quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ditadura Mundial dos Banqueiros - Parte [1 de 5] - Os Donos do Planeta

Veja Todas as Partes: [Parte 1] - [Parte 2] - [Parte 3] - [Parte 4] - [Parte 5]
*Plutocratas - os donos do Mundo (*A plutocracia [do grego ploutos: riqueza; kratos: poder] é um sistema perpetuo no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico)
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-“Ao redor do mundo, uma conspiração monolítica e implacável se opõe a nós. Baseia-se primeiramente no encobrimento, para expandir sua esfera de influencia. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos, para formar uma maquina sofisticada, altamente eficiente que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, econômicas, cientificas e políticas. Seus procedimentos não são revelados ao publico. Seus erros são enterrados. Não viram capa de jornal. Seus dissidentes são silenciados, não aclamados... (John F. Kennedy, 35º presidente dos EUA, assassinado poucos dias depois de discursar esse texto acima).

Toda indústria produz uma comodidade. Podem ser produtos, podem ser serviços. Mas o objetivo é sempre trocar esses ítens por seu valor em moeda. Estranhamente, existe uma indústria no mundo que ambiciona o próprio bem que cria – e que compra dinheiro por dinheiro. Para acompanhar essa história, é preciso entender como esse ‘bug’ (termo em inglês que quer dizer erro, problema do sistema, defeito) se infiltrou na nossa realidade diária – e aceitar que ele tem estado invisível por mais de 1000 anos. Na história moderna, o berço desse épico de ironias é a Inglaterra do *Rei Charles II [*1] Aqui encontramos ourives, donos de grandes riquezas e de cofres ainda maiores.

No espírito da conveniência, alguns passaram a alugar espaço em seus cofres para clientes preferenciais, que deixavam seu ouro e prata em segurança e saíam da loja com um recibo em mãos. Ora, é muito mais fácil andar por aí com um comprovante de papel do que sacolas de minério polido. Tornou-se praxe comerciar com os recibos em si, fidedignos símbolos de riquezas possuídas. Resultado – pouquíssimos clientes retornavam ao ourives, criando uma reserva de ouro e prata que nunca saía de seu cofre. Em alguma cidade da Inglaterra medieval, um ourives desiludido com a arte circulou um recibo de um ouro que não existia, sabendo que ninguém poderia averiguar.

A cada recibo na rua, ele ganhava um percentual de juros. A prática virou febre – a um certo ponto, tinha dez vezes mais recibos com o povo do que seu respectivo valor em ouro e prata nos cofres - Surgiam os bancos fracionários’, sistema usado até hoje em 90% do mundo. Acelerando no tempo, encontramos esse mesmo modelo nas mãos dos *Cavaleiros Templários [*2] – inicialmente protetores jurados do caminho dos peregrinos, mais tarde uma força política superior à autoridade monárquica. Entre suas muitas funções estava a guarda de depositórios espalhados pela estrada para Jerusalém. Nesses portos seguros, os prósperos lordes cristãos depositavam suas fortunas enquanto peregrinavam para a Terra Santa.

Com o tempo, a necessidade levou à criação de um sistema de cheques que possibilitasse a retirada de ouro em Jerusalém com base em um tesouro armazenado em Paris, por exemplo. A fortuna que os Templários acumularam com esse esquema inspiraria lendas.Na Sexta-Feira 13 de 1307, os Templários foram acusados de Heresia, e todos os cavaleiros da França foram simultaneamente presos sob ordens do próprio Papa. Por trás da ordem estava Phillip VI, então Rei da França, que tinha tomado emprestado quantias exorbitantes dos Templos para financiar sua campanha contra a Inglaterra. O ardil de Phillip funcionou, e sua dívida não só foi esquecida, como também os tesouros dos cofres templários puderam ser confiscados pelo governo. Cavaleiros pobres e excomungados reagem distintamente à adversidade – Jacques de Molay, por exemplo, fundou a Maçonaria...Os outros viraram os primeiros banqueiros internacionais da história. Inglaterra de novo. O Rei Henrique I ascende ao trono de um país onde impostos ainda são pagos em bens ao invés de moedas.


Para facilitar a contabilidade, convencionou-se marcar cada pagamento feito ao governo em pedaços de madeira – aliás, duas metades do mesmo pedaço eram marcadas [*3]. Uma ficava com o contribuinte, como prova de seu pagamento, e a outra ficava com a tesouraria real, para controle do rei contra falsificações. Era um sistema eficiente, evitava confusões. Passaram a chamar esses pedaços de madeira simplesmente de ‘talos’. Em mais uma manifestação do relacionamento ‘criativo’ que os ingleses desenvolveram com o dinheiro, Henrique I começou a mandar fazer talos e repassá-los ao povo em troca de favores urgentes. Dessa forma, ele acumulava produtos/serviços em tempos de depressão, e na hora de pagar impostos, aqueles que o ajudaram podiam ficar isentos, uma vez que tinham os talos para provar. A moda pegou, e o número de talos na posse de cada família inglesa cresceu vertiginosamente.

