segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Universo Holográfico - Tudo é Um Sonho - [1 de 2] - O Micro Está no Macro, o Macro está no Micro

Você Sabe o que é “O Salto Quântico Genético”? [Clique Aqui]

Parte 02 do Artigo [Clique Aqui]

O Paradigma do Universo e da Consciência 

Apresento esse excelente documentário, ao assisti-lo você terá uma boa idéia sobre o que é esse conceito tão pouco divulgado sobre o Universo ser apenas um holograma, uma ilusão projetada por sei lá quem (deus?) mas que as pessoas materialistas/ateus teimam em dizer que é a “Realidade”. Ele versa sobre um conceito muito transcendental, que apesar de ser bem REAL é ignorado pela maioria dos assim chamados “cientistas Ateus/Materialistas” [na verdade pseudocientistas]. Mais do que apenas uma “teoria” esse vídeo trata de um FATO COMPROVADO PELA EXPERIMENTAÇÃO, não é apenas um conceito filosófico, nem muito menos uma especulação imaginativa (como acontece com a Teoria da Evolução) vejam o documentário e depois leia os textos que escrevi. Esse primeiro vídeo é um trecho da série "Além do Cosmos", depois segue o documentário independente:

Assista aos Documentários - Parte 01:


Obs. O documentário é fantástico, perturbador e maravilhoso, mas... no final (ultima parte) o autor do vídeo “enfia o pé na jaca” ao terminar invocando conceitos religiosos toscos tais como: “anjo da morte”, “Allah”, “Ressurreição”, “Julgamento Final”, “Inferno”, e outras bobagens do tipo. Um documentário de cunho fortemente cientifico e transcendental se torna no final um deprimente culto evangélico, lamentável... Mas não tira o mérito do vídeo e muito menos da idéia cientifica e filosófica do “Universo como um Holograma”. Alias é uma boa eu postar aqui um link para uma matéria nesse mesmo site sobre a Glândula Pineal, pois tem tudo a ver, [Clique Aqui]. No caso da Pineal ao que tudo indica é lá a sede do espírito no corpo humano...

Parte 02:

Esse documentário se refere a uma teoria do físico Alain Aspect (Universidade de Paris) lançada em 1982 e fundamentada pelo físico da Universidade de Londres, David Bohm. A capa do livro acima é do escritor/editor Marcos Torrigo, foi lançado em 2004 pela editora Madras (ele é editor assistente lá).

Segue agora todo o texto do vídeo, se quiser imprima-o, faça e-books, mande por e-mail, etc...

Textos do Vídeo acima: 

AVISO

O tema do filme que você esta para ver, revela um segredo crucial em sua vida. Você deve vê-lo atentamente pois refere-se a um tema que poderá provocar alterações fundamentais em sua visão do mundo material. O conteúdo deste filme não é apenas uma visão diferente ou um pensamento filosófico. Na realidade são fatos comprovados pela ciência.

O SEGREDO POR TRÁS DA MATÉRIA

O homem é condicionado, desde seu nascimento, a pensar que o mundo em que vive é uma realidade absolutamente material. Assim ele cresce sob o efeito deste condicionamento e constrói toda a sua vida baseado neste ponto de vista. As descobertas da ciência moderna, entretanto, revelaram a completa diferença entre a realidade significativa e o que é presumido. Toda a informação que recebemos de nosso mundo exterior nos é transmitida por nossos cinco sentidos. O mundo que conhecemos consiste do que nossos olhos vêem, nossos ouvidos ouvem, nossos narizes cheiram, nossas língua saboreiam e nossas mãos sentem. O homem depende, desde o nascimento, destes cinco sentidos. Assim ele conhece o mundo exterior apenas da forma com que é apresentado por estes cinco sentidos. Atualmente, pesquisas cientificas sobre os nossos sentidos revelaram fatos bem diferentes daquilo que denominamos de "mundo externo". E estes fatos trouxeram a luz um importante segredo sobre a matéria de que é feito o "mundo externo".

Um pensador contemporâneo (Frederick West) assinala as declarações de alguns cientistas afirmando que "o homem é uma imagem, toda experiência é temporária e ilusória, e este universo é uma sombra", parecem estar sendo comprovadas pela ciência em nossos dias. Para melhor captar este segredo por trás da matéria, devemos nos relembrar de como captamos a informação da realidade que nos prove com a mais extensa informação de nosso mundo exterior.

COMO VEMOS?

A visão ativa ocorre progressivamente. No momento da visão, partículas luminosas, denominadas fótons viajam do objeto até o olho e passam pelo cristalino onde são refratados e focados na retina, no fundo do olho. Aqui, os raios luminosos são transformados em sinais elétricos e transmitidos por neurônios até o centro da visão na parte posterior do cérebro. A visão realmente ocorre no centro da visão no fundo do cérebro. Todas as imagens que vemos durante a vida e todos os eventos que experimentamos são na realidade experimentados neste pequeno e escuro lugar.Tanto o filme que você esta vendo agora bem como as paisagens sem fronteiras que você vê quando mira o horizonte, na realidade comprimem-se neste espaço de poucos centímetros. Vamos reconsiderar alguns conceitos, cuidadosamente. Quando dizemos "nós vemos", na realidade vemos o efeito dos raios atingindo os olhos, convertidos em sinais elétricos e formados no cérebro. Quando dizemos "nos vemos", na realidade observamos os sinais elétricos em nosso cérebro. A propósito, há um outro aspecto a considerar. O cérebro esta "selado" para a luz e esta sempre em completa escuridão.

Assim, não é possível ao cérebro contatar a luz, por si mesmo. Podemos explicar este interessante fenômeno com um exemplo. Vamos supor que a nossa frente esta uma vela acesa e nos vemos sua luz. Durante o período em que vemos a luz da vela, o interior de nosso crânio e o cérebro estão em completa escuridão. A luz da vela jamais ilumina nosso cérebro e nosso centro de visão. Entretanto, nos vemos um mundo luminoso e colorido dentro de nosso cérebro sem luz. O mesmo se aplica a todos os nossos outros sentidos, som, tato, sabor e olfato, que são percebidos no cérebro como sinais elétricos. Desta forma, o cérebro, durante nossa vida jamais se confronta com a fonte original da matéria existente fora de nos, mas apenas uma cópia elétrica da mesma, formada dentro de nosso cérebro. Neste ponto somos iludidos a pensar que estas copias são instancias da realidade material fora de nós.

