônicas são cartas genuínas que requerem provas.

A Epístola de S. Judas é escrita em nome de Jude (Judas), o irmão de S. Tiago. De acordo com o Evangelho segundo S. Marcos e o Evangelho segundo S. Mateus, Jesus tinha irmãos chamados Judas e Tiago. Comparando com outros escritos mostra que a Epístola de S. Judas foi escrita em c. 130 D.C., e assim é obviamente pseudepigráfica. No entanto, não há nenhuma evidência que o seu autor usou alguma fonte histórica legítima no que se refere a Jesus.

Duas das epístolas canônicas são escritas em nome de S. Pedro. Dado que S. Pedro é uma adaptação da divindade pagã egípcia Petra, estas epístolas certamente não foram escritas por ele. O estilo e o carácter da Primeira Epístola de S. Pedro sozinhos mostram que não pode ter sido escrita antes de 80 D.C. Até de acordo com a lenda Cristã, S. Pedro era suposto ter morrido no decurso das perseguições instigadas por Nero em c. 64 D.C. e portanto ele não poderia ter escrito a epístola. O autor do Evangelho segundo S. Lucas e dos Atos dos Apóstolos usou todas as fontes escritas que conseguiu obter e tendia a usá-los indiscriminadamente, no entanto ele não menciona quaisquer epístolas de S. Pedro. Isto mostra que a Primeira Epístola de S. Pedro foi provavelmente escrita depois do Evangelho segundo S. Lucas e dos Atos dos Apóstolos (c. 100 D.C.) Nenhuma das referências a Jesus na Primeira Epístola de S. Pedro é tirada de fontes históricas, mas em vez disso reflete crenças e superstições.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 07: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm

A Segunda Epístola de S. Pedro é uma declaração contra os Marcionistas, e portanto deve ter sido escrita em c. 150 D.C. Como se vê, é claramente pseudepigráfico. A Segunda Epístola de S. Pedro usa como fontes: a história da transfiguração de Jesus encontrada no Evangelho segundo S. Marcos, Evangelho segundo S. Mateus e Evangelho segundo S. Lucas, o Apocalipse de S. Pedro e a Epístola de S. Judas. O não canônico Apocalipse de S. Pedro (escrito algures no primeiro quarto do segundo século D.C.) é reconhecido como sendo não-histórico até pelos fundamentalistas Cristãos. Assim, a Segunda Epístola de S. Pedro também não usa qualquer fonte histórica legítima.

Agora voltamo-nos para as epístolas supostamente escritas por S. Paulo. A Primeira Epístola de S. Paulo a Timóteo avisa contra o trabalho Marcionista conhecido como Antithesis. Marcion foi expulso da Igreja de Roma em c. 144 D.C. e a Primeira Epístola de S. Paulo a Timóteo foi escrita pouco depois. Como se vê, temos novamente um caso claro de pseudepigrafia. A Segunda Epístola de S. Paulo a Timóteo e a Epístola de S. Paulo a Tito foram escritas pelo mesmo autor e datam de cerca do mesmo período. Estas três epístolas são conhecidas como as "epístolas pastorais". As 10 restantes epístolas "não-pastorais" escritas no nome de S. Paulo eram conhecidas por Marcion em c. 140 D.C. Algumas delas não foram escritas somente no nome de S. Paulo, mas estão na forma de cartas escritas por S. Paulo em colaboração com vários amigos como Sosthenes, Timóteo e Silas. O autor do Evangelho segundo S. Lucas e dos Atos dos Apóstolos usou todas as vias para obter todas as fontes disponíveis e tendeu a usá-las indiscriminadamente, mas ele não usou nada das epístolas Paulinas.