Em competição direta com os recibos forjados por ourives desde os anos 1000, os talos do Rei Henrique passaram a ser aceitos como dinheiro. A Inglaterra assistiu à sua melhor época sob esse novo modelo, prosperando sob uma política monetária controlada pelo estado ao invés de banqueiros descompromissados com o povo. Como é possível manter uma economia viva com base em pedaços de madeira? Ora, a moeda que usamos hoje é muito mais digna de piada – retângulos de papel! A verdade é que qualquer moeda vale tanto quanto a sua popularidade. Já que Henrique só aceitava embolsos se esses fossem comprovados por talos – e já que todo mundo está sujeito ao pagamento de impostos – foi uma questão de tempo até que objetos aparentemente efêmeros se tornassem símbolo de riqueza e status social. Quando o lucro proveniente dos bancos fracionários começou a decair em função dos talos, os banqueiros residentes em Londres combinaram de destruir a moeda do Estado. Curiosamente, a oportunidade para fazê-lo pode ter surgido com a descoberta do Brasil. Enquanto Pedro Álvares Cabral celebrava o achado de um novo mundo, o Rei Henrique VIII revogou várias proibições sobre a prática da usura, talvez a fim de facilitar e entrada de ouro sul-americano em seu país. O entendimento do rei em matéria de economia provou ser medíocre, porque os banqueiros internacionais aproveitaram a oportunidade para inundar a Inglaterra de metais preciosos canalizados através da Espanha e Portugal.


Com esse influxo de ouro e prata, os bancos fracionários ficaram cheios novamente (gerando mais recibos e fortunas para eles). Mas dessa vez, os banqueiros não se acomodariam – seu objetivo era maior. Eles negaram empréstimos ao povo até a economia inglesa encontrar o fundo do poço. Veio a insatisfação popular, e com ela, Oliver Cromwell, o herói da Revolução Inglesa. Era exatamente o que os banqueiros queriam. Graças ao financiamento desses, um contingente de personagens únicos foi fretado para a Inglaterra, incluindo o embaixador de Portugal, De Souza, que abrigou os revoltosos sob sua imunidade diplomática, e o filósofo Calvino, fundador do Calvinismo. Com o patrocínio dos bancos e apoio revolucionário internacional, Cromwell pôde transformar sua milícia de camponeses mal-adaptados em um exército capaz de fazer frente à Coroa. O rei foi morto, e o parlamento, extinto... Sob a bandeira de uma nova administração, os banqueiros receberam carta branca para retomar suas atividades. Cromwell tinha sido um Judas de propósito transitório – se vendeu como um mercenário, e foi descartado como tal.

Em 1770, Sir William Pitt diria: “Há algo por trás do trono maior que o próprio rei”. Os cinqüenta anos que sucederam a Revolução Inglesa assistiriam a uma série interminável de guerras que deixou a Inglaterra em ruínas. Todas engendradas por banqueiros internacionais, que a essa altura, já eram lordes plutocratasÀs vésperas de 1700, oficiais do governo imploravam junto aos banqueiros por empréstimos que financiassem suas agendas políticas. Eventualmente, eles disseram ‘sim’. Com uma condição...

Continua - Veja Todas as Partes: [Parte 1] - [Parte 2] - [Parte 3] - [Parte 4] - [Parte 5]

Notas:

1 Thorold Rogers, Industrial and Commercial History of England
2 Herbert G. Dorsey III, The Historical Influence of International Banking
3 Cunningham, W. Royal Revenues in The Growth of English Industry and Commerce during the Early and Middle Ages(Cambridge University Press, 1915).


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Um comentário:

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Frases minhas, pensem no assunto e reconheçam a dura realidade:


- “Os ricos garantem suas fortunas manipulando o povo, tornar o resto da população idiota é uma questão de sobrevivência para eles” [Bruno G. Moraes]

- “Liberdade de informação? Isso não existe! Os ricos dominam a mídia,então ela está, (e sempre esteve) sob uma pesada tirania, desde o inicio...” [Bruno G. Moraes]

- “Não pretendo entrar nesse debate frívolo, pois seja quem for o ganhador, quem realmente senta na cadeira de presidente é a Elite” [Bruno G. Moraes]

- “Sempre são os mais ricos que mandam, aos pobres resta à esperança deles próprios um dia serem ricos...” [Bruno G. Moraes]

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- “Lamento, eu lamento muito... mas a maior revelação que o ‘Salto’ trás não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermino de uma Super Potencia do Universo Local”. (Bruno Guerreiro de Moraes)