O MUNDO EXTERIOR EM NOSSO CÉREBRO

Estes fatos físicos nos fazem chegar a uma indiscutível conclusão. Tudo aquilo que vemos, ouvimos, tocamos e sentimos como matéria, o mundo e mesmo o universo são apenas sinais elétricos em nosso cérebro. Por exemplo, vemos um pássaro em nosso mundo exterior. Mas na realidade este pássaro não esta em nosso mundo exterior, porem em nosso cérebro. As partículas de luz refletidas pelo pássaro alcançam nosso olho e de lá são convertidos em sinais elétricos. Estes sinais são transmitidos por neurônios para o centro da visão no cérebro. O pássaro que vemos é na realidade o resultado de sinais elétricos em nosso cérebro.

Se o nervo conduzindo a informação fosse desconectado o pássaro desapareceria subitamente. Da mesma forma os sons do pássaro são também formados em nosso cérebro. Se o nervo conduzindo os sinais elétricos do ouvido ao cérebro fosse desconectado não haveria qualquer som. Colocando de forma simples, o pássaro, a forma do pássaro que vemos e o seu som que ouvimos é apenas a interpretação, efetuada pelo cérebro, de sinais elétricos. Outro ponto a ser considerado é a sensação de distancia. Por exemplo a distancia entre você e esta tela. É apenas uma sensação de espaço formada em seu cérebro. Também, objetos que parecem estar muito distantes na visão de um individuo, são na realidade imagens plasmadas em um ponto dentro do cérebro. Por exemplo, alguém que observe as estrelas, assume que elas estão a milhões de anos luz distantes dele. Na realidade as estrelas estão dentro dele. E a visão em seu cérebro. Enquanto você vê este filme, você assume que você esta em um ambiente, mas na realidade o ambiente esta em você. Você vendo seu corpo o faz pensar que esta dentro dele, entretanto você deve observar que seu corpo também é uma imagem formada em seu cérebro.

Até agora falamos de um mundo exterior, de um mundo de percepções formadas em nosso cérebro. Do que nos vemos. Entretanto como nunca podemos alcançar o mundo externo, como podemos estar certos de que este mundo externo realmente existe? Definitivamente, não podemos. A única realidade com que lidamos é o mundo de sensações nos quais vivemos em nossa mente. Nos acreditamos na existência de objetos somente porque os vemos e tocamos e eles são refletidos para nós por nossas percepções. Entretanto nossas percepções são somente idéias em nossa mente. Assim, objetos que captamos por percepções não são nada além de idéias e estas idéias existem apenas em nossa mente. E se tudo isto existe apenas em nossa mente, isto significa que nos somos iludidos por decepções quando imaginamos um universo e objetos com existência fora de nossas mentes. Imaginar a matéria como tendo uma existência fora de nossa mente é na realidade uma decepção. As sensações que observamos podem estar vindo de uma fonte artificial. É possível ver isto com um exemplo. Primeiro vamos supor que podemos retirar o cérebro de nosso corpo e mantê-lo vivo em uma caixa de vidro. Vamos adicionar um computador com toda sorte de informações e finalmente vamos enviar todas os sinais elétricos (dados) que temos de luz, som, sabor, tato e olfato para este computador. Vamos conectar este computador ao sensores de sentidos de nosso cérebro com conectores, e vamos enviar-lhe os dados previamente gravados. 

Quando nosso cérebro perceber estes sinais ele vai "ver", "sentir" e "viver" as cenas que lhe apresentamos. Deste computador também podemos enviar sinais elétricos referentes a imagens e cenas criadas. Por exemplo podemos mandar sinais referentes ao que percebemos e sentimos enquanto estamos sentados a nossa mesa de trabalho. Neste estágio o cérebro pensará que é um homem de negócios sentado em seu escritório. Este mundo imaginário continuara enquanto a estimulação vinda do computador persistir. Nos nunca nos daríamos conta de que apenas somos um cérebro. É de fato muito simples para nos, sermos enganados acreditando que percepções sem qualquer causa material sejam reais. Isto é o que ocorre em nossos sonhos. 

O MUNDO EM SONHOS

 Para você realidade é tudo aquilo que pode ser tocado com as mãos e visto com os olhos. E nos sonhos também podemos tocar com as mãos e ver com os olhos. Mas na realidade você não tem mãos e tampouco olhos e tampouco existe algo que possa ser tocado ou visto. Tomando o que você percebe no sonho pela realidade material você esta preparado para ser enganado. Por exemplo, uma pessoa profundamente adormecida em sua cama pode ver a si mesmo em um mundo totalmente diferente em seu sonho. Ele pode sonhar que é um piloto que comanda um grande jato. E mesmo pode despender muito esforço para comandar o avião. De fato esta pessoa não se afastou um único passo de sua cama. Em seus sonhos ele pode viver em diferentes cenários e se encontrar com amigos, conversar com eles, comer e beber em conjunto. Somente quando a pessoa desperta de seu sonho que ele se da conta que tudo foram apenas percepções. Se somos capazes de viver facilmente em um mundo irreal durante nossos sonhos o mesmo pode ser também verdadeiro para o mundo no qual vivemos. Quando despertamos de um sonho, não ha razão lógica para não pensar que entramos em um sonho mais longo que denominamos de "vida real". A razão pela qual consideramos nossos sonhos como fantasia e o mundo como real nada mais é do que o produto de nossos hábitos e preconceitos. Isto sugere que podemos ser despertados de uma vida na terra que acreditamos estar vivendo neste momento. Da mesma maneira que somos despertados de um sonho. 

QUEM PERCEBE?

