Behe define assim o seu conceito de complexidade irredutível:
- "Com irredutivelmente complexo quero dizer um sistema único composto de várias partes compatíveis, que interagem entre si e que contribuem para sua função básica, caso em que a remoção de uma das partes faria com que o sistema deixasse de funcionar de forma eficiente.
Para Behe, a complexidade irredutível é um indicador seguro de design. Um sistema bioquímico irredutivelmente complexo que Behe considera [dentre outros milhares que existem] é o flagelo bacteriano.
Behe demonstra que essa maquinaria intrincada, incluindo um rotor (o elemento que imprime a rotação), motor molecular, um estator (o elemento estacionário), juntas de vedação, buchas e um eixo-motor exige a interação coordenada (que formam o núcleo-de pelo menos quarenta proteínas complexas e irredutível do flagelo bacteriano) e que a ausência de qualquer uma delas resultaria na perda completa da função do motor.
Behe argumenta que o mecanismo darwinista enfrenta graves obstáculos em tentar explicar esses sistemas irredutivelmente complexos.
Assim que um componente essencial de um organismo exibe complexidade especificada, qualquer design atribuível àquele elemento passa para o organismo como um todo.
O desafio da complexidade irredutível para a evolução darwiniana é real e é falso afirmar que a tese de Behe foi refutada:
- "não existem relatos darwinianos detalhados para a evolução de qualquer sistema bioquímico ou celular fundamentais, somente uma variedade de ‘wishful speculations’ [especulações ].
A Tese da Informação Complexa Especificada e o Filtro Explanatório de William Dembski
A complexidade especificada, como Dembski a desenvolve ao longo de sua obra, incorpora cinco elementos importantes:
A) Uma versão probabilística de complexidade aplicável aos eventos: a probabilidade pode ser vista como uma forma de complexidade. Elas variam inversamente: quanto maior a complexidade, muito menor será a probabilidade. O termo complexidade em complexidade especificada refere-se à improbabilidade.
B) Padrões condicionalmente independentes: os padrões que na presença de complexidade (ou improbabilidade) impliquem em ação de inteligência devem ser independentes do evento cujo design está em questão. O modo de caracterizar essa independência de padrões é através da noção probabilística de independência condicional. O termo especificada em complexidade especificada refere-se às especificações de tais padrões condicionalmente independentes.
C) Recursos probabilísticos: são o número de oportunidades para um evento acontecer ou ser especificado. Um evento aparentemente improvável pode tornar-se bem provável assim que suficientes recursos probabilísticos sejam fatorados. Por outro lado, tal evento pode permanecer improvável mesmo após todos os recursos probabilísticos disponíveis terem sido fatorados.
Os recursos probabilísticos são replicadores (o número de oportunidades para um evento ocorrer) e especificadores (o número de oportunidades para especificar um evento).
D) Uma versão especificadora de complexidade aplicada aos padrões. Por serem padrões, as especificações exibem graus de complexidade variadas. Um grau de especificação de complexidade determina quantos recursos especificadores.
E) Um número limite de probabilidade universal. Os recursos probabilísticos vêm em quantidades limitadas no universo observável. Os cientistas calculam que haja em torno de 1080 de partículas elementares.
As propriedades da matéria são tais que as transições de um estado para o outro não podem ocorrer muito mais rápido do que 1045 por segundo (o tempo de Planck, a menor de todas as unidades de tempo fisicamente significativa).
Se qualquer especificação de um evento ocorrendo no universo físico requer pelo menos uma partícula elementar para especificá-lo e que tal especificação não pode ser gerada mais rapidamente do que o tempo de Planck, então essas limitações cosmológicas implicam que o número total de eventos especificados através da história cósmica não pode exceder 1080 x 1045 x 1025 = 10150.
Para algo exibir complexidade especificada significa que corresponde a um padrão condicionalmente independente (especificação) de baixa complexidade especificadora, mas onde o evento correspondente àquele padrão ele tem uma probabilidade menor do que o número limite de probabilidade universal (10150) e, portanto tem alta complexidade probabilística.
Para explicarmos algo, nós empregamos três amplos meios de explanação: acaso, necessidade e design.
Dispondo essas perguntas seqüencialmente como nódulos de decisão num gráfico, nós podemos representar a complexidade especificada como um critério para detectar design: o chamado “Filtro Explanatório” de Dembski.
