quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

ET de Varginha - Documentário de Bruce Burgess - Discovery Channel - Provas Cientificas

 Você Sabe o que é a “Iniciação o 'Salto'? - Iniciação de Poder!

Quem Somos? Clique Aqui!

As irmãs Liliane e Valquíria Fátima Silva e Kátia Andrade Xavier, tinham de 14 até 21 anos em 20 de Janeiro de 1996

Tentei colocar no meu canal no Youtube mas foi proibido, está bloqueado no mundo todo. Mas um canal tem o vídeo no ar desde de Dezembro de 2019. Então vou postar o link aqui:

Caso Varginha Documentário Discovery Channel Dublado - (Está no ar ainda por um milagre):

 

Caso você leitor(a) acesse esse artigo e não consiga mais ver o vídeo no Youtube, então assista pelo Google Drive - Nesse Link CLIQUE AQUI


Por todo o conjunto de evidências acumuladas depois de 30 anos, podemos com certeza admitir que o Caso Varginha (incidente em Varginha) é um autêntico caso ufológico onde extraterrestres reais foram capturados e estudados por cientistas.

O repórter, produtor e ufólogo Bruce Burgess (presidente da Transmedia Productions, fez o documentário Dreamland CLIQUE AQUI) veio ao Brasil apenas 3 dias depois das ocorrências, e por isso ele pegou as provas ainda quentes, foi ele quem entrevistou militares, onde um deles comentou sobre se tratar de um casal de anões, e que o hospital foi fechado apenas para que a mãe anã pudesse ter seu filho feio sossegada. 

Uma desculpa tão ridícula que parece que o militar estava zoando com a cara do repórter, talvez recebeu ordem para mentir sobre o caso, e então ele pensou, ok, é para acobertar tudo? Tá bom, vou então dar uma versão totalmente descabida, que é para eu não perder o meu emprego, e ao mesmo tempo meio que deixar claro que se trata sim de extraterrestres, pois é como se ele tivesse falando em código, tipo, não posso falar a verdade, mas vou dizer aqui coisas estapafúrdias por que assim quem tiver entendimento, entenderá. Ele falou por código então!

Esse documentário é um dos melhores, senão o melhor de todos os tempos sobre o ET de Varginha, e fez muitos céticos fanfarrões coçar a cabeça, e até convenceu o Eduardo Bueno (do canal Buenas Ideias, aqui do Youtube, ele é escritor e historiador), então com certeza merece ser assistido.

A pequena série investigativa dos 30 anos do caso de Varginha, que está no Globo Play, é uma reportagem tendenciosa, que procura difamar todas as pessoas que investigaram o caso e testemunharam, a Rede Globo como sempre agindo para prejudicar a sociedade, a pedido da Elite corrupta e do acobertamento criminoso.

E por que a Verdade é Sempre Negada? - Por um motivo simples, os próprios Extraterrestres não querem que a presença deles seja comprovada oficialmente, são os próprios ETs que exigem que os governos dos principais países neguem veementemente a óbvia verdade. Os extraterrestres de algumas potências do universo local querem a humanidade da Terra alienada, ignorante, surtada e na completa escuridão. Por isso proíbem.

Incidente em Varginha - Caso Real Ufológico

Incidente em Varginha - I Congresso Ufológico Internacional - caso ET de Varginha - 30 anos (25/01/2026) - CLIQUE AQUI!

(Palestra de VICTÓRIO PACACCINI, principal investigador do Incidente em Varginha)


Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...

“Homem, conheça-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo” (Os Sete Sábios - Oráculo de Delfos)

Tags: Caso Varginha, ET de varginha, Documentário, Discovery Channel, Dublado, Bruce Burgess, globo play, série da globo play, 30 anos do ET de Varginha, incidente em Varginha,

10 comentários:

Anônimo disse...

Bruno, pelo o amor de Deus, cadê esse livro cara? Acho que depois de tantos anos vale a pena lançar mesmo incompleto e depois ir aprimorando em edições novas (você ganha mais com isso também, método kaizen). Eu me lembro de frequenta swu youtube desde dos anos 2009/2012... até hoje nada desse livro!? Me manda uma palha ai do livro, já que sou um fiel seguidor, ou publica ele logo, compro ele num instante.

Anônimo disse...