Após todos estes fatos físicos, levanta-se a pergunta primordial. Se todos os eventos físicos que conhecemos são essencialmente percepções o que é nosso cérebro? Desde que nosso cérebro é matéria como nosso braço, perna ou qualquer outro objeto ele também deve ser uma percepção como todos outros objetos. Um exemplo vai clarear mais este assunto. Vamos imaginar que estendemos os nervos que atingem nosso cérebro e o colocamos fora de nossa cabeça onde podemos vê com nossos olhos. Neste caso seriamos capazes de ver nosso cérebro e toca-lo com os dedos. Neste caso podemos perceber que o cérebro nada mais é do que uma percepção formada pela sensação da visão e do tato. Então qual é a vontade que vê, ouve, sente e percebe todos os outros sentidos, se não é o cérebro? Quem vê, ouve, toca e percebe o sabor e o aroma? Quem é este ser que pensa, raciocina, tem sensações e mais, diz EU e MIM. Um dos importantes pensadores de nossa época, Karl Pribram (Holographic Paradigm, p37) também coloca a mesma pergunta: Desde os gregos, os filósofos pensam sobre os "espíritos na maquina", o pequeno homem dentro do pequeno homem. Onde está o "EU", a pessoa que usa o cérebro? Quem é que se da conta da ação do conhecimento? 

São Francisco de Assis dizia: "Procuramos aquele que vê." Na realidade o ser metafísico que usa o cérebro, que vê e sente, é o espírito. O que denominamos de mundo material é o agregado de percepções vistas e sentidas pelo espírito. Assim como os corpos que possuímos e o mundo material que vemos em nossos sonhos não possuem uma realidade física, o universo que ocupamos e os corpos que possuímos tampouco tem realidade material. O ser real e absoluto é o espírito. A matéria consiste meramente de percepções vistas pelo espírito. Sim, mesmo se iniciamos com ferrenha oposição, afirmando que matéria é real, as leis da física, química e biologia, nos levam todas ao fato de que a matéria consiste em uma ilusão e à inevitável atualidade de uma "matéria metafísica". Este é o segredo por trás da matéria. Este fato é tão definitivo que alarma alguns cientistas materialistas que pensam ser a matéria o absoluto. O escritor científico (?) diz no seu livro O Universo e Einstein (?) que "Em concordância com a afirmação dos filósofos de redução de toda a realidade objetiva a um mundo paralelo de percepções, os cientistas começaram a se conscientizar da alarmante limitação dos sentidos humanos." Todos estes fatos nos conduzem-nos a uma importante e significativa pergunta. Se as coisas que aceitamos ser o mundo material são na realidade formadas por percepções, transmitidas ao nosso espírito então qual a fonte destas percepções? Respondendo esta pergunta, devemos considerar o fato de que a matéria não tem apenas uma existência autônoma porem é uma percepção. Assim, esta percepção deve ter sido causada por algum outro poder. O que significa que tem que ter sido criada. Mais ainda, esta criação tem que ser continua. Se não fosse uma criação continua e consistente então o que nós denominamos "matéria" desapareceria e seria perdida. Isto pode ser parecido a uma televisão onde uma imagem é mostrada enquanto o sinal da antena é continuo. Se a transmissão interrompe a imagem na tela também desaparece. 

O SER REAL E ABSOLUTO 

Então, quem faz nosso espírito ver o planeta terra, corpos, plantas, nossos corpos, e tudo o mais que vemos? É muito evidente que existe um criador superior, que criou todo o universo material. Esta é a soma de todas as percepções e continua sua criação sem interrupção. Desde que este criador mostra uma tal magnífica criação ele seguramente tem o poder e direitos eternos. Todas as percepções que ele cria são criadas por sua vontade e ele domina a tudo que criou em qualquer instante. Este criador é Deus, o Senhor dos céus e da terra. O único ser absoluto é Deus. Tudo afora Ele, são sombras de seres que Ele criou. Esta realidade é explicada da seguinte maneira pelo grande estudioso islâmico Iman Rabani: “Deus... A substancia dos seres que Ele criou é o inexistente... ele criou tudo no âmbito dos sentidos e ilusões... a existência do universo é no âmbito dos sentidos e ilusões, e não é material... Na realidade nada existe fora com exceção de Glorioso Ser que é Deus” Nos quatro cantos deste universo, formado por percepções, esta Deus o único ser real. Assim o ser mais próximo ao homem é Deus. Isto é explicado no Alcorão com o verso : "Nós criamos o homem e nós estamos mais próximo a ele do que sua veia jugular". Aonde quer que estivermos Deus estará conosco. Enquanto você vê este filme o ser mais próximo a você é Deus que cria tudo o que você vê em todos os instantes. Enquanto Deus nos fizer ver imagens e nos provê com sensações relacionadas a este mundo, continuaremos a viver neste mundo. Quando Ele cessa com as imagens e sensações pertencentes a este mundo, mostra-nos o anjo da morte e nos dá percepções de uma dimensão diferente, significa que morremos.  O dia da ressurreição, julgamento, céu, inferno e a vida eterna será criado para nós da mesma maneira. Criar todas estas coisas é simples para Deus, que nos mostra a evidencia de seu eterno poder e infinita sabedoria. Sim, neste mundo. 

Esse acima é o texto completo do documentário, [Clique Aqui] Para ver a Parte (2) do Artigo.  

Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza.

Tags: teoria dos físicos, teoria do universo holográfico, universo como um holograma, universo holográfico, ilusão,matrix, física, mistérios,universo,

14 comentários:

MaFre disse...

Olá vi o video no youtube e o site é um complemento muito interessante. obrigada. só para compartilhar....
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Marcos disse...

Que esse documentário enfia o pé na jaca é óbvio, mas ao meu ver todas as religiões tem algumas coisas verdadeiras. É só dar uma peneirada e você consegue de 1% a 5% de verdades universais. Pois a verdade é a verdade independente de seu "ambiente", digamos assim. E muitas delas são incorporadas por sistemas e doutrinas. Mas essas verdades são autônomas, ou seja, não necessitam de religião para existir. Por isso acho que o documentário é muito bom. É só deixar a parte religiosa de lado e peneirar as boas ideias.

Walter Ice disse...