Podemos então concluir que as epístolas não-pastorais foram escritas depois do Evangelho segundo S. Lucas e dos Atos dos Apóstolos no período c. 100 - 140 D.C. A não-canônica Primeira Epístola de Clemente aos Coríntios (escrita c. 125 D.C.) usa a Primeira Epístola de S. Paulo aos Corintios como fonte, e portanto podemos reduzir a data para essa epístola para 100 - 125 D.C. No entanto, ficamos com a conclusão de que todas as epístolas Paulinas são pseudepigráficas (o semi-mítico S. Paulo era suposto ter morrido durante as perseguições instigadas por Nero em c. 64 D.C.). Algumas das epístolas Paulinas aparentam terem sido alteradas e revistas numerosas vezes antes de terem chegado às suas formas modernas. Como fontes usam-se mutuamente, e ainda os Atos dos Apóstolos, o Evangelho segundo S. Marcos, o Evangelho segundo S. Mateus, o Evangelho segundo S. Lucas e a Primeira Epístola de S. Pedro. Podemos então concluir que não providenciam nenhuma evidência histórica de Jesus.

A Epístola aos Hebreus é uma epístola particularmente interessante, dado que não é pseudepigráfica mas completamente anônima. O seu autor nem revela o seu próprio nome nem escreve em nome de uma personagem mitológica Cristã. Os Cristãos fundamentalistas clamam ser outra epístola de S. Paulo e de fato chamam-lhe Epístola de S. Paulo aos Hebreus. Esta idéia, aparentemente datando do final do quarto século D.C., não é no entanto aceita por todos os Cristãos. Como fonte para a sua informação sobre Jesus usa material comum ao Evangelho segundo S. Marcos, ao Evangelho segundo S. Mateus e ao Evangelho segundo S. Lucas, mas não fontes legítimas. O autor da Primeira Epístola de São Clemente usou-o como fonte, e portanto deve ter sido escrita antes dessa epístola (c. 125 D.C.) mas depois de, pelo menos, o Evangelho segundo S. Marcos (c. 75 - 100 D.C.)

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

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A Epístola de S. Tiago é escrita no nome de um servo de Jesus chamado Tiago (ou Jacobus). No entanto, na mitologia Cristã havia dois apóstolos chamados Tiago e Jesus também tinha um irmão chamado Tiago. Não é claro qual dos Tiagos é o pretendido, e não há entendimento entre os próprios Cristãos. Cita declarações da Segunda Fonte, mas ao contrário do Evangelho segundo S. Mateus e do Evangelho segundo S. Lucas não atribui estas declarações a Jesus, mas apresenta-as como sendo de S. Tiago. Contém um importante argumento contra a doutrina da "salvação através da fé" exposta na Epístola de S. Paulo aos Romanos. Podemos então concluir que foi escrita durante a primeira metade do segundo século D.C., depois da Epístola aos Romanos mas antes do tempo em que o Evangelho segundo S. Mateus e o Evangelho segundo S. Lucas foi aceito por todos os Cristãos. Assim, indiferentemente de qual seja o S. Tiago pretendido, a Epístola de S. Tiago é pseudepigráfica. Não diz quase nada de Jesus e não há evidência de que o autor tinha quaisquer fontes históricas para ele.

Há três epístolas com o nome do apóstolo S. João. Nenhuma delas é, de fato, escrita no nome de S. João, e provavelmente só lhe foram atribuídas algum tempo depois de terem sido escritas. A Primeira Epístola de S. João, tal como a Epístola aos Hebreus, é completamente anônima. A idéia de que foi escrita por S. João vem do fato de que usa o Evangelho segundo S. João como fonte. As outras duas epístolas com o nome de S. João foram escritas por um único autor que em vez de escrever em nome de um apóstolo, escolheu simplesmente chamar-se "o Ancião". A idéia de que estas duas epístolas foram escritas por S. João nasceu das crenças de que "o Ancião" se referia a João, o Ancião, e que ele era a mesma pessoa que o apóstolo S. João.

No caso da Segunda Epístola de S. João, esta crença foi reforçada pelo fato de que essa epístola também usa o Evangelho segundo S. João como fonte. Podemos então concluir que as primeiras duas epístolas atribuídas a S. João foram escritas depois do Evangelho segundo S. João (c. 110 -120 D.C.) Conseqüentemente, nenhuma das três epístolas poderia ter sido escrita pelo apóstolo S. João. Deve-se apontar que é bastante possível que o pseudônimo "o Ancião" se refira à pessoa chamada João, o Ancião, mas se tal assim é, ela não é certamente o apóstolo S. João. As primeiras duas epístolas de S. João apenas usam o Evangelho segundo S. João como fonte para Jesus; elas não usam nenhumas fontes legítima. A Terceira Epístola de S. João menciona "Cristo" escassamente e não há evidências de que tenha usado qualquer fontes históricas para ele.