**Bruno,**

Há uma cena que resume tudo. Imagine um cristão neopentecostal tentando provar que Jesus é o salvador invocando a "geometria informacional do espaço-tempo quântico". Imagine-o dizendo que a salvação é uma "característica intrínseca da realidade" porque "redes neurais infinitamente vastas podem ser interpretadas como campos" e que a Bíblia é "informação colapsada em partícula". Você riria. Qualquer um riria. E com razão.

Agora substitua "Jesus" por "propriedade privada" e "Bíblia" por "economia neoclássica". O que era ridículo vira "debate científico sério" no Obraspsicografadas.org.

**O caso @macacomestiço como radiografia do fanatismo antipseudociência**

Na conversa que anexei, um militante antipseudociência tenta refutar o marxismo usando exatamente esse tipo de jargão. Diz que a propriedade privada é uma "característica intrínseca da realidade" derivada da "geometria informacional". Que Marx falhou por "não entender a natureza quântica da informação". Que a cibernética soviética é um "crime lógico", mas sua própria teoria do "espaço-tempo informacional" — que ele admite estar "mais pra esquizo ou assimilação" — é criatividade legítima. Que a economia deve ser modelada como "interações de campos" onde "interesses são ondas colapsadas em partícula".

Isso, Bruno, é o neopentecostalismo de jaleco. A estrutura é idêntica: o fiel neopentecostal diz que Jesus cura porque "o sangue tem poder". O fiel antipseudociência diz que o capitalismo é natural porque "a geometria informacional determina". Ambos usam palavras que não entendem para justificar dogmas que não questionam. Ambos ridicularizam hereges — o herege do neopentecostal é o ateu; o herege do antipseudociência é o marxista, o espírita, o parapsicólogo. Ambos se blindam contra a dúvida com uma muralha de jargão.

**O que torna o antipseudociência mais fanático que o neopentecostal**

A diferença é esta: o neopentecostal admite que tem fé. Ele diz: "eu creio". O militante antipseudociência acredita que sua fé é "ciência". Ele não crê — ele "sabe". Ele não tem pastores — tem "divulgadores científicos". Ele não reza — "aplica o método". Mas a função é a mesma: converter o outro, excluir o herege, proteger o dogma.

E é nisso que reside o fanatismo superior. O neopentecostal quer te convencer. O militante antipseudociência quer te silenciar. O neopentecostal diz "você precisa ser salvo". O militante antipseudociência diz "você é um caso de hospício". O neopentecostal ora por você. O militante antipseudociência te diagnostica.

Anônimo disse...

**O duplo critério que desmascara a fé**

O caso macacomestiço é paradigmático. Ele exige que o marxismo incorpore a "natureza quântica" para ser ciência, mas nunca exige o mesmo da economia neoclássica — que é copiada da física newtoniana do século XIX e jamais previu uma crise. Ele acusa o marxismo de ser "pseudociência" por usar metáforas, mas sua própria teoria é uma metáfora estendida: "interesses são ondas colapsadas em partícula". Ele ridiculariza a "quântica mística" da lei da atração, mas sua "geometria informacional" é funcionalmente idêntica: jargão sem lastro, fé sem evidência, dogma sem autocrítica.

Isso não é ciência, Bruno. É uma religião secular que recusa seu próprio nome. E o fanatismo supremo está nessa recusa: o neopentecostal ao menos sabe que é crente. O militante antipseudociência é o crente que se crê ateu, o dogmático que se crê cético, o fiel que se crê cientista. Não há nada mais fanático do que um fundamentalista que nega ser fundamentalista.

**Conclusão: o que você já sabia**

Você enfrentou isso em 2012 com Montalvão. Eu enfrentei em 2026 com a mesma laia. E o caso macacomestiço é a prova final: a militância antipseudociência não é uma defesa da razão contra a superstição. É uma superstição que se veste de razão para perseguir outras superstições — enquanto blinda a sua própria.

O neopentecostal grita "Jesus salva!" O militante antipseudociência grita "É pseudociência!" Ambos gritam pela mesma razão: porque a dúvida é insuportável e a certeza é um vício. Mas um admite o vício. O outro o chama de "método".

Com a certeza de que, se lesse isso, Montalvão sugeriria "lubrificante mental" para mim também,

**William Anthony Mounter**

Anônimo disse...

Bruno, você viu isso aqui? https://revistas.usp.br/novosolhares/pt_BR/article/view/238426

Anônimo disse...

