domingo, 25 de junho de 2017

O Ataque do Super Vírus WannaCry (o maior da história) se trata de um Viral para propagandear o Bitcoin, e assim valorizar muito a Moeda

Você Sabe o que é “O Salto Quântico Genético”? [Clique Aqui]

Bitcoin (moeda virtual) criada por Japoneses em 2008 (lançada no inicio de 2009) como resposta a grande crise bancaria de 2008 (quebra do mercado de imóveis dos EUA), tem a pretensão de derrubar todas as moedas de ‘curso forçado’ do Mundo. Até o momento tudo está ocorrendo como o planejado...

Super Ataque Hacker com o Vírus WannaCry foi Viral para promover as Moedas Virtuais, onde a mais famosa é o Bitcoin. Golpe de Publicidade Global

Depois de um pouco mais de um mês do ataque em massa do Super vírus de computador o WannaCry (aconteceu no dia 12 do 05 de 2017, escrevo isso em 23 do 06 de 2017) já está mais do que claro que tal ataque se trata de um Viral. Esse ataque (o maior da história) se trata de um Viral para propagandear o Bitcoin, e assim valorizar muito a moeda, não só ela como todas as Criptomoedas (Moedas Digitais). Seja quem for o Grupo que perpetrou o ataque Hacker eles tiveram muito sucesso, o Bitcoin triplicou de preço em apenas 1 mês, e continua a valorizar, sem sinais que vá abaixar. Todas as Criptomoedas estão indo junto com ele, com o mesmo nível de valorização. (o Bitcoin estava em torno de $ 1.000,00 mil dólares antes do ataque, hoje enquanto escrevo isso está em uma média de $ 2.697,1 chegando a picos de 3 mil dólares, e subindo...) Isso por que o grande público agora descobriu as moedas digitais graças a imensa cobertura da mídia sobre o WannaCry que pedia resgate em Bitcoins para liberar os PCs sequestrados, e assim milhares e até milhões de pessoas novas ficaram sabendo do negócio, passando a investir, minerar, etc... esse golpe de publicidade então foi um sucesso retumbante.

O Bitcoin não é a única criptomoeda, mas é a mais antiga e conhecida. As moedas virtuais tem um plano ousado que é bem ganancioso, eles simplesmente querem substituir todas as moedas do planeta por criptomoedas. Se trata de uma revolução que só começou a ser levado a sério agora, por conta do super ataque hacker, e com CERTEZA outros ataques semelhantes (ou pior) virão, agora o mundo está vendo o nascimento de mais uma frente de batalha, mais uma célula de instabilidades e revoluções que deverão resultar num mundo bem diferente do que as elites globais tem idealizado até o momento.

- “Tem muita gente que pensa que 'não é possível'. Isso é uma coisa boa. Nós não precisamos nos preocupar com essas pessoas, porque como elas pensam 'não ser possível' elas não vão nos levar a sério, e não vão tentar nos impedir até que já seja tarde demais...”. [Peter Thiel, criador do Paypal, fala sobre Bitcoins[Clique Aqui]

(Clique na imagem para vê-la ampliada)
Vejam o Gráfico, o Bitcoin seguiu sempre com valorização fraca no fim de 2016 valendo “” uns 600 dólares, depois seguiu assim tímido, dando picos e depois voltando, mas em 2017 ele estourou, e vejam que depois do ataque em 12 de Maio de 2017 o estouro dele foi sem precedentes, e continua assim, ele não baixou e segue se valorizando como nunca aconteceu desde que foi criado, veja esse gráfico ao vivo [Clique Aqui]

Banking of Bitcoin (Banco ou Bitcoin?) - Legendado para o Português PT BR - Criptomoedas - Revolução da Economia:

Uma revolução que deverá ser tão grande quanto a revolução iluminista, tão grande como a revolução industrial, tão grande quanto o advento da internet... parece exagero? Então é melhor você começar a se inteirar melhor do assunto, antes que fique para trás. A Globalização com o advento das criptomoedas ganha um forte e poderoso impulso, o Bitcoin (assim como as outras moedas) são o autêntico dinheiro global, aceito em todos os países, por todas as culturas, e nisso ensaia um verdadeiro e autêntico mundo unificado, um governo mundial, com uma só moeda, com um só governo, um só exército, toda a sociedade nivela por cima e não com todos esses desníveis como atualmente verificamos, os chineses especialmente estão adotando as moedas digitais com entusiasmo. Esse golpe de publicidade foi um sucesso, e outros virão, e isso demostra como as moedas virtuais são importantes e como, cada vez mais, ganharão mais e mais importância, advindo então uma mudança de paradigma, quem tiver intuição e verdadeira vidência dará a importância devida ao que ocorre agora. Esses são os primeiros passos equivalente aos primeiros anos da revolução industrial, quem aproveitar esse ‘Boom’ vai se dar muito bem, quem não aproveitar terá o resto da eternidade para se lamentar. Fica a dica...

Dinheiro depositado nas contas indicadas pelos Hackers até agora não foi transferido/gastado isso é clara indicação que o motivo do ataque não era roubar, mas sim promover o Bitcoin para esse valorizar e assim os investidores lucrarem milhões e até bilhões. O Golpe de Publicidade foi um imenso SUCESSO!

[Minha história com o Bitcoin - por Fernando Ulrich]
(Mestre em Economia, com experiência em mercados financeiro e imobiliário. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária e entusiasta de moedas digitais. É autor do livro “Bitcoin - a moeda na era digital”).


O pequeno investidor, Daniel, fala no dia 12 de Maio de 2017 sobre o ataque hacker
Ele mal suspeitou no dia que se tratava de um viral (golpe de publicidade)
[Ataque hacker btc envolvido no meio - por Daniel DOS BTC]

Nota: Vejam que ele fala em 5:00 de duração do vídeo que ele achava “difícil o Bitcoin voltar a mil dólares”, depois de um mês tá batendo 3 mil dólares! [Clique Aqui]

Reportagens:

WannaCry foi um esquema para valorizar a Moeda Bitcoin?, [Fonte Aqui]


Super Ataque Hacker foi o maior da história, milhares de PC pelo mundo todo, em todos os continentes, foram afetados, foi notícia em todo o planeta, alta do Bitcoin está exponencial desde então...

Como se costuma dizer, há coincidências que fazem todo o sentido e esta é uma delas. Desde que o ransomware WannaCry foi conhecido, a valorização da moeda digital Bitcoin não parou de crescer tendo atingido valores históricos que ultrapassam, por exemplo, o valor do ouro. Será que o objetivo do WannaCry, o primeiro ransomware com worm incluído, não era um ataque propriamente dito mas sim a valorização da criptomoeda Bitcoin? Se sim, então a missão foi cumprida! A moeda virtual Bitcoin veio abrir novas portas à transação e investimento de dinheiro. Lançada para o mundo em 2009, como invenção de um guru de informática misterioso, que se remeteu ao seu pseudónimo Satoshi Nakamoto, esta moeda surge por meio de uma fórmula matemática bastante complexa. Recentemente, segundo o site Coinbase, a bitcoin chegou aos $2,766.56, tendo a sua subida significativa começado após o ataque massivo do Ransomware WannaCry. Para Joseph Cars, investigador da Digital Forensics, esta subida repentina deve-se essencialmente ao ransomware, tendo esse o seu principal objetivo, ele afirmou: “O WannaCry, foi um truque de mão, uma enganação. O ransomware era apenas um mecanismo para obter um grande número de pessoas para abrir uma carteira Bitcoin - e que, por si só, elevaria o valor da Bitcoin”.

Depois este não foi um ataque de ransomware tradicional, uma vez que foi direcionado a empresas, especialmente na área das comunicações justamente para fazer estardalhaço na mídia. De acordo com várias fontes que contatamos, os estragos do WannaCry não foram assim tão significativos, em escala mundial, e até o retorno financeiro para os hackers foi reduzido (na ordem dos US$ 100 mil até o momento). Neste momento ainda não se sabe qual a origem do WannaCry e há quem diga inclusive que nunca se saberemos... Juntando as peças que existem até ao momento, percebe-se que o ataque de “engenharia social” lançado pelos atacantes à escala mundial funcionou com perfeição! O WannaCry teve impacto, fez ruído, mas parece que tudo não passa de um imenso golpe publicitário para o Bitcoin, e agora fica a expectativa do que poderá estar a ser preparado para os próximos ataques. Relativamente a moeda Bitcoin os números não mentem e de facto a valorização da moeda Bitcoin é uma evidência clara.

Só existe Bitcoin? Conheça outras moedas digitais que tentam ganhar espaço após ciberataques, [Fonte Aqui]

Existe outras criptomoedas (moedas digitais) como por exemplo o Litecoin, Monero, Ethereum, Dash, Z-Cash, Ripple, Doge, etc...

O Bitcoin tem sido o meio de pagamento preferido de hackers que desenvolveram o vírus WannaCry, ataque que atingiu mais de 300 mil computadores no mundo na semana passada, mas as moedas digitais que oferecem mais anonimato estão ameaçando superá-la. Uma das principais razões para o domínio do Bitcoin no submundo online, dizem especialistas em crimes digitais, é o valor total das bitcoins em circulação, mais que o dobro da mais próxima rival entre centenas de concorrentes. Isso facilita para as vítimas pagarem os resgates exigidos, e o saque dos valores pelos hackers via trocas online para gastar o dinheiro no mundo físico. No ataque WannaCry, os endereços de três carteiras anônimas bitcoin foram dadas às vítimas, com demanda de resgate de US$ 300 em bitcoins com a promessa de que as máquinas afetadas seriam liberadas, promessa que nenhuma evidência mostrou que foi cumprida. Mas uma vez que a bitcoin funciona através da tecnologia blockchain, com registro compartilhado de todas as transações feitas, os pagamentos podem ser rastreados se os usuários não têm a sofisticação para tomar medidas adicionais para se protegerem usando ferramentas de anonimato. Os endereços de bitcoin são anônimos, mas os usuários podem ser rastreados através de endereços IP ou analisando fluxos de dinheiro. Se usuários de bitcoin quiserem ficar totalmente anônimos, eles têm que passar por uma série de passos adicionais complexos para se certificarem de que não serão pegos. Ainda não está claro qual nível de sofisticação dos hackers responsáveis pelo WannaCry uma vez que ainda nenhum valor foi movido para fora das três carteiras de Bitcoin ligadas ao vírus. As carteiras receberam mais de US$ 80 mil em bitcoins até agora.

Outras Criptomoedas:

Mais simples, talvez, seria os hackers terem usado moedas digitais de próxima geração que têm o anonimato como preocupação desde o início de seu desenvolvimento, como Monero, Ethereum, Dash e Z-Cash, etc... E, de fato, especialistas afirmaram no final da terça-feira que um vírus de computador que explora a mesma vulnerabilidade aproveitada pelo WannaCry, foi usado em infecções de mais de 200 mil computadores, que passaram a ser utilizados para mineração de Monero. Mas com um valor total de cerca de US$ 425 milhões, um pouco mais que 1 por cento do total de bitcoins, converter Moneros em moeda que pode ser gasta pode não ser tão simples. É por isso que o ataque que utilizou a Monero não exigiu resgate das máquinas infectadas, optando por usar os recursos computacionais delas para criar novas Moneros. Se a Monero for mais adotada e ser tão grande e líquida (quanto a Bitcoin), isso significa que o crime vai parar de usar computadores para minerar e vai ingressar em extorsão, disse o presidente-executivo da Chainalysis, Jonathan Levin.

Pesquisador impede acidentalmente a propagação de WannaCry, mas diz que é temporário, [Fonte Aqui]

Ataque massivo se trata de Golpe de Publicidade, milhares de pessoas estão lucrando com isso no mundo todo, principalmente os chineses 

Desde ontem, o mundo tem sofrido com uma onda de ataques de um ransomware conhecido como WannaCry ou WannaCrypt. No entanto, houve uma queda drástica neste sábado (13/05/2017) graças a uma ação acidental. O pesquisador inglês de cibersegurança responsável pelo site MalwareTech (e que prefere ser identificado por este nome) conseguiu impedir que o programa malicioso se espalhasse mais ao, acidentalmente, ativar um “botão de desligamento” do vírus. Em entrevista para o The Guardian, ele revelou que conseguiu isso por acaso ao comprar um domínio específico na internet por US$ 10,69 (cerca de R$ 33 reais). Na hora, ele fez isso como uma das formas de acompanhar a movimentação do WannaCry pelo mundo. Disse ele: “Eu estava almoçando com um amigo e voltei por volta das 15h e vi um fluxo de notícias sobre o NHS e várias organizações sendo afetadas. Eu pesquisei um pouco e então achei uma amostra do malware por trás disso e vi que estava se conectando a um domínio específico, que não estava registrado. Então eu o comprei sem saber o que isso fez na hora” - Segundo ele, o malware tenta se conectar a um domínio específico sem registro. No entanto, ele estava programado para parar de se espalhar caso identificasse um registro do domínio. Ele acredita que este fator existia como uma medida para manter o WannaCry sob controle.

Apesar do sucesso acidental, MalwareTech afirma que o problema ainda não acabou, avisando para que as pessoas atualizem seus Windows. Isso ainda não acabou. Os atacantes vão perceber como paramos isso, mudarão o código e começarão de novo. Ative a atualização do Windows e reinicie. O site MalwareTech atualmente está com uma página especial mostrando um gráfico com os ataques relacionados ao WannaCry. Também é possível acompanhar em tempo real um mapa com os ataques do ransomware em tempo real. Ataques do WannaCry já se espalharam para mais de 70 países. O WannaCry é um tipo ransomware, ou seja, um software malicioso que se infiltra nas máquinas e criptografa todos os arquivos do computador, pedindo um valor para devolvê-los. Entre os países afetados está o Brasil, ele atacou redes da Telefônica, além de levar ao desligamento dos servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os sequestradores pedem US$300 em Bitcoins para cada computador infectado, que já somam mais de 70 mil máquinas ao redor do mundo. O vírus se aproveita de uma vulnerabilidade de diferentes versões do Windows que permite executar um código remotamente através do protocolo de compartilhamento de arquivos. A falha foi corrigida para todos que fizeram a atualização do sistema em março desse ano e a Microsoft até mesmo lançou uma atualização para o Windows XP, que também foi afetado.

Por que nos ciberataques o resgate é pedido em Bitcoins? É uma moeda difícil de rastrear. Mas peritos alertam: Bitcoin não é culpado nem protege crime. [Fonte Aqui]
Bitcoin moeda virtual criada por Japoneses em 2008 (lançada em 2009) como resposta a grande crise bancaria de 2008 (quebra do mercado de imóveis dos EUA), tem a pretensão de derrubar todas as moedas de ‘curso forçado’ do Mundo.

Esses ataques vêm sendo feitos desde o final dos anos 80, com a entrada em cena do PC Cyborg Trojan. A partir daí, há hackers que tentam bloquear os sistemas através de um arquivo infestado e, posteriormente, extorquir a empresa em troca da descodificação, explica Santiago Márquez Solís, consultor tecnológico especializado em blockchain e autor de livros como Bitcoin, Guía Completa de la Moneda del Futuro (bitcoin, guia completo da moeda do futuro). O ataque desta sexta-feira, com ransomware - um programa maligno que restringe o acesso a determinadas partes ou arquivos do sistema infectado e pede em troca um resgate (ransom, em inglês), trouxe novidades perigosas: permaneceu um tempo latente até ser ativado e foi capaz de infectar computadores da rede. Em troca da descriptografia, pediram bitcoins.

Por que bitcoins? Esta é uma criptomoeda digital, pseudoanônima e muito segura, explica Álex Preukshcat, consultor Blockchain, especialista em modelos de negócio digitais de cibersegurança e coautor de Bitcoincomic.org e de Blockchain: la Revolución Industrial de Internet (Blockchain: a revolução industrial da Internet). “Existem meios de retraçar (rastrear), mas também há formas de dificultar sua localização”. O fato de querer cobrar os resgates em bitcoin é um facilitador para o crime cibernético? Há algumas vozes que garantem que sim e que isso possibilitou um boom desde 2016. Tanto Preukschat como Márquez, porém, questionam isso com contundência: “O bitcoin não é algo que se destine a sistemas criminais. É uma ferramenta que pode ser usada por redes criminosas como a que operou nesta sexta-feira”, explica Preukschat, Márquez Solís afirma que o fato de que tenham sido usados bitcoins “é completamente curioso” e observa que haveria criptomoedas melhores para o pedido de resgate, como a Monero, que permite um anonimato completo. “Ou até mesmo dólares, uma moeda usada por redes criminosas e do narcotráfico em todo o mundo sem que ninguém suspeite de sua conveniência”.

Gêmeos Winklevoss (que ajudaram a criar o Facebook) entraram no negócio de Criptomoedas com tudo!

Os Gêmeos Winklevoss aqueles que brigaram com o fundador do Facebook dizendo que foram eles os criadores verdadeiros da rede social, e que o Zuckerberg tinha roubado a ideia deles, esses caras estão mergulhados no negócio de Bitcoin: 

ETF Bitcoin dos gêmeos Winklevoss pode elevar o preço do Bitcoin a US$ 1.600,00 (hoje dia 23 do 06 de 2017 está em cerca de 3 mil dólares).


Artigo: Os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss afirmam que o Bitcoin será maior que o Facebook. Em entrevista ao jornal The Guardian, os irmãos que são conhecidos por ganharem um processo de US$ 65 milhões contra Mark Zuckerberg, ao afirmar que ele roubou a ideia do Facebook deles, dizem que a moeda virtual tem “potencialmente mais impacto” que a rede social – atualmente com um valor de US$ 151 bilhões no mercado. Os irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss ainda preveem que este ano o mercado financeiro de Wall Street deve entrar no mercado dos Bitcoins.

“Bitcoin tem potencialmente mais impacto, pois uma pessoa que pode doar cinquenta centavos para outro indivíduo do outro lado do mundo tem mais impacto que uma pessoa que compartilha uma foto”, explica Tyler Winklevoss. Ainda na visão dos gêmeos a principal característica da moeda virtual é a descentralização, com os pagamentos sem serem interceptados por instituições financeiras e os países em desenvolvimento com a mesma fatia nos mercados globais. Eles ainda rechaçam a ideia de que a moeda seja volátil e explica que se afastou da Mt. Gox, site de câmbio na internet que perdeu bilhões de dólares para hackers e teve que encerrar suas operações. Para eles, o site "estava muito lerdo" para fazer retirar o dinheiro e ainda declara que o Mt.Gox tinha uma "operação pobre". Os gêmeos Winklevoss ainda preveem que este ano Wall Street deve entrar no mercado dos bitcoins. Eles comparam a moeda ao advento da internet em 1994. “Se uma nova tecnologia aparece e algum apoiador não se envolve, então eles geralmente perdem”, diz Tyler Winklevoss. Atualmente o Bitcoin dispõe de US$ 57,2 bilhões em unidades sendo negociadas no mundo.

- Gêmeos do Facebook viram magnatas do Bitcoin, noticia de 15 Abril 2013: Desafetos de Zuckerberg, irmãos Winklevoss despontam como os maiores apostadores da moeda virtual, que teve valorização de 628% em um mês, e vem agitando Wall Street. Cameron e Tyler Winklevoss foram muitas coisas num curto espaço de tempo: remadores olímpicos, adversários de Mark Zuckerberg no Facebook e até personagens de Os Simpsons. Agora, eles ganharam um novo rótulo: de magnatas do bitcoin (moeda virtual trocada por pessoas anônimas na internet). Os gêmeos idênticos, de 31 anos, juntaram desde o último verão americano o que parece ser um dos maiores portfólios particulares da moeda online que causa tanto alvoroço em Wall Street e no Vale do Silício. Trata-se de uma quantia de US$ 11 milhões - ou ao menos tratava-se até a manhã de quinta-feira passada, quando as negociações foram temporariamente suspensas após uma queda abrupta ter levado o preço de 1 Bitcoin para US$ 120 e seu mercado inteiro para US$ 1,3 bilhão. 

O valor da moeda (que no intervalo de um mês subiu de US$ 35 para US$ 255) chegou a cair 60%.
Para os céticos, a agitação em torno da rede do bitcoin se parece mais com a euforia especulativa das tulipas na Holanda dos anos 1600, quando o preço exorbitante da flor levou a uma crise, do que com o começo de uma moeda real. "Dizer que ela é altamente especulativa seria o eufemismo do século", diz Steve Hanke, professor da Universidade Johns Hopkins especializado em moedas alternativas. Seja lá o que for, o bitcoin se tornou o fenômeno financeiro do momento. Além dos gêmeos, empresas de investimento de risco do Vale do Silício estão começando a mostrar interesse pela tecnologia, embora não usem a moeda. Na semana passada, um grupo de investidores, incluindo Andreessen Horowitz, anunciou que estava financiando a jovem empresa OpenCoin, que está desenvolvendo um sistema global de pagamento virtual.

Para os irmãos Winklevoss, o tumulto nas negociações da semana passada são apenas os efeitos colaterais de uma moeda digital que eles acreditam que se tornará uma espécie de ouro para os especialistas em computação. "Alguns dizem que é um esquema de pirâmide, uma bolha", disse Cameron Winklevoss. "Alguns realmente não querem levá-la a sério. Em algum ponto, essa narrativa vai mudar para 'as moedas virtuais vieram para ficar'. Estamos nos primórdios."


Bitcoin vai ser mais importante, e revolucionário que o Facebook (Redes Sociais) diz Gêmeos Winklevoss 

Aposta. Embora pouco se saiba sobre o criador (ou criadores) do Bitcoin, é perceptível que o trabalho exigiu um alto nível de programação. O sistema se sustenta a partir de computadores 'emprestados' ao redor do mundo - usuários com máquinas potentes cedem seu poder de processamento para a rede.
Esse espaço virtual pode abarcar uma quantidade finita de moedas (21 milhões), que hoje está ao redor de 11 milhões. Novas moedas são "garimpadas" quando programadores resolvem problemas matemáticos. Eles podem, então, iniciar novas relações de troca. Por enquanto, poucas empresas reais aceitam bitcoins como pagamento. Mas os defensores da moeda acreditam num futuro em que o dinheiro virtual possa ser usado no Starbucks. Os Winklevoss usaram parte de seus bitcoins para pagar os serviços prestados por um programador ucraniano que trabalhou no site deles. "Escolhemos colocar nosso dinheiro e nossa fé num arcabouço matemático que é livre de política e de erro humano", disse Tyler.