Além das epístolas com o nome de S. João, o Novo Testamento também contém um livro conhecido como Apocalipse do Apóstolo S. João. Este livro combina duas formas de escrita religiosa, a da epístola e a do apocalipse (apocalipses são trabalhos religiosos que são escritos na forma de revelação acerca do futuro por uma personagem famosa do passado. Estas revelações geralmente descrevem eventos infelizes que ocorrem no tempo em que foram escritas, e também oferecem alguma esperança ao leitor de que as coisas irão melhorar.) Não é certo por quantas revisões passou o Apocalipse do Apóstolo S. João, e assim é difícil datá-la precisamente.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

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Dado que menciona as perseguições instigadas por Nero, podemos dizer com certeza que não foi escrita antes de 64 D.C. Assim sendo, não poderia ter sido escrita pelo "verdadeiro S. João". Os primeiros versos formam uma introdução que é claramente entendida como não sendo de S. João, e que providencia uma vaga admissão de que o livro é pseudepigráfico, apesar do autor sentir que a sua mensagem é inspirada por Deus. O estilo de escrita e as referências à prática de kriobolium (batismo em sangue de ovelha) sugerem que o autor era dessas pessoas de descendência Judaica que misturavam o Judaísmo com práticas pagãs. Havia muitos destes "Judeus pagãos" durante os tempos Romanos, e foram estas pessoas que se tornaram nos primeiros convertidos aos Cristianismo, estabeleceram as primeiras igrejas, e que foram provavelmente também responsáveis pela introdução de mitos pagãos na história de Jesus (eles são também lembrados pela sua crença ridícula de que "Adonai Tzevaot" era o mesmo que o deus pagão "Sebazios".) As referências a Jesus no livro são poucas e não há evidências de que são baseadas em nada mais que crença.

Além das epístolas aceites no Novo Testamento, e além das epístolas que são unanimemente reconhecidas como não tendo qualquer valor (como a Epístola de Barnabas), existem também várias epístolas que embora não aceitas no Novo Testamento são consideradas de valor por alguns Cristãos. Primeiramente, há as epístolas com o nome de Clemente. Na lenda Cristã, S. Clemente foi o terceiro na sucessão a S. Pedro como bispo de Roma. A Primeira Epístola de S. Clemente aos Coríntios não é, de fato, escrita em nome de Clemente, mas no nome da "Igreja de Deus que estadia em Roma". Refere-se a uma perseguição que é geralmente pensada como tendo ocorrido em 95 D.C., no reinado de Domiciano, e refere-se à exoneração dos anciãos da Igreja de Corínto em c. 96 D.C. Os Cristãos acreditam que S. Clemente foi bispo de Roma durante esta altura, e esta é aparentemente a razão pela qual a epístola lhe foi mais tarde atribuída.

Os Cristãos fundamentalistas acreditam que a epístola foi de fato escrita em 96 D.C. Esta data não é possível dado que a epístola se refere a bispos e a padres como grupos separados, uma divisão que não tinha ainda tomado lugar. Considerações estilísticas mostram que foi escrita em c. 125 D.C. Como referências, usa a Epístola aos Hebreus e a Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, mas nenhuma legítima fonte histórica. A Segunda Epístola de S. Clemente é de um autor diferente do primeiro e foi escrita mais tarde. Podemos então concluir que também não foi escrita por S. Clemente (não há evidências de que qualquer uma destas epístolas tenham sido atribuídas a S. Clemente antes da sua incorporação na coleção de livros conhecida como o Codex Alexandrinus, no século quinto D.C.). Como fontes para Jesus, a Segunda Epístola de S. Clemente usa o Evangelho dos Egípcios, um documento que é rejeitado até pelos mais fundamentalistas Cristãos, e também os livros do Novo Testamento que mostramos serem de nenhum valor. Assim, e uma vez mais, não temos nenhuma legítima evidência de Jesus.