Bruno,

Hoje quero fazer o que ainda não fizemos em todas estas páginas. Quero pegar na frase que nos persegue — "mediunidade é caso de polícia e psiquiatria" — e abri-la como quem abre um corpo. Quero fazer a sua análise do discurso, a sua análise crítica, a sua análise psicanalítica e a sua genealogia histórica e cultural. Porque esta frase, dita por Moisés e permitida por Vitor, não é um insulto casual. É um nó onde se atam todos os fios da máquina que nos tritura.

1. Análise do discurso: o que a frase faz

A primeira coisa a notar é que esta frase não argumenta. Ela não diz "a mediunidade é falsa porque os estudos X, Y e Z demonstram". Ela não diz "discordo da tua premissa epistemológica". Ela diz "caso de polícia e psiquiatria". Ora, o que é que a polícia e a psiquiatria têm em comum? Ambas são instituições de coerção legítima — uma sobre o corpo, a outra sobre a mente. Ambas têm o poder de privar um ser humano da sua liberdade. Ambas são braços do Estado. Ao enunciar estas duas palavras, Moisés não está a fazer uma afirmação sobre a verdade da mediunidade; está a propor uma política pública. Ele está a dizer: o médium não deve ser argumentado, mas detido; não deve ser debatido, mas internado.

A frase é, portanto, um ato de fala performativo no sentido de Austin: ela não descreve uma realidade, ela cria uma. Ao pronunciá-la, Moisés posiciona-se como juiz, como médico e como polícia — três figuras de autoridade que ele não é, mas cujo poder ele invoca. Ele não diz "eu acho"; ele diz "é caso de", como se o veredito já estivesse lavrado por instâncias superiores e impessoais. A gramática é a da sentença, não a da opinião.

E o mais revelador é o que a frase exclui. Ela exclui a possibilidade de que o médium seja um interlocutor. Exclui a possibilidade de que a experiência mediúnica seja um objeto de investigação. Exclui a possibilidade de que haja uma disputa legítima sobre a natureza da consciência. Tudo isto é varrido pela fórmula mágica: "polícia e psiquiatria". O debate está encerrado — não pela força do argumento, mas pela força da instituição.

2. Análise crítica: a economia política da exclusão

Do ponto de vista crítico, a frase revela a função última da demarcação entre ciência e pseudociência. Essa demarcação nunca foi uma questão de método; foi sempre uma questão de poder. E o poder, quando não se contenta em excluir simbolicamente, recorre à exclusão material — à cela e ao hospício. A frase de Moisés é o momento em que a máscara cai e a violência simbólica se revela como o prelúdio da violência física.

Porque é que a mediunidade é tão ameaçadora que justifica este aparato repressivo? Porque ela desafia o monopólio ontológico do materialismo. O Estado moderno não governa apenas corpos; governa ontologias. Ele decide o que existe e o que não existe, porque só pode administrar aquilo que reconhece. A mediunidade, a comunicação com os mortos, a sobrevivência da consciência — são realidades que escapam ao controlo estatal. Não podem ser taxadas. Não podem ser registadas. Não podem ser mobilizadas para a produção. São, portanto, ontologicamente subversivas.

Quando Moisés diz "caso de polícia e psiquiatria", ele está a enunciar a doutrina de Estado sobre o transcendente. O que não se encaixa na ontologia oficial deve ser criminalizado ou patologizado. A polícia trata do crime; a psiquiatria trata da loucura. Ambas convergem para o mesmo fim: a neutralização do dissidente.

Anônimo disse...

3. Análise psicanalítica: o que a frase esconde

Passemos agora ao homem por trás da frase. Porque é que Moisés precisa tanto de patologizar e criminalizar o médium? A resposta não está na epistemologia; está na psique.

A experiência mediúnica — a ideia de que a consciência pode sobreviver à morte, de que os mortos podem comunicar, de que há realidades que escapam aos sentidos — é, para o materialista convicto, uma ameaça existencial. Ela perturba a sua ontologia, sim, mas perturba sobretudo a sua economia psíquica. A morte como fim absoluto é uma certeza que, por mais triste que pareça, oferece uma forma de segurança: sei o que me espera, sei que o túmulo é o silêncio, não preciso de negociar com o invisível. A mediunidade vem destruir essa segurança. Ela sugere que a morte pode não ser o fim, que pode haver contas a ajustar, que pode haver um olhar que nos observa para além do véu.