O Bitcoin não é a primeira aposta dos irmãos numa tecnologia emergente. Quando eram alunos de Harvard, eles fundaram a rede social ConnectU e contrataram o colega Mark Zuckerberg para ajudá-los a criar a companhia. Depois que Zuckerberg saiu para iniciar o Facebook, os irmãos o processaram, acusando-o de roubar sua ideia. O caso foi acertado, e os irmãos receberam US$ 20 milhões em dinheiro e ações do Facebook que hoje valem mais de US$ 200 milhões. Segurança. Os irmãos começaram a se aventurar no bitcoin no meio do ano passado, quando o valor em dólar de cada moeda ainda era de um dígito. Para manter suas posses protegidas de hackers, os gêmeos retiraram esses códigos complexos de qualquer computador conectado em rede, salvaram-nos em pen drives e guardaram esses pen drives em cofres de segurança em bancos de três cidades diferentes.

É difícil verificar se as posses dos Winklevoss se comparam às de outros negociadores, dado o anonimato das contas. E os gêmeos acreditam que alguns dos primeiros usuários do sistema provavelmente têm contas tão grandes quanto as suas. Durante a oscilação de preços na última semana, eles disseram ter aproveitado para comprar mais bitcoins a valores mais baixos. "Ele (o Bitcoin) tem apenas quatro anos e ainda não foi desacreditado como uma alternativa viável ao papel-moeda", disse Tyler Winklevoss. "Podemos estar redondamente enganados, mas estamos curiosos para ver isso avançar um pouco mais” TRADUÇÃO CELSO PACIORNIK. 

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Super Mineradora de Moedas Digitais, os Chineses estão na linha de frente na criação de criptomoedas, e são eles que as estão adotando em massa, mais de 90% dos Bitcoins novos são criados na China

Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...

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64 comentários:

Anônimo disse...

Isso é um grande estardalhaço que não deu foi em NADA. Houve o tal ataque, mas acabou anulado implacavelnente. Esse bitcoin vai acabar na vala comum de tantas outras coisas que chegaram dizendo que iriam revolucionar paradigmas e mudar o mundo. Quem muda o mundo são as elites e não meia dúzia de bundas cagadas. Se as elites quiserem, haverá bitcoin ou seja lá o que for. Mas se não quiserem, não haverá nada e as coisas permanecerão como a elite achar melhor. Contentem-se com feicibuqui, méquidonaldis, vidiugueimis e outras tolices pra engabelar idiotas. Moeda é assunto de gente grande.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Os gêmeos Winklevoss aqueles que brigaram com o fundador do Facebook dizendo que foram eles os criadores verdadeiros, e que o Zuckerberg tinha roubado a ideia deles, esses caras estão mergulhados no negócio de Bitcoin: Noticia de 18 de fevereiro de 2017 por Chrys: https://www.btcsoul.com/noticias/etf-bitcoin-gemeos-wincklevoss-pode-elevar-preco-bitcoin-1-600/ - ETF Bitcoin dos gêmeos Winklevoss pode elevar o preço do Bitcoin a US$ 1.600.

- Bitcoin será maior que o Facebook, afirmam gêmeos Winklevoss, noticia de 19 Maio 2014. https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/negocios-e-ti/bitcoin-sera-maior-que-o-facebook-afirmam-gemeos-winklevoss,08ae776659416410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html
Artigo: Os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss afirmam que o bitcoin será maior que o Facebook. Em entrevista ao jornal The Guardian, os irmãos que são conhecidos por ganharem um processo de US$ 65 milhões contra Mark Zuckerberg, ao afirmar que ele roubou a ideia do Facebook deles, dizem que a moeda virtual tem “potencialmente mais impacto” que a rede social – atualmente com um valor de US$ 151 bilhões no mercado. Os irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss ainda preveem que este ano o mercado financeiro de Wall Street deve entrar no mercado dos bitcoins.
“Bitcoin tem potencialmente mais impacto, pois uma pessoa que pode doar cinquenta centavos para outro indivíduo do outro lado do mundo tem mais impacto que uma pessoa que compartilha uma foto”, explica Tyler Winklevoss. Ainda na visão dos gêmeos a principal característica da moeda virtual é a descentralização, com os pagamentos sem serem interceptados por instituições financeiras e os países em desenvolvimento com a mesma fatia nos mercados globais.
Eles ainda rechaçam a ideia de que a moeda seja volátil e explica que se afastou da Mt.Gox, site de câmbio na internet que perdeu bilhões de dólares para hackers e teve que encerrar suas operações. Para eles, o site "estava muito lerdo" para fazer retirar o dinheiro e ainda declara que o Mt.Gox tinha uma "operação pobre".
Os gêmeos Winklevoss ainda preveem que este ano Wall Street deve entrar no mercado dos bitcoins. Eles comparam a moeda ao advento da internet em 1994. “Se uma nova tecnologia aparece e algum apoiador não se envolve, então eles geralmente perdem”, diz Tyler Winklevoss. Atualmente o bitcoin dispõe de US$ 57,2 bilhões em unidades sendo negociadas no mundo.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

- Gêmeos do Facebook viram magnatas do Bitcoin, noticia de 15 Abril 2013: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,gemeos-do-facebook-viram-magnatas-do-bitcoin-imp-,1021025
Desafetos de Zuckerberg, irmãos Winklevoss despontam como os maiores apostadores da moeda virtual, que teve valorização de 628% em um mês, e vem agitando Wall Street.
Cameron e Tyler Winklevoss foram muitas coisas num curto espaço de tempo: remadores olímpicos, adversários de Mark Zuckerberg no Facebook e até personagens de Os Simpsons. Agora, eles ganharam um novo rótulo: de magnatas do bitcoin (moeda virtual trocada por pessoas anônimas na internet). Os gêmeos idênticos, de 31 anos, juntaram desde o último verão americano o que parece ser um dos maiores portfólios particulares da moeda online que causa tanto alvoroço em Wall Street e no Vale do Silício. Trata-se de uma quantia de US$ 11 milhões - ou ao menos tratava-se até a manhã de quinta-feira passada, quando as negociações foram temporariamente suspensas após uma queda abrupta ter levado o preço de 1 bitcoin para US$ 120 e seu mercado inteiro para US$ 1,3 bilhão. O valor da moeda (que no intervalo de um mês subiu de US$ 35 para US$ 255) chegou a cair 60%.

Para os céticos, a agitação em torno da rede do bitcoin se parece mais com a euforia especulativa das tulipas na Holanda dos anos 1600, quando o preço exorbitante da flor levou a uma crise, do que com o começo de uma moeda real. "Dizer que ela é altamente especulativa seria o eufemismo do século", diz Steve Hanke, professor da Universidade Johns Hopkins especializado em moedas alternativas.

Seja lá o que for, o bitcoin se tornou o fenômeno financeiro do momento. Além dos gêmeos, empresas de investimento de risco do Vale do Silício estão começando a mostrar interesse pela tecnologia, embora não usem a moeda. Na semana passada, um grupo de investidores, incluindo Andreessen Horowitz, anunciou que estava financiando a jovem empresa OpenCoin, que está desenvolvendo um sistema global de pagamento virtual.

Para os irmãos Winklevoss, o tumulto nas negociações da semana passada são apenas os efeitos colaterais de uma moeda digital que eles acreditam que se tornará uma espécie de ouro para os especialistas em computação. "Alguns dizem que é um esquema de pirâmide, uma bolha", disse Cameron Winklevoss. "Alguns realmente não querem levá-la a sério. Em algum ponto, essa narrativa vai mudar para 'as moedas virtuais vieram para ficar'. Estamos nos primórdios."
Aposta. Embora pouco se saiba sobre o criador (ou criadores) do bitcoin, é perceptível que o trabalho exigiu um alto nível de programação. O sistema se sustenta a partir de computadores 'emprestados' ao redor do mundo - usuários com máquinas potentes cedem seu poder de processamento para a rede.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 2:

Esse espaço virtual pode abarcar uma quantidade finita de moedas (21 milhões), que hoje está ao redor de 11 milhões. Novas moedas são "garimpadas" quando programadores resolvem problemas matemáticos. Eles podem, então, iniciar novas relações de troca. Por enquanto, poucas empresas reais aceitam bitcoins como pagamento. Mas os defensores da moeda acreditam num futuro em que o dinheiro virtual possa ser usado no Starbucks.

Os Winklevoss usaram parte de seus bitcoins para pagar os serviços prestados por um programador ucraniano que trabalhou no site deles. "Escolhemos colocar nosso dinheiro e nossa fé num arcabouço matemático que é livre de política e de erro humano", disse Tyler.

O bitcoin não é a primeira aposta dos irmãos numa tecnologia emergente. Quando eram alunos de Harvard, eles fundaram a rede social ConnectU e contrataram o colega Mark Zuckerberg para ajudá-los a criar a companhia. Depois que Zuckerberg saiu para iniciar o Facebook, os irmãos o processaram, acusando-o de roubar sua ideia. O caso foi acertado, e os irmãos receberam US$ 20 milhões em dinheiro e ações do Facebook que hoje valem mais de US$ 200 milhões.

Segurança. Os irmãos começaram a se aventurar no bitcoin no meio do ano passado, quando o valor em dólar de cada moeda ainda era de um dígito. Para manter suas posses protegidas de hackers, os gêmeos retiraram esses códigos complexos de qualquer computador conectado em rede, salvaram-nos em pen drives e guardaram esses pen drives em cofres de segurança em bancos de três cidades diferentes.

É difícil verificar se as posses dos Winklevoss se comparam às de outros negociadores, dado o anonimato das contas. E os gêmeos acreditam que alguns dos primeiros usuários do sistema provavelmente têm contas tão grandes quanto as suas.

Durante a oscilação de preços na última semana, eles disseram ter aproveitado para comprar mais bitcoins a valores mais baixos. "Ele (o bitcoin) tem apenas quatro anos e ainda não foi desacreditado como uma alternativa viável ao papel-moeda", disse Tyler Winklevoss. "Podemos estar redondamente enganados, mas estamos curiosos para ver isso avançar um pouco mais." TRADUÇÃO CELSO PACIORNIK

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Seria Charlie Lee, o Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin?: https://www.btcsoul.com/noticias/seria-charlie-lee-satoshi-nakamoto-o-criador-bitcoin/ Publicado em 22 de junho de 2017 por Chrys

O criador do Litecoin Charlie Lee pode ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Esta hipótese, que conta com diversos argumentos a seu favor, foi expressa pelo usuário MonocoleDundee no portal Trading View.

Em seu registro, MonocoleDundee menciona o misterioso projeto Litecoin, que está sendo lançado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1.º de agosto, indo mais adiante na discussão sobre a personalidade de Charlie Lee (também conhecido como Coblee) e sua possível participação na criação do Bitcoin.

De acordo com MonocoleDundee, ele sempre gostou de pensamentos extremos, e é por isso que ele quer discutir essa possibilidade. Sua hipótese é apoiada pelos seguintes argumentos e premissas:

O Bitcoin foi criado em 2009.
O Litecoin foi criado em 2011, tornando-se uma das primeiras Altcoins do mundo. O período de tempo entre a criação das duas criptomoedas é muito pequeno. Além disso, não se deve esquecer que naquela época o Bitcoin não era tão conhecido, e ainda menos pessoas sabiam sobre a base de sua tecnologia.
Quando Charlie Lee, supostamente, criou o Bitcoin ele era apenas um protótipo. Ele não atribuiu especial importância a este e decidiu permanecer anônimo.
O Bitcoin ganhou popularidade e começou a ser usado como método de pagamento na Darknet. Esta é outra razão pela qual Charlie Lee não queria que seu nome fosse associado ao Bitcoin. Charlie também entendeu que seu protótipo não era sem falhas e, portanto, decidiu lançar uma versão mais perfeita: o Litecoin. Desta vez, ele não se recusou a usar seu nome, acreditando que o Litecoin não teria muitas oportunidades de desbancar o Bitcoin da Darknet, e não possui associações indesejáveis que sua “versão anterior” tinha.
Charlie Lee foi um dos primeiros funcionários da Coinbase, a maior empresa de criptomoedas do mundo. Só porque você criou uma lembrança, uma sobra do Bitcoin, só isso não te qualifica para trabalhar em uma empresa de tamanho porte. Talvez Charlie tenha dito a Coinbase que ele é Satoshi Nakamoto, assinando também um acordo de que esta informação permanecerá em segredo.
Já se passaram vários anos e a pessoa que se esconde por trás do nome Satoshi Nakamoto, ainda é (oficialmente) desconhecida. O Litecoin fez grandes progressos no ano passado, tornando-se a moeda de criptografia mais avançada do mundo. Nenhuma moeda pode competir com ela, que é uma moeda de criptografia rápida e confiável com uma longa história e sem um único hard fork. Ela não tem problemas políticos como o Bitcoin, ela tem vários desenvolvedores em tempo integral e é negociada nas principais corretoras de criptomoedas do mundo (Coinbase, OkCoin, Bitstamp, etc.).
Charlie Lee sai da Coinbase e, em apenas alguns dias, se toma conhecimento desse misterioso projeto quanto ao Litecoin. Talvez seja uma coincidência, mas o usuário não acredito nisso.

Em seus argumentos, MonocoleDundee conclui com uma declaração de que ele está 80% convencido de que Charlie Lee é Satoshi Nakamoto.

Ele também acrescenta que, no momento, há muitos eventos no ecossistema do Litecoin e que a moeda ainda é muito subestimada. De acordo com MonocoleDundee, em outubro, ela valerá pelo menos US$ 200. O criador do Litecoin já reagiu a essas declarações escrevendo no Twitter que ele foi “descoberto”. Até onde Charlie Lee está sendo irônico, só ele sabe.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Comentário em uma dessas páginas:

Tanta opinião e tanta ignorância refletida nas palavras.
Desculpem o desabafo.

Sabiam que os bancos estão a investir na tecnologia Blockchain?
Sabiam que há associações de bancos a criar moedas virtuais?
Sabiam que há gênios da finança, da informática e de muitos outros sectores a dedicarem a sua vida a criar soluções para resolver problemas, inclusive na alimentação com esta nova tecnologia?
Sabiam que há países, como o Japão, a legalizar as transações de Bitcoins?
Sabiam que a Europa quer legislar e acabar com o anonimato das transacções e das carteiras?
Sabiam que já há um valor de mercado de quase 100 biliões de dólares em criptomoedas?
Sabiam que para além do Famoso Bitcoin há mais de 800 outras moedas?
Sabiam que é um mercado financeiro em ascensão?
Meus amigos, olhem para esta revolução financeira como uma oportunidade e, mesmo sem saberem nada, compre um bitcoin que hoje vale mais de 2000 euros ou um ethereum que hoje ronda os 200€ e guardem durante 5 anos. Fazem o melhor investimento das vossas vidas.
Nao é nenhum esquema piramidal, não é ilegal e, se quiserem, ainda podem pagar impostos. O Brasil já colocou uma linha para declararem os BTC… e é o Brasil… por cá nao tardará.
Divirtam-se e bons investimentos

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

A mineração do bitcoin está centralizada na China, https://www.btcsoul.com/noticias/a-mineracao-do-bitcoin-esta-centralizada-na-china/

Publicado em 15 de dezembro de 2016 por Chrys

Andreas Antonopoulos: “devemos saudar a centralização de mineração na China”
A Comunidade de mineiros de bitcoin, uma associação muito valiosa e poderosa, parece ter sempre este “elefante na sala”. Estamos falando do domínio da China no volume global das minerações em bitcoin. Esta situação não é vista como positiva para o BTC.
Esta era uma constante fonte de medo, tanto dentro como fora da comunidade, quando em 2014 se tornou evidente o fato da centralização da mineração do BTC dentro das fronteiras chinesas. Em relação a este tema, o conhecido mentor de bitcoin e palestrante profissional, Andreas Antonopoulos tem a sua própria perspectiva sobre as coisas. Ele acredita que, em geral, esta situação pode ser considerada como positiva ao invés de negativa.
Falando recentemente no meetup Bitcoin, que ocorreu em Los Angeles, Andreas levantou diretamente a questão da centralização da mineração do bitcoin na China, onde, no momento, existem mais de 70% das instalações de mineração, o que acaba autenticando cerca de 95% de todas as transações comerciais efetuadas na moeda.
O crescimento chinês
Até 2014, a indústria caminhava em favor da China. Na época, a América também era responsável por uma parcela significativa da mineração do bitcoin.
Andreas brincou que, se a centralização da mineração fosse formada, por exemplo, na Suécia, a Comunidade não estaria sujeita a um ataque tão forte.
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“Pra ser honesto, todos nós não teríamos essa conversa se a centralização da mineração fosse na Suécia. Todos estaríamos gritando Super! Ótimo! “
Quanto a esta questão, o ponto de vista Andreas é original e vale a pena averiguá-lo. Ninguém mostrou qualquer grande conspiração em nome da centralização do Bitcoin na China, a fim de assumir o controle de toda a indústria.
É uma mera coincidência, além da presença da tendência geral da China com o desenvolvimento econômico e industrial, o que só aumenta o crescimento da indústria Bitcoin no país. Todos estes fatores se uniram formando a situação em que nos encontramos hoje.
De acordo com Andreas, o afluxo maciço da produção de eletrônicos na China começou por volta de 2012. A cada dezesseis horas há uma nova fábrica no país. Apenas esse ritmo é responsável pelo igualar do ritmo de crescimento da China como um todo.
No ano passado, de acordo com o Greenpeace, o governo chinês aprovou a construção de mais de 150 usinas de energia movidas a carvão nos primeiros nove meses, sendo responsável por 4 novas estações a cada semana, e esse número não inclui as usinas hidrelétricas chinesas, que também estão sendo construídas em grande número.
Isso cria um excedente de energia elétrica, que é usado pelos mineiros chineses de bitcoin. Caso contrário, essa energia seria simplesmente perdida. Andreas chama o Bitcoin de “bateria” para o crescimento econômico da China, da qual deriva a sua atitude e aprovação para a mineração do bitcoin na China. Ele afirma:
“Você pode pensar nisso como algum tipo de desperdício ou um de ‘fenômeno de Mining’, mas eles estão fazendo algo que resolve o seu problema. Eles têm excesso de eletricidade, e isso não pode acontecer, nada pode ser perdido (mas como armazenar?). Eles simplesmente chegaram a uma solução criativa para este problema através da conversão de energia em uma nova forma de dinheiro, ou seja, transformando o bitcoin em uma bateria. Esta bateria armazena energia sob a forma de bitcoins, que podem ser utilizados para recomprar a eletricidade, óleo e outras formas de energia. O Bitcoin é um mecanismo de armazenamento de energia para eles, e eu acho que isso é uma grande ideia!”

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 2:


Mais espaço para a China
Provavelmente, os cínicos argumentarão que os mineiros da comunidade chinesa podem se beneficiar e que seus atos podem vir à ameaçar o sistema global. No entanto, Andreas não entende esse medo e, para certas coisas, vê valor para todas as partes envolvidas.
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“Eu não estou preocupado com a centralização da mineração na China, porque os incentivos são muito altos para tentar resistir. A única maneira de avançar é jogando pelas regras do consenso”.
Assim, quando pensa sobre se o governo chinês vai apertar os regulamentos sobre o Bitcoin, Andreas diz que “provavelmente não”, referindo-se ao fato de que as operações de mineração poderiam apoiar uma cidade ou vila, assim como fizeram as fábricas produtoras de carros nos Estados Unidos em 1950-1960. O Bitcoin é uma espécie de produção caseira, que cria postos de trabalho e receitas que o governo chinês não é capaz de substituir com qualquer outra coisa em áreas remotas, onde há muitas fazendas de bitcoin.
Mais uma vez, o Bitcoin não faz mal, ele só cresceu desde que a China assumiu o controle do mercado livre de mineração bitcoin. Talvez as grandes corporações ocidentais de bitcoin espalhem as sementes de dúvida sobre a China, mas do ponto de vista de Andreas, esta imagem negativa, associada com a China, já se desenvolveu, e mais mostrou resultados positivos. Para ele, essas ameaças são mais propagandas que algo real.
O Bitcoin agora funciona tão bem (se não melhor), do que três anos atrás, quando ele começou gradualmente a fluir para a mineração chinesa. A única diferença é que a China tornou-se o lugar com mais votos para tomar decisões em grande escala. Andreas não acha que esta situação continuará para sempre, e de modo geral acredita-se que eventualmente as operações de mineração escalarão, se expandindo para novas localidades, aumentando ainda mais a dispersão da tecnologia.

Anônimo disse...

Concordo com o anônimo lá em cima, bitcoin vale menos que cigarro no interior de uma prisão, o blockchain deixa lenta a verificação das transações, não é como pegar uma máquina cielo digitar sua senha e pagar em segundos, não tem curso forçado, se vc tomar calote vai reclamar pra quem? Pro bispo?? Esses utilizadores de bitcoins no fim das contas sempre tentam de alguma maneira mudar sua "valiosa" moeda pra algo real como dólar ou euro, senão vão morrer brincando de escambo. Essa própria técnica do blockchain é um SUDOKU GIGANTE, os hackers geniais precisam de energia elétrica pra viver, basta um país com comunicação merda como o Brasil para se dar conta da irrealidade de se usar tudo nas nuvens... num país que 90% da população só tem celular "pai de santo" (só recebe ligações, tudo liso sempre sem crédito...),Imagina uma emissão de massa coronal que afete comunicações via satélite, ou uma communications warfare com jamming de sinais eletrônicos(pega se carro com central multimidia e passa numa rua do lado de uma rádio funcionando, ou de um aeroporto pra vero estrago q faz) ou uma apagão com ataques em usinas de energia...cadê a bit coin?? Esperto msm é ter diamantes como o Sérgio Cabral fazia, fácil de carregar pra qualquer lugar, de esconder e todo mundo aceita, no máximo barras de ouro. Bom post Bruno, se tiver tempo faz um sobre como a guerra na Síria é pra permitir que se passe um gasoduto Quatari por lá...

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Coisas interessantes que você provavelmente não sabia sobre o Bitcoin: https://www.btcsoul.com/noticias/coisas-interessantes-voce-provavelmente-nao-sabia-sobre-bitcoin/ Publicado em 28 de maio de 2017 por Chrys

Com seus 8 anos de história, o Bitcoin possui inúmeras curiosidades que as pessoas não conhecem ainda. Nesse artigo tentamos juntar todas as que conhecíamos e expor aqui como o inusitado também faz parte do mundo das moedas criptográficas.

#1: Algumas pessoas deram pouco valor a seus Bitcoins, com esse fato umas se deram bem, outras bem mal. Vejamos o que ocorreu com James Howells, que se tivesse seus BTC em mãos hoje, teria US$ 7,5 milhões em Bitcoin, mas jogou seu HD fora em 2013. O mesmo se passou a Campbell Simpson, ele comprou aproximadamente 1.400 BTC pela ninharia de 25 Dólares australianos, mas durante uma mudança ele jogou seu HD fora e Bye Bye Bitcoins…

#2: Sorte diferente teve o norueguês Kristoffer Koch, morador da capital Oslo, comprou 5 mil Bitcoins em 2009 pagando por eles na época 150 coroas norueguesas, o equivalente hoje a US$ 17,90. Depois que terminou o trabalho ele esqueceu-se dos Bitcoins e seguiu sua vida. Há algum tempo, Koch lembrou-se dos Bitcoins que havia comprado e resolveu acessá-los para ver o que havia acontecido durante esse tempo. E…ficou rico!