Nao sei porque todos fisicos e filosofos ficam o tempo todo usando a palavra Deus como muleta. Deus e uma impossibilidade logica. Mesmo que exista vida apos a morte pode ser uma particularidade da materia universal, ou seja, a propria vida apos a morte pode ser um estado natural da materia, pois nosso corpo e a expressao de alguma coisa que existia antes dele - e essa existencia dessa energia que se tornou em nos que alguns chamam de espirito pode muito bem ter vindo a existir por si mesma, sem precisar de porcaria de deus nenhum. Podem existir consciencias de mais capacidade que nos no Universo, algo coma diferenca de um aluno graduado para um aluno primario, mas isso apenas pela natureza da materia mesmo, inclusive a sutil, a plasmatica, como queira - mas ficar invocando um papai sabetudo e chamando ele de deus a todo momento, isso e apenas um artificio teatral e um modo de esconder a ignorancia. E a evolucao gradual das especies? Precisou de deus? Nao. Quem estudou sabe que evoluimos de seres marinhos, alias, todos mamiferos evoluiram deles. o espirito ou a monada espiritual pode ter evoluido conjunta e concatenadamente ao corpo material, atraves das eras, sem precisar de deus nenhum. Deus e uma impossibilidade logica.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Scientific American:
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/novas_simulacoes_propoem_o_universo_como_um_holograma.html

Novas simulações propõem o Universo como um holograma, Teoria decadimensional da gravidade tem previsões da fisíca quântica padrão em menos dimensões.

Por Ron Cowen e Revista Nature

Uma equipe de físicos publicou algumas das evidências mais claras de que o nosso Universo pode ser apenas uma grande projeção.

A ideia de Maldacena empolgou físicos porque oferecia uma maneira de dar apoio sólido à popular, mas ainda sem provas, teoria das cordas – e porque resolvia inconsistências aparentes entre a física quântica e a teoria da gravidade de Einstein.

Ela dava uma pedra de Rosetta matemática aos físicos, uma “dualidade”, que lhes permitia traduzir entre duas linguagens e resolver problemas em um modelo que pareciam intratáveis no outro, e vice-versa.

Mas apesar de as ideias de Maldacena terem sido consideradas válidas deste então, ainda não existe prova rigorosa.

Em 1997, o físico teórico Juan Maldacena propôs que um modelo audacioso do Universo em que a gravidade surge de cordas vibratórias infinitamente finas, poderia ser reinterpretado nos termos da física estabelecida.

O mundo matematicamente intricado das cordas, que existe em nove dimensões de espaço e uma de tempo, seria meramente um holograma: a verdadeira ação se desenrolaria em um Cosmo mais simples e plano, onde não existe gravidade.

Em um artigo, Hyakutake calcula a energia interna de um buraco negro, a posição de seu horizonte de eventos (a fronteira entre o buraco negro e o resto do Universo), sua entropia e outras propriedades, com base nas previsões da teoria das cordas e também os efeitos das chamadas “partículas virtuais” que continuamente entram e saem da existência.

Em outro, ele e seus colaboradores calculam a energia interna do Cosmo sem gravidade e com menos dimensões.

Os dois cálculos concordam. Em dois artigos postados no repositório arXiv, Yoshifumi Hyakutake da Universidade Ibaraki no Japão e seus colegas agora fornecem, se não provas reais, pelo menos evidências convincentes de que a conjectura de Maldacena é verdadeira.

“Parece um cálculo correto”, declara Maldacena, que atualmente está no Instituto de Estudos Avançados em Princeton, Nova Jersey, e que não contribuiu para o trabalho da equipe.

Mudança de condições

As descobertas “são uma maneira interessante de testar muitas ideias da gravidade quântica e da teoria das cordas”, adiciona Maldacena. Os dois artigos, aponta ele, são a culminação de uma série de trabalhos produzidos pela equipe japonesa nos últimos anos. “Toda a sequência de artigos é muito boa porque testa a natureza dupla dos universos em condições onde não existem testes analíticos”.

“Eles confirmaram numericamente, talvez pela primeira vez, algo que tínhamos bastante certeza de ser verdade, mas que ainda era uma conjectura: que a termodinâmica de certos buracos negros pode ser reproduzida a partir de um Universo com menos dimensões”, explica Leonard Susskind, físico teórico da Stanford University na Califórnia que foi um dos primeiros teóricos a explorar a ideia de universos holográficos.

Mas Maldacena aponta que nenhum dos modelos de universo explorados pela equipe japonesa se parece com o nosso. O Cosmo com um buraco negro tem dez dimensões, e oito delas formam uma esfera octodimensional. O universo sem gravidade tem uma única dimensão, e sua vastidão de partículas quânticas se parece com um grupo de molas idealizadas, ou osciladores harmônicos, ligados uns aos outros.

De qualquer forma, de acordo com Maldacena, a prova numérica de que esses dois mundos aparentemente distintos são na verdade idênticos traz esperança de que as propriedades gravitacionais de nosso Universo possam um dia ser explidadas por um Cosmo mais simples puramente em termos de teoria quântica.

Este artigo foi reproduzido com permissão da revista Nature. O artigo foi publicado pela primeira vez em 10 de dezembro de 2013.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Revista Nature e Galileu: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2013/12/fisicos-afirmam-que-nosso-universo-nao-passa-de-um-holograma.html

Físicos afirmam que nosso universo não passa de um holograma

Conflitos entre a física quântica e a teoria da relatividade de Einstein podem ser resolvidos através da concepção de que o cosmos em que vivemos seja uma projeção holográfica. 12/12/2013 - 09H12/ ATUALIZADO 10H1212 / POR ANDRÉ JORGE DE OLIVEIRA

O século XX representou uma verdadeira revolução para a física: primeiro, o reconhecimento da existência do mundo quântico, algo totalmente novo e desconhecido, que parecia contrariar tudo o que se sabia até então. Com o tempo, acabamos conseguindo um entendimento satisfatório a respeito das menores estruturas conhecidas na natureza. Ao mesmo tempo, Albert Einstein desenvolvia sua teoria da relatividade, que proporcionou um salto em como concebemos o funcionamento das maiores estruturas do cosmos.

Hipótese do universo holográfico pode ser o elo entre mecânica quântica e relatividade geral

Apesar de funcionarem muito bem para explicar seus objetos de estudo, as teorias apresentam diversos conflitos entre si. Um dos maiores desafios da atualidade vem sendo o desenvolvimento de uma teoria unificada que dê conta de tudo no universo. Em outras palavras, busca-se o elo perdido entre a mecânica quântica e a relatividade geral. Descobrir os preceitos que preencham esta lacuna significaria fornecer ao ser humano a compreensão total das coisas do universo. Dois artigos recentes (este e este) comprovaram matematicamente uma hipótese que permite casar as teorias do micro e do macro: de que o nosso cosmos é um holograma de um cosmos mais simples, onde não há gravidade.

