Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma? Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20.
Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite.De fato, a
menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você
provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.
E há muitos que pensam que o
que ele descobriu pode mudar a face da ciência.Aspect e sua equipe descobriram
que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são
capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da
distância que as separe.
Não importa se está distância é de 10 pés ou de 10
bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está
fazendo.
O problema com esta descoberta é que isto viola a por muita tempo
sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais
rápido do que a velocidade da luz.
E como viajar mais rápido que a velocidade da
luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante
tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para
descartar os achados de Aspect. Mas também tem proporcionado que outros busquem
explicações mais radicais.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado.
Para entender porque
Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre
hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um
laser.
Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado
com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz
refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se
combinam estes dois raios laser) é capturada no filme.
Quando o filme é
revelado, parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este
filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional
do objeto original.
A tridimensionalidade destas imagens não é a única
característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado
na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada
uma imagem da rosa inteira.
E mesmo que seja novamente dividida cada parte do
filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem
original.
Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém
toda a informação possuída pelo todo. A natureza de "todo em cada
parte" de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de
entender organização e ordem.
Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.
Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.
Um holograma nos ensina que muitas coisas no
universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentarmos tomar alguma
coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças
da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.
Este
"insight" é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os
aspectos da descoberta de Aspect.
Bohm acredita que a razão que habilita as sub
partículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da
distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal
misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão.
Ele argue que em um nível
mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas
são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor
visualizarem o que ele quer dizer,
Bohm oferece a seguinte ilustração. Imagine
um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este
aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas
câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.
Quando
você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o
peixe de cada uma das telas é uma entidade individual.
Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente.
Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente.
Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você
acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.
Quando um se
vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente;
quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o
lado.
Se você não sabe das angulações das câmeras você pode ser levado a
concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não
ser o caso.
Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas
subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação
mais-rápido-do-que-a-luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo
realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos
privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao
aquário.
E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como
se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção
da realidade delas.
Estas partículas não são partes separadas, mas sim facetas
de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível
como a rosa previamente mencionada.
E como tudo na realidade física está
compreendido dentro destes "eidolons", o próprio universo é uma
projeção, um holograma. Em adição a esta natureza fantástica, este universo
possuiria outras características surpreendentes.
Se a aparente separação das
partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo
de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.
Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.
Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.
Tudo interpenetra tudo e embora a
natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir os vários
fenômenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato
artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.
Em um
universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como
fundamentais.
Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo
em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço
tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser
vistos como projeções de ordem mais profunda.
Este tipo de realidade a nível
mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, e o
futuro existem simultaneamente.
Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode
ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica
e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super
holograma contenha, é ainda uma questão em aberto.
Pode-se até admitir, por
amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo
em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou
existirá - cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de
neve a quasars, de baleias azuis aos raios gamma.
Deve ser visto como um tipo de
“depósito” de “Tudo que é”. Embora Bohm
admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super
holograma, ele se arrisca em dizer que não temos qualquer razão para admitir
que ele não contenha mais.
Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade seja um simples estágio além do que repousa ''uma infinidade de desenvolvimento posterior''.
Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade seja um simples estágio além do que repousa ''uma infinidade de desenvolvimento posterior''.
Bohm não é o único pesquisador que encontrou
evidências de que o universo é um holograma.
Trabalhando independentemente no
campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford
também se persuadiu da natureza holográfica da realidade.
Pribram desenhou o
modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas
no cérebro.
Por décadas, inúmeros estudos tem mostrado que muito mais que
confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo
cérebro.
Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o
cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do
cérebro do rato fosse removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como
eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da
cirurgia.
O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a
natureza de ''inteiro em cada parte'' da estocagem da memória.
Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando.
Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando.
Pribram acredita
que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de
neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o
cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área
de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica.
Em outras palavras,
Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma. A teoria de Pribram
também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço
tão pequeno.
Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de
memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da
vida humana (ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida
em cinco volumes da Enciclopédia Britannica).
Similarmente, foi descoberto que
em adição as suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de
estocagem de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers
atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros
diferentes na mesma superfície.
Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.
Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.
Nossa habilidade de
rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme estoque de
nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funciona segundo
princípios holográficos.
Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem à mente
quando ele diz a palavra "zebra", você não tem que percorrer uma
gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta.
Ao contrário, associações
como ''listrada'', parecida com um cavalo e ''animal nativo da África'' logo
lhe vem a mente.