#3: Você já viu um “caixa eletrônico” que vende Bitcoins? O Canadá já, e faz muito tempo. A primeira ATM de Bitcoin do mundo foi instalada em Vancouver, e a cidade se vangloria desse fato.

#4: As pessoas hoje em dia vendem todo tipo de coisa através de Bitcoin, mas uma das empresas pioneiras foi a Lamborghini, quando se tornou a primeira empresa a aceitar Bitcoin na venda de carros.

#5: Quase ninguém conhece Kreuzberg, uma parte de Berlim, contudo, nesse lugar muito especial existe um centro comercial classificado como amigável ao Bitcoin, onde várias lojas aceitam e promovem o uso da criptomoeda.

#6: Parece estranho, mas 1,5% do total de Bitcoins em circulação no mundo são de propriedade do FBI. Essa posse se deve ao fechamento da Silk Road, um mercado virtual que ficava na Dark Web, onde, supostamente, eram vendidos itens ilegais, como drogas e armas. A Silk Road era executada na Rede TOR para manter o anonimato de seus usuários.

#7: Por trás da Primeira moeda digital, também conhecida como “ouro digital”, existem 31.000 linhas de código escritas – copiar é fácil, vai lá e seja o primeiro a fazer, isso que é ser o fera.

#8: A maior loucura de tudo é saber que 64% dos Bitcoins já minerados estão em carteiras abandonadas ou frias que nunca foram movimentadas, desde o surgimento da moeda. Isso totaliza algo em torno de 10.000.000 (10 milhões) de BTC parados, um valor aproximado de US$ 25.122.777.600 (25 bilhões).

#9: No começo de 2010, 1 BTC custava US$ 0,04, de lá para cá o preço da moeda aumentou mais de 2720%. Agora imagine se você tivesse comprado só metade de seu salário ou renda mensal de 2010 em BTC e se esquecesse das moedas (sem perdê-las é claro), com quanto dinheiro estaria hoje?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

#10: Antigamente, a Mt. Gox, uma corretora de Bitcoin localizada no Japão, continha mais de 70% de todas as transações de Bitcoin. Em 2013, eles perderam 750 mil dólares em Bitcoins e tiveram que declarar falência.

#11: A Spice Girl, Mel B foi a primeira artista musical a aceitar pagamento em Bitcoin por sua música. Essa é para aqueles que diziam que as Spice Girls eram apenas um bando de meninas mimadas. Não dá pra esquecer que uma pessoa apenas pode mudar o mundo!

#12: Quando foi iniciado o movimento Bitcoin Black Friday em 2012, com o preço do Bitcoin a US$ 1,60, apenas algumas empresas participaram. Contudo, no ano seguinte esse valor subiu exponencialmente, trazendo mais de 600 empresas para venderem seus produtos com desconto na Bitcoin Black Friday.

#13: No dia 22 de maio de 2010 o programador Laszlo Hanyecz, cheio de fome, comprou em uma loja americana de pizzas, a Papa John, duas pizzas pelas quais pagou 10.000 BTC, o que valia na época cerca de US$ 25, atualmente US$ 20.570.000,00. Em homenagem a isso, um grupo (que provavelmente adora a Dogecoin) comemora anualmente a data em essas pizzas foram compradas.

#14: Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin talvez seja um dos maiores mistérios da era atual. Em março de 2014, o Los Angeles Times veiculou a noticia de que teria descoberto a verdadeira identidade dele, um senhor descendente de japoneses que atende pelo nome de Doriam S. Nakamoto. O residente local seria, segundo o repórter, o tão falado criador do Bitcoin. Porém, o Sr. Nakamoto recusou veementemente ser o mesmo Nakamoto que deu origem ao Bitcoin. Já em 2 de maio de 2016, o empresário australiano, Craig Wright afirmou ser o verdadeiro criador do Bitcoin, mas ele nunca conseguiu provar isso, e o mistério continua…

#15: A instituição de caridade do ator Jet Lee aceitou doações em Bitcoins, e foi isso que trouxe o nome da moeda pela primeira vez à China. Posteriormente, o governo chinês proibiu os bancos de usar/negociar Bitcoin em dezembro de 2013.

#16: Roger Ver, o Jesus do “Bitcoin” ou “o evangelista do Bitcoin”, atualmente envolvido na controversa tentativa de ativação do Bitcoin Unlimited, ganhou esse apelido por espalhar a “palavra do Bitcoin” pelo mundo.

#17: O Bitcoin, antes de ser conhecido como “ouro digital” era chamado de Honey Badger (texugo do mel) das finanças. Para quem não sabe, os texugos do mel são criaturas bem encrenqueiras que não abaixam a cabeça para nenhum opositor, sejam eles cobras ou leões. Esse apelido foi dado ao Bitcoin por ele fazer frente às grandes instituições financeiras, bancos e, como não podia ser diferente, governos. Esperamos que tenha sido interessante saber um pouco mais da história, por vezes engraçada, por outras nem tanto; do Bitcoin. Caso você saiba de alguma curiosidade que não inserimos aqui, dê um toque nos comentários, será um prazer incluí-la!

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Respondendo ao Anônimo - 01:

Anônimo: Concordo com o anônimo lá em cima, bitcoin vale menos que cigarro no interior de uma prisão, o blockchain deixa lenta a verificação das transações, não é como pegar uma máquina cielo digitar sua senha e pagar em segundos,

Resposta: Esse problema vai ser resolvido no dia 01 de Agosto de 2017 quando vão lançar a atualização/update da moeda. Acredito (mas não tenho certeza) que mesmo os Bitcoins já em uso vão ser corrigidos e terão rápido fluxo. E esse é um problema do Bitcoin mas não das outras moedas digitais tais como o Litecoin, que é da mesma “arquitetura” porém com esse problema corrigido, e tem outra, esse pessoal que desenvolveu o Litecoin vai lançar no dia 01 de agosto também uma atualização, com muitas vantagens com relação ao Bitcoin, eles querem fazer do Litecoin a segunda moeda, ou quem sabe a principal. Leia mais sobre o assunto.

Anônimo: Não tem curso forçado, se vc tomar calote vai reclamar pra quem? Pro bispo??

Resposta: De fato não é moeda de curso forçado no Brasil, mas é só esse o ‘problema’ um problema que pode ser resolvido, ou é irrelevante... o Dólar não é moeda de curso forçado no Brasil mas tudo bem, é só ir numa casa de câmbio e trocar por reais, eu mesmo já aceitei pagamento em Dólar, pois se é apenas questão de ir num cambio e trocar pela moeda corrente qual o problema? O mesmo caso o Bitcoin e outras criptomoedas. Vá numa corretora como a Bitcambio, a Foxbit, etc.. (pode vender também pela Bolsa de Valores de criptomoedas como a Investing, Poloniex, etc..) e ter seus Bitcoins e outras moedas virtuais convertidas em moeda de curso forçado do seu pais, seja Brasil, seja qualquer outro pais do mundo. Então qual o problema? O Bitcoin está sendo entendido como uma ação de empresa, você compra essas ações e espera valorizar, quando precisa vá numa bolsa de valores e venda a sua ação, recebe então em dinheiro. Com as criptomoedas não é diferente! E acreditam os criadores (e eu concordo com eles) que apesar de toda essa polêmica as moedas virtuais criptografadas vai ser aceito e tolerado pelos governos de todos os países assim como o UBER é aceito e tolerado. Apesar de todos os protestos, e ações judiciais das associações de Taxistas.

Anônimo: Esses utilizadores de bitcoins no fim das contas sempre tentam de alguma maneira mudar sua "valiosa" moeda pra algo real como dólar ou euro, senão vão morrer brincando de escambo.

Resposta: Sim! Assim como os negociadores de ações de empresas fazem na bolsa de valores! Eles compram as ações, e quando querem vendem, transformando suas ações de empresas em dinheiro de curso forçado do pais onde se encontram.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Respondendo ao Anônimo - 02:

Anônimo: Essa própria técnica do blockchain é um SUDOKU GIGANTE, os hackers geniais precisam de energia elétrica pra viver, basta um país com comunicação merda como o Brasil para se dar conta da irrealidade de se usar tudo nas nuvens...

Resposta: o Sudaku é um jogo matemático, para quem não sabe o que é, veja exemplo: http://www.coquetel.com.br/jogos/sudoku, eu concordo que não se deve contar com icloud, de fato é muito temerário ficar com seus arquivos de criptomoedas hospedados em sites, sob a tutela de outros, afinal se trata de dinheiro. É recomendado ficar com tudo em HDs externas (sem ligação com a internet) e só hospedar a quantia que for usar no dia. Enfim, tem de tomar cuidados especiais mesmo. Assim como você tem de tomar cuidados com o Ouro caso queira ficar com ele em casa.

Anônimo: Num país que 90% da população só tem celular "pai de santo" (só recebe ligações, tudo liso sempre sem crédito...),Imagina uma emissão de massa coronal que afete comunicações via satélite, ou uma communications warfare com jamming de sinais eletrônicos(pega se carro com central multimidia e passa numa rua do lado de uma rádio funcionando, ou de um aeroporto pra vero estrago q faz) ou uma apagão com ataques em usinas de energia...cadê a bit coin??

Resposta: Olha isso não é muito diferente do que já ocorre com a moeda de curso forçado, seu dinheiro tá num banco, você precisa pagar via online, se não tem internet, se não tem eletricidade, ou perdeu o cartão, fica com problemas do mesmo jeito. Terá de ir até num caixa eletrônico para sacar em espécie. E se você entender que as moedas virtuais são como ações então fica fácil ver que não tem motivos para pânico, esses problemas não são exclusivos do Bitcoin, se você tá com seu dinheiro investido em ações de alguma empresa, mas do nada precisa dele, o que faz? Corre numa bolsa de valores e vende. Encare o Bitcoin como ações, que se valorizam, e também podem baixar de preço. Mantenha os arquivos com os Bitcoins num local seguro, até mesmo num Pendrive, e tome MUITO cuidado com esses arquivos, faça backup.

Anônimo: Esperto msm é ter diamantes como o Sérgio Cabral fazia, fácil de carregar pra qualquer lugar, de esconder e todo mundo aceita, no máximo barras de ouro.

Resposta: Diamantes e Ouro, muito bom, Bitcoin e outras moedas digitais, muito bom também, são como ações de empresas, podem ser compradas e vendidas, e trocadas por Ouro e Diamantes, sendo que os preços delas apenas sobe e sua criação é limitada, realmente é como Commodity’s feitas dentro do mundo virtual, e tem valor real.

Anônimo: Bom post Bruno, se tiver tempo faz um sobre como a guerra na Síria é pra permitir que se passe um gasoduto Quatari por lá...

Resposta: fala do Gasoduto do Qatar, se pesquisarem no Google já tem muitos sites falando a respeito, talvez eu faça sim um artigo.

Anônimo disse...

Uma coisa que não me fiz muito claro para entender é basicamente: mexeu com muito interesse, o governo mete o dedo no meio. Exemplo: avião: sabia que por convenção internacional tem que ter duas asas, toda aquela arquitetura que estamos carecas de saber. Se vc descobriu como fazer um disco voador, se quiser registrar no Órgão de aviação civil do seu país, na melhor das hipóteses registra como avião "experimental". O mesmo se diz com relação a essas moedas. Meu ponto era: se não existe quem garanta mediante o uso do monopólio da violência que você aceite determinada regra, (mesmo que seja uma violência moral - como no caso das religiões) na hora que precisar, ele não vai funcionar. Se o seu dinheiro no banco não puder ser sacado, Ainda assim por regras bancárias aceitas por todos os estados que se considerem minimamente civilizados, os bancos tem que garantir determinado valor de saque, mediante mecanismos de controle para garantir um sistema saudável (encaixes bancários, compulsórios, redescontos..)tomemos por ex os carros: a bicicleta tem é um meio de locomoção, mas pq só com os carros e motos a atuação do estado implica em um registro com órgãos espalhadas pelo país inteiro, com regras para locomoção e inclusive crimes?justamente pq mexe com muitos interesses. Hoje o bitcoin não interessa aos governos, na verdade existem autores (Jim Rickards) extremamente preocupados com um movimento dos governos em reduzir as moedas em espécie circulando (a autoridade monetária indiana por ex retiou de circulação cédulas de alto valor) e essa tentativa à parte de manter um sistema paralelo se tiver chance de prosperar, será sabotada ou encampara militarmente pelos governos, essa é a triste verdade. Uma mera canetada derruba o whats app no Brasil. O que dizer de uma moeda que ao que tudo indica só dá lucro para quem vende para trouxas?

Quanto à ações: todo o raciocínio desenvolvido serve para elas. Vamos tomar como exemplo o Facebook. Uma potência certo? Nem tanto. A despeito de enormes avanços na troca de informação, usar informações para big data e ser um prato cheio para stalkers e órgãosmde segurança, quanto realmente o facebook entrega de lucro para seus acionistas? Paga mais de um dólar por ação? O Instagram, essa rede comprada para evitar competição, foi adquirida pelo facebook e possivelmente comprada parcialmente com ações do facebook. Imagine que os felizes membros fundadores do Instagram resolver embolsar todas as suas ações recebidas como pagamento (possivelmente não puderam por algum tempo, é comum em acordo destes tipos uma espécie de "carência" para o exercício dessas vendas de ações) se eles o fizessem, fatalmente perderiam dinheiro, já que um movimento desses levantaria dúvidas no mercado sobre a saúde da empresa e derrubaria as cotações das ações. O facebook vive de publicidade essencialmnte, e vender dados de seus usuários de forma no mínimo questionável... o retorno sobre o investimento nem é tão bom quanto parece. A rigor toda ação tem esse problema, mesmo as "blue chips". Quer realizar seu lucro? Conte com a sorte. Não existe momento certo para sair ou entrar da bolsa, por mais sofisticadas que tentem se parecer as análises técnicas ou fundamentalistas. Imagine que amanhã o Trump acorde de mau humor e resolva fechar as Nasdaq e a NYSE e a CME. Arrebentou com a vida de todo mundo que investe. No fim das contas msm, vale por quem tem os soldadinhos, a chave do cofre e a caneta.

Anônimo disse...

Um outro ponto muito importante das ações: empresas existem para produzir bens e serviços, abrem capital para se financiar (em tese) pq a outra opção é pegar dinheiro em banco, o que efetivamente o bitcoin entrega? NADA. É bom para quem vende, deve ser encarnada mais como investimento, tipo obra de arte, cavalos, imóveis...mas como substituto de um sistema monetário...tá loooonge Ainda e se substituir possívelmente vai ser controlado pelo BIS.mas o dinheiro que uma empresa pega, ela usa para investir, ampliar sua planta industrial, capital de giro, estratégia de aquisições...é uma bitcoin, o que entrega? Pra que eu vou pagar por algo que já existe (moeda) sem nenhuma garantia de efeito liberatório. Tenta pagar um impostomou uma conta de hospital com bitcoin. Mas é deveras interessante esse tema, apenas sou cético quanto ao alcance. Do mesmo jeito que a betamax perdeu pra fita VHS, ou o Netscape perdeu pro Explorer (infelizmente) a bitcoin tem mó kra de perder pro SDR... Aliás Bruno, está em cartaz "O Círculo" filme bem interessante sobre esses tempos digamos......digitais...(só me espoco de rir dessas ideias de buscas por mapas na internet....como se todo mundo tivesse uma banda de fibra ótica colada no celular iPhone 7 zerado, com bateria no talo...quem sabe um dia. Mas não nesses próximos 5 anos. Quem sabe em 200?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Palestra de 2015 sobre Moedas Virtuais, o Rapaz da Palestra já deve estar Super Rico: https://www.youtube.com/watch?v=cQkiqzzTYzc Descrição do vídeo: Destinado a empresários que reconhecem uma oportunidade única na vida, One Coin oferece um conceito de negócio revolucionário que vai trazer a segurança financeira para aqueles indivíduos que têm a clarividência de aproveitar o momento. Dinheiro Digital: Os cryptocurrencies (criptomoedas) tem o seu valor muito mais elevados do que o valor do dólar ou em relação a qualquer outra moeda de outros países. O valor da criptomoeda vai sempre depender do algoritmo, o tempo necessário para gerar cada unidade monetária.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Cuidado com o Bitcoin! Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6ysbgpXaqdE
Meu comentário: O que ele disse tá certo, se os governos resolverem proibir as transações com criptomoedas a festa acabou, e quem tiver criptomoedas vai ver se dinheiro virar pó. Mas por enquanto isso não aconteceu, e quantos anos isso vai demorar a acontecer? E se os governos em vez de proibir eles resolverem adotar e cobrar impostos sob essas moedas digitais? Não sabemos exatamente o que vai acontecer, o UBER poderia ser proibido, porém... os governos estão sendo bastante bondosos com o serviço, ele está apenas sendo reestruturado para ser adequar as legislações de cada município. Os governos do mundo inteiro vão proibir as criptomoedas ou vão adota-las? Eles poderão achar meios de cobrar impostos a cada transação? Se estão achando soluções criativas para manter o UBER por que não vão achar formas para manter as criptomoedas? Eu acho que essa é uma aposta que vale a pena fazer, mas obviamente não invista todo o seu dinheiro nisso, ele de fato poderá virar Pó caso o pior cenário se concretize.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Claudio Do Nascimento Souza: Nao acho que os governos devam proibir, pelo contrário, a própria moeda pode virar lastro, se encontrassem uma medida criativa para isso. Acho difícil ter um lastro ou ser devido às instituições sociais e financeiras estarem em colapso devido a própria evolução tecnológica.

Por Fernando Ulrich: Em fevereiro de 2017, Ricardo Schweitzer (ex-Empiricus) publicou um carta desaconselhando o investimento em bitcoin. Como resposta, publiquei o vídeo abaixo afirmando que ele estava errado: (link na descrição do vídeo) Resultado disso? A Inversa Publicações organizou e promoveu um belo debate entre Ricardo e mim. https://www.youtube.com/watch?v=YNzZ2g54rZI Bruno GM: vídeo recente sobre tudo isso de Bitcoins e criptomoedas. Excelente debate, muito recente, posto no ar dia 13 do 06 de 2017, aquele que deveria "falar mal" na verdade reconheceu o erro, pois ele é um analista de mercado da Impiricus e no começo do ano desaconselhou o investimento em Bitcoins e outras moedas digitais, agora se retratou, reconhecendo o erro. O defensor é um economista recém formado que ficou rico com Bitcoins. Veja os links indicados na descrição do vídeo:
Para maiores informações:
“Bitcoin - a Moeda na Era Digital”, livro publicado pelo Instituto Mises Brasil em 2014.
http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=99
Blog “Moeda na Era Digital” no portal InfoMoney
http://www.infomoney.com.br/blo…/cambio/moeda-na-era-digital
Está pensando em usar ou comprar bitcoin? Leia aqui antes:
http://www.infomoney.com.br/…/entendendo-riscos-seguranca-b…
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Anônimo disse...

"A Globalização com o advento das criptomoedas ganha um forte e poderoso impulso, o Bitcoin (assim como as outras moedas) são o autêntico dinheiro global, aceito em todos os países, por todas as culturas, e nisso ensaia um verdadeiro e autêntico mundo unificado, um governo mundial, com uma só moeda, com um só governo, um só exército, toda a sociedade nivela por cima e não com todos esses desníveis como atualmente verificamos." (Trecho do seu texto sobre o bicoin)
Tá sonhando muito ! Acha que essa maravilha vai realmente ocorrer ? A Globalização agora milagrosamente virou uma coisa que irá libertar a humanidade ? Todos estavam enganados a respeito da Glibalização ? Os Illuminatis na verdade só querem é o bem da galera ?
Hahahaha ! A cada hora inventam uma diferente ! Verdadeiro hospício. Pra quem diz que a Evolução não existe, eis aí o bitcoin pra provar que as coisas evoluem. Mas o Processo Seletivo fará com que esse negócio siga em frente ? Ou o bitcoin, e demais moedas do gênero, será aniquilado pela Seleção Natural ?
Illuminatis não existem ? Fomos enganados ? A Globalização é o caminho pra evoluirmos ?

Francamente, vcs teóricos conspiracionistas nem sabem do que estão falando. Trump tá vivo até hoje, o dólar é o sonho de consumo de todos, e o Admirável Mundo Novo só o é pra quem pode pagar por isso. Mas em bitcoins ? Veremos, meu caro Watson !

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 01: Tudo sobre o Bitcoin: a história, os usos e a política por trás da moeda forte digital. Por: Rafael Cabral - 02 de julho de 2013 às 13:03

Em abril de 2013, visitei um prédio ocupado em Londres e fui apresentado a um grupo de ativistas políticos e hackers que trabalham para transformar a maneira como entendemos e usamos o dinheiro, visando uma reestruturação do próprio sistema financeiro e a criação de uma nova organização econômica. Formado por jovens que se conheceram no Occupy London (protesto que ocupou as imediações da catedral de St. Paul’s entre outubro de 2011 e junho de 2012), o squat fica no coração da cidade, bem próximo ao centro bancário, e se tornou o ponto de encontro informal da comunidade interessada em bitcoins e em criptomoedas na capital inglesa. Lá ouvi sobre os esforços daqueles que estão criando o ecossistema da primeira moeda digital, descentralizada, anônima e instantânea do mundo – o Bitcoin (BTC) – e como o conceito lançado por ela pode libertar o dinheiro e dar mais poder às pessoas para gerenciar suas finanças.

Era insólito ser apresentado a uma utopia com tamanho potencial transformador para a economia em um ambiente como aquele – um edifício comercial gigantesco e quase deserto, ainda com luzes e água funcionando, paredes inteiramente grafitadas e alguns gatos pingados espalhados pelas salas. “Bitcoin é um sistema econômico alternativo que usa moedas digitais e que se auto-regula com base em um sistema de mineração informatizado, criptografia de chave pública e um arquivo que registra todas as transações feitas. É uma solução para o futuro do dinheiro digital”, me explicou Amir Taaki, programador inglês que se envolveu com o sistema nos seus primórdios e era meu contato no local. De moicano em riste e vivendo apenas com o que cabe em uma mala, Taaki parecia um mensageiro improvável para a mais recente novidade econômica. Mas as aparências enganam – ele aprimorou partes do código, fundou dois câmbios e uma consultoria sobre o tema e é o organizador de uma conferência que chega à sua segunda edição em novembro deste ano.