A seguir, temos as epístolas escritas no nome de Inácio. De acordo com a lenda, St. Inácio era o bispo de Antioquia que foi morto durante o reinado de Trajano c. 110 D.C. (apesar de ele ser provavelmente baseado numa personagem histórica real, as lendas acerca do seu martírio são largamente ficcionais). Existem quinze epístolas escritas no seu nome. Destas, oito são unanimemente reconhecidas como sendo pseudepigráficas e de nenhum valor no que respeita a Jesus. As restantes sete têm cada uma duas formas, uma maior e outra mais pequena. As formas maiores são claramente edições alteradas e revistas das formas mais pequenas.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

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Os fundamentalistas Cristãos clamam que as formas mais pequenas são as cartas genuínas escritas por St. Inácio. A Epístola de St. Inácio aos Esmirnenses menciona a tripla ordenação de bispos, padres e diáconos, que ainda não tinha tido lugar quando da morte de St. Inácio, que ocorreu o mais tardar em 117 D.C., e que provavelmente teve lugar c. 110 D.C. Todas as sete pequenas epístolas atacam várias crenças Cristãs, hoje consideradas heréticas, que só se tornou prevalecente c. 140 – 150 D.C. A Epístola de St. Inácio aos Romanos mais pequena contém uma citação dos escritos de St. Ireneu, escrito depois de 170 D.C. e publicada c. 185 D.C. Podemos então concluir que as sete epístolas mais curtas são também pseudepigráficas. A Epístola de St. Inácio aos Romanos mais curta foi certamente escrita depois de 170 D.C. (de fato, se não foi escrita por St. Ireneu então foi provavelmente escrita depois de c. 185 D.C.) e as outras seis foram escritas não antes do período c. 140 – 150 D.C., se não mais tarde. Não há fontes para Jesus nas epístolas de St. Inácio que não sejam os livros do Novo Testamento e os escritos de St. Ireneu, que apenas usa o Novo Testamento. Portanto, elas contêm nenhuma evidência legítima para Jesus.

Há também mais duas epístolas que os Cristãos afirmam serem cartas genuínas, a saber, a Epístola de S. Policarpo e o Martírio de S. Policarpo. As epístolas de St. Inácio e as epístolas que dizem respeito a S. Policarpo foram sempre estreitamente associadas. É bastante possível que tenham todas sido escritas pelo escritor Cristão St. Ireneu e seus discípulos. Houve certamente uma primitiva personagem histórica real Cristã chamada Policarpo. Ele foi bispo de Esmirna e foi morto pelos Romanos algures no período de 155 – 165 D.C. Quando St. Ireneu era um rapaz, conheceu S. Policarpo. Fundamentalistas Cristãos afirmam que S. Policarpo era o discípulo do apóstolo S. João.

No entanto, mesmo que aceitemos a lenda de que S. Policarpo tenha vivido até à idade de 86, ele não poderia ter nascido antes de 67 D.C., e portanto não poderia ter sido discípulo de S. João (é possível que tenha sido discípulo do enigmático João, o Ansião). Como St. Ireneu tinha conhecido S. Policarpo, também assumiram que St. Ireneu era de fato seu discípulo, uma pretensão para a qual não há evidências. A Epístola de S. Policarpo usa a maior parte dos livros do Novo Testamento e as epístolas de St. Inácio como referências, mas não usa fontes legítimas para Jesus. Os Cristãos que rejeitam as epístolas de St. Inácio mas que acreditam ser a Epístola de S. Policarpo uma carta genuína afirmam que as referências às epístolas de Inácio são uma inserção tardia. Esta idéia é baseada em inclinações pessoais, e não em nenhuma evidência genuína. Baseada numa crença cega que a epístola é uma carta genuína, alguns Cristãos datam-na de meados do segundo século D.C., pouco antes da morte de S. Policarpo. No entanto, as referências às epístolas de St. Inácio sugere que foi de fato escrita algures durante as últimas décadas do segundo século D.C., pelo menos cerca de uma década depois da morte de Policarpo, se não mais tarde.