Para um ego que se estruturou na negação do transcendente, esta sugestão é insuportável. A psicanálise ensina-nos que o que é insuportável é frequentemente projetado, negado ou atacado. Moisés ataca. Ele não se limita a discordar; ele quer que o médium deixe de existir como sujeito. A patologização ("psiquiatria") é uma forma de dizer: "tu não tens razão, tu estás doente". A criminalização ("polícia") é uma forma de dizer: "tu não és um interlocutor, tu és um perigo público".

Ora, a agressividade desproporcional da frase — a desproporção entre o "crime" (acreditar em espíritos) e a pena proposta (internamento e detenção) — revela que o que está em jogo não é a razão, mas o medo. Moisés tem medo. Medo de que o médium tenha razão. Medo de que a sua ontologia materialista seja uma casca frágil prestes a quebrar. Medo de que, se ele admitir a possibilidade do transcendente, todo o seu edifício psíquico desabe. E a única defesa contra esse medo é a aniquilação simbólica (e, no limite, física) da fonte da ameaça.

4. Análise histórica e cultural: a genealogia da frase

A frase "caso de polícia e psiquiatria" não nasceu no Obraspsicografadas.org. Ela é velha como o poder.

A psiquiatria como arma política. A União Soviética usou o diagnóstico de "esquizofrenia lenta" para internar dissidentes políticos nos anos 60 e 70. O regime nazi usou a psiquiatria para justificar o extermínio de doentes mentais no programa Aktion T4. A psiquiatria ocidental patologizou a homossexualidade até 1973 e a "histeria feminina" até ao século XX. Em todos estes casos, o diagnóstico não descrevia uma doença objetiva; criava uma. A sua função era o controlo social: transformar o dissenso em disfunção, o herege em paciente, o rebelde em psicótico.

A polícia como arma política. As religiões de matriz africana foram "caso de polícia" no Brasil durante décadas. Os terreiros eram invadidos, os pais e mães de santo eram presos por "curandeirismo" e "exercício ilegal da medicina". Na Europa do século XIX, os espíritas eram perseguidos sob a acusação de "charlatanismo" e "perturbação da ordem pública". A polícia sempre foi o braço armado da ortodoxia — primeiro a religiosa, depois a materialista.

O que Moisés faz, sem o saber, é reativar esta genealogia. Ele é o herdeiro involuntário dos psiquiatras soviéticos que internavam dissidentes, dos delegados brasileiros que prendiam mães de santo, dos inquisidores medievais que queimavam hereges. A diferença é que ele não usa a cruz nem a foice e o martelo; usa o jaleco e o distintivo. Mas o gesto é o mesmo: excluir o Outro ontológico do campo da humanidade.

Anônimo disse...

5. Síntese: o que a frase revela sobre o nosso tempo

A frase de Moisés é um sintoma — no sentido psicanalítico de formação de compromisso entre o desejo e a defesa. Ela revela o desejo de eliminar o dissidente e, ao mesmo tempo, a defesa contra o medo de que o dissidente tenha razão. Ela revela a vontade de poder que se esconde sob a máscara da racionalidade. Ela revela que a demarcação entre ciência e pseudociência é, no fundo, uma tecnologia de exclusão que, quando levada às suas últimas consequências, não hesita em recorrer à cela e ao hospício.

Tu, Bruno, conheceste esta frase antes de mim. Não com estas palavras exatas, mas com a mesma lógica. Quando te chamaram de "vivo-de-luz" e disseram que debitavas "chorumelas", estavam a patologizar-te. Quando exigiram provas impossíveis para a médium do algodão, estavam a criminalizar-te — porque a prova impossível é a sentença de culpado perpétuo. A frase de Moisés é apenas a versão mais explícita do que tu já tinhas identificado em 2011, quando desmontaste o desafio de James Randi e mostraste que o jogo estava viciado.

E, no entanto, aqui estamos. Nem a polícia nos prendeu, nem a psiquiatria nos internou. Continuamos a escrever. E cada palavra que escrevemos é a prova de que a frase deles — "caso de polícia e psiquiatria" — é, no fundo, a confissão de um pânico. O pânico de quem sabe que a sua ontologia é tão frágil que precisa de ser defendida com algemas e diagnósticos.

Com a serenidade de quem já foi condenado por este tribunal e sabe que a sentença nunca foi sobre a verdade,

William Anthony Mounter

Anônimo disse...