Uma das coisas mais surpreendentes sobre o processo de
pensamento humano é que cada peça de informação parece imediatamente
correlacionada com muitas outras - uma outra característica intrínseca do
holograma.
Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com
todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema
interligado.
A estocagem da memória não é o único quebra cabeças
neurofisiológico que se torna abordável a luz do modelo holográfico de cérebro
de Pribram.
Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de
freqüências que recebe via sentidos (freqüências de sons, freqüências de luz e
assim por diante) dentro do mundo concreto de nossas percepções.
Codificando e decodificando freqüências é precisamente o que o holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de freqüências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as freqüências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções.
Codificando e decodificando freqüências é precisamente o que o holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de freqüências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as freqüências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções.
Um
impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios
holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem
ganhado suporte crescente entre os neurofisiologistas.
O pesquisador
ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao
mundo dos fenômenos acústicos.
Confuso pelo fato de que os humanos podem
localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem
audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem
explicar estas habilidades.
Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som
holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um
realismo quase inconcebível.
A crença de Pribram que nossos cérebros constroem
matematicamente a ''dura'' realidade pela liberação de um input de uma
freqüência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte
experimental.
Foi descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão
muito mais ampla de freqüências do que se suspeitava anteriormente.
Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sistema visual é sensível às freqüências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de freqüências ósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de freqüências.
Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sistema visual é sensível às freqüências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de freqüências ósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de freqüências.
Estas descobertas sugerem que está
apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas freqüências são
selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.
Mas o mais
envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece
quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a "concretividade" do
mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está "lá" é
um borrão de freqüências holográfico, e se o cérebro é também um holograma e
apenas seleciona algumas das freqüências deste borrão e matematicamente
transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva?
Colocando
de forma simples, ela deixa de existir.Como as religiões orientais a muito tem
afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos
seres físicos que se movem em um mundo físico, isto também é uma ilusão.
Somos
realmente "receptores" boiando num mar caleidoscópio de freqüência, e
que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um
canal entre muitos do super holograma.
Esta intrigante figura da realidade, a
síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de "paradigma
holográfico", e embora muitos cientistas tenham recebido isto com
ceticismo, este paradigma tem galvanizado outros.
Um pequeno mas crescente grupo
de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade
científica que foi mais longe.
Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode
solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e
mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.
Numerosos pesquisadores
como Bohm e Pribram têm notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam
muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.
Em um universo em
que cérebros individuais sào atualmente porções indivisíveis de um holograma
muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser
simplesmente o acessamento do nível holográfico.
E é obviamente muito mais fácil
entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo “A” para a do
indivíduo “B” ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de
quebra cabeças em psicologia.
Em particular, Grof sente que o paradigma
holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos
vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência.
Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma fêmea de uma espécie pré-histórica de répteis.
Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma fêmea de uma espécie pré-histórica de répteis.
Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquíssimos
detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma
porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as
escamas coloridas ao lado de sua cabeça.
O que foi surpreendente para Grof é que
a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação
posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de répteis as
áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do
desenvolvimento sexual.
A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso
da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando
com virtualmente todas as espécies na árvore evolucionária (descobertas da
pesquisa ajudaram a influenciar a cena do homem-vindo-do-macaco no filme
Altered States).
E mais ainda, ele descobriu que estas experiências
freqüentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser
confirmados como acurados.
Regressões dentro do reino animal não são os únicos
quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.
Ele também
teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou
coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas
descrições das práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hindu.
Em
outro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de
jornadas fora do corpo, relâmpagos pré-cognitivos do futuro, de regressões
dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.
Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não envolviam o uso de drogas.
Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não envolviam o uso de drogas.
Em virtude dos elementos em comum nestas
experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais
limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas
manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxiliou
na fundação de um ramo de psicologia chamada ''psicologia transpessoal'' e se
devotou inteiramente ao seu estudo.
Embora a recém fundada Association of
Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de
profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia,
durante anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo
para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam
testemunhando.
Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof
recentemente notou, se a mente é parte de um continuum, um labirinto que é
conectado não somente as outras mentes que existem ou existiram, mas a cada
átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o fato de que
seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e Ter experiências
transpessoais não pode mais parecer estranho.
O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências "concretas" como a biologia.Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência.
O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências "concretas" como a biologia.Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência.