O Martírio de S. Policarpo é escrito em nome da "Igreja de Deus que estadia em Esmirna". Começa na forma de carta, mas o seu corpo principal é escrito na forma de uma história vulgar. Fala-nos do conto do martírio de S. Policarpo. Tal como a Epístola de S. Policarpo, foi escrita algures durante as últimas décadas do segundo século D.C. Infelizmente, não existe evidência de que tenha usado quaisquer fontes de confiança para a sua história, apenas rumores e boatos. De fato, a história parece ser altamente ficcional. As referências a Jesus não são tiradas de qualquer fonte de confiança.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 11: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm

Assim, vimos que as epístolas usadas pelos missionários como "evidências" são tão ilegítimas como os evangelhos. Ainda assim, o leitor deve ter em atenção as traduções fáceis de entender do Novo Testamento, dado que elas chamam ás epístolas "cartas", e portanto implicando incorretamente que elas são na verdade cartas escritas pelas pessoas das quais levaram o nome.
Agora, além dos livros do Novo Testamento, e além das epístolas relativas a S. Clemente, St. Inácio e S. Policarpo, há ainda mais um trabalho religioso Cristão que os Cristãos afirmam ser uma evidência histórica de Jesus, a saber, os Ensinamentos dos Doze Apóstolos, também conhecido como o Didache. Todos os outros primitivos trabalhos religiosos Cristãos ou são totalmente rejeitados pelos modernos Cristãos ou pelo menos reconhecidos como não sendo fontes primárias no que respeita a Jesus. O Didache começou como documento sectário Judeu, provavelmente escrito durante o período de tumulto em c. 70 D.C.

A sua forma primitiva consistia em ensinamentos morais e predições da destruição da corrente ordem mundial. Esta primeira versão, que obviamente não mencionava Jesus, foi tomada pelos Cristãos, que o reviram e alteraram bastante, adicionando uma história de Jesus e regras de culto para as primeiras comunidades Cristãs. Os escolares estimam que a primeira versão Cristã do Didache não poderia ter sido escrita muito depois de 95 D.C. Provavelmente só chegou à sua forma final por volta c. 120 D.C. Parece ter servido uma comunidade Cristã isolada na Síria como uma "Ordem da Igreja" durante o período c. 100 – 130 D.C. No entanto, não há evidências de que a sua história de Jesus tenha sido baseada em qualquer fonte de confiança, e como havemos mencionado, a primitiva versão Judaica não tinha nada a haver com Jesus.

De fato, este documento providencia informação de que o mito de Jesus cresceu gradualmente. Tal como o Evangelho segundo S. Marcos e as primeiras versões do Evangelho segundo S. Mateus, a história de Jesus no Didache não faz menção de um nascimento de uma virgem. Não faz menção dos fantásticos milagres que foram mais tarde atribuídos a Jesus. Apesar de Jesus ser referido como "filho" de Deus, parece que este termo é usado simbolicamente. A evidência que temos em relação à origem do mito da crucificação sugere que uma das coisas que levou a este mito era o fato da cruz ser o símbolo astrológico do Equinócio Vernal, que ocorre perto da Passagem, quando se acredita que Jesus tenha sido morto. Assim, não é de surpreender que a história no Didache não mencione Jesus a ser crucificado, apesar de mencionar uma cruz no céu como símbolo de Jesus.

Os doze apóstolos mencionados no título do Didache não aparecem como doze reais discípulos de Jesus, e o termo refere-se claramente aos doze filhos de Jacob que representam as doze tribos de Israel. Assim, o Didache providencia pistas vitais no que respeita ao crescimento do mito de Jesus, mas certamente não providencia qualquer evidência de um Jesus histórico.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 12: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
Dado que nenhum dos textos religiosos Cristãos providencia nenhuma evidência aceitável de Jesus, os missionários voltam-se a seguir para textos não-Cristãos. Os Cristãos afirmam que vários historiadores de confiança registraram informação acerca de Jesus. Apesar de alguns destes historiadores serem mais ou menos aceitos, veremos que eles não providenciam qualquer informação acerca de Jesus.