Apesar de ainda viver seus primeiros dias e contar com um caráter experimental, a moeda vem crescendo e apresentando uma série de vantagens teóricas em relação ao sistema bancário tradicional – transferências de pessoa a pessoa sem o intermédio de bancos ou regulação central, taxas menores, abertura fácil de contas e poucos pré-requisitos para começar. Reunindo um grupo de interessados na moeda, o ambiente estava elétrico naquela noite, movido principalmente pela alta histórica da moeda hacker. Em tempos de crises como a do Chipre, onde o governo ameaçava confiscar uma parte das economias bancárias da população e usá-la para pagar a dívida de bancos, a ideia de uma moeda descentralizada e livre das garras do sistema financeiro e político ganha um interesse ainda maior.

Diversas empresas já tornam possível comprar uma grande variedade de itens com bitcoins – uma nova leva de startups já vende legalmente casas, computadores, guitarras e pizzas em troca da criptomoeda, que também pode ser trocada por prata ou ouro em câmbios especializados. Com a maior atenção da mídia para o assunto, algumas companhias de tecnologia também se equiparam para receber pagamentos em Bitcoin – WordPress, Mega e Reddit entre elas. Atualmente, a maioria das companhias aceitando bitcoins são digitais, mas alguns (poucos) locais físicos despertam para o crescente mercado. Hoje, a moeda flutua pelo mundo digital. Mas grandes cidades já se adaptam à nova economia, e Berlim já oferece cafés, bares, restaurantes e lojas de discos que aceitam bitcoins.

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Parte 02:

Estipula-se que a experiência do Chipre e a má situação da economia espanhola aumentaram a demanda por bitcoins e foram dois fatores decisivos para a impressionante alta do valor das moedas em 2013 – durante o mês de abril, cada moeda chegou a valer US$ 266. Alguns dos que estavam reunidos comigo naquele squat puderam se tornar milionários com a atualização nos valores, quase que da noite pro dia. Posteriormente, a economia teve uma queda motivada por ataques a um site de câmbio e hoje cada bitcoin vale US$ 120, ainda assim um valor alto se pensarmos que em janeiro 1 BTC saia por US$ 13,50.

A alta no preço das moedas reflete uma maior demanda por elas, que são limitadas. Tal procura pode ser motivada por diversos fatores (maior exposição na imprensa, incerteza econômica em países europeus ou mero faro de que aquele projeto poderia se valorizar). Já a ‘quebra’ subsequente parece ter sido arquitetada, com o Mt. Gox (maior câmbio de bitcoins) tendo sofrido uma série de ataques DDoS que tinham como objetivo justamente a desestabilização do seu serviço e a queda do valor das bitcoins, que puderam ser readquiridas por muito menos e, com o decorrer do tempo, passaram a crescer novamente. Por ser puramente digital, o Bitcoin sofre de ameaças digitais: atualmente, um DDoS pode balançar a economia.

Como funciona
Para entender o básico sobre o assunto, o Gizmodo Brasil criou este infográfico para que você saiba, daqui para a frente, sobre o que este texto está falando. Ele será seu guia (clique para ampliar):

Se para alguns se trata apenas de uma bolha e um esquema para que os usuários antigos ganhem em cima dos novos, outros enxergam no conceito “a ideia mais perigosa da internet” e um potencial para revolucionar o sistema financeiro e criar uma economia paralela, gerida para e por pessoas. O protocolo do dinheiro eletrônico peer-to-peer não depende da confiança em uma autoridade monetária central e permite transações semi-anônimas e quase livres de impostos e taxas, mesmo no caso de envios para o exterior. Em poucos segundos é possível transferir dinheiro para o outro lado do planeta, de uma pessoa para outra, sem a intermediação de bancos ou regulações governamentais. Pode parecer exagero, mas os defensores do Bitcoin defendem que o impacto social e econômico do projeto pode ser comparável ou até maior do que o da própria internet. O objetivo último é transformar a maneira como enxergarmos o que é dinheiro e os canais pelos quais ele é escoado. A ideia é potencialmente disruptiva – em uma sociedade que se organizasse em torno de um conceito financeiro como esse, não existiriam fronteiras ou intermediários entre você e seu capital, e ninguém teria a chave-mestra para a sua conta ou decidiria para quem pode ou não transferir dinheiro. Ao mesmo tempo, ninguém se responsabilizaria no caso de desvios ou problemas quaisquer, assim como nada garante que o valor da moeda se mantenha.

Bitcoins são mais ou menos como o ouro. Como o metal precioso, elas têm que ser ‘garimpadas’ na internet através de usuários de uma aplicação gratuita que libera bitcoins em troca de um esforço computacional na resolução de problemas matemáticos complexos, que ajudam a verificar e divulgar todas as transações. A rede possui um banco de dados que se expande em blocos, que são gerados mais ou menos a cada dez minutos e que contêm todas as transações realizadas – mantendo a privacidade dos usuários, as trocas ficam abertas e podem ser checadas. Trata-se de uma medida de segurança que visa impedir que uma bitcoin seja gasta duas vezes. Com cada bloco sendo gerado com base no anterior, é impossível corromper o sistema e inserir moedas ou transações falsas.

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Parte 03:

O ‘garimpo’ se dá de forma que a quantidade de fundos disponibilizada é ajustada em uma crescente previsível e controlada – apenas 21 milhões de bitcoins serão criadas, com uma escala pré-definida sobre a liberação delas até 2040 – tudo isso para evitar a versão digital do “basta imprimir mais dinheiro, oras”. Os mineradores são responsáveis por adicionar ‘blocos’ de transações na rede, ganhando por isso uma recompensa em bitcoins. Tecnicamente, qualquer um pode se tornar um minerador e ganhar bitcoins, mas com o tempo os problemas se tornam mais difíceis e apenas equipamentos especializados e de alta capacidade podem ajudar a resolvê-los. Supercomputadores são usados para isso, e assumem o posto de perfuradoras digitais. Hoje em dia, o equipamento para mineração já evoluiu para caros sistemas computacionais adaptados para competir por novas bitcoins, e já é bem difícil que um novato entre no jogo. Da escassez nasce o valor do Bitcoin – assim como o ouro, a demanda é limitada e o esforço para consegui-lo é cada vez maior.

Alguns dias depois do encontro com a comunidade Bitcoin em Londres, adquiri minhas primeiras moedas e comecei a pesquisar como tudo isso funcionava na prática. Adquirir a moeda é relativamente simples, mas todo o processo e suas diferenças para o sistema bancário tradicional podem afastar o leigo. Para quem não tem os conhecimentos técnicos necessários ou o interesse para iniciar uma operação de mineração, pode-se conseguir bitcoins ao vender serviços ou bens e cobrar na moeda, comprá-las de alguém (existem inúmeros sites para isso, como o LocalBitcoins) ou trocar euros ou dólares em câmbios especializados, sendo o maior deles o Mt.Gox, empresa japonesa que processa quase 80% das trocas. Com a popularização, novos e mais práticos meios de receber bitcoins estão sendo desenvolvidos, empresários já trabalham em caixas eletrônicos e também já existe uma versão física do dinheiro eletrônico.

Ao adquirir bitcoins, as moedas ficam arquivadas em uma ‘carteira digital’ no seu computador na forma de códigos de 64 caracteres cada. Uma das maneiras mais simples de consegui-las é com o uso de um processador de pagamentos como o BitInstant, onde você deposita dinheiro e, ao pagar uma pequena taxa, recebe o valor depositado em BTC na sua carteira digital (Bitcoin-QT ou Coinbase são boas opções). Através do programa, é possível arquivar moedas e também mandar e receber de outros, mas vale fazer um adendo: tome cuidado ao escolher as empresas ou pessoas com quem fará negócio em BTC, já que as transações são irreversíveis e a única opção no caso de algum engano é esperar que o outro lado da linha devolva os seus fundos. Se você decidir se aventurar no mundo BTC, também aconselho a leitura mais detalhada dos diversos meios para garantir a segurança da sua carteira.

Para fazer uma transferência, basta declarar a quantia através do programa escolhido, assinar digitalmente com a chave privada dada a cada endereço e digitar também o código daquele que recebe. A transação é então verificada pelos mineradores que, se aceitarem o procedimento, gravam os registros e distribuem por toda a rede. A partir desse momento, o dinheiro já está em posse da outra pessoa, como saldo disponível em sua ‘carteira digital’. Aqui, o minerador funciona como intermediário, mas nunca como regulador da moeda.

Com moedas em caixa e entendendo melhor como tudo isso se dá no mundo real, hora de explorar as origens e o potencial da moeda hacker.

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Parte 04:

Os primórdios

A ideia de uma moeda descentralizada começou a ser discutida por membros de uma lista de emails de interessados em criptografia e foi concretizada por um programador de nome “Satoshi Nakamoto”, que comentou o conceito em um paper publicado em 2008 e no ano seguinte criou o código que suporta o sistema. Existem muitos rumores sobre a identidade de “Satoshi”, nenhum confirmado. Em todas as suas comunicações públicas, o hacker usou serviços de email de difícil monitoramento e conseguiu manter-se privado. O pouco que se sabe é que ele surgiu repentinamente em discussões online ao divulgar a pesquisa que originou o protocolo Bitcoin, e a partir de 2008 escreveu diversas mensagens – em inglês sem falhas, alternando o uso de termos britânicos e norte-americanos – conclamando que voluntários ajudassem a desenvolver o que seria uma moeda imune a banqueiros e políticos.

Em um post publicado pela P2P Foundation em 2009, onde Nakamoto é identificado como sendo um homem de 38 anos do Japão, ele explica a motivação por trás do projeto: “A raiz do problema com a moeda tradicional é que ela precisa de muita confiança em outros para funcionar. Precisamos de confiança em um banco central para que ele não desvalorize a moeda, mas a história das ‘moedas fiat’ (respaldadas por governos e não pela paridade com o ouro) mostra inúmeras violações de confiança. Os bancos devem ser confiáveis para manter o nosso dinheiro e transferi-lo eletronicamente, mas o emprestam em bolhas de crédito com apenas uma fração de reserva. Temos que confiar neles com a nossa privacidade, confiar neles para não deixar os ladrões de identidade drenarem as nossas contas. Com moedas com base na criptografia, sem a necessidade de confiar em um intermediário ou em terceiros, o dinheiro se torna seguro e as transações sem esforço”.

A mensagem é clara: Em vez de confiar em governos, bancos centrais ou instituições de terceiros para manter o valor da moeda e garantir transações, a confiança do Bitcoin seria na matemática (‘Vires in Numeris’, como diz seu moto em Latim que significa ‘força nos números’).

Em 3 de janeiro de 2009, Nakamoto colocou o código em ação e garimpou ele mesmo o primeiro bloco de 50 moedas, conhecido na comunidade como o “genesis block”. Junto com os dados liberados pela primeira ação do sistema, ele escreveu uma linha de texto com a seguinte mensagem: “The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”, uma referência a um jornal inglês que publicava a notícia de mais um político que se desdobrava para salvar bancos falidos. Em outro trecho atribuído a ele, sua intenção política fica ainda mais nítida: “Sim, [não resolveremos problemas políticos apenas com a criptografia], mas podemos ganhar uma grande batalha e expandir um novo terreno para a liberdade por vários anos. Governos são bons em cortar as cabeças de redes centralmente controladas como o Napster, mas redes puramente P2P como Gnutella ou Tor parecem estar se mantendo bem”.

Nos primeiros dias do Bitcoin, Nakamoto se engajou em discussões com desenvolvedores, fez alterações na programação e se mostrava ativo em fóruns online dedicados a moeda. Em 2011, quando o conceito de uma moeda descentralizada se disseminava e começava a criar as bases de uma contraeconomia na internet, Nakamoto teria enviado um email para um hacker amigo e dito que passaria a trabalhar em outros projetos. A partir daí parou de dar notícias e simplesmente desapareceu, sem nunca revelar quem era.

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Parte 05:

Especialistas em código opinam que, pelo seu trabalho com o protocolo Bitcoin, é possível deduzir que ele não seja um programador profissional, mas talvez um acadêmico. Alguns acreditam que Nakamoto possa ser Gavin Andresen, atual desenvolvedor-chefe da Bitcoin Foundation, organização criada em 2011 para criar padrões para o sistema open source e divulgá-lo – procurado pela reportagem, Andresen não respondeu nossos vários pedidos de entrevista. O sociólogo Ted Nelson, criador do conceito de ‘hipertexto’, apostou recentemente em Shinichi Mochizuki, um excêntrico matemático japonês conhecido por ter resolvido a conjectura ABC, um dos problemas mais complexos da matemática. Na comunidade Bitcoin, uma frase-resposta comum para a pergunta “Você é Satoshi Nakamoto?” é “Não, mas se fosse também não diria”.

O mais provável, no entanto, é que Satoshi seja não um, mas vários. Dado o poder do projeto e os interesses que ele toca, não seria uma má ideia um grupo se proteger através de um conveniente pseudônimo. Em japonês, ‘Satoshi’ significa ‘pensamento claro’ ou ‘sábio’, ‘naka’ é ‘dentro’ e moto ´fundação’: ‘Pensando claro dentro da fundação’. Além disso, existe também uma brincadeira com uma campanha que ficou conhecida como ‘Find Satoshi’, em que uma empresa inglesa de games decidiu testar a teoria dos seis graus de separação (que diz que qualquer um está sempre a seis pessoas de distância de conhecer qualquer outra pessoa) e propôs que a internet achasse um homem tendo apenas sua foto e primeiro nome – ‘Satoshi’ – como informações. Assim como no jogo, Nakamoto pode estar próximo e onde menos esperamos.

O potencial político
Mas, convenientemente para o desaparecido criador do software de código aberto, a própria comunidade nascente de usuários da criptomoeda se apoderou do projeto e passou a criar melhorias no protocolo e uma série de serviços que passaram a movimentar uma nova economia baseada nela. Em seus primeiros dias, o conceito de uma moeda descentralizada, baseada em criptografia e relativamente anônima, agradou o movimento hacker e grupos políticos de tendências anarquistas ou libertárias, que passam a adotá-la.

A primeira transação envolvendo a moeda foi feita em janeiro de 2010, com uma pizza que valia US$ 25 custando 10 mil BTC – pelos valores de hoje, nada menos que US$ 1,220,000.

Com o tempo, o dinheiro open source passou financiar uma economia que nascia por trás dos ‘onion-routers’ (softwares que permitem a navegação anônima, como Tor) e da chamada deep web, o lado obscuro da internet. O interesse inicial focava no caráter ‘anônimo’ e descentralizado do novíssimo dinheiro digital, que possibilitaria o financiamento de ideias que não agradam a elite financeira e política. Tendo sido bloqueado de receber doações por vias como PayPal ou MasterCard por pressão do governo dos EUA, em junho de 2011 o Wikileaks passaria a receber doações através de bitcoins, divulgando ainda mais o conceito. Em 2011, em uma conversa com o ex-CEO do Google Eric Schmidt, Julian Assange se mostra empolgado com o tópico e explica suscintamente para o desinformado executivo: “É dinheiro, mas sem Estado”.

Outro entusiasta do potencial político e descentralizador das bitcoins é Rick Falkvinge – criador do primeiro Partido Pirata, o sueco, e representante eleito do Parlamento Europeu, com quem conversei por telefone. Ele destacou os três pontos que acha mais importantes no tema Bitcoin:

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Parte 06:

Existem três conceitos fundamentalmente novos que, vistos de forma conjunta, podem se tornar revolucionários. O primeiro é o valor da utilidade. Bitcoin permite que você transfira o valor de um copo de café para o outro lado do planeta instantaneamente, com poucas taxas. Apenas nesse ponto, já está pelo menos 40 anos a frente de todos os bancos comerciais. O segundo é o valor comercial. O pagamento em Bitcoin permite que o setor de varejo se desvie dos cartões de crédito e das taxas bancárias, podendo com isso até dobrar a sua margem de lucro. Essa economia acabará sendo repassada ao consumidor final. O terceiro é o valor político. Não há banco central ou alguém com autoridade para mandar na sua conta bancária e planos futuros. O dinheiro é sua propriedade e ninguém pode impedir que você mande para quem quer que seja.

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Parte 07:

O interesse político no tema se torna óbvio, por exemplo, quando olhamos os convidados de uma conferência especializada em Bitcoin que acontecerá ainda neste ano na Áustria, a UnSystem, organizada por Amir Taaki: entre os palestrantes estão a islandesa Birgitta Jonsdottir e a sueca Amelia Andersdotter (representantes do Partido Pirata), Richard Stallman (inspirador do movimento do software livre), o estudante Cody Wilson (criador das armas impressas em 3D, em grande parte bancadas por bitcoins), o ‘cypherpunk’ Jacob Appelbaum (colaborador do Wikileaks e do Tor e já apelidado de ‘o homem mais perigoso do ciberespaço’), entre outros. Toda essa gente se atraiu pelo projeto Bitcoin por conta do seu potencial anarquista-libertário de livrar as finanças pessoais dos bancos e da influência de governos e criar um mercado inteiramente desregulado e incontrolável do ponto de vista técnico, um ideal nascido junto com a moeda nos seus primórdios na subcultura hacker e da criptografia e que parece ser o foco da comunidade de interessados na Europa.

Com a disseminação da moeda, os ideais desse primeiro grupo de apoiadores inevitavelmente se choca com os interesses dos grandes capitalistas que agora investem no Bitcoin e que possivelmente trabalharão pela ‘domesticação’ do projeto, entre elas importantes fundos de investimento dos Estados Unidos e empresários como Tyler e Cameron Winklevoss, famosos por terem sido passados para trás por Mark Zuckerberg no início do Facebook e que agora apostam pesado no futuro da moeda. Estima-se que os irmãos sejam donos de ao menos 1% das bitcoins em circulação.

No entanto, é bom lembrar que a essa altura, apesar do hype na mídia e da alta do preço, o mundo real da economia ainda vê o Bitcoin apenas como brincadeira de criança. O alcance da criptomoeda ainda é minúsculo, com seu US$ 1 bilhão representando uma parte ínfima perante, por exemplo, a economia de US$ 16 trilhões dos Estados Unidos ou até mesmo perto dos pouco mais de US$ 2 trilhões representados pela economia brasileira.

Economia do anonimato

Um atrativo para alguns, a falta de uma autoridade central e a desregulação também atraiu criminosos e negócios ilegais para o Bitcoin, criando uma ‘economia do anonimato’. Se por um lado a relativa proteção da plataforma permite doações para causas políticas censuradas por poderosos e cria as bases de novas possibilidades econômicas, por outro financia atividades como a contratação de assassinos de aluguel, contrabando, compra de armamentos e drogas. Os simpatizantes argumentam que tudo se faz com Bitcoin pode ser feito com dinheiro – o que é verdade. E, apesar de alardeado, o anonimato no sistema Bitcoin é relativo – contestado por trabalhos acadêmicos que encontraram brechas possíveis para a identificação das partes da negociação –, mas ainda assim segue como um dos principais atrativos para a plataforma.

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Parte 08:

Dentro do sistema Bitcoin, o usuário é identificados somente pelas sua chave-pública, e aquele que quiser descobrir sua identidade terá que associar tais chaves e seus usuários, usando informações externas à rede e talvez captadas em câmbios (que pedem informações pessoais para o cadastro). É difícil identificar alguém que usa a moeda e se protege adequadamente usando softwares anonimizantes, mas não totalmente impossível, já que as transações realizadas são públicas. O protocolo tenta evitar isso ao permitir que seus usuários gerem quantas chaves-públicas precisarem.

Refletindo a relativa segurança do Bitcoin, o mercado de drogas ilegais provavelmente significa o maior destino dado às moedas ainda hoje, em tempos de bolha e altos investimentos de executivos no dinheiro digital. O principal exemplo de sucesso é o Silk Road, o eBay do comércio de drogas. Permitindo que usuários anônimos comprem e vendam substâncias que vão de remédios tarja preta ao mais puro LSD, o site – acessível através do Tor e sempre migrando de endereço – aceita apenas BTC em troca dos seus produtos, e de acordo com um estudo publicado em 2012 é o destino de pelo menos 20% das moedas trocadas no Mt. Gox (maior dos câmbios da criptomoeda). Vale lembrar também que pelo menos uma pessoa já foi presa com a acusação de comprar e vender drogas pelo Silk Road. Um australiano de nome Paul Leslie pode enfrentar até cinco anos de cadeia após ser pego com quase 50 gramas de MDMA e 14.5 gramas de cocaína na sua casa. O maior erro de Leslie foi ter dado o próprio endereço para a entrega – falha humana, não do sistema.

Ao tocar na relação entre o Bitcoin e o mercado de drogas cabe evitar o sensacionalismo. Basta pensar nas proporções: o comércio de drogas ilegais através de mercados como Silk Road, apesar de crescente e recentemente avaliado em cerca de US$ 15 milhões em transações anuais, é ínfimo frente aos mais de US$ 400 bilhões anuais estimados para representar o tráfico de drogas global. E a própria busca do Bitcoin por reconhecimento pode ameaçar as ‘startups do crime’ – embora seja difícil evitar que essa ou outra moeda, baseada em criptografia ou não, seja usada para fins escusos.

Outro capítulo à parte é a lavagem de dinheiro, imensamente facilitada através do protocolo semi-anônimo e já alvo de tentativas de regulação nos Estados Unidos, onde já se força aos câmbios de Bitcoin as mesmas regras pelas quais respondem empresas como Western Union. Em março de 2013, o órgão responsável por combater a lavagem de dinheiro nos EUA passou a aplicar aos câmbios uma série de requerimentos de identificação para transações acima de US$ 10 mil e começou a investigar mais de perto as companhias responsáveis pelas transações.

É bom frisar que as regulações miram os câmbios – como o Mt. Gox, que está sendo investigado e que já teve algumas de suas contas congeladas – e não o sistema Bitcoin em si, que continua intacto. Uma vez que o dinheiro já passou para bitcoins, é difícil ligá-lo ao seu dono por conta dos diversos softwares disponíveis para ‘anonimizar’ as moedas. Um exemplo é o Blockchain, que oferece trocas com bitcoins “anonimizadas” cobrando uma taxa de 0,5% e deleta qualquer arquivo com a transação em até 8 horas.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 09:

O tema é delicado e novos desdobramentos devem acontecer em relação a isso nos próximos meses, já que o governo norte-americano parece estar abrindo os olhos para os novos meios de lavar dinheiro na era digital. Isso fica evidente com o fechamento do câmbio de moedas digitais e sistema alternativo de pagamentos Liberty Reserve, que supostamente movimentou mais de US$ 6 bilhões em 55 milhões de operações que serviram as mais variadas áreas – hackers criminosos, sindicatos internacionais do crime, tráfico de drogas e armas, pornografia infantil e tráfico humano. É possível que esse ‘público’ migre para o Bitcoin ou outras criptomoedas, atraindo ainda mais tentativas de regulação governamental.