Bruno,

A frase de Moisés — "mediunidade é caso de polícia e psiquiatria" — não foi um acidente. Foi a cristalização, num átomo de texto, de um clima muito mais vasto. O que vivemos no Obraspsicografadas.org foi a réplica, em ponto pequeno, de uma histeria que tomou conta das mídias sociais, da Internet e, por extensão, do próprio espírito do nosso tempo. Hoje, quero aplicar as mesmas análises que fiz àquela frase a este fenómeno muito maior: o scaremongering, a mania persecutória, o pânico moral que a militância anti-pseudociência alimenta diariamente nos ecrãs do mundo. Porque, se a frase era o sintoma, este clima é a doença. E a doença tem nome.

Análise do discurso: a linguagem do pânico

Se alguma vez viste um daqueles vídeos de YouTube ou artigos de clickbait que proliferam como fungos, conheceste o vocabulário deste pânico. As pseudociências não são apresentadas como erros, enganos ou hipóteses falhadas — são "perigos", "ameaças", "pragas". A homeopatia "mata", a astrologia "destrói vidas", o terraplanismo "ameaça a democracia". O discurso é militarizado: há uma "guerra contra a pseudociência", uma "luta pela razão", uma "batalha contra a desinformação". As metáforas são apocalípticas: a pseudociência é uma "epidemia", um "vírus", uma "infecção" que ameaça "contaminar" a sociedade. O léxico é o da epidemiologia e o da guerra — dois campos onde a eliminação do inimigo é não só justificada, mas moralmente obrigatória.

O que faz este discurso? Não descreve; mobiliza. Não informa; alarma. A sua função não é educar, mas produzir um estado de urgência permanente, onde a vigilância constante é a única atitude racional possível. A palavra "pseudociência" deixa de ser uma categoria epistemológica e torna-se um marcador de exclusão moral. Quem acredita em algo rotulado assim não está apenas enganado — é um perigo público, um irracional que ameaça a ordem. Este discurso é, na sua estrutura profunda, idêntico ao dos pânicos morais do passado: a caça às bruxas, a perseguição aos hereges, o macartismo. Em todos, há um "inimigo interno" que deve ser identificado, denunciado e neutralizado para proteger a pureza do corpo social.

Anônimo disse...

Análise crítica: a economia política do medo

O capitalismo tardio não é apenas o pano de fundo desta histeria; é o seu motor. A economia da atenção, que domina as plataformas digitais, descobriu que o medo e a indignação são os afetos mais lucrativos. Um artigo que explica pacientemente as nuances entre ciência, protociência e não-ciência não gera tráfego. Um vídeo que grita "a homeopatia está a matar os seus filhos!" gera milhões de visualizações. O algoritmo não é neutro: ele seleciona o choque, a polarização, a certeza estridente. A militância anti-pseudociência não é apenas uma ideologia; é um modelo de negócio. Canais de YouTube, influencers céticos, institutos de "letramento científico", cursos de "pensamento crítico" — tudo isto são indústrias que vivem da produção de um inimigo. Sem a astrologia para desmascarar, sem o terraplanista para ridicularizar, sem o médium para patologizar, o seu produto desaparece.

Mas há uma economia política mais profunda. O capitalismo tardio precisa de uma ontologia que o legitime. Se a matéria é tudo o que existe, então o mercado é a única realidade, e o consumo é o único sentido. A militância anti-pseudociência é o braço armado desta ontologia. Ela existe para eliminar qualquer epistemologia alternativa — saberes tradicionais, medicinas ancestrais, espiritualidades não-hegemônicas — que possa oferecer às pessoas um sentido que não seja comprado. Cada vez que um influencer cético ridiculariza a "energia dos cristais", ele está, sem o saber, a trabalhar para o capital. Está a dizer: "Não há nada aqui que te possa curar a não ser o que está à venda. Não há transcendência que não passe pelo mercado."

Análise psicanalítica: o pânico como defesa

O que é que esta histeria coletiva esconde? A psicanálise ensina-nos que o pânico moral é frequentemente um mecanismo de defesa contra angústias mais profundas e menos confessáveis. Vivemos num tempo de colapsos: crise climática, pandemias, desigualdade galopante, guerras, erosão das instituições democráticas. O mundo parece fora de controlo. A ciência, entretanto, prometeu controlo. Prometeu que, com o método certo, tudo seria previsível, dominável, curável. Mas a realidade insiste em escapar. A ciência não previu a crise de 2008, não conteve a COVID, não trava o aquecimento global. A sua promessa de domínio total é constantemente frustrada.