Assim, onde for possível existir corroboração empírica direta, o design intencional estará realmente presente sempre que a complexidade específica estiver presente.
William Dembski é o teórico da Teoria do Design Inteligente mais profundo e prolífico na publicação e edição de livros.
A Desmitificação dos Ícones da Evolução por Jonathan Wells
"A ciência é a busca da verdade", escreveu o químico Linus Pauling, vencedor de dois prêmios Nobel.
Para a maioria das pessoas, o oposto da ciência é o mito. Um mito é uma estória que pode preencher uma necessidade subjetiva, ou revelar algo profundo sobre a psique humana, mas como comumente usado não é um relato da realidade objetiva.
É claro, a ciência tem elementos míticos, porque todos os empreendimentos humanos têm.
Se a ciência não fosse a busca da verdade, as nossas pontes não suportariam o peso que nós colocamos sobre elas, as nossas vidas não seriam tão longevas quanto elas são, e a civilização tecnológica moderna não existiria.
Como que os cientistas se disciplinam para entender o mundo natural responderam esta pergunta numa variedade de maneiras, mas uma coisa é nítida: Qualquer teoria que pretende ser científica deve de algum modo, em alguma ocasião, ser comparada com as observações ou experimentos e comprovadas por estes.
As teorias que sobrevivem ao teste repetido podem ser tentativamente consideradas como declarações “verdadeiras” sobre o mundo.
O livreto da Academia Nacional de Ciência declara corretamente que - "todo o conhecimento científico é, em princípio, sujeito a mudança assim que nova evidência se torna disponível" –
"Este processo de escrutínio público", de acordo com o livreto da Academia Nacional de Ciência, "é uma parte essencial da ciência. Isso atua no sentido de eliminar a opinião individual e a subjectividade, porque outras pessoas devem também serem capazes de determinar se uma explicação proposta é consistente com a evidência disponível".
Em tais casos, os "pares" são um punhado de especialistas.
Assim, uma pessoa comum com acesso à evidência deveria ser capaz de entender e avaliar muitas afirmações científicas.
O livreto continuou:
Tanto o livreto da Academia Nacional de Ciência e a coluna do juiz Graham foram escritos no contexto da atual controvérsia sobre a evolução.
Wells escreveu este livro na convicção de que as teorias científicas em geral, e a evolução darwiniana em particular, podem ser avaliadas por qualquer pessoa inteligente com acesso à evidência.
O que é evolução?
"A evolução biológica é a teoria de que todas as coisas vivas são descendentes modificados de um ancestral comum que viveu num passado distante. Ela afirma que você e eu somos descendentes de ancestrais tipo macacos-antropóides, e que eles por sua vez vieram de animais ainda mais primitivos. Este é o significado primário de "evolução" entre os biólogos.
"A evolução biológica", de acordo com o livreto da Academia Nacional de Ciências, "explica que as coisas vivas compartilham de ancestrais comuns. Ao longo do tempo, a mudança evolutiva faz surgir novas espécies. Darwin chamou a este processo de 'descendência com modificação', e permanece hoje como uma boa definição da evolução biológica".
Ele escreveu no Origem das Espécies:
Quando os proponentes da teoria de Darwin estão respondendo aos críticos, eles afirmam algumas vezes que a "evolução" significa simplesmente mudança ao longo do tempo.
A questão é se a descendência com modificação é responsável pela origem de novas espécies - na verdade, de cada espécie...
A única maneira que alguém poder determinar se esta afirmação é verdadeira é comprando-a com as observações ou experiências.
Evidência a favor da evolução
Quando são instados a relacionar a evidência para evolução darwiniana, a maioria das pessoas - inclusive a maioria dos biólogos - dá a mesma série de exemplos, porque todas elas aprenderam biologia dos mesmos poucos livros-texto.