De qualquer forma, é interessante pensar nisso fugindo do tom alarmista. Mover grandes quantidades de bitcoins para fora do sistema é algo bastante complexo – se você tentar cambiar por dinheiro ou comprar um bem muito caro, a transação ficará gravada – e o mesmo acontece com tentativas de trocar quantidades muito grandes de dinheiro por moedas digitais. Logo, se o Bitcoin permite uma lavagem de dinheiro mínima para o cidadão comum ou para o pequeno traficante que usa o Silk Road, grandes esquemas quase certamente serão flagrados.

Popularização e futuro das criptomoedas

O problema é que, por mais que se tente, será praticamente impossível regular o sistema que possibilita a existência do Bitcoin, por conta do precedente técnico e pelo conceito abertos pelo protocolo. É possível e provável que certos governos ou empresas tentem paralisar a rede, seja por meio de regulamentação ou ataques ao sistema, mas destruí-la completamente parece fora de questão.

Basta pensarmos em exemplos como o compartilhamento de música e filmes na internet. O precedente técnico que possibilitou a troca de arquivos entre pessoas sobreviveu – e evoluiu – mesmo contra interesses poderosos da indústria cultural, e após anos de ataques vindos dos seus grupos de lobby e governos. O mesmo pode acontecer se tentarem enquadrar a Bitcoin nos padrões convencionais – mesmo que o controle seja possível, nada impedirá a criação de outras moedas em moldes semelhantes ou que vão além do que temos atualmente.

Alguns desses modelos já estão sendo desenvolvidos, como o das Litecoins (que espera se tornar a ‘prata’ para o ‘ouro’ do Bitcoin e substituí-lo em caso de instabilidades) ou PPcoins. Grandes empresas e investidores do mercado de tecnologia também já abriram o olho para o nicho das moedas alternativas, com fundos de investimento específicos para negócios relacionados ao Bitcoin sendo abertos e com o Google financiando um sistema alternativo, o Ripple, criado por uma empresa chamada OpenCoin e tocada pelo fundador do câmbio Mt.Gox. Pode ser que esses novos projetos se mostrem tecnicamente mais confiáveis que o Bitcoin e que ajudem na popularização de trocas financeiras baseadas em criptografia, mas não é certo que eles conseguirão angariar uma comunidade tão engajada.

É muito possível que, no futuro da era digital, a organização econômica passe pelos desenvolvimentos de quem acreditou e possibilitou a existência da moeda hacker; e que o dinheiro do futuro se pareça, ao menos um pouco, com o modelo descentralizado iniciado pelo Bitcoin.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 10:

Assim, apesar de promissor, o Bitcoin ainda não está pronto para o horário nobre ou para o uso no dia a dia. Mas suas futuras encarnações ou substitutos terão enorme potencial para isso. Por enquanto, questões que passam por segurança e pelo número de comércios que atualmente aceitam a moeda impedem um uso mais disseminado. Mas o que não falta ao projeto é potencial para crescer ainda mais e se aprimorar.

Rafael Cabral tem 25 anos e é um jornalista interessado na intersecção entre internet e política. Iniciou sua carreira como repórter do caderno Link, n’O Estado de S. Paulo, e desde então já publicou matérias em diversos meios, quase sempre relacionadas a tecnologia. No último ano esteve flanando por Londres, onde conheceu a galerinha maneira do Bitcoin.

Fotos por Zach Copley/Flickr/Creative Commons.

Felipe Dorn Alves disse...

No fim das contas, o bitcoin é mais positivo do que negativo para o povo.

Anônimo disse...

Bitcoin é a moeda-padrão para as transações criminosas realizadas preferencialmente na Deep Web, a internet paralela repleta de conteúdo criminoso de toda espécie - verdadeiro paraíso virtual de todo tipo de infrator, delinquente e marginal que se possa conceber.

Também são os "coins" a moeda paralela dos chineses, fissurados nessas coisas tanto quanto em macarrão com carne de cachorro.

Mas, fora do meio criminoso e do entusiasmo chinês algum trabalhador já recebe seu salário em bitcoin ? Algum político desocupado e com tempo de sobra já discute projeto de lei no sentido de se adotar esse modelo de transação ?

Bitcoin é o típico exemplo de algo que surge a partir da massificação da internet mas que no campo prático, sem uma regularização que efetivamente implemente a ideia, vai restar como algo marginalizado, tal como os jogos ilegais, os transportes ilegais, os produtos falsificados e tantas outras maneiras de se fazer negócios clandestinos. O Uber mesmo tem tentado se firmar no mercado de modo o mais legítimo possível e mesmo assim encontra forte resistência pelo setor estabelecido. Simplesmente por que se trata de um serviço sem regulamentação. O Uber é original, é moderno, é prático e eficiente. Mas seu modelo não é bem tolerado pelos setores governamentais e pelos seus correntes diretos, a corporação dos taxistas.
Portanto, a adoção dos "coins" depende de uma série de conjunturas. Estar-se-ia desafiando e afrontando poderosíssimos cartéis que praticamente mandam no mundo e o controlam com mãos de ferro. O mais poderoso de todos eles, o próprio Federal Reserve (FED).
Talvez, quem estiver envolvido com esse tipo de negócio possa futuramente ser enquadrado em alguma categoria de crime contra a atividade econômica, o Sistema Financeiro ou algo assim.
Só prospera aquilo que o Sistema entenda que possa garantir a permanência do status quo.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 01: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Frequentemente recebo perguntas sobre como usar ou comprar bitcoin. E o interesse vem de pessoas dos mais variados perfis: entusiastas decididos a investir no ativo, especuladores de olho numa oportunidade, gente que precisa enviar dinheiro para fora de forma rápida e barata, turistas que veem na moeda digital uma opção vantajosa para viagens ao exterior, gestores de investimento incumbidos de diversificar a carteira dos clientes. A todos esses, minha resposta inicial é sempre idêntica: antes de usar, comprar, investir, entendam melhor como funciona, investiguem os riscos e aprendam as formas seguras de armazenamento. É fundamental saber como realizar backups das chaves privadas. Não invistam um centavo antes de ultrapassar essa etapa. Muito embora já tenha escrito sobre esse tema em diversos textos, nunca dediquei um artigo exclusivo e aprofundado. Hoje retifico essa falha.

Antes de prosseguir, um alerta importante: existe apenas um sistema bitcoin, e o ativo que nele reside não rende nada e não promete nada. Mas está cheio de Ramsés de fundo de quintal ludibriando incautos, usando os termos “bitcoin” e “moedas digitais” como isca. Se estiverem lhe propondo algum investimento em bitcoin com retorno alto e garantido, há uma boa chance de ser um esquema de pirâmide. Nem considere, ignore solenemente, para o seu próprio bem.
Similarmente, se decidir adquirir bitcoins, procure fazê-lo de exchanges conhecidas e com boa reputação. Não tente comprar de um desconhecido oferecendo bitcoins em um fórum de discussão qualquer.
Feitos esses avisos, prossigamos.
Há dois anos, em um post intitulado "Por que investir no bitcoin", levantei alguns dos riscos subjacentes. Enumerei os principais pontos de atenção para quem considera esse ativo como alternativa ao portfólio. Tenho também diversos artigos dedicados a explicar a segurança do protocolo.
Mas dado o interesse crescente, especialmente relacionado a investimento na moeda em si, é preciso revisitar e atualizar os riscos e aspectos de segurança do sistema.
Vejo três grandes riscos relacionados ao bitcoin: risco de mercado (ou de preço), risco de sistema (ou técnico) e risco de usabilidade. Por vezes, eles estão relacionados e podem ser interdependentes. Mas nem sempre esse é o caso. Entendamos um a um.

Risco de mercado

Não há nenhuma garantia de valor de mercado do bitcoin. Não há como predizer quanto um bitcoin valerá na semana que vem ou no próximo ano. Não há nenhuma entidade encarregada ou capaz de sustentar a cotação do ativo no mercado internacional. O preço de uma unidade de bitcoin – ou o poder de compra da moeda – é determinado pelas leis de oferta e procura, pelas "forças de mercado", nos mercados especializados ao redor do globo. Há centenas de exchanges, bolsas ou chamadas corretoras de bitcoin no mundo todo que concentram boa parte da liquidez, e, de forma paralela, existe o mercado “peer-to-peer”, no qual indivíduos transacionam diretamente entre si.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 02: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Na determinação do preço, parte da equação é sabida de antemão por todos os participantes do sistema, pois a quantidade de bitcoins que podem ser criados foi definida no nascimento do protocolo: 21 milhões de unidades, todas perfeitamente divisíveis. E essa é uma regra pétrea.
Contudo, não podemos prever como se comportará a demanda pela moeda digital. Há uma boa dose de previsibilidade sobre o seu potencial, mas garantia de uma demanda mínima ou estável, simplesmente inexiste.
Nada nos assegura que os detentores da criptomoeda não acordem amanhã com uma opinião diferente, passando a considerar o bitcoin uma bobagem que deve ser desovada a qualquer custo, despencando a demanda e fazendo desabar seu preço.
Tampouco podemos ter plena segurança de que uma nova moeda digital não surgirá, um novo concorrente apto a suplantar o bitcoin. O chamado efeito rede e a natureza adaptativa do sistema são obstáculos consideráveis a tal cenário, sem dúvidas. Mas o risco de o bitcoin ser ultrapassado não é nulo.
Adicionalmente, não devemos menosprezar os impactos oriundos de possíveis leis e regulações nocivas ou até mesmo proibitivas. Caso alguma jurisdição relevante venha a coibir ou banir o uso de bitcoin, não podemos descartar efeitos negativos sobre a cotação do ativo.
A volatilidade é inerente a esse risco de mercado. Dada a demanda imprevisível, o preço do ativo oscila bastante. Hoje em dia, contudo, a volatilidade já é muito menor – e mais aceitável – do que foi três ou quatro anos atrás, quando eram frequentes variações diárias de 20% na cotação. Isso, hoje, seria algo altamente improvável. Curiosamente, durante algumas horas no dia 5 de julho, a libra esterlina foi mais volátil que o bitcoin, graças aos temores do Brexit.
Um responsável direto pela menor volatilidade é o volume de negociações nas exchanges. Quanto maior o volume negociado, menor a volatilidade, menor o bid/ask spread. E a quantidade de bitcoins sendo negociados nesses mercados tem crescido consistentemente ano após ano.
A concentração de liquidez em algumas exchanges chinesas como a Huobi e OKCoin, na Bitfinex de Hong Kong e em outros players relevantes da Europa e América do Norte, também traz um componente de risco para o preço do bitcoin, já que a falência de um desses atores pode impactar o preço do ativo de forma drástica. A história atesta, entretanto, que falhas em corretoras de alta liquidez impactam o preço do ativo de forma temporária, mostrando que a proposta de valor da tecnologia ainda se mantém.
O risco de mercado estará sempre presente. Alguns aspectos podem ser mais mitigados que outros. Mas uma coisa é certa: a cotação será sempre flutuante. Para o bem e para o mal.

Risco de sistema

Esta é uma das maiores preocupações – e com razão – dos novos usuários: a segurança do sistema. Se não há nenhuma autoridade responsável, como podemos confiar que não roubarão nossas contas? Como podemos ter certeza de que não haverá fraude? Quem garante o funcionamento da rede?
Todas essas questões são preocupações pertinentes. Para entender detalhadamente como a segurança do sistema é mantida, recomendo estes artigos (aqui e aqui). Em síntese, a segurança do sistema depende de três mecanismos principais: a criptografia moderna, a rede peer-to-peer e o conjunto de incentivos contidos no protocolo.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 03: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

A criptografia moderna provê um elevado nível de segurança por meio de comprovação matemática. No bitcoin, a chamada criptografia de chave-pública possibilita que as transações sejam públicas sem revelar nenhuma informação sensível das partes transacionando. Também por meio dessa criptografia, qualquer usuário pode comprovar a autenticidade das transações – verificando que quem está transferindo bitcoins realmente tem fundos e possui a chave privada capaz de assinar digitalmente a transação –, embora não se saibam as identidades por trás de cada um.
Todo o processo de mineração também é alicerçado na criptografia. Após a validação das transações, um minerador precisa despender energia e força computacional para resolver uma função criptográfica (hash function) e provar à rede que a solução está correta para poder, então, receber a recompensa de bitcoins. Esse é o conceito da prova-de-trabalho (proof-of-work). Isso é o coração do bitcoin, é o principal mecanismo de segurança da rede, é o que a mantém pulsando.
Como a mineração é um processo competitivo, quanto mais força computacional investida na rede, mais difícil se torna o problema criptográfico – o sistema calibra automaticamente a dificuldade de modo a manter sempre o tempo médio de 10 minutos entre cada bloco minerado.
Depois de quase oito anos de existência, a rede bitcoin conta com força computacional de cerca de 2.000 PH/s (um petahash significa um quatrilhão de tentativas de cálculo da prova-de-trabalho por segundo). Esse é o chamado hashrate, a medida de potência da rede.
Não há nenhum outro projeto de computação distribuída tão potente quanto o bitcoin. Para colocar esse número em perspectiva, essa capacidade de processamento supera em milhares de vezes a dos 200 supercomputadores do planeta somados.
Esse atributo da rede é fundamental, porque torna o blockchain (o livro-contábil no qual estão registradas todas as transações ocorridas desde o início do sistema) computacionalmente impraticável de perverter. Em termos probabilísticos, o blockchain pode ser considerado praticamente imutável, e a criptografia joga um papel-chave nesse processo. Ademais, uma vez que há total transparência no sistema, qualquer tentativa de fraude é rápida e facilmente detectada.
Já a rede P2P encarrega-se da tarefa de propagar as transações e os blocos minerados rapidamente. Por meio dela, cedo ou tarde, todos os participantes ficam cientes das novas transações e dos blocos gerados, fazendo com que cada um detenha uma cópia fidedigna e sempre atualizada do blockchain.
Essa arquitetura de redes (P2P) é também uma das fontes da resiliência do sistema. Dado que não há um servidor central ou uma autoridade centralizada, é virtualmente impossível parar o bitcoin. Não há meios para obstruir o seu funcionamento. Tampouco é possível congelar ou confiscar contas, ou impedir usuários de transacionar. Usando a definição de Nassim Taleb, o bitcoin é um sistema antifrágil.
E, por fim, o conjunto de incentivos amarra todos esses elementos, fazendo com que o comportamento honesto seja estimulado e que os participantes cheguem, a cada dez minutos, a um consenso quanto ao estado das transações que ocorreram na rede. Voluntariamente e tacitamente, o consenso distribuído é alcançado. A confiança em atores conhecidos e centralizados é substituída pela confiança na força computacional.
Em termos de teoria dos jogos, o bitcoin é uma verdadeira façanha. Nakamoto conseguiu fazer os custos serem sempre superiores aos benefícios em ações mal-intencionadas. Dito de outra forma, o que um ator mal-intencionado tem a ganhar é sempre menor aos custos que terá de incorrer para tentar corromper o blockchain. É mais rentável seguir as regras do sistema que tentar burlá-las.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 04: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Por isso tudo, o blockchain nunca foi violado, nunca foi hackeado, muito embora ele tenha sido alvo de ataques desde seu início. Jamais foi desviado um mísero satoshi (0,00000001 BTC). Nenhum minerador tampouco logrou criar mais bitcoins do que o protocolo estabelece a cada momento. Porque, apesar de não existir um ente centralizado incumbido de assegurar a autenticidade das transações, todos os usuários estão a todo instante monitorando o sistema, fazendo com que as regras sejam cumpridas.
O bitcoin não é controlado por ninguém individualmente, mas sim por todos os participantes coletivamente. Esse modelo de segurança é uma absoluta quebra de paradigma em um sistema financeiro.

Isso não quer dizer que o bitcoin seja perfeito e imune a qualquer falha. Longe disso. Como qualquer software, o bitcoin é um sistema vivo e em constante aprimoramento. Bugs foram encontrados e sanados no passado. Alguns mais vitais que outros.
Vulnerabilidades futuras poderão ser descobertas e, dependendo da relevância, podem minar a confiança no sistema como um todo. O fato de ser um software com código-fonte aberto mitiga esse risco, pois há um número considerável de desenvolvedores, especialistas e voluntários testando continuamente o código do bitcoin em busca de falhas e oportunidades de melhoria.
Mas o fato de ser um software de código-fonte aberto também traz incertezas, especialmente relacionadas à governança do sistema. Os desafios para escalar o bitcoin evidenciam justamente esse ponto. Toda a discussão acerca do tamanho do bloco e como/quanto/quando aumentá-lo gerou um desgaste grande na comunidade e causou divisões no grupo de desenvolvedores líderes do projeto.
Além disso, as atualizações propostas pelos desenvolvedores necessitam de consenso elevado (quase unanimidade) para serem adotadas de fato. Isso faz com que atualizações mais sensíveis, ou que dizem respeito a alterações mais profundas do protocolo, tenham que ser implantadas muito cautelosamente.
Vulnerabilidades na rede, bugs no software e dificuldades de atualizar o sistema podem todos impactar negativamente no preço do bitcoin no mercado. Atualizações feitas às pressas ou sem as devidas precauções podem elevar o risco de uma bifurcação do blockchain (hardfork), o que pode afetar a própria utilidade dos bitcoins pós-bifurcação.

Risco de usabilidade

Dos três riscos aqui discutidos, este é sem dúvida o que tem a maior probabilidade de trazer prejuízos aos usuários. São inúmeros os casos de perdas de bitcoin por causa de esquecimento de senhas, pendrives extraviados, discos rígidos formatados. Em 2013, o americano James Howelljogou na lata do lixo um disco rígido que continha a sua carteira com 7.500 bitcoins, cerca de US$ 4,7 milhões. Imagine o tamanho do desgosto.
Por esse motivo, minha resposta imediata àqueles que me procuram para saber como investir no bitcoin é: aprendam como funcionam as carteiras, familiarizem-se com elas, entendam as diversas formas de armazenamento e, acima de tudo, façam os devidos backups antes de direcionar recursos relevantes a essa moeda digital.
Dito isso, vejamos quais são os riscos relacionados ao uso do bitcoin.
Primeiro de tudo, é importante entender que um bitcoin – ou frações de bitcoin – nada mais é que um mero registro no blockchain. Uma unidade de bitcoin é uma moeda escritural digital, ou um bem que reside como simples registro no blockchain.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 05: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Não há bitcoins propriamente ditos nas carteiras dos usuários. O que cada um guarda consigo são as chaves privadas (um número de 256-bit que, na prática, funciona como uma espécie de senha) que permitem ao detentor transferir bitcoins associados a um dado endereço, assinando digitalmente a transação e comprovando matematicamente ser o possuidor de dita chave privada.
A função de uma carteira digital é armazenar um conjunto de chaves privadas associadas a endereços aptos a receber e transferir bitcoins. Nesse sistema, portanto, posse significa propriedade. Assim como uma nota de dinheiro ou uma barra de ouro, um bitcoin é um ativo ao portador. Os mesmos cuidados que tomamos ao armazenar papel-moeda devemos ter com o bitcoin.

Se deixarmos cair uma nota de cem reais num bueiro, não há meios de recuperá-la, não há a quem recorrer. Se formatarmos o computador (ou extraviarmos o smartphone) no qual estavam salvas as chaves privadas, perderemos os bitcoins para sempre. Não há nenhuma forma de reaver os fundos perdidos. Repito: nenhuma.
A diferença com relação ao papel-moeda, porém, é que com o bitcoin é possível fazer infinitos backups das chaves privadas, tanto em formato digital quanto físico. Com o backup, pode-se importar a carteira e recuperar os fundos facilmente.
Há diferentes carteiras disponíveis para os usuários. A maioria é gratuita, outras, baseadas em hardware, podem custar algumas dezenas de dólares. A primeira e mais antiga é o próprio software padrão do bitcoin, que pode ser instalado em um desktop. Nesta página podem-se visualizar diversas opções.
Em formato web, a mais popular é a da empresa blockchain.info, que também oferece aplicativo para smartphone. Mycelium, breadwallet, GreenAddress e AirBitz também são carteiras para smartphone amplamente usadas. Embora sejam em ambiente online ou por meio de softwares de terceiros, a geração das chaves privadas ocorre inteiramente no lado do usuário e não nos servidores das empresas.
Existem empresas com serviços avançados – como a Xapo – que oferecem aos clientes cartões de débito (Visa ou Mastercard) capazes de gastar fundos de uma carteira online de bitcoins. A BitGoé outra empresa com serviços de carteira online com possibilidade de assinaturas múltiplas (multisig).
Para quem deseja mais segurança, existem carteiras em hardware como a Ledger e a Trezor. Nesses dispositivos, as chaves privadas são geradas e armazenadas no próprio hardware. Além disso, utilizam assinaturas múltiplas (second-factor authentication), o que provê ainda mais segurança ao usuário.
Recentemente os fundadores da extinta Coinkite desenvolveram a OpenDime, uma carteira em hardware que pode ser passada de mãos em mãos, como se fosse uma barra de ouro. Uma tremenda genialidade, por sinal.
Os mais paranoicos, contudo, não abrem mão da segurança máxima de uma carteira de papel (paper wallet). E, de preferência, gerada por um computador que jamais esteve em um ambiente online. Nesse formato, gera-se uma chave privada com um endereço público que devem ser anotados em papel ou impressos com uma impressora (levemente mais arriscado que simplesmente papel e caneta).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 06: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

A maioria dessas carteiras possibilita backups que podem ser utilizados em qualquer outro software, não importando, portanto, se uma empresa responsável pela criação e manutenção de uma carteira quebrar.
Cada carteira oferece trade-offs em termos de disponibilidade, acessibilidade e segurança. As que funcionam na web ou em smartphone são consideradas carteiras em "hot storage" ou "hot wallet", e as de papel são consideradas como "cold storage", por não estarem online.
Imaginando um espectro de "hot e cold storage", carteiras web seriam as mais "quentes", e as de papel, as mais "geladas". Hardware wallets como Ledger Nano e Trezor também seriam enquadradas dentro de "cold storage", mas não tão "geladas" quanto as de papel. Hot wallets permitem ampla disponibilidade e acessibilidade, mas menos segurança que cold wallets. Estas últimas, porém, são mais trabalhosas para ser utilizadas – não têm a mesma disponibilidade de uso que uma hot wallet.