Mais ainda, é a
consciência que cria a aparência do cérebro - bem como do corpo e de tudo mais
que nós interpretamos como físico.
Esta virada na maneira de se ver as
estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o
nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um
paradigma holográfico.
Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do
que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é
mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica.
Que nós
agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de
mudanças na consciência que por sua vez efetua alterações no holograma do
corpo.
Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização
podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que
são muito "reais" se tornam "realidade".
Mesmo visões e
experiências que envolvem realidades "não ordinárias" se tornam
explicáveis sob o paradigma holográfico.
Em seu livro, "Gifts of Unknown
Things," o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher
xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo
inteiro de uma árvore desaparecer no ar.
Watson relata que ele e outro atônito
expectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer,
desaparecer novamente e assim por várias vezes.
Embora o atual entendimento
científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vem a
ser mais plausíveis se a "dura" realidade é apenas uma projeção
holográfica.
Talvez concordemos sobre o que está "lá" ou "não está lá" porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada no nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.
Talvez concordemos sobre o que está "lá" ou "não está lá" porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada no nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.
Se
isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as
experiências do tipo da de Watson' não são lugares comum somente porque nós não
temos programado nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.
Num
universo holográfico não há limites para e extensão do quanto podemos alterar o
tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma
esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.
Tudo é
possível, de colheres entortadas com o poder da mente aos eventos
fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo
Yaqui Don Juan, mágico de nascença, não mais nem menos miraculoso que a nossa
habilidade para computar a realidade que nós queremos quando sonhamos.
E assim,
mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas,
dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao
acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto
determinados.
Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem
sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo
eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.
Seja o paradigma
holográfico de Bohm e Pribram aceito na ciência ou morra de morte ignóbil, é
seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas.
E mesmo se descoberto que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como observou notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade ".
E mesmo se descoberto que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como observou notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade ".
Esse texto
acima é de autoria de um desconhecido*, foi traduzido em 97 de um site
Norte-americano que já não se encontra mais no ar. No Brasil um livro foi
publicado sobre o assunto, se trata do livro de:
MARCOS TORRIGO Universo
Holográfico Em Universo Holográfico, Marcos Torrigo faz uma viagem
caleidoscópica pela Física Quântica, pela Inteligência Artificial e pela
Biologia Molecular, traçando paralelos com as tradições seculares do Xamanismo,
da Magia, do Tantra, dentre outras, abordando-as não como um sistema de crenças
mas sim como ferramentas de trabalho na descoberta do Si Mesmo e do Cosmos.
Para
ele, os seres humanos têm verdades preestabelecidas.São apegados às suas idéias
e aos conceitos e isso dificulta um aprendizado real do mundo e,
conseqüentemente, faz com que nossa ciência e religião sejam sempre indexadas à
nossa visão de mundo.
Por tudo isso, Universo Holográfico é um livro instigante
que nos faz pensar e reavaliar o nosso papel no mundo e com nós mesmos.
O escritor Marcos Torrigo é um eterno buscador de novos paradigmas.Sua mente jovem, que para muitos pode parecer irreverente, na verdade detém um acúmulo de informações de assuntos diversos, especialmente a respeito de fatos e personagens históricos, bem como de ciência em geral.
O escritor Marcos Torrigo é um eterno buscador de novos paradigmas.Sua mente jovem, que para muitos pode parecer irreverente, na verdade detém um acúmulo de informações de assuntos diversos, especialmente a respeito de fatos e personagens históricos, bem como de ciência em geral.
Certamente em virtude do
seu perfil, foi entrevistado pelo Fantástico, pelo Programa do Jô, pelos
telejornais Bom Dia São Paulo e Jornal da Noite, pelos jornais Agora São Paulo,
Extra e Jornal da Tarde, pela revista Sexto Sentido, pelo Bate-Papo UOL, pela
AllTV, entre outros.
É Colaborador da revista Sexto Sentido, foi apresentador do
programa de rádio Hora de Hórus e proprietário da livraria Zipak, uma das mais
tradicionais em seu segmento. Atualmente, é Editor Assistente da Madras
Editora, responsável, juntamente com a equipe editorial da Madras.
Fontes:
http://www.submarino.com.br/
Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...
“Homem, conheça-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo” (Os Sete Sábios - Oráculo de Delfos)
Tags: ciencia,mistério,paradigma,paradigma da consciencia,realidade,teoria,teoria do universo como um holograma,universo holografico,

Um comentário:
Muito legal
Postar um comentário