Primeiramente, os Cristãos afirmam que o historiador Judeu Flávio Josefo registrou informações acerca de Jesus no seu livro Antiguidades Judaicas (publicado c. 93 – 94 D.C.) É verdade que este livro contém informações sobre os três falsos Messias, Yehuda da Galileia, Theudas e Benjamim, o Egípcio, e é verdade que a personagem de Jesus parece ser baseada em todos eles, mas nenhum deles pode ser considerado como o Jesus histórico. Além do mais, no livro dos Atos dos Apóstolos, estas pessoas são mencionadas como sendo pessoas diferentes de Jesus, e assim o Cristianismo moderno rejeita alguma relação entre eles e Jesus. Nas edições Cristãs revistas das Antiguidades Judaicas, há duas passagens que se referem a Jesus como está retratado nos trabalhos religiosos Cristãos. Nenhuma destas passagens são encontradas na versão original das Antiguidades Judaicas, que foi preservada pelos Judeus. A primeira passagem (XVII,3,3) foi citada pela escrita de Eusebius em c. 320 D.C., e portanto podemos concluir que foi adicionada algures entre o tempo em que os Cristãos detiveram as Antiguidades Judaicas e c. 320 D.C. Não é conhecido quando a outra passagem (XX,9,1) foi adicionada. Nenhuma das passagens é baseada em qualquer fonte de confiança. É fraudulento afirmar que estas passagens foram escritas por Flávio Josefo, e que elas providenciam evidências para Jesus. Elas foram escritas por redatores Cristãos e são baseadas puramente na crença Cristã.

A seguir, os Cristãos apontarão para os Anais de Tácito. Nos Anais XV,44, Tácito descreve como Nero culpou os Cristãos pelo incêndio de Roma em 64 D.C. Ele menciona que o nome "Cristãos" era originário de uma pessoa chamada Christus, que tinha sido executada por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. É certamente verdade que o nome "Cristãos" é derivado de Cristo ou Christus (= Messias), mas a afirmação de Tácito de que ele foi executado por Pilatos durante o reinado de Tibério é baseado puramente nas afirmações feitas pelos próprios Cristãos e que apareciam nos Evangelho segundo S. Marcos, Evangelho segundo S. Mateus e Evangelho segundo S. Lucas, que já tinham tido extensa circulação quando os Anais estavam a ser escritos (os Anais foram publicados depois de 115 D.C. e não foram certamente escritos antes de 110 D.C.).

Portanto, embora os Anais contenham uma frase na qual se fala de "Christus" como uma verdadeira pessoa, esta frase foi puramente baseada em afirmações e crenças Cristãs, que são de nenhum valor histórico. É bastante irônico que os modernos Cristãos usem Tácito para suportarem as suas crenças dado que ele era o menos exato de todos os historiadores Romanos. Ele justifica o ódio aos Cristãos dizendo que eles cometiam abominações. Além de "Christus", ele também fala de outros deuses pagãos como se eles realmente existissem. O seu sumário da História do Médio Oriente no seu livro Histórias é tão distorcido que é ridículo. Podemos concluir que a sua única menção de Christus não pode ser tida como uma evidência de confiança de um Jesus histórico.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 13: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm
Uma vez Tácito ser rejeitado, os Cristãos afirmarão que uma das cartas de Plínio, o Jovem ao imperador Trajano providencia evidências de um Jesus histórico (Cartas X,96.) Isto é um disparate. A carta em questão simplesmente menciona que certos Cristãos tinham maldito "Cristo" para evitarem serem castigados. Não afirma que este Cristo realmente tenha existido. A carta em questão foi escrita antes da morte de Plínio em c. 114 D.C., mas depois de ele ser mandado para Bitínia em 111 D.C., provavelmente no ano 112 D.C. Assim, ela providencia nada mais que uma confirmação do fato trivial de que à volta do começo da décima segunda década D.C. os Cristãos normalmente não amaldiçoavam algo chamado "Cristo" apesar de alguns o terem feito para evitarem o castigo. Não providencia nenhuma evidência de um Jesus histórico.