Apesar de soar estranha, a ideia fornece uma ferramenta poderosa para os físicos teóricos, pois com ela podem testar harmonicamente teorias nos dois campos da física. Em linhas gerais, o estudo computou numericamente diversas propriedades dos buracos negros (como a energia interna e a entropia). Ao calcular a energia interna de um universo sem gravidade de uma dimensão mais baixa, eles chegaram no mesmo resultado.
De quebra, o conceito do universo-holograma ainda fornece as bases para que a teoria das cordas se sustente. Promissora mas não comprovada por falta de recursos experimentais, quando encarada sob este prisma, a teoria é perfeitamente plausível. O motivo é o fato de as complexas e intrincadas cordas que comporiam nosso universo, existentes em nove dimensões espaciais e uma temporal, seriam um holograma, uma mera projeção das ações que ocorrem neste universo mais simples e mais plano, de apenas uma dimensão.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

http://www.megacurioso.com.br/universo/40393-simulacoes-sugerem-que-o-universo-e-um-holograma.htm

Simulações sugerem que o Universo é um holograma

Físicos japoneses apresentam evidências claras de que o cosmos pode ser uma projeção
Por Maria Luciana Rincon em 18/12/2013

De acordo com uma interessante matéria publicada pela Scientific American, uma equipe de físicos acaba de apresentar evidências claras de que o nosso universo poderia ser apenas uma enorme projeção. A teoria de que o cosmos seria um holograma surgiu no final da década de 90, quando o físico teórico Juan Maldacena propôs um modelo no qual a gravidade seria proveniente de cordas vibrantes de espessuras infinitesimais.

Esse intrincado universo formado por cordas consistiria em nove dimensões do espaço, além de mais uma correspondente ao tempo. Esse cosmos seria como uma enorme projeção holográfica, enquanto toda a ação ocorreria em um universo muito mais simples e plano, desprovido de gravidade.

Apesar de parecer pura maluquice, a teoria de Maldacena de que o universo seria um holograma permitiu solucionar algumas inconsistências entre a física quântica e a teoria da gravidade de Einstein — já que, quando consideramos um buraco negro, as duas teorias entram em conflito —, além de oferecer uma base sólida para a teoria das cordas.

No entanto, o modelo nunca foi comprovado rigorosamente, e acabou sendo deixado de lado. Até agora. Segundo a matéria, físicos da Universidade Ibaraki, no Japão, apresentaram evidências efetivas de que a hipótese de Maldacena pode estar correta. Primeiro os físicos computaram a energia interna de um buraco negro, a posição exata de seus limites com relação ao resto do Universo — conhecidos como horizonte — e sua entropia.

Além disso, os físicos também computaram outras propriedades, baseadas nas previsões da teoria das cordas, assim como na ação de partículas virtuais, que continuamente aparecem e desaparecem do sistema. Depois, eles calcularam a energia interna correspondente ao cosmos plano e sem gravidade, descobrindo que os cálculos referentes aos dois universos diferentes apresentam resultados semelhantes.

Diferentes mas iguais

A descoberta é bem interessante, pois permite testar várias ideias da gravitação quântica e da teoria das cordas. Nenhum dos dois universos explorados pelos japoneses se parece ao nosso, já que o cosmos com o buraco negro conta com dez dimensões, sendo que oito delas formam uma esfera de oito dimensões. O outro cosmos tem apenas uma única dimensão, e suas partículas se organizam de forma que parecem molas conectadas umas às outras.

Os cálculos apontam que a teoria das cordas — com suas 10 dimensões — permite fazer as mesmas previsões que a teoria da física quântica padrão em menos dimensões. Assim, apesar de serem tão diferentes, esses dois cosmos são numericamente idênticos, o que significa que um dia talvez seja possível explicar as propriedades gravitacionais do nosso próprio universo, utilizando para isso um modelo mais simples no que se refere à física quântica.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

1] Super Interessante: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-existe-446743.shtml

O universo existe?As fronteiras da ciência levam pesquisadores a pensar que podemos estar vivendo num gigantesco computador, ser meras simulações executadas por uma civilização avançada ou então hologramas numa realidade infinitamente mais complexa
por Salvador Nogueira

Neste momento, se você pudesse dar um megazoom nas suas mãos, veria os “zilhões” de elétrons que pertencem ao seu corpo interagindo e repelindo os “zilhões” de elétrons que estão ligados aos átomos que compõem esta revista. Ao interagirem, eles mudam algumas de suas características elementares. Da mesma maneira, todas as partículas do ar em contato com você estão trocando informações com as suas partículas, e as partículas de luz emanadas pelo Sol que por ventura entrem pela janela da sala onde você está também vão interagir com as partículas que elas encontrarem pelo caminho – por exemplo, atingindo o papel e permitindo que você enxergue este texto. Os elétrons dos seus sapatos também estão interagindo com os elétrons do chão. E a coisa segue nessa linha, até o infinito. A verdade é que, a despeito das aparências do mundo macroscópico, o Cosmos inteiro está fervilhando de interações entre partículas.
Até aí, você pode dar um grande “Humpf!” Mas existe algo realmente surpreendente. Essas interações incessantes entre partículas, acredite se quiser, se parecem muito com a dinâmica de funcionamento de um computador. O que leva à inevitável pergunta: será possível que essa coisa enorme que chamamos de “Universo” possa ser nada mais que uma sofisticada máquina de calcular? Seríamos nós, as estrelas, os planetas, as galáxias, os elétrons, os fótons, os prótons e tudo o mais, meros amontoados de bits nessa imensa e aparentemente caótica salada de processamento? É possível que essa coisa que chamamos de “existência” ocorra meramente dentro de uma máquina? Será que o Universo, da forma como o imaginamos, na verdade não passa de apenas uma ilusão?
Calculadora universal
A resposta é sim. Pelo menos segundo um especialista em computação quântica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. Para Seth Lloyd, o Universo não passa de uma calculadora de última geração. De última mesmo – ela representaria o poder computacional máximo possível, até onde se pode imaginar.
Ele justifica seu raciocínio com um argumento que soa quase trivial. “Simplesmente por existirem, todos os sistemas físicos registram informação”, explica. “O Universo é um sistema físico.” Claro que, nos detalhes, o buraco é mais embaixo e passa por análises da mecânica quântica – a teoria do comportamento de todas as coisas muito pequenas e que, aparentemente, não faz sentido para criaturas macroscópicas como nós.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