Quanto depositar em cada carteira depende de cada um. Para o dinheiro do cotidiano – equivalente à soma de papel-moeda que carregamos no bolso –, uma carteira de smartphone é suficiente. Mas para somas mais consideráveis, é mais prudente utilizar hardware wallets e paper wallets. E mais de uma de cada. Tudo depende do volume de capital investido e do perfil de risco de cada um.
Decididas as carteiras a utilizar e realizados os devidos backups (seja em pendrives, seja em papel), guarde tudo em local seguro. E, por favor, não se esqueça desse lugar.
Segurança de bitcoin requer uma mudança cultural. Não estamos acostumados a guardar informação digital com segurança. Temos milênios de experiência com a segurança física (chaves, cadeados, baús, cofres), mas apenas alguns anos ou décadas com a digital. Felizmente, com o bitcoin é possível realizar backups e guardá-los tanto digitalmente quanto fisicamente.
A lição fundamental é que no bitcoin a responsabilidade de custódia recai integralmente sobre o usuário. Posse implica propriedade. Nunca se esqueça da máxima: suas chaves, seus bitcoins. Sempre tenha isso em mente para estar seguro de que você é o único que detém posse das chaves privadas.
Essa máxima deve ser lembrada especialmente quando se utiliza uma corretora para comprar bitcoins. Enquanto seu saldo de bitcoin não for retirado da corretora, isso significa que a posse das chaves permanece com ela e que você está numa relação credora. Lembrando: posse é propriedade. Se a corretora detém as chaves privadas, os bitcoins a ela pertencem.
Não mantenha saldos em corretoras por mais tempo que o estritamente necessário para fazer trades. Corra o risco da corretora pelo mínimo tempo possível, sacando os bitcoins para uma carteira que só você controle o quanto antes.
Esse aviso tem dois aspectos. O primeiro é o óbvio já mencionado: enquanto o saldo estiver na corretora, as chaves privadas estarão em posse dela e, portanto, a propriedade será dela. O cliente é apenas mais um credor nesse momento. Segundo, por mais que se adotem boas práticas de segurança – hot e cold wallets, multisig, etc. –, corretoras são os principais alvos para hackers. Como diz Rodolfo Novak, da OpenDime: "Exchanges são piñatas para hackers".

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 07: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

A breve história do bitcoin está repleta de roubos de corretoras que resultaram em perdas aos clientes. Desde o espetacular colapso da MtGox, em 2013, até o mais recente hack da Bitfinex, não faltam episódios de corretoras que sofreram algum tipo de ataque – muitas vezes fatais.
Como qualquer empresa devidamente estabelecida, uma corretora está sujeita às penas da lei e pode ser acionada na justiça por seus clientes. Mas para aqueles que usam corretoras em outras jurisdições, essa nem sempre é uma via factível. Na dúvida, adote a prudência como a melhor prática: não delegue a responsabilidade de custódia a terceiros quando isso não é preciso.
Alguns podem estar lendo este artigo e concluindo que usar o bitcoin é muito complicado. Outros acreditam que a interface do usuário precisa ser melhorada para ser mais amigável de usar (more user-friendly). Em parte, concordo com essas visões. Mas a verdade é que estamos diante de algo realmente inédito, que exigirá mudança cultural e de atitude.

Por mais que se desenvolvam aplicativos incrivelmente amigáveis para usar o bitcoin, não será possível alterar o fato de que um bitcoin tem valor de mercado, de que não se trata de mera informação digital cuja preservação é desimportante. Todos usamos e armazenamos os mais variados arquivos digitais, como fotos, planilhas, vídeos, textos, mas a perda desses – ou o uso não autorizado por terceiros – nos traz prejuízos pouco relevantes.
Com um ativo digital, com uma criptomoeda, a situação é absolutamente distinta, e isso requer cuidados especiais. Por exemplo, para quem já possui um patrimônio não desprezível em bitcoin, é imprescindível definir um protocolo de recuperação no caso de morte. Os testamentos futuros poderão conter um valor considerável denominado na criptomoeda, mas se os herdeiros não tiverem meios de utilizar as carteiras, o patrimônio terá seu valor reduzido a zero para todos os fins práticos.
Essa precaução é essencial para gestores de investimento interessados em montar posições em bitcoin para diversificar o portfólio. Seja por meio de um fundo específico, seja por meio da tesouraria de uma empresa, definir um protocolo de uso e recuperação da carteira é mais importante que adquirir o ativo em si.
Quem terá acesso à carteira e autoridade para assinar transações? Um diretor, um sócio e um tesoureiro? Quantas assinaturas serão necessárias para efetuar uma transação? Quem será(ão) o(s) responsável(is) pela custódia das chaves privadas? Quanto alocar em cada tipo de carteira considerando os trade-offs acessibilidade e segurança? Tudo isso depende dos valores alocados e da estrutura de cada fundo/empresa.
Ser o fiduciário em investimento de bitcoins requer outros cuidados. Por exemplo, em caso de sequestro de um dos custodiantes, qual o protocolo? E caso um sócio fuja com as chaves privadas? E se o tesoureiro alegar que os servidores foram hackeados? É imprescindível realizar uma avaliação rigorosa de risco e estabelecer planos de contingência para todos os cenários.
Se você, gestor de recursos, está incumbido da tarefa de investir em bitcoins em nome dos seus clientes, pense que os cuidados necessários são equivalentes aos que seriam em caso de investimento em barras de ouro ou dólares em espécie. Onde você guardaria esse numerário? Em um cofre na sede da empresa? Em um cofre num banco? Quem teria acesso às chaves do cofre? Quem teria poderes para resgatar no banco? Quantos procuradores?
Enfim, essas considerações são fundamentais até para um gestor refletir e decidir se a melhor forma de investimento na criptomoeda é utilizando um fundo – assumindo para si a responsabilidade plena de custódia – ou recomendando a cada cliente que adquira e custodie por própria conta e risco.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 07: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin


Conclusão

A ideia por trás do bitcoin é replicar as propriedades do dinheiro físico (cash) num ambiente digital (digital cash). Daí o nome dado por Satoshi Nakamoto, "Bitcoin: a peer-to-peer electronic cash system" (um sistema de dinheiro eletrônico P2P). Por isso, também, são chamadas de carteiras (wallets), e não contas bancárias, os dispositivos para armazenamento desse dinheiro digital (digital cash).

Mas, ao contrário de carteiras físicas – em que não conseguiríamos guardar mais do que poucos milhares de reais ou dólares –, uma carteira de bitcoin é capaz de armazenar qualquer soma de dinheiro, equivalente a dezenas de dólares ou milhões, e tudo com a mesma funcionalidade. Isso implica em cuidados especiais e em uma mudança de atitude, inevitavelmente.
Quando é possível custodiar por conta própria commodities digitais com alto grau de liquidez e transferibilidade e em qualquer quantidade – sendo o bitcoin o pioneiro dessa nova classe de ativos –, precisamos adotar uma nova abordagem.

Com o papel-moeda tradicional, não costumamos manter boa parte da nossa liquidez em espécie – embora haja grandes fundos europeus querendo sacar dinheiro físico para guardá-lo em cofres e escapar dos juros negativos. Quando, porém, mantemos uma soma elevada, normalmente ela fica na forma de depósitos bancários (digitais) em poder dos bancos.

Também investimos milhões de reais em ações, título de renda fixa, títulos públicos, cotas de fundos, mas sempre delegamos a responsabilidade de custódia a inúmeros terceiros. Se algo der errado e porventura um sistema for hackeado, há maneiras de recorrer à Justiça, provar a titularidade de um dado ativo e reavê-lo (sejam depósitos, sejam ações). No bitcoin, se você está custodiando seu próprio saldo, esse recurso não existe.
O ineditismo do bitcoin traz benefícios e desafios, e resulta em riscos inusitados como o da usabilidade. Procurei sintetizar os principais riscos associados a essa inovação revolucionária. Mas lembrem-se: o bitcoin é um sistema vivo em constante evolução; pode ser que algumas das soluções ou aplicativos aqui elencados nem existam no futuro ou estejam já obsoletos. Talvez em alguns meses, ou anos, precisarei atualizar o que aqui foi dito.
Espero que este artigo possa servir como fonte de referência a todos aqueles que desejam usar e comprar o bitcoin.

Frequentemente recebo perguntas sobre como usar ou comprar bitcoin. E o interesse vem de pessoas dos mais variados perfis: entusiastas decididos a investir no ativo, especuladores de olho numa oportunidade, gente que precisa enviar dinheiro para fora de forma rápida e barata, turistas que veem na moeda digital uma opção vantajosa para viagens ao exterior, gestores de investimento incumbidos de diversificar a carteira dos clientes.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 09: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

A todos esses, minha resposta inicial é sempre idêntica: antes de usar, comprar, investir, entendam melhor como funciona, investiguem os riscos e aprendam as formas seguras de armazenamento. É fundamental saber como realizar backups das chaves privadas. Não invistam um centavo antes de ultrapassar essa etapa.
Muito embora já tenha escrito sobre esse tema em diversos textos, nunca dediquei um artigo exclusivo e aprofundado. Hoje retifico essa falha.
Antes de prosseguir, um alerta importante: existe apenas um sistema bitcoin, e o ativo que nele reside não rende nada e não promete nada. Mas está cheio de Ramsés de fundo de quintal ludibriando incautos, usando os termos “bitcoin” e “moedas digitais” como isca. Se estiverem lhe propondo algum investimento em bitcoin com retorno alto e garantido, há uma boa chance de ser um esquema de pirâmide. Nem considere, ignore solenemente, para o seu próprio bem.
Similarmente, se decidir adquirir bitcoins, procure fazê-lo de exchanges conhecidas e com boa reputação. Não tente comprar de um desconhecido oferecendo bitcoins em um fórum de discussão qualquer.
Feitos esses avisos, prossigamos.
Há dois anos, em um post intitulado "Por que investir no bitcoin", levantei alguns dos riscos subjacentes. Enumerei os principais pontos de atenção para quem considera esse ativo como alternativa ao portfólio. Tenho também diversos artigos dedicados a explicar a segurança do protocolo.
Mas dado o interesse crescente, especialmente relacionado a investimento na moeda em si, é preciso revisitar e atualizar os riscos e aspectos de segurança do sistema.
Vejo três grandes riscos relacionados ao bitcoin: risco de mercado (ou de preço), risco de sistema (ou técnico) e risco de usabilidade. Por vezes, eles estão relacionados e podem ser interdependentes. Mas nem sempre esse é o caso. Entendamos um a um.

Risco de mercado

Não há nenhuma garantia de valor de mercado do bitcoin. Não há como predizer quanto um bitcoin valerá na semana que vem ou no próximo ano. Não há nenhuma entidade encarregada ou capaz de sustentar a cotação do ativo no mercado internacional. O preço de uma unidade de bitcoin – ou o poder de compra da moeda – é determinado pelas leis de oferta e procura, pelas "forças de mercado", nos mercados especializados ao redor do globo.
Há centenas de exchanges, bolsas ou chamadas corretoras de bitcoin no mundo todo que concentram boa parte da liquidez, e, de forma paralela, existe o mercado “peer-to-peer”, no qual indivíduos transacionam diretamente entre si.
Na determinação do preço, parte da equação é sabida de antemão por todos os participantes do sistema, pois a quantidade de bitcoins que podem ser criados foi definida no nascimento do protocolo: 21 milhões de unidades, todas perfeitamente divisíveis. E essa é uma regra pétrea.
Contudo, não podemos prever como se comportará a demanda pela moeda digital. Há uma boa dose de previsibilidade sobre o seu potencial, mas garantia de uma demanda mínima ou estável, simplesmente inexiste.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 10: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Nada nos assegura que os detentores da criptomoeda não acordem amanhã com uma opinião diferente, passando a considerar o bitcoin uma bobagem que deve ser desovada a qualquer custo, despencando a demanda e fazendo desabar seu preço.

Tampouco podemos ter plena segurança de que uma nova moeda digital não surgirá, um novo concorrente apto a suplantar o bitcoin. O chamado efeito rede e a natureza adaptativa do sistema são obstáculos consideráveis a tal cenário, sem dúvidas. Mas o risco de o bitcoin ser ultrapassado não é nulo.
Adicionalmente, não devemos menosprezar os impactos oriundos de possíveis leis e regulações nocivas ou até mesmo proibitivas. Caso alguma jurisdição relevante venha a coibir ou banir o uso de bitcoin, não podemos descartar efeitos negativos sobre a cotação do ativo.
A volatilidade é inerente a esse risco de mercado. Dada a demanda imprevisível, o preço do ativo oscila bastante. Hoje em dia, contudo, a volatilidade já é muito menor – e mais aceitável – do que foi três ou quatro anos atrás, quando eram frequentes variações diárias de 20% na cotação. Isso, hoje, seria algo altamente improvável. Curiosamente, durante algumas horas no dia 5 de julho, a libra esterlina foi mais volátil que o bitcoin, graças aos temores do Brexit.
Um responsável direto pela menor volatilidade é o volume de negociações nas exchanges. Quanto maior o volume negociado, menor a volatilidade, menor o bid/ask spread. E a quantidade de bitcoins sendo negociados nesses mercados tem crescido consistentemente ano após ano.

A concentração de liquidez em algumas exchanges chinesas como a Huobi e OKCoin, na Bitfinex de Hong Kong e em outros players relevantes da Europa e América do Norte, também traz um componente de risco para o preço do bitcoin, já que a falência de um desses atores pode impactar o preço do ativo de forma drástica. A história atesta, entretanto, que falhas em corretoras de alta liquidez impactam o preço do ativo de forma temporária, mostrando que a proposta de valor da tecnologia ainda se mantém.

O risco de mercado estará sempre presente. Alguns aspectos podem ser mais mitigados que outros. Mas uma coisa é certa: a cotação será sempre flutuante. Para o bem e para o mal.

Risco de sistema

Esta é uma das maiores preocupações – e com razão – dos novos usuários: a segurança do sistema. Se não há nenhuma autoridade responsável, como podemos confiar que não roubarão nossas contas? Como podemos ter certeza de que não haverá fraude? Quem garante o funcionamento da rede?
Todas essas questões são preocupações pertinentes. Para entender detalhadamente como a segurança do sistema é mantida, recomendo estes artigos (aquie aqui). Em síntese, a segurança do sistema depende de três mecanismos principais: a criptografia moderna, a rede peer-to-peer e o conjunto de incentivos contidos no protocolo.

A criptografia moderna provê um elevado nível de segurança por meio de comprovação matemática. No bitcoin, a chamada criptografia de chave-públicapossibilita que as transações sejam públicas sem revelar nenhuma informação sensível das partes transacionando. Também por meio dessa criptografia, qualquer usuário pode comprovar a autenticidade das transações – verificando que quem está transferindo bitcoins realmente tem fundos e possui a chave privada capaz de assinar digitalmente a transação –, embora não se saibam as identidades por trás de cada um.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 11: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Todo o processo de mineração também é alicerçado na criptografia. Após a validação das transações, um minerador precisa despender energia e força computacional para resolver uma função criptográfica (hash function) e provar à rede que a solução está correta para poder, então, receber a recompensa de bitcoins. Esse é o conceito da prova-de-trabalho (proof-of-work). Isso é o coração do bitcoin, é o principal mecanismo de segurança da rede, é o que a mantém pulsando.
Como a mineração é um processo competitivo, quanto mais força computacional investida na rede, mais difícil se torna o problema criptográfico – o sistema calibra automaticamente a dificuldade de modo a manter sempre o tempo médio de 10 minutos entre cada bloco minerado.
Depois de quase oito anos de existência, a rede bitcoin conta com força computacional de cerca de 2.000 PH/s (um petahash significa um quatrilhão de tentativas de cálculo da prova-de-trabalho por segundo). Esse é o chamado hashrate, a medida de potência da rede.
Não há nenhum outro projeto de computação distribuída tão potente quanto o bitcoin. Para colocar esse número em perspectiva, essa capacidade de processamento supera em milhares de vezes a dos 200 supercomputadores do planeta somados.
Esse atributo da rede é fundamental, porque torna o blockchain (o livro-contábil no qual estão registradas todas as transações ocorridas desde o início do sistema) computacionalmente impraticável de perverter. Em termos probabilísticos, o blockchain pode ser considerado praticamente imutável, e a criptografia joga um papel-chave nesse processo. Ademais, uma vez que há total transparência no sistema, qualquer tentativa de fraude é rápida e facilmente detectada.
Já a rede P2P encarrega-se da tarefa de propagar as transações e os blocos minerados rapidamente. Por meio dela, cedo ou tarde, todos os participantes ficam cientes das novas transações e dos blocos gerados, fazendo com que cada um detenha uma cópia fidedigna e sempre atualizada do blockchain.
Essa arquitetura de redes (P2P) é também uma das fontes da resiliência do sistema. Dado que não há um servidor central ou uma autoridade centralizada, é virtualmente impossível parar o bitcoin. Não há meios para obstruir o seu funcionamento. Tampouco é possível congelar ou confiscar contas, ou impedir usuários de transacionar. Usando a definição de Nassim Taleb, o bitcoin é um sistema antifrágil.
E, por fim, o conjunto de incentivos amarra todos esses elementos, fazendo com que o comportamento honesto seja estimulado e que os participantes cheguem, a cada dez minutos, a um consenso quanto ao estado das transações que ocorreram na rede. Voluntariamente e tacitamente, o consenso distribuído é alcançado. A confiança em atores conhecidos e centralizados é substituída pela confiança na força computacional.
Em termos de teoria dos jogos, o bitcoin é uma verdadeira façanha. Nakamoto conseguiu fazer os custos serem sempre superiores aos benefícios em ações mal-intencionadas. Dito de outra forma, o que um ator mal-intencionado tem a ganhar é sempre menor aos custos que terá de incorrer para tentar corromper o blockchain. É mais rentável seguir as regras do sistema que tentar burlá-las.
Por isso tudo, o blockchain nunca foi violado, nunca foi hackeado, muito embora ele tenha sido alvo de ataques desde seu início. Jamais foi desviado um mísero satoshi (0,00000001 BTC). Nenhum minerador tampouco logrou criar mais bitcoins do que o protocolo estabelece a cada momento. Porque, apesar de não existir um ente centralizado incumbido de assegurar a autenticidade das transações, todos os usuários estão a todo instante monitorando o sistema, fazendo com que as regras sejam cumpridas.
O bitcoin não é controlado por ninguém individualmente, mas sim por todos os participantes coletivamente. Esse modelo de segurança é uma absoluta quebra de paradigma em um sistema financeiro.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 12: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Isso não quer dizer que o bitcoin seja perfeito e imune a qualquer falha. Longe disso. Como qualquer software, o bitcoin é um sistema vivo e em constante aprimoramento. Bugs foram encontrados e sanados no passado. Alguns mais vitais que outros.
Vulnerabilidades futuras poderão ser descobertas e, dependendo da relevância, podem minar a confiança no sistema como um todo. O fato de ser um software com código-fonte aberto mitiga esse risco, pois há um número considerável de desenvolvedores, especialistas e voluntários testando continuamente o código do bitcoin em busca de falhas e oportunidades de melhoria.

Mas o fato de ser um software de código-fonte aberto também traz incertezas, especialmente relacionadas à governança do sistema. Os desafios para escalar o bitcoin evidenciam justamente esse ponto. Toda a discussão acerca do tamanho do bloco e como/quanto/quando aumentá-lo gerou um desgaste grande na comunidade e causou divisões no grupo de desenvolvedores líderes do projeto.
Além disso, as atualizações propostas pelos desenvolvedores necessitam de consenso elevado (quase unanimidade) para serem adotadas de fato. Isso faz com que atualizações mais sensíveis, ou que dizem respeito a alterações mais profundas do protocolo, tenham que ser implantadas muito cautelosamente.
Vulnerabilidades na rede, bugs no software e dificuldades de atualizar o sistema podem todos impactar negativamente no preço do bitcoin no mercado. Atualizações feitas às pressas ou sem as devidas precauções podem elevar o risco de uma bifurcação do blockchain (hardfork), o que pode afetar a própria utilidade dos bitcoins pós-bifurcação.

Risco de usabilidade

Dos três riscos aqui discutidos, este é sem dúvida o que tem a maior probabilidade de trazer prejuízos aos usuários. São inúmeros os casos de perdas de bitcoin por causa de esquecimento de senhas, pendrives extraviados, discos rígidos formatados. Em 2013, o americano James Howelljogou na lata do lixo um disco rígido que continha a sua carteira com 7.500 bitcoins, cerca de US$ 4,7 milhões. Imagine o tamanho do desgosto.
Por esse motivo, minha resposta imediata àqueles que me procuram para saber como investir no bitcoin é: aprendam como funcionam as carteiras, familiarizem-se com elas, entendam as diversas formas de armazenamento e, acima de tudo, façam os devidos backups antes de direcionar recursos relevantes a essa moeda digital.

Dito isso, vejamos quais são os riscos relacionados ao uso do bitcoin.
Primeiro de tudo, é importante entender que um bitcoin – ou frações de bitcoin – nada mais é que um mero registro no blockchain. Uma unidade de bitcoin é uma moeda escritural digital, ou um bem que reside como simples registro no blockchain.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 13: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Não há bitcoins propriamente ditos nas carteiras dos usuários. O que cada um guarda consigo são as chaves privadas(um número de 256-bit que, na prática, funciona como uma espécie de senha) que permitem ao detentor transferir bitcoins associados a um dado endereço, assinando digitalmente a transação e comprovando matematicamente ser o possuidor de dita chave privada.
A função de uma carteira digital é armazenar um conjunto de chaves privadas associadas a endereços aptos a receber e transferir bitcoins. Nesse sistema, portanto, posse significa propriedade. Assim como uma nota de dinheiro ou uma barra de ouro, um bitcoin é um ativo ao portador. Os mesmos cuidados que tomamos ao armazenar papel-moeda devemos ter com o bitcoin.
Se deixarmos cair uma nota de cem reais num bueiro, não há meios de recuperá-la, não há a quem recorrer. Se formatarmos o computador (ou extraviarmos o smartphone) no qual estavam salvas as chaves privadas, perderemos os bitcoins para sempre. Não há nenhuma forma de reaver os fundos perdidos. Repito: nenhuma.
A diferença com relação ao papel-moeda, porém, é que com o bitcoin é possível fazer infinitos backups das chaves privadas, tanto em formato digital quanto físico. Com o backup, pode-se importar a carteira e recuperar os fundos facilmente.

Há diferentes carteiras disponíveis para os usuários. A maioria é gratuita, outras, baseadas em hardware, podem custar algumas dezenas de dólares. A primeira e mais antiga é o próprio software padrão do bitcoin, que pode ser instalado em um desktop. Nesta página podem-se visualizar diversas opções.