Os Cristãos irão também afirmar que Suetônio registrou evidências de Jesus no seu livro As Vidas dos Imperadores (também conhecido como Os doze Césares.) A passagem em questão é Cláudio 25, onde menciona que o imperador Cláudio expulsou os Judeus de Roma (aparentemente em 49 D.C.) porque eles causavam distúrbios contínuos instigados por um certo Chrestus. Se assumirmos cegamente que "Chrestus" se refere a Jesus, então, se é que, esta passagem contradiz a história Cristã de Jesus dado que Jesus era suposto ter sido crucificado quando Pôncio Pilatos era procurador (26 – 46 D.C.) durante o reinado de Tibério, e além do mais, ele nunca foi suposto ter estado em Roma! Suetônio viveu durante o período c. 75 – 150 D.C., e o seu livro, As Vidas dos Imperadores, foi publicado durante o período 119 – 120 D.C., tendo sido escrito algum tempo depois da morte de Domiciano em 96 D.C.

Assim sendo, o evento que ele descreve ocorreu pelo menos 45 anos antes de ele ter escrito acerca disso, e assim não podemos ter a certeza da sua exatidão. O nome Chrestus é derivado do Grego Chrestos, que significa "o bom" e não é o mesmo que Christ ou Christus que são derivados do Grego Christos, que significa "o ungido/Messias". Se tomarmos a passagem pelo seu valor nominal ela refere-se a uma pessoa chamada Chrestus que estava em Roma e que não tinha nada a ver com Jesus ou com qualquer outro "Cristo". O termo Chrestos era bastantes aplicado para os deuses pagãos e muitas das pessoas em Roma chamados "Judeus" eram na verdade pessoas que misturavam crenças Judaicas com crenças pagãs e que não eram necessariamente de descendência Judaica.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Jesus nunca Existiu – 14: http://www.umanovaera.com/Fraudes_Religiosas/falta_de_evidencia_historica.htm

Assim, é também possível que a passagem se refira a conflitos envolvendo estes "Judeus" pagãos que adoravam um deus pagão (como Sebazios) de título Chrestos. Por outro lado, as palavras Chrestos e Christos eram muitas vezes confundidas, e assim a passagem poderia até referir-se a algum conflito envolvendo Judeus que acreditavam que alguma pessoa era o Messias, mas esta pessoa poderá ou poderá não ter estado realmente em Roma, e por tudo o que sabemos, ele poderá não ter sido uma verdadeira personagem histórica. Deve-se ter em memória que o evento descrito teve lugar só alguns anos após a crucificação do falso Messias Theudas em 44 D.C. e que a passagem pode-se referir aos seus seguidores em Roma. Os Cristãos afirmam que a passagem se refere a Jesus e aos conflitos que nasceram depois de S. Paulo ter trazido notícias dele a Roma, e que Suetônio apenas se enganou acerca do próprio Jesus ter estado em Roma. No entanto, esta interpretação é baseada na crença cega em Jesus e nos mitos acerca de S. Paulo e não há nada que sugira ser esta a correta interpretação. Assim, podemos concluir que Suetônio também falha em providenciar qualquer evidência de um Jesus histórico.

Todos os outros escritores que mencionam Jesus, desde S. Justino, o Mártir no segundo século D.C. aos últimos intérpretes do mito Cristão no século vinte, basearam todos as suas referências a Jesus nas fontes que desacreditamos acima. Conseqüentemente, as suas pretensões são de nenhum valor como evidências históricas. Ficamos então com a conclusão que de que não há absolutamente nenhuma evidência histórica de confiança e aceitável. Todas as referências a Jesus são derivadas das crenças supersticiosas e mitos da primitiva comunidade Cristã. A maioria destas crenças apenas apareceram após a perseguição de Nero e a tragédia de 70 D.C. Muitas destas crenças são baseadas nas lendas pagãs acerca dos deuses Tammuz, Osíris, Attis, Dioniso e o deus sol Mithras.

Outros mitos acerca de Jesus parecem ser baseados em diferentes e variadas personagens históricas tais como os criminosos condenados Yeishu ben Pandeira e ben Stada, e os falsos Messias crucificados Yehuda, Theudas e Benjamim, mas nenhuma destas pessoas pode ser considerada como um Jesus histórico.

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- “Lamento, eu lamento muito... mas a maior revelação que o ‘Salto’ trás não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermino de uma Super Potencia do Universo Local”. [Bruno Guerreiro de Moraes]