2] Super Interessante: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-existe-446743.shtml

O segredo da mecânica quântica é que ela é uma teoria que fala de informação – mais especificamente, de quanta informação você pode obter a respeito de uma partícula. Graças ao físico alemão Werner Heisenberg, sabe-se desde 1927 que ninguém pode saber tudo sobre uma dada partícula – se você quiser a velocidade precisa, terá de abdicar da informação da posição; o melhor que se pode conseguir é saber mais ou menos todas as coisas, ou conhecer uma coisa em detrimento de outra. A natureza, ao que parece, dá com uma mão e tira com a outra, ao mesmo tempo.
E isso acontece porque, quando alguém faz uma observação de uma partícula, acaba alterando essa partícula, de forma que é impossível saber como ela estava antes de ser observada. Por exemplo, um elétron, ao interagir com um fóton (uma partícula de luz, usada justamente para sondar o elétron), sofre uma modificação em suas propriedades originais. Ora, isso não é basicamente a mesma coisa que faz um computador? Com seus componentes, ele processa seqüências de zeros e uns, os famosos bits, transformando-os em outras seqüências de zeros e uns, segundo um padrão lógico. No caso quântico, partículas interagem com outras partículas e mudam seu estado, que pode ser visto como “bits quânticos” (ou “qubits”), segundo uma lógica que nada mais é do que as próprias leis da física.
Vale ressaltar que essa coisa de qubits não é fantasia, não. Hoje em dia, muitos cientistas, inclusive Lloyd, trabalham para desenvolver os chamados computadores quânticos, que processariam informações usando como bits o estado de determinadas partículas. A grande vantagem desses computadores quânticos é que eles seguiriam as regras malucas próprias da mecânica quântica – que, além de esconder o jogo sobre o conjunto completo de informações de uma partícula, tem várias outras maluquices, como o fato de que uma partícula pode estar em vários estados diferentes ao mesmo tempo, enquanto uma observação não faz com que ela “defina” seu estado. Graças a essas regras doidas, os computadores quânticos poderiam fazer coisas que os processadores comuns não fazem – e com muito mais velocidade e compactação (uma vez que cada qubit precisaria, em tese, de apenas uma partícula subatômica para ser representado). Ninguém ainda conseguiu construir essa “oitava maravilha” da engenharia, mas vários dos elementos isolados de um computador assim já foram testados em laboratório com sucesso.
Para Lloyd, o Universo é simplesmente o “computador quântico definitivo”. E, para provar que não está falando besteira, ele submeteu um estudo à revista científica Physical Review Letters demonstrando essa idéia. Lloyd calculou a capacidade computacional do Universo inteiro!
Está pronto para ela? Então vamos lá. Segundo o pesquisador americano, o Universo possui no total, à sua disposição, 1090 bits. Se escrito em notação científica, o número não impressiona muito, vamos tentar então do modo mais tradicional: 1 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000.
Indo ainda mais longe, e usando uma estimativa grosseira da idade do Universo (ele arredondou para 10 bilhões de anos, quando o mais preciso teria sido usar 13,7 bilhões, a idade mais aceita hoje em dia), Lloyd concluiu que o Cosmos, durante sua vida, não pode ter executado mais que 10120 operações computacionais. Vamos poupar a coleção de zeros desta vez; basta dizer que é o equivalente a 1 seguido por 120 zeros.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

3] Super Interessante: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-existe-446743.shtml

Na prática, o que esse cálculo quer dizer é que, se uma civilização avançada quisesse simular o nosso Universo inteiro num computador quântico, ela precisaria ter todo esse poder computacional a sua disposição. Por outro lado, será que uma civilização avançada precisaria simular com seu computador quântico um Universo inteiro para nos levar a crer que estamos num Universo? Ou bastaria uma imitação que fosse boa o suficiente? Temos de admitir que não temos acesso a todas as informações do Universo. Não só a mecânica quântica “esconde” algumas das informações, mas também não podemos medir propriedades individuais de átomos que estão nas profundezas do espaço cósmico. Tendo isso em vista, será que é possível que estejamos na verdade imersos numa simulação?
Simulando a realidade
A premissa ficou famosa pelo filme de ficção científica Matrix, de 1999. Mas muitos tecnólogos, futurólogos e filósofos admitem que não é de todo surreal que haja um fundo de realidade (se é que estamos em condição de descrever o que é a “real realidade”) na idéia. Nick Bostrom, do Departamento de Filosofia da Universidade de Oxford, no Reino Unido, chega até a fazer as contas a esse respeito. Ele diz que existe nada menos que 33,3% de probabilidade de que estejamos todos nós imersos numa simulação de computador. E, dependendo da veracidade de outras duas premissas, esse número pode caminhar rapidamente para uma porcentagem que chega próximo de 100%.
“Argumento que pelo menos uma das seguintes proposições é verdadeira”, afirma Bostrom. “Ou a espécie humana provavelmente será extinta antes de atingir um estágio ‘pós-humano’, ou nenhuma civilização pós-humana provavelmente terá interesse em executar um número significativo de simulações de sua história evolutiva, ou estamos quase certamente vivendo numa simulação de computador”, completa. A base para acreditar nisso está calcada justamente em trabalhos como os de Seth Lloyd. Simular o Universo inteiro, em todos os seus detalhes, exigiria um computador do tamanho do Universo inteiro, mas as experiências que podemos observar, direta ou indiretamente, podem ter muito menos detalhes, de modo que um computador com capacidade inferior à do Cosmos inteiro seria capaz de simular.
“Simular o Universo inteiro até o nível quântico é obviamente impraticável”, reconhece Bostrom. “Mas, para obter uma simulação realista da experiência humana, muito menos é necessário – apenas o que for necessário para garantir que os humanos simulados, interagindo de formas humanas normais com seu ambiente simulado, não notem nenhuma irregularidade. A estrutura microscópica do interior da Terra pode ser omitida com segurança. Objetos astronômicos distantes podem ter representações altamente compactadas: a verissimilhança precisa apenas cobrir a gama estreita de propriedades que podemos observar do nosso planeta ou com naves no sistema solar.”
Poder computacional para obter essas simulações “toscas”, segundo muitos tecnólogos, como Ray Kurzweil e Eric Drexler, existirá no futuro. Para simular uma mente humana, com todas as suas sinapses, seria preciso algo em torno de 1016 operações por segundo, afirma o filósofo. Um computador quântico que fosse muito grande – do tamanho de um planeta, por exemplo -–poderia executar algo em torno de 1042 operações por segundo, muito mais do que a capacidade exigida.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