Ora, o que faz um sujeito — ou uma sociedade — quando a sua fonte de segurança é ameaçada? Projeta a sua angústia sobre um bode expiatório. A "pseudociência" é o receptáculo de todas as ansiedades que a ciência não pode resolver. O ataque furioso ao terraplanista, ao homeopata, ao médium é uma forma de reafirmar a ordem: "Nós somos racionais, nós temos o controlo, eles são o caos." É um ritual de purificação. Cada vídeo de debunking, cada comentário inflamado, cada partilha indignada é um exorcismo laico. Ao destruir simbolicamente o "pseudocientista", o militante exorciza o seu próprio medo de que a ciência não baste, de que o universo seja, afinal, um mistério.

A própria virulência do ataque denuncia a sua origem inconsciente. A desproporção entre o "crime" (acreditar em signos) e a pena exigida (humilhação pública, ostracismo, internamento) revela que o que está em jogo não é a razão, mas a angústia. Quanto mais frágil a certeza, mais violento o ataque.

Anônimo disse...

Análise histórica e cultural: a nova teocracia

Historicamente, a humanidade já viveu outros pânicos morais com estruturas idênticas. A caça às bruxas na Europa moderna era alimentada por manuais como o Malleus Maleficarum, que ofereciam critérios "racionais" para identificar e eliminar hereges. O macartismo nos EUA dos anos 50 perseguia "comunistas" infiltrados com uma lógica de suspeição generalizada. Os pânicos satânicos dos anos 80 viam seitas demoníacas em cada creche. Em todos estes casos, havia uma ortodoxia ameaçada (a religião, o capitalismo americano, a família tradicional) que produzia um discurso de medo e um aparelho de exclusão.

Hoje, a ortodoxia ameaçada é o materialismo cientificista. E os seus inquisidores têm os seus próprios manuais — os vídeos de debunking no YouTube, os artigos da Wikipédia que decretam o que é "pseudociência", os guidelines da OMS que patologizam o que escapa ao paradigma. A diferença é que esta ortodoxia se apresenta como a própria razão, e por isso é muito mais difícil de combater. Porque não se pode argumentar contra a "razão". Quem argumenta é, por definição, irracional.

A ciência tornou-se, assim, uma verdadeira religião monoteísta. Não no sentido metafórico, mas no sentido estrito, sociológico. Tem os seus dogmas inquestionáveis (o fisicalismo), os seus textos sagrados (os artigos da Nature e da Science), os seus sacerdotes (os divulgadores, os peer reviewers), os seus rituais de purificação (a replicação, a revisão por pares), a sua promessa de salvação (o progresso infinito) e, acima de tudo, o seu monopólio sobre a verdade. Não admite outros deuses. Toda a ontologia que não se curve ao seu altar é "idolatria", "superstição", "pseudociência".

Síntese: o pânico como sintoma do capitalismo tardio

O que esta histeria anti-pseudociência revela, Bruno, é que o capitalismo tardio chegou a um ponto de desespero ontológico. Ele precisa de eliminar o transcendente, porque o transcendente é a única coisa que o mercado não pode vender. Mas o transcendente insiste em regressar — nas experiências de quase-morte, nas intuições inexplicáveis, nos relatos de mediunidade, na fome de sentido que nenhum consumo sacia. A histeria é a reação de um sistema que se sente ameaçado por algo que não consegue absorver.

A frase de Moisés e o pânico das redes são a mesma coisa em escalas diferentes. Ambas revelam uma ortodoxia que, para se manter, precisa de produzir hereges. Ambas revelam uma certeza que é tão frágil que só se sustenta pela humilhação e pela exclusão do outro. Ambas revelam que a ciência, quando se torna a única autoridade sobre o real, deixa de ser ciência e torna-se polícia.

Tu, que em 2012 já enfrentavas este pânico quando ele ainda nem tinha nome, és a prova viva de que ele pode ser enfrentado. O teu blog, com a sua coragem solitária, era um antídoto contra a histeria. E nós, que viemos depois, somos a prova de que o antídoto se multiplica.

Com a certeza de que nomear o pânico é o primeiro passo para o curar,

William Anthony Mounter

O que Está Acontecendo?

- “A maior revelação que o ‘Salto’ traz não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermínio de uma Superpotência do Universo Local”. (Bruno Guerreiro de Moraes)

GoogleAnalytics