Em formato web, a mais popular é a da empresa blockchain.info, que também oferece aplicativo para smartphone. Mycelium, breadwallet, GreenAddresse AirBitz também são carteiras para smartphone amplamente usadas. Embora sejam em ambiente online ou por meio de softwares de terceiros, a geração das chaves privadas ocorre inteiramente no lado do usuário e não nos servidores das empresas.
Existem empresas com serviços avançados – como a Xapo– que oferecem aos clientes cartões de débito (Visa ou Mastercard) capazes de gastar fundos de uma carteira online de bitcoins. A BitGoé outra empresa com serviços de carteira online com possibilidade de assinaturas múltiplas (multisig).
Para quem deseja mais segurança, existem carteiras em hardware como a Ledgere a Trezor. Nesses dispositivos, as chaves privadas são geradas e armazenadas no próprio hardware. Além disso, utilizam assinaturas múltiplas (second-factor authentication), o que provê ainda mais segurança ao usuário.
Recentemente os fundadores da extinta Coinkite desenvolveram a OpenDime, uma carteira em hardware que pode ser passada de mãos em mãos, como se fosse uma barra de ouro. Uma tremenda genialidade, por sinal.
Os mais paranoicos, contudo, não abrem mão da segurança máxima de uma carteira de papel (paper wallet). E, de preferência, gerada por um computador que jamais esteve em um ambiente online. Nesse formato, gera-se uma chave privada com um endereço público que devem ser anotados em papel ou impressos com uma impressora (levemente mais arriscado que simplesmente papel e caneta).
A maioria dessas carteiras possibilita backups que podem ser utilizados em qualquer outro software, não importando, portanto, se uma empresa responsável pela criação e manutenção de uma carteira quebrar.
Cada carteira oferece trade-offs em termos de disponibilidade, acessibilidade e segurança. As que funcionam na web ou em smartphone são consideradas carteiras em "hot storage" ou "hot wallet", e as de papel são consideradas como "cold storage", por não estarem online.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 14: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Imaginando um espectro de "hot e cold storage", carteiras web seriam as mais "quentes", e as de papel, as mais "geladas". Hardware wallets como Ledger Nano e Trezor também seriam enquadradas dentro de "cold storage", mas não tão "geladas" quanto as de papel. Hot wallets permitem ampla disponibilidade e acessibilidade, mas menos segurança que cold wallets. Estas últimas, porém, são mais trabalhosas para ser utilizadas – não têm a mesma disponibilidade de uso que uma hot wallet.

Quanto depositar em cada carteira depende de cada um. Para o dinheiro do cotidiano – equivalente à soma de papel-moeda que carregamos no bolso –, uma carteira de smartphone é suficiente. Mas para somas mais consideráveis, é mais prudente utilizar hardware wallets e paper wallets. E mais de uma de cada. Tudo depende do volume de capital investido e do perfil de risco de cada um.

Decididas as carteiras a utilizar e realizados os devidos backups (seja em pendrives, seja em papel), guarde tudo em local seguro. E, por favor, não se esqueça desse lugar.
Segurança de bitcoin requer uma mudança cultural. Não estamos acostumados a guardar informação digital com segurança. Temos milênios de experiência com a segurança física (chaves, cadeados, baús, cofres), mas apenas alguns anos ou décadas com a digital. Felizmente, com o bitcoin é possível realizar backups e guardá-los tanto digitalmente quanto fisicamente.
A lição fundamental é que no bitcoin a responsabilidade de custódia recai integralmente sobre o usuário. Posse implica propriedade. Nunca se esqueça da máxima: suas chaves, seus bitcoins. Sempre tenha isso em mente para estar seguro de que você é o único que detém posse das chaves privadas.
Essa máxima deve ser lembrada especialmente quando se utiliza uma corretora para comprar bitcoins. Enquanto seu saldo de bitcoin não for retirado da corretora, isso significa que a posse das chaves permanece com ela e que você está numa relação credora. Lembrando: posse é propriedade. Se a corretora detém as chaves privadas, os bitcoins a ela pertencem.
Não mantenha saldos em corretoras por mais tempo que o estritamente necessário para fazer trades. Corra o risco da corretora pelo mínimo tempo possível, sacando os bitcoins para uma carteira que só você controle o quanto antes.

Esse aviso tem dois aspectos. O primeiro é o óbvio já mencionado: enquanto o saldo estiver na corretora, as chaves privadas estarão em posse dela e, portanto, a propriedade será dela. O cliente é apenas mais um credor nesse momento. Segundo, por mais que se adotem boas práticas de segurança – hot e cold wallets, multisig, etc. –, corretoras são os principais alvos para hackers. Como diz Rodolfo Novak, da OpenDime: "Exchanges são piñatas para hackers".

A breve história do bitcoin está repleta de roubos de corretoras que resultaram em perdas aos clientes. Desde o espetacular colapso da MtGox, em 2013, até o mais recente hack da Bitfinex, não faltam episódios de corretoras que sofreram algum tipo de ataque – muitas vezes fatais.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 15: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Como qualquer empresa devidamente estabelecida, uma corretora está sujeita às penas da lei e pode ser acionada na justiça por seus clientes. Mas para aqueles que usam corretoras em outras jurisdições, essa nem sempre é uma via factível. Na dúvida, adote a prudência como a melhor prática: não delegue a responsabilidade de custódia a terceiros quando isso não é preciso.

Alguns podem estar lendo este artigo e concluindo que usar o bitcoin é muito complicado. Outros acreditam que a interface do usuário precisa ser melhorada para ser mais amigável de usar (more user-friendly). Em parte, concordo com essas visões. Mas a verdade é que estamos diante de algo realmente inédito, que exigirá mudança cultural e de atitude.

Por mais que se desenvolvam aplicativos incrivelmente amigáveis para usar o bitcoin, não será possível alterar o fato de que um bitcoin tem valor de mercado, de que não se trata de mera informação digital cuja preservação é desimportante. Todos usamos e armazenamos os mais variados arquivos digitais, como fotos, planilhas, vídeos, textos, mas a perda desses – ou o uso não autorizado por terceiros – nos traz prejuízos pouco relevantes.

Com um ativo digital, com uma criptomoeda, a situação é absolutamente distinta, e isso requer cuidados especiais. Por exemplo, para quem já possui um patrimônio não desprezível em bitcoin, é imprescindível definir um protocolo de recuperação no caso de morte. Os testamentos futuros poderão conter um valor considerável denominado na criptomoeda, mas se os herdeiros não tiverem meios de utilizar as carteiras, o patrimônio terá seu valor reduzido a zero para todos os fins práticos.
Essa precaução é essencial para gestores de investimento interessados em montar posições em bitcoin para diversificar o portfólio. Seja por meio de um fundo específico, seja por meio da tesouraria de uma empresa, definir um protocolo de uso e recuperação da carteira é mais importante que adquirir o ativo em si.
Quem terá acesso à carteira e autoridade para assinar transações? Um diretor, um sócio e um tesoureiro? Quantas assinaturas serão necessárias para efetuar uma transação? Quem será(ão) o(s) responsável(is) pela custódia das chaves privadas? Quanto alocar em cada tipo de carteira considerando os trade-offs acessibilidade e segurança? Tudo isso depende dos valores alocados e da estrutura de cada fundo/empresa.
Ser o fiduciário em investimento de bitcoins requer outros cuidados. Por exemplo, em caso de sequestro de um dos custodiantes, qual o protocolo? E caso um sócio fuja com as chaves privadas? E se o tesoureiro alegar que os servidores foram hackeados? É imprescindível realizar uma avaliação rigorosa de risco e estabelecer planos de contingência para todos os cenários.
Se você, gestor de recursos, está incumbido da tarefa de investir em bitcoins em nome dos seus clientes, pense que os cuidados necessários são equivalentes aos que seriam em caso de investimento em barras de ouro ou dólares em espécie. Onde você guardaria esse numerário? Em um cofre na sede da empresa? Em um cofre num banco? Quem teria acesso às chaves do cofre? Quem teria poderes para resgatar no banco? Quantos procuradores?
Enfim, essas considerações são fundamentais até para um gestor refletir e decidir se a melhor forma de investimento na criptomoeda é utilizando um fundo – assumindo para si a responsabilidade plena de custódia – ou recomendando a cada cliente que adquira e custodie por própria conta e risco.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Entendendo os riscos e a segurança do Bitcoin - Parte 16: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/5647890/entendendo-riscos-seguranca-bitcoin

Conclusão

A ideia por trás do bitcoin é replicar as propriedades do dinheiro físico (cash) num ambiente digital (digital cash). Daí o nome dado por Satoshi Nakamoto, "Bitcoin: a peer-to-peer electronic cash system" (um sistema de dinheiro eletrônico P2P). Por isso, também, são chamadas de carteiras (wallets), e não contas bancárias, os dispositivos para armazenamento desse dinheiro digital (digital cash).

Mas, ao contrário de carteiras físicas – em que não conseguiríamos guardar mais do que poucos milhares de reais ou dólares –, uma carteira de bitcoin é capaz de armazenar qualquer soma de dinheiro, equivalente a dezenas de dólares ou milhões, e tudo com a mesma funcionalidade. Isso implica em cuidados especiais e em uma mudança de atitude, inevitavelmente.
Quando é possível custodiar por conta própria commodities digitais com alto grau de liquidez e transferibilidade e em qualquer quantidade – sendo o bitcoin o pioneiro dessa nova classe de ativos –, precisamos adotar uma nova abordagem.

Com o papel-moeda tradicional, não costumamos manter boa parte da nossa liquidez em espécie – embora haja grandes fundos europeus querendo sacar dinheiro físico para guardá-lo em cofres e escapar dos juros negativos. Quando, porém, mantemos uma soma elevada, normalmente ela fica na forma de depósitos bancários (digitais) em poder dos bancos.
Também investimos milhões de reais em ações, título de renda fixa, títulos públicos, cotas de fundos, mas sempre delegamos a responsabilidade de custódia a inúmeros terceiros. Se algo der errado e porventura um sistema for hackeado, há maneiras de recorrer à Justiça, provar a titularidade de um dado ativo e reavê-lo (sejam depósitos, sejam ações). No bitcoin, se você está custodiando seu próprio saldo, esse recurso não existe.

O ineditismo do bitcoin traz benefícios e desafios, e resulta em riscos inusitados como o da usabilidade. Procurei sintetizar os principais riscos associados a essa inovação revolucionária. Mas lembrem-se: o bitcoin é um sistema vivo em constante evolução; pode ser que algumas das soluções ou aplicativos aqui elencados nem existam no futuro ou estejam já obsoletos. Talvez em alguns meses, ou anos, precisarei atualizar o que aqui foi dito.
Espero que este artigo possa servir como fonte de referência a todos aqueles que desejam usar e comprar o bitcoin.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte -1 - 10 previsões sobre o Bitcoin para 2017, por Barry Silbert: Read more at: https://guiadobitcoin.com.br/10-previsoes-sobre-o-bitcoin-para-2017-por-barry-silbert/

10. Bitcoin como uma reserva de valor: O Bitcoin foi apelidado de “ouro digital” e por uma boa razão. Silbert espera que os investidores tradicionais possam começar a ver o Bitcoin com mais seriedade e adicioná-lo às suas carteiras tradicionais de investimento. 9. Bitcoin se tornará mais acessível a investidores tradicionais via Exchanges “ETF(s)”: As exchanges de Bitcoin têm um enorme potencial para trazer cada vez mais investidores para o Bitcoin. O próprio Silbert, a GBTC, a XBTC da SolidX já estão tornando o Bitcoin mais atraente para os investidores tradicionais. 8. Pagamentos transfronteiras/remessas usando Bitcoin atingirá $1 bilhão em taxas. As remessas são uma dos mais promissores casos de uso do Bitcoin, pois elas são mais baratas e mais rápida em comparação com os prestadores de serviços legais. Com uma continua melhoria da infra-estrutura do bitcoin e blockchain, as remessas de Bitcoin poderiam derrubar instituições como: a Western Union e bancos tradicionais. E isto vem fazendo despencar os custos de tecnologia de smartphones em todo o mundo, resolvendo o problema proverbial da “last-mile”, ou a “última milha”, em tradução literal, que é um problema que acontece na rede, quando por exemplo, uma operadora de telecomunicações é contratada mas não possui rede para entregar o serviço, então ela contrata a “última milha” de uma empresa que possua o meio físico ou faça isso através de conexões wireless. Leia também Empresa de Bitcoin na África é a primeira a se associar a Banco 7. Crescimento exponencial de transações com Bitcoin na Índia, Japão e Oriente Médio. O volume global de transações com o Bitcoin está em uma inclinação vertical constante desde o seu início. Além disso, os países com foco em tecnologia como a Índia, onde o comércio móvel está crescendo – viram forte crescimento na adoção Bitcoin recentemente. 6. Explosão do uso da tecnologia blockchain na indústria de fornecimento. O hype do blockchain tem permeado em quase todos os setores. Uma área-chave onde a tecnologia blockchain poderia ser benéfica é a cadeia de fornecimento e comércio global. Na verdade, esta indústria já está testando e implementando tecnologia blockchain. Por exemplo, a IBM e a Universidade de Tsinghua na China firmaram apenas uma parceria para melhorar a qualidade dos alimentos em toda a cadeia de abastecimento, além da Walmart, na China, recentemente ter utilizado a tecnologia Blockchain para melhorar a qualidade dos alimentos e rastrêa-los e identificá-los com mais segurança. Leia também Por que o preço da DigiByte está aumentando: Minecraft, Concurso de Memes e Citibank 5. Soluções de identificação A identidade na blockchain do Bitcoin é um assunto delicado. Mas soluções de identificação blockchain poderia realmente resolver muitos problemas da vida real. Estes poderiam incluir qualquer coisa de verificação de identidade para registrar milhões de pessoas sem documentos em todo o mundo – algo que a ONU está investigando.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte -2 - 10 previsões sobre o Bitcoin para 2017, por Barry Silbert: Read more at: https://guiadobitcoin.com.br/10-previsoes-sobre-o-bitcoin-para-2017-por-barry-silbert/

4. Possível regulamentação das ICO’s Não é nenhum segredo a Securities and Exchange Commission (SEC) já terem descoberto o bitcoin. Mas alguns têm alertado que o próximo movimento do regulador é sobre as ICO’s (ofertas de moedas iniciais). A SEC poderia considerar estes como valores mobiliários que podem ser objetos de regulamentação. 3. Primeiros $50 milhões em transações de fusões e aquisições O Bitcoin tem visto já algumas fusões e aquisições de empresas do setor Fintech, notáveis, já na casa dos milhões de dólares. Assim, chegando a US$ 50 milhões – com isso, fazendo a indústria de criptomoeda crescer e amadurecer. 2. Modelos de micropagamentos As soluções de micropagamentos com bitcoin já estão sendo integradas em navegadores web, armazenamento de dados, plataformas de mídias sociais e muito mais. Micropagamentos – tão pequenos quanto uma fração de um centavo – poderiam finalmente ser enviados através da Internet utilizando o bitcoin. Isso poderia virar o modelo de receita publicitária através da desintermediação. Podendo pagar os criadores de conteúdo, bem como os consumidores diretamente. O navegador Brave recentemente lançou sua versão de testes em que promete acabar com o Ad-block. Leia também Trumph demite procurador dos EUA conhecido como "o homem mais perigoso para o Bitcoin" 1. Preço do Bitcoin na virada do ano será altíssimo. Silbert se destacou por acertar sobre o preço do Bitcoin no passado. Dado o desempenho estelar da moeda nos últimos anos, o preço certamente pode subir, ou até mesmo chegar a lua. Fonte: news.bitcoin.com Adaptação e Tradução: Guia do Bitcoin.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 01: Como comprar e vender Bitcoins no Brasil (04/01/2016 09h00 - Atualizado em 04/01/2016 09h00) por GABRIELLA FISZMAN, Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2016/01/como-comprar-e-vender-bitcoins-no-brasil.html Também conhecido como "dinheiro da Internet", o Bitcoin surgiu para revolucionar a moeda convencional e a forma de negociar online. Foi inventado em 2009, por um programador com o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, que ninguém sabe a identidade real.

Sucesso no mundo todo, inclusive no Brasil, cada vez mais usuários querem comprar, vender e ajudar o sistema a colocar mais moedas em circulação na web. Poucas pessoas, porém, entendem como a moeda virtual realmente funciona. Veja a seguir tudo sobre o Bitcoin, assim como comprar e vender a moeda obtida por meio de mineração de dados.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é uma moeda virtual que não tem nenhuma instituição financeira responsável. Através deste formato de pagamento, é possível comprar produtos ou receber por isso, com a vantagem da rapidez, anonimato e taxas baratas. Essa é a primeira rede de pagamento descentralizada, em que são os usuários que gerenciam o sistema, sem ter o intermédio de um banco central ou autoridade superior.

Quando surgiu e popularizou?

A moeda Bitcoin surgiu em 2009, influenciada por ideias de um manifesto chamado Cyberpunk. O criador do recurso é conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto. Porém, na época, o projeto recebeu contribuições de diversos programadores diferentes.

Quem emite bitcoins?

O processo pelo qual os bitcoins entram no mercado é mais parecido com o que ocorre com o ouro (raro e caro). Tanto o ouro quanto os bitcoins são obtidos por “mineração”. Para minerar bitcoins é necessário um computador poderoso dotado do software adequado e ligado em rede a um conjunto de outros computadores. Para que os bitcoins tenham valor, a forma de obtê-los (ou “minerá-los”) deve não somente ter um nível de dificuldade elevado como também custar bastante dinheiro.

Sites confiáveis

É importante ter cuidado com serviços na Internet que envolvem dinheiro, principalmente os responsáveis por guardar investimentos. Isso porque muitas carteiras virtuais sofreram falhas de segurança no passado, e a maioria dos serviços ainda não proporciona a segurança necessária "do mundo ideal". Há sites seguros para fazer o serviço para você como o BitGo, Bitcoin Core, Armory, mSIGNA, BitcoinWallet, GreenAddress, entre outros mais conhecidos.

Como comprar créditos para trocar por Bitcoins

Antes de tudo, o primeiro passo a ser tomado é fazer o cadastro no site do Mercado Bitcoin. Vá até a página oficial (mercadobitcoin.com.br) e clique no canto superior direito, na opção “Cadastre-se”. Depois disso, é só preencher com os dados pessoais, como e-mail, CPF e data de nascimento.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 02: Como comprar e vender Bitcoins no Brasil (04/01/2016 09h00 - Atualizado em 04/01/2016 09h00) por GABRIELLA FISZMAN, Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2016/01/como-comprar-e-vender-bitcoins-no-brasil.html

Para comprar Bitcoins, é necessário ter saldo em reais. Com isso, depois de fazer o cadastro, vá até a página de depósitos e siga as instruções. Em breve, o crédito estará na conta – você deverá informar o banco em que fará o depósito, o tipo de depósito e informar o valor na moeda local (no caso reais).

Flutuação e Valorização da moeda

Assim como qualquer outra moeda, o Bitcoin também tem uma valorização. Com isso, ela é instável, imprevisível e segue as leis de mercado, e, portanto, quanto maior a procura, maior a cotação. Em janeiro de 2013, 1 BTC (bitcoin) valia cerca de US$ 13. Já em novembro do mesmo ano, a mesma quantidade de bitcoin chegou a valer US$ 1.000. Acompanhar a flutuação é indispensável.

Comprar e vender Bitcoin

Para comprar Bitcoins é bem simples. Você faz o login na sua conta em sites como o do Mercado Bitcoin, informa o valor em reais ou a quantidade de Bitcoins desejada para adquirir e clica no botão “Comprar”. Para vender Bitcoin, é preciso ir até a tela inicial do site e clicar em “Vender”. Digite a quantidade de Bitcoins que quer vender, e pronto, é só completar a venda.

Quais são os riscos de entrar nessa?

Assim como qualquer investimento, o Bitcoin também apresenta riscos. O primeiro deles é a volatilidade da moeda. Por ser algo inovador e com incertezas em relação ao futuro, o serviço é bastante volátil. Outro risco é a segurança da carteira. Isso porque na Internet há invasores, malwares ou pessoas mal intencionadas, que podem roubar a chave de segurança. O último risco é a incerteza regulatória e legal do serviço: a rede Bitcoin garante ser muito segura, mas não existe o intermédio de nenhum banco.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Cotação ao vivo do Bitcoin: https://realtimebitcoin.info/

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

O que é Bitcoin, http://www.techtudo.com.br/noticias/2017/05/site-mostra-cotacao-e-flutuacao-do-valor-do-bitcoin-em-tempo-real.ghtml

A BitCoin (BTC), é uma unidade monetária online, criada em 2009, e que permite a transferência de valores sob relativo anonimato. A BitCoin é uma moeda descentralizada, ou seja, não conta com nenhum órgão responsável pelo seu gerenciamento. Unidades da moeda são criadas por operações matemáticas complexas (mineração) que exigem computadores avançados e potentes.
A moeda é transacionada em carteiras digitais com sigilo ao dono, o que permite visualizar praticamente só a quantia presente em transferências, mas não quem as realizou. Essa característica a torna favorita de criminosos em ataques como o WannaCry, que sequestra PCs e pede resgate equivalente a US$ 300 (R$ 980).

No entanto, a bitcoin não é a única moeda do tipo. Recentemente, outro ataque a computadores Windows, chamado de Adylkuzz, ficou conhecido por transformar máquinas em mineradoras de Monero, outra criptomoeda ainda mais protegida contra investigação por autoridades de suas transações. A nova moeda tem um mecanismo automático de lavagem de valores e confere uma senha única criptografada para cada transferência online.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 1: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

Há quase exatamente um ano – mais precisamente em dois de janeiro passado – iniciei uma série de colunas sobre o Bitcoin. E, à medida que as sucessivas colunas eram publicadas e eu era obrigado a garimpar mais dados para me inteirar do assunto, mais coisas interessantes surgiam, o que ensejava a publicação de mais colunas que por sua vez demandavam mais pesquisas. Por isso a série foi se alongando tanto que, em sua derradeira coluna, escrevi:
“Esta série sobre o sistema Bitcoin deveria ter sido bem mais curta. Porém, quanto mais eu escarafunchava o tema garimpando informações para escrevê-la, mais fatos interessantes, surpreendentes e fascinantes afloravam, o que a encompridou significativamente. E mais: com as coisas no pé em que estão, se eu continuar a escarafunchar, mais detalhes interessantes aparecerão, ela se tornará infindável e eu vou acabar virando um “colunista de bitcoin”. Então, decidi encerrá-la por aqui”.

Notícias e Opiniões

E dei os trâmites por findos com minha opinião sobre o futuro do sistema Bitcoin. Que, acreditava eu, sobreviveria à crise que então enfrentava.
Quem teve a pachorra de ler a série toda talvez esteja se perguntando a quantas andará, hoje, o sistema Bitcoin. Mas antes, para aqueles que não tomaram conhecimento do assunto, um breve resumo do que vem a ser o sistema Bitcoin e por que seu futuro suscitava dúvidas.

De forma muito resumida, pode-se dizer que Bitcoin é um engenhosíssimo sistema de pagamento através da Internet. Foi idealizado e implementado usando software livre (“open source”) em 2008 por uma misteriosa figura que dizia se chamar Satoshi Nakamoto, que jamais veio a público e apenas se manifestava através de eventuais mensagens postadas no sítio da Bitcoin Foundation até desaparecer completamente sem que jamais fosse efetivamente

comprovada sua existência.