4] Super Interessante: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-existe-446743.shtml

Quanto tempo levará para atingir essa proficiência tecnológica ainda é incerto, mas Bostrom diz que isso é irrelevante. Se um dia ela for atingida, das duas uma: ou até lá nossos descendentes terão perdido todo o interesse em rodar simulações de épocas anteriores de sua história, ou provavelmente estamos vivendo numa delas.
Claro, muita gente defende que estaremos extintos muito antes que possamos atingir esse estágio. De toda forma, a verdade é que ninguém pode afirmar com precisão qual será o nosso destino: morrer, perder o interesse em simulações ou concluir que estamos em uma delas. “Na nossa ignorância atual, parece sensato dar igual credibilidade a qualquer uma das 3 possibilidades”, diz Bostrom. “A não ser que estejamos vivendo numa simulação, nossos descendentes quase que certamente jamais rodaram uma simulação de seus ancestrais.”
E a doideira não pára por aí. Hoje em dia, físicos teóricos já depararam com o que pode ser interpretado como uma evidência de que a nossa realidade não é a “fundamental”, mas está imersa numa realidade ainda maior. Há até quem diga, com base em estudo dos objetos astrofísicos mais exóticos do Universo, os buracos negros, que nós não passamos de meros hologramas.
Dimensões de realidade
Sabemos que o Universo evolui numa marcha que vai de estados mais organizados (cheios de estruturas, como estrelas e galáxias) para estados menos organizados (partículas elementares diluídas uniformemente pelo vácuo). É por isso que os cientistas dizem que a entropia (medida de desorganização) aumenta com o passar do tempo. E os buracos negros – objetos tão densos que nem a luz escapa de sua gravidade –, como são isolados do mundo exterior pela intensa força gravitacional, são tidos como os objetos mais entrópicos que existem. No entanto, cálculos com as teorias hoje disponíveis mostram uma coisa estranha a respeito dos buracos negros. Quando eles engolem matéria ao seu redor e com isso crescem, é óbvio que sua entropia deve aumentar. O engraçado é que o tanto que a entropia cresce é proporcional à superfície do chamado horizonte de eventos – fronteira que delimita o ponto a partir do qual nada mais conseguiria escapar do buraco negro, nem mesmo a luz. Não ficou emocionado? Então vamos colocar a coisa de outro jeito. É possível codificar toda a informação presente no volume do buraco negro em sua superfície, eliminando a necessidade de uma terceira dimensão. Isso é exatamente a mesma coisa que acontece quando criamos um holograma.
Basta olhar aí para qualquer decalque ou cartão de crédito que tenha aquele holograma colado. Ali, ao mudarmos o ângulo em que observamos, percebemos que há codificação de informações tridimensionais – você pode enxergar o que está “atrás” do objeto, ou ver partes do objeto que não eram visíveis de outro ângulo. No entanto, sabemos que o holograma é bidimensional – afinal, está apenas impresso numa folha. Agora, se os buracos negros podem ser interpretados como hologramas, por que não todo o resto? Foi a pergunta que se fizeram o físico holandês Gerardus ‘t Hooft (confira uma entrevista com ele na edição 4 da Sapiens) e o físico americano Leonard Susskind, quando desenvolveram o chamado princípio holográfico.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

5] Super Interessante: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-existe-446743.shtml

A grande idéia por trás dessa viajem toda é que, na verdade, todo nós podemos então simplesmente estar vivendo no horizonte de eventos de um buraco negro. Pior ainda: na forma de hologramas.
“Poderemos talvez nos descobrir como os personagens do holodeck [máquina que cria simulações de qualquer pessoa ou ambiente] da série Jornada nas Estrelas, que não têm a menor idéia de que são meras projeções”, diz o físico americano Lawrence Krauss. “Se o mundo que experimentamos é um holograma, então onde é que a ilusão termina e a realidade começa?”
São perguntas que se somam às outras para questionar racionalmente a certeza, tão embutida em cada um de nós, de que sabemos exatamente qual é o nosso ambiente, o nosso Universo e a natureza de nossa existência. Quando os físicos desatarem o nó das supercordas e concluírem a tarefa hercúlea de produzir a chamada “teoria de tudo”, que explicaria todas as forças do Universo, talvez sejamos capazes de entender com mais clareza que tipo de realidade o princípio holográfico descreve, se é que descreve alguma.
Entretanto, outras perguntas permanecerão: o Universo é um computador? Podemos realmente estar vivendo numa simulação criada por nossos descendentes pós-humanos? Será que somos apenas hologramas em um buraco negro? “Essas questões, tão fascinantes ou perturbadoras como podem parecer, são extremamente controversas”, diz Krauss, dando em seguida a palavra final. “A realidade está nos olhos de quem vê.”