· um balão de vidro de laboratório contendo uma simulação da atmosfera primitiva da Terra, no qual descargas elétricas produzem os tijolos construtores químicos das células vivas;
· a árvore da vida, reconstruída de um amplo e crescente corpo de evidência fóssil e molecular;
· estruturas ósseas semelhantes em asa de morcego, nadadeira de golfinho, a perna de um cavalo e uma mão humana que indicam a sua origem evolutiva num ancestral comum;
· figuras ou fotografias de embriões mostrando que os anfíbios, répteis, aves e seres humanos são todos descendentes de um animal tipo peixe;
· Archaeopteryx, um fóssil de ave com dentes nas suas mandíbulas e garras nas suas asas, o elo perdido entre os répteis antigos e as aves modernas;
· as mariposas de Manchester (Biston betularia) em troncos de árvores, mostrando como a camuflagem e as aves predatórias produziram o exemplo mais famosos de evolução por seleção natural;
· os tentilhões de Darwin nas ilhas Galápagos, treze espécies separadas de uma quando a seleção natural produziu diferenças nos seus bicos, e que inspirou Darwin a formular a sua teoria da evolução;
· moscas de frutas com um par extra de asas, mostrando que as mutações genéticas podem fornecer a matéria-prima para a evolução [N. deste A.: exemplo não encontrado em livros-texto brasileiros];
· um padrão tipo galhos de árvore dos fósseis de cavalo que refuta a idéia obsoleta de que a evolução foi dirigida, e...
· desenhos de criaturas tipo macacos-antropóides evoluindo em humanos, mostrando que nós somos apenas animais e que a nossa existência é um subproduto de causas naturais sem propósitos.
Estes exemplos são tão freqüentemente usados (ad nauseam) como evidência a favor da teoria de Darwin que a maioria deles foi chamada de "ícones" da evolução.
Alguns desses ícones da evolução apresentam pressuposições ou hipóteses como se eles fossem fatos observados; nas palavras de Stephen Jay Gould, eles são - "as encarnações de conceitos mascarando como se fossem descrições neutras da natureza".
A maioria dos biólogos não tem consciência desses problemas. Na verdade, a maioria dos biólogos trabalha em áreas bem distantes da biologia evolutiva.
Alguns biólogos estão cientes das dificuldades de um ícone particular porque isso distorce a evidência na sua área.
Se eles acreditam na exatidão fundamental da evolução darwiniana, eles podem deixar de lado os seus receios sobre o ícone particular do qual eles conhecem algo a respeito.
Isso deve ser porque os problemas com os ícones da evolução não é mais amplamente conhecidos.
Os capítulos do livro de Wells comparam os ícones da evolução com a evidência científica publicada, e revelam que muito do que nós ensinamos sobre a evolução está errado.
O Design Inteligente nas Estrelas – Guillermo Gonzalez e Jay Richards - The Privileged Planet
A Terra seria meramente uma mancha insignificante num universo vasto e sem sentido como sugeriu Carl Sagan?
Na verdade, a Terra é bastante mais significante do que alguém já tenha eventualmente chegado à conclusão.
Por séculos os cientistas e filósofos têm-se maravilhado de uma coincidência estranha. A matemática, uma criação da mente humana, pode predizer a natureza do universo, um fato que o físico Eugene Wigner [54] se referiu como "a eficácia excessiva da matemática na física".
Poderiam estas duas maravilhas serem, na verdade, peças isoladas de um padrão mais amplo?
Por alguma razão, a nossa localização terrestrial é extraordinariamente bem adequada para nos permitir que esquadrinhemos os céus e descubramos os seus segredos.
Em outro lugar, você pode descobrir que a Terra e o seu ambiente local fornecem um berço delicado, e provavelmente raríssimo, para a vida complexa.
A Dissensão Científica contra Darwin no Século 21
Mais de 850 cientistas com Ph.D (de várias disciplinas), convencidos por novas evidências científicas de que a evolução darwiniana é deficiente, assinaram uma lista afirmando serem
Embora parte da comunidade científica negue veementemente que haja uma crise no atual paradigma neodarwinista porque não resolve suas muitas anomalias, algumas vozes menos dogmáticas e mais sensatas já admitem a inadequação do neodarwinismo e sugerem a sua revisão ou simplesmente o seu descarte.
Foi em cima dessas dificuldades que surgiu o Movimento do Design Inteligente. Nossa teoria cientifica é pautada por evidencias e rigor cientifico muito mais especializado do que todo o corpo da Teoria Evolutiva desde o tempo de Darwin.
O MDI propõe a TDI como a melhor inferência para explicar alguns eventos encontrados na natureza.
Qual será o referencial teórico para a biologia do Século 21?
[46] BEHE, Michael. A Caixa Preta de Darwin. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997, p. 24 citando a Darwin no Origem das Espécies.
Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...
“Homem, conheça-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo” (Os Sete Sábios - Oráculo de Delfos)
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