O Universo é um entre muitos?
Os astrônomos sabem que as fronteiras do Universo lembram as bordas de um buraco negro. Não demorou até que fosse sugerido que talvez estejamos vivendo dentro de um deles. Buracos negros são objetos com uma gravidade tão intensa que, a partir de uma certa distância, nada pode escapar deles. Para todos os efeitos, essa região está isolada do Universo “normal” - um ótimo lugar, portanto, para esconder um outro Universo inteiro! Daí nasceu a hipótese dos universos-bebês. Nosso Universo seria mais um numa cadeia eterna de formação de novos universos. Todos os universos fariam parte de algo ainda maior, chamado de Multiverso.
Cada decisão cria um novo Universo?
Ao tomar uma decisão, você pode afetar mais do que a sua própria vida. Na verdade, alguns cientistas acham que você pode criar outro Universo! A idéia vem da física quântica: ao estudar pequenas partículas, percebe-se que, enquanto elas não interagem com mais nada, é impossível saber seu estado (propriedades). Ainda mais: enquanto não são perturbadas, elas estão em todos os estados possíveis ao mesmo tempo. Isso pode ser um reflexo da possível existência de múltiplos universos paralelos. Quando uma partícula passa por uma interação, novos universos são criados; em cada um deles, essa partícula estaria num estado diferente.
Vale a pena ler

A Pílula Vermelha, Glenn Yeffeth (org.), Publifolha, Brasil, 2003
Hiding in the Mirror, Lawrence Krauss, Viking, EUA, 2005

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 1: Vivemos em uma 'Matrix' e teremos mundo paralelo até 2065, diz cientista da Nasa - Por Amanda Campos - iG São Paulo | 14/06/2015 06:00:

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2015-06-14/vivemos-em-uma-matrix-e-teremos-mundo-paralelo-ate-2065-diz-cientista-da-nasa.html

Segundo Richard Terrile, o universo faz parte de um programa de computador controlado por humanoides do futuro

E se a realidade fosse uma simulação de computador criada por humanoides que estão no futuro? A ideia, similar à do filme "Matrix", de 1999, deixou de ser encarada como ficção científica e virou uma possibilidade real. Ao menos para Richard Terrile, diretor do centro de computação evolutiva e design automatizado do centro tecnológico da Nasa. Em conversa com o iG, ele diz que a evolução tecnológica está por trás dessa constatação e se propõe a criar outro mundo virtual em cerca de 50 anos.

Richard Terrile durante entrevista para rede de televisão nos EUA (2010)
"Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade virutal, por exemplo, acaba tentando se desvencilhar de objetos virtuais por achar que eles são reais. É isso que fazemos diariamente. E é um tipo de realidade completamente diferente que queremos oferecer no futuro", diz.

Para o cientista, que participou do projeto da sonda Voyager 2, responsável pela descobertas de várias luas de Saturno, Urano e Netuno em 1986, a espécie humana vive em um tipo de universo ainda mais super-realista do que o de jogos que permitem a exploração detalhada da rotina de personagens virtuais.

"Até que uma partícula seja observada, ela não apresenta um estado definido. Conforme 'passamos de fases', vamos descobrindo outras realidades", pondera.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 2: Vivemos em uma 'Matrix' e teremos mundo paralelo até 2065, diz cientista da Nasa - Por Amanda Campos - iG São Paulo | 14/06/2015 06:00

Leia abaixo a entrevista completa com o físico:

iG: Baseado em qual evidência o senhor chegou à conclusão de que vivemos em uma realidade programada?
Richard Terrile: Vivemos em um universo com muitas propriedades matemáticas. E tudo o que produzimos para melhorar a nossa vida, para evoluir, tem base matemática. Inclusive os programas de computador. Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade, por exemplo, sente o ar em seus cabelos e tenta se desvencilhar de objetos virtuais, por achar que eles são reais. Essa simples ação me levou a questionar: 'Por que um programa de computador super evoluído não faria a mesma coisa também com a realidade?'. O poder dos computadores é uma explicação. Já somos capazes de criar realidades digitais em videogames, nos filmes. E em não mais que meio século, a Nasa pretende oferecer essa realidade por tempo indeterminado.

iG: E como seria esse mundo virtual que a Nasa planeja oferecer?
Terrile: Do jeito que as pessoas quiserem. A nossa realidade foi programada por uma espécie humana mais evoluída do que a nossa. Mas também poderemos fazer isso com o tempo. A ideia da Nasa é criar uma alternativa, uma escolha para a humanidade. Oferecer a possibilidade de viver em um local com grama de cor cinza, talvez. Um céu com outro tom de azul. Um universo novo a ser explorado. Com um supercomputador, tudo vai ser possível.

iG: O senhor promete essa nova realidade para daqui a aproximadamente 50 anos. Esse tempo não é pouco para uma evolução tão expressiva?
Terrile: Na verdade, não. Atualmente temos [na Nasa] computadores capazes de processar informações mais rápido que o cérebro humano. E se levarmos em conta a Lei de Moore [o poder de processamento dos computadores dobra a cada 18 meses], em uma década as máquinas processarão o equivalente a 80 anos de pensamentos produzidos por uma única pessoa em apenas um mês.

iG: Nesse tipo de programa será possível notar, no dia a dia, que estamos em um simulador digital?
Terrile: Não. Até porque estamos programados para acreditar nessa realidade. Nascemos e morremos nesse simulador, então, para nós, esta é a realidade. E por isso acredito que o programa foi criado por uma espécie de humanoides muito mais evoluídos do que a gente. Porque o sistema é muito complexo. Além do nosso dia a dia, do universo, eles [humanoides] criaram consciência, sentimentos, medos. Tudo o que somos e sabemos do mundo veio por meio de um programa de computador muito avançado.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 3: Vivemos em uma 'Matrix' e teremos mundo paralelo até 2065, diz cientista da Nasa - Por Amanda Campos - iG São Paulo | 14/06/2015 06:00

iG: Então nada do que sentimos ou pensamos é real?
Terrile: – É real para a gente [pausa]. Deixa eu explicar de outra maneira: quando pensamos em Deus, pensamos que ele criou tudo: o universo, as espécies de animais, nossos sentimentos. Os humanoides, nessa concepção, são Deus. Alguém que vive no futuro e criou esse mundo para observar, talvez. Se eu estivesse 50 anos à frente da humanidade, conseguiria criar esse mundo virtual. Como em um videogame.

iG – Em sua opinião, os humanos são a primeira espécie a ser observada por esses supostos humanoides?
Terrile: Provavelmente existem outras gerações e outros universos paralelos além do nosso. Acredito que existam múltiplos universos. Muitas pessoas juntas em outras simulações pelo espaço. E acredito que uma das chaves para entender esse sistema é realizar outras simulações.

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O que Está Acontecendo?

- “Lamento, eu lamento muito... mas a maior revelação que o ‘Salto’ trás não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermino de uma Super Potencia do Universo Local”. (Bruno Guerreiro de Moraes)