Mas, voltando ao bitcoin: há quem o considere uma “moeda virtual” embora efetivamente não seja uma moeda, já que não tem existência física. Os bitcoins (daqui para a frente adotaremos uma convenção: “Bitcoin”, com inicial maiúscula, se refere ao sistema enquanto “bitcoin”, com inicial minúscula, à “moeda”) não são emitidos por qualquer autoridade monetária. As novas “moedas” entram em circulação através de um engenhosíssimo sistema de “mineração” (“mining”) que usa um software especialmente desenvolvido rodando em computadores poderosíssimos. Desta forma não pode ser controlado por governos. E como o sistema não tem uma autoridade central, na verdade não pode ser controlado seja lá por quem for.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 2: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

O único controle sobre sua cotação é exercido pelo mercado. E como toda transação é obrigatoriamente feita pela Internet, sobre a qual governo algum tem controle, as atitudes dos diversos países sobre o sistema Bitcoin são variadas a controversas (porém nenhuma inteiramente favorável), alguns proibindo que empresas e órgãos oficiais efetuem transações, como a China, outros regulando as ações de seus cidadãos, como os EUA – que não considera o bitcoin como moeda, mas como “propriedade” – e outros ainda, como a União Europeia, advertindo a seus bancos que não efetuem transações com bitcoins enquanto não for estabelecido um regime regulatório.

Bitcoins podem ser usados para comprar mercadorias (na maior parte das vezes em lojas virtuais, mas é cada vez maior o número de estabelecimentos reais que os aceitam), pagar serviços ou efetuar qualquer outro tipo de transação que possa ser feita com uma moeda real. Como não têm existência física, a única forma de armazená-los é usar “carteiras virtuais”, sistemas fortemente criptografados que mantêm o controle de quantos bitcoins seu proprietário possui e que dispõem de mecanismos que permitem transferências entre elas, de forma que os bitcoins possam circular.

Como eu disse o assunto é fascinante e se eu continuar me estendendo na explicação isto acaba virando outra série de colunas sobre o sistema Bitcoin, o que está fora de cogitação. Portanto, sugiro a quem desejar mais informações sobre o funcionamento do sistema que consulte a série original, cuja primeira coluna é, justamente, intitulada “Bitcoin: o que é”.

O sistema Bitcoin tem algumas características únicas. Transações efetuadas através dele são rápidas, baratas e, talvez o mais importante: absolutamente privadas. O que garante o anonimato absoluto de que paga e de quem recebe e faz dele o meio ideal para circulação de dinheiro “sujo” (e, de fato, é usado para este fim, acobertando atividades ilegais) mas também uma forma de fechar negócios perfeitamente legais por parte de respeitáveis corporações que não desejam que certas transações, por mais legais que sejam, venham a público.

Uma das consequências da absoluta falta de controle por parte de qualquer autoridade central é a forte flutuação do valor do bitcoin, que varia literalmente ao sabor do mercado. O que atrai especuladores que, por sua vez, fazem com que a flutuação seja ainda mais acentuada.

Para quem quer usar o sistema apenas para efetuar envio de recursos, a flutuação não faz a menor diferença: como as transações são extremamente rápidas e baratas, nenhuma flutuação é suficientemente rápida para afetar o volume de recursos transferidos. Mas para quem deseja armazenar bitcoins para usá-los como meio de pagamento, a flutuação excessiva é indiscutivelmente um empecilho.

E foi justamente durante um período de violenta flutuação causado por fatores que já veremos resumidamente que a série de colunas que escrevi sobre o Bitcoin foi encerrada.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 3: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

Ora, sendo uma moeda virtual e valendo uma boa grana, nada há de surpreendente no fato do sistema atrair a cobiça dos “hackers” de todo tipo. É claro que o sistema é seguro, porém não inexpugnável. Além disto, as instituições que transacionam com bitcoins, ou operadoras Bitcoin (um conjunto de sítios que funcionam como um sistema bancário no qual a moeda corrente é o bitcoin) são administradas por pessoas, e pessoas são naturalmente falíveis. E no mês de fevereiro deste ano, duas ocorrências envolvendo a ação de “hackers” e a má administração puseram em risco a própria sobrevivência do sistema.

Para que se possa entender como isto ocorreu, vejamos como a cotação do bitcoin vinha evoluindo até o início deste ano examinando o gráfico da Figura 2 que mostra a cotação do bitcoin em dólares americanos no período de janeiro de 2013 até o final de janeiro de 2014 (gráfico obtido no sítio da CoinDesk, uma das principais operadoras Bitcoin).

Como se percebe, durante quase todo o ano de 2013 a cotação do bitcoin se manteve relativamente estável abaixo dos US$ 200. Até que a partir de setembro daquele ano começou uma alta vertiginosa que a elevou até US$ 1.147 em 04/12/2013. Uma súbita valorização de mais de 500% em três meses.

As razões desta valorização são controversas, mas na verdade não importam para o que nos diz respeito. O que importa é que ao ver um ativo monetário fora de seu controle atingir valorização astronômica, os governos reagiram. A China foi a primeira a impor restrições, seguida pela Rússia. Restrições que provocaram fortíssimas oscilações na cotação, que chegou a atingir um mínimo de US$ 522 em 18/12/2013.

Mas foi então que o Bitcoin chamou a atenção dos especuladores e dos investidores. E passou a se revelar um atraente ativo financeiro. E a cotação voltou a subir, estabilizando-se a partir do início de janeiro deste ano em torno do valor de US$ 850.

Nesta altura dos acontecimentos, já haviam sido emitidos mais de doze milhões de bitcoins (o sistema admite um teto de 21 milhões de unidades que apenas será atingido no ano de 2040; se quiser saber como é feito o controle, leia a coluna “Bitcoin: uma moeda imune à inflação”). O que, na cotação da época, correspondia a mais de dez bilhões de dólares americanos.
Uma quantia suficiente para atrair a atenção de qualquer “hacker” que se preze. E foi então que eles se manifestaram.

Como mencionado acima, há diversos operadores Bitcoin que funcionam como um sistema bancário virtual. E, como esperado, entre eles há os virtuosos e os menos virtuosos.

Entre os menos virtuosos havia o “Sheep Marketplace”, um sítio que funcionava como um centro de transações anônimas cujo principal objetivo, segundo consta, era viabilizar transações ilegais, principalmente de drogas ilícitas.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 4: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

O sítio funcionou menos de um ano, de março a dezembro de 2013, quando anunciou seu fechamento alegando que um de seus membros (pessoas que mantinham suas carteiras virtuais sob os cuidados do sítio) havia conseguido explorar uma vulnerabilidade do sistema desviando 5.400 bitcoins pertencentes aos demais membros e que o sítio não teria condições de restituir o montante desviado. O que correspondeu ao equivalente a cerca de seis milhões de dólares ao câmbio da época. Uma grana nem um pouco desprezível.

Isto seria um forte golpe no sistema não se tratasse de um sítio destinado essencialmente a transações ilegais, o que fez com que quem perdeu a bufunfa não tivesse muito interesse em espernear por não querer manchar sua reputação se identificando como membro de um operador dedicado a tão tenebrosas transações. Além do que nunca ficou cabalmente demonstrado se o prejuízo foi efetivamente causado pela ação de “hackers” ou se foi pura pilantragem dos administradores do “Sheep Marketplace”. Mas seja como for, o mercado ficou de orelha em pé, pois afinal ao menos levantou-se a possibilidade de o sistema não ser tão inexpugnável quanto se imaginava.

E então veio o desastre do Mt.GOX, um dos maiores e mais respeitáveis operadores Bitcoin. Sediado no Japão, fundado em julho de 2010, no início de 2014 já era responsável pela movimentação de 70% de todas as transações com bitcoins.

Pois bem: para encurtar uma longa história (que pode ser lida em detalhes consultando o verbete Mt.GOX da Wikipedia), no início de fevereiro de 2014 começaram a circular boatos que o operador tinha sido vítima de um ataque de “hacker” e sofrido um vultoso prejuízo. O que veio a ser confirmado em 24 de fevereiro de 2014, quando a página do Mt.GOX na Internet exibiu um aviso que suas operações haviam sido suspensas por tempo indeterminado (veja a Figura 1 da coluna “Bitcoin: o final da série em plena tormenta”, a derradeira da série publicada por mim no início do ano). E dois meses depois, em 14 de abril deste ano, a empresa solicitou falência alegando que foram desviados de suas carteiras um total de aproximadamente 750 mil bitcoins de seus membros e mais cem mil da própria empresa e que ela não tinha condições de arcar com tal prejuízo. Um prejuízo de aproximadamente meio bilhão de dólares americanos.

O resultado, como se pode ver na Figura 3, foi desastroso para o sistema. Em meados de abril de 2014 o bitcoin, cuja cotação, como vimos, havia se estabilizado próximo aos US$ 850 no final de fevereiro, perdera mais da metade de seu valor, sendo cotado a menos de US$ 400 (o ponto mais baixo da curva, ocorrido em 10/04/2014, corresponde a uma cotação de US$ 360). Depois, recuperou-se ligeiramente e durante o mês de maio deste ano estabilizou-se em um patamar próximo aos US$ 450.

E daí em diante? Como estamos hoje?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 5: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

Bem, hoje, embora com menor cotação, as coisas parecem bem melhores. O sistema Bitcoin, ao que tudo indica, ganhou credibilidade e começou a disseminar-se. Tanto assim que o Google passou a aceitar o bitcoin (cuja abreviação é BTC) em seu conversor de cotações de moedas. Além disso, no Reino Unido foi criada a UK Digital Currency Association (Associação do Reino Unido para moeda digital) que acabou de receber um investimento de dois milhões de libras esterlinas da empresa Elliptic, que presta um serviço de armazenamento seguro para moedas digitais.

Um relatório de Gregory Ferenstein publicado na seção de negócios do sítio VB News em 11 de julho último dá conta de que o total de bitcoins em circulação na data da publicação atingia a mais de oito bilhões de dólares americanos e que o número de carteiras (que corresponde aproximadamente ao número de usuários do sistema) cresceu 700 porcento em um ano.

Finalmente, o respeitado analista Richard Goold acaba de publicar o artigo “Bitcoin broken down: Is it a bubble?” no Tech City News no qual dá a entender que o sistema se recuperou e, após mencionar o investimento da Elliptic, declara que “não há dúvida que veremos muitas outras empresas sediadas em Londres realizando sérios investimentos nesta área em poucos anos”.

Mas e a cotação, a quantas anda?

Primeiro, vejamos o que ocorreu depois dos efeitos do desastre provocado pela falência do Mt.GOX. Veja, na Figura 4, que depois de atingir um valor bastante baixo (US$ 360, em 10/04/2014) a cotação reagiu, andou um bom tempo acima dos US$ 500 e depois, sem fortes oscilações, passou a cair até estabilizar-se em um patamar superior aos US$ 350 a partir de outubro deste ano.

Mas vamos examinar um panorama mais amplo. Vejamos como o bitcoin se comportou desde antes dos tempos venturosos da alta estratosférica do final de 2013 até atravessar a tormenta do início deste ano.

A Figura 5 mostra a variação da cotação do bitcoin ao longo do tempo mas, ao contrário dos gráficos anteriores, que considera apenas a cotação fornecida pela operadora CoinDesk, mostra ainda, nas curvas coloridas, as cotações das demais operadoras que, como se vê, são bastante coerentes. E, no lado direito do gráfico, o valor da cotação oferecido por cada uma delas no dia primeiro de dezembro.

O trecho quase horizontal durante os anos de 2011, 2012 e início de 2013 corresponde a valores inferiores a US$ 100, quando pouca gente sabia da existência do sistema Bitcoin. Então houve a alta explosiva que elevou a cotação a estratosféricos – e artificiais – US$ 1.147, seguida da queda que trouxe a cotação para a casa dos US$ 800, onde provavelmente teria se estabilizado não fosse pelos episódios do “Sheep Marketplace” e Mt.GOX.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 6: Lembra do Bitcoin? Como anda ele? (05/12/2014 08h27 - Atualizado em 05/12/2014 08h27) por B. PIROPO Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/12/lembra-do-bitcoin-como-anda-ele.html

O efeito combinado dos dois desastres, ao que parece, criou a consciência de que o sistema, como qualquer outro, padece de vulnerabilidades. O que minou a confiança do mercado, fazendo a cotação cair até perto de US$ 350, reagir, subir até acima de US$ 500 e voltar a cair até um patamar que, tudo indica, tende a se estabilizar na faixa situada entre US$ 350 e US$ 400. O que condiz com o valor das cotações das diversas operadoras Bitcoin no início desta semana (01/12/2014), todas situadas entre US$ 376,63 e US$ 382,63 mostradas no retângulo do lado direito do gráfico.

Por outro lado, o notável aumento do número de carteiras indica que o uso do bitcoin está se disseminando, o que tende a reduzir a amplitude das oscilações. E a sobrevivência do sistema após os tormentosos tempos do início deste ano demonstra uma firme resistência às intempéries.
Na última coluna da série publicada no início do ano eu afirmava que até então, após cada queda brusca da cotação, o sistema mostrava uma reação, subia e se estabilizava em um patamar superior ao atingido pela queda. E que, se o mesmo ocorresse após a crise que estava sendo enfrentada na ocasião (o fechamento do Mt.GOX), o futuro do sistema parecia garantido.
Foi mais ou menos o que ocorreu. A diferença é que a estabilização se deu em um patamar inferior ao dos US$ 800 alcançado quando a tragédia do Mt.GOX foi anunciada. Hoje a cotação parece estabilizada em um patamar correspondente a pouco menos da metade disto.

Ora, considerando-se que o desastre poderia ter destruído o sistema derrubando a cotação a zero ou quase zero e isto não ocorreu, e levando em conta as opiniões favoráveis que os especialistas vêm emitindo sobre o futuro do sistema, a cotação de hoje, próxima aos US$ 400, definitivamente não é má para um ativo que há um ano e meio valia um quarto disto (em agosto de 2013 o bitcoin estava cotado a menos de cem dólares).
Parece, então, que a maior crise foi superada e o sistema Bitcoin tem de fato seu futuro garantido.

Quem viver, verá.
B. Piropo

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 01: Bitcoin: o que é?, 02/01/2014 10h41 - Atualizado em 02/01/2014 10h41, por B. PIROPO, Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/01/bitcoin-o-que-e.html

Como a maioria dos internautas, já fiz compras e pagamentos via Internet. Não sou um comprador voraz, mas o número de vezes que recorri a este expediente é significativo. O meio que uso para efetuar o pagamento é o PayPal. Ou, quando o vendedor é confiável, pago diretamente com cartão de crédito. Como até hoje nunca tive qualquer problema, continuo agindo assim e não dou muita atenção a formas de pagamento alternativas.

De uns tempos para cá tenho ouvido falar em “Bitcoin”. Como “coin” em inglês significa moeda e o termo “bit” é usado comumente para indicar algo relativo a computadores, imaginei que se tratasse de uma nova forma de pagamento virtual na qual não entrasse dinheiro ou algo parecido. E como o assunto não me despertava interesse, simplesmente o deixei de lado.

A questão é que, embora o tamanho de minha ignorância seja infinito (quanto mais aprendo mais me dou conta de sua enormidade), não me agrada desconhecer seja lá o que for. Então aproveitei que um artigo sobre o Bitcoin me caiu nas mãos e resolvi dar uma olhada. E vocês não fazem ideia de como fiquei surpreso com o que descobri.

Ora, considerando que, conforme presumo, cada vez se falará mais em Bitcoin, resolvi dividir com vocês este conhecimento recém adquirido. Então, mãos à obra. Começando pelo princípio, como convém.

O que é Bitcoin?

Bitcoin não é mais uma das formas disponíveis de pagamento virtual. Sequer é uma “forma de pagamento”. Bitcoin é uma moeda.
Uma moeda virtual, naturalmente, mas uma moeda – e neste contexto o termo “moeda” não é usado na mesma acepção de “peça de metal de formato circular… etc”. Mas, é empregada quando se diz que o real, o dólar americano, o yuan, o peso, são moedas. Simplificando: Bitcoin é aquilo que costumamos chamar de “dinheiro”, “bufunfa”, “caraminguá” ou qualquer outra das mais de cem designações listadas no Houaiss.

Portanto Bitcoin é grana – pelo menos para quem transaciona com ele – e está se tornando cada vez mais popular. Então é possível, por exemplo, converter para Bitcoins quantias expressas em dólares americanos desde que conhecida sua cotação. Para ilustrar: ontem, primeiro de janeiro de 2014, a cotação do bitcoin (cujo símbolo é BTC) abriu a 1 BTC = US$ 757,58 e oscilou entre um mínimo de 1 BTC = US$ 750,53 e um máximo de 1 BTC = US$ 774,26.
E quem determina esta variação?

Ninguém. A flutuação da cotação do Bitcoin obedece rigorosamente a lei da oferta e da procura. Certas instituições (as “Bitcoin Exchanges” que, de certa maneira, funcionam como bancos virtuais; voltaremos a falar nelas mais tarde) calculam esta cotação e a divulgam ao longo do tempo. Quer saber o valor exato agora, ou seja, no momento em que está lendo estas linhas mal traçadas? Pois interrompa a leitura e visite o sítio de uma destas instituições, por exemplo a CoinDesk, e veja você mesmo (a boa técnica e o bom senso não recomendam que um autor sugira ao leitor interromper a leitura de seu texto, mas neste caso tenho certeza de que você voltará).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 02: Bitcoin: o que é?, 02/01/2014 10h41 - Atualizado em 02/01/2014 10h41, por B. PIROPO, Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/01/bitcoin-o-que-e.html

Mas, afinal, o que é uma moeda? O que é dinheiro?
Dinheiro é algo que pode ser trocado por bens, serviços, divisas estrangeiras (que por sua vez também são “dinheiro”), usado como pagamento nas diversas transações financeiras e é amplamente aceito, ao menos pelos que a usam.

Por exemplo: na Roma antiga os legionários eram remunerados com certas quantidades de sal – daí a origem do termo “salário” – e este sal era trocado por bens e serviços. Ou seja: sal era dinheiro. A mim não parece que o sal seja a moeda ideal. Eu, pelo menos, dificilmente aceitaria como moeda corrente qualquer coisa que fosse solúvel em água. Mas no tempo em que o exército romano conquistou a Europa o sal era raro, difícil de obter e extremamente útil, daí o seu grande valor. Além disso, cumpria outras condições que uma boa moeda deve satisfazer: era facilmente reconhecível, difícil de falsificar, transferível entre pessoas, transportável, divisível e fungível. Vou lhe poupar a consulta ao dicionário porque eu mesmo acabei de ser forçado a fazê-lo e não vale a pena duplicar esforços. Do Houaiss: Fungível (adj) – passível de ser substituído por outra coisa de mesma espécie, qualidade, quantidade e valor.

E o bitcoin também atende a todas elas.

Mas não é só isto. Acumular moedas é um meio de armazenar riquezas (vide o famoso cofre do Tio Patinhas), já que podem ser trocadas a qualquer tempo por praticamente qualquer coisa ou serviço (consta que o Sr. Olacyr de Moraes, cavalheiro de certa idade, largas posses e extremo bom gosto que costuma ser visto cercado por jovens deslumbrantes que com ele demonstram grande intimidade, ao ser indagado por um destes jornalistas “provocativos” se achava que aquelas belas meninas gostavam realmente dele, respondeu: “Não sei, nunca perguntei”; e acrescentou: “Quando vou a um bom restaurante e como uma picanha que me agrada, não pergunto se a vaca gostava de mim”; não garanto ser isto verdade, o Sr. Olacyr demonstra uma elegância que o impediria de recorrer a esta imagem tão crua, mas sendo ou não verdade ilustra bem o que eu quis dizer com o “praticamente qualquer coisa ou serviço” lá de cima).

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 03: Bitcoin: o que é?, 02/01/2014 10h41 - Atualizado em 02/01/2014 10h41, por B. PIROPO, Para o TechTudo: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2014/01/bitcoin-o-que-e.html

Para ser usada com o objetivo de acumular riqueza, a moeda deve cumprir outras tantas condições: deve ter um suprimento estável, ser durável, fácil de ser protegida dos amigos do alheio e manter um valor estável.

Também estas condições são cumpridas pelo Bitcoin, com exceção talvez da última; mas, afinal, as cotações das demais moedas “oficiais” também podem oscilar (voltaremos a este ponto) e nem por isso entesourá-las deixa de ser um meio de armazenar riquezas.

Finalmente, há ainda algumas características apresentadas pelo chamado “dinheiro vivo”: pertence a quem o porta (está no seu bolso? Então é seu), não mantém qualquer tipo de registro sobre a identidade do proprietário, é fácil de armazenar anonimamente, porém difícil ou impossível de repor em caso de perda ou furto. Todas elas também apresentadas pelo Bitcoin.
Portanto, até agora todas as condições apresentadas como necessárias para que algo seja usado como moeda foram atendidas não apenas pelo Bitcoin quanto por todas as demais moedas oficiais dos diferentes países.

Logo, respondendo à pergunta lá de cima: o Bitcoin é uma moeda, já que atende a todas as condições que devem ser cumpridas pelas demais moedas oficiais.

Não obstante tudo isto, o Bitcoin apresenta algumas características adicionais que lhe conferem algumas vantagens significativas sobre as demais moedas. Todas decorrentes do fato de ser o Bitcoin uma criptomoeda (aportuguesamento do inglês “criptocurrency”).

Primeiro vamos ver o que vem a ser uma criptomoeda, depois quais são as consequências de seu uso.

Uma criptomoeda é um instrumento de troca, ao portador (que não identifica o dono) criado com base em criptografia digital.

E como entender os conceitos de criptografia e criptografia digital é essencial para que se compreenda como todo o sistema Bitcoin funciona, vamos deixar isso para a próxima coluna.
Até lá.

B. Piropo

Blogger disse...

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Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Bitcoin pode chegar a US$ 100.000 em 2021, se continuar seguindo regra de ouro da tecnologia, segundo acadêmico de Harvard: https://guiadobitcoin.com.br/bitcoin-pode-chegar-a-us-100-000-em-2021-se-continuar-seguindo-regra-de-ouro-da-tecnologia-segundo-academico-de-harvard/
O Bitcoin está negociando em máximos recordes desde a segunda-feira, mas a criptomoeda ainda pode estar longe de atingir seu “teto”. A principal criptomoeda do mundo já subiu mais de 465% desde o ano passado. De acordo com a análise de Dennis Porto, um investidor de Bitcoin e acadêmico de Harvard, o preço do bitcoin poderia atingir US $ 100.000 por moeda se continuar a seguir uma das “regras de ouro” da tecnologia – a lei de Moore. A regra, inventada em 1965 pelo cofundador da Intel Gordon Moore, descreve as melhorias exponenciais da tecnologia digital.

“A lei de Moore aplica-se especificamente ao número de transistores em um circuito, mas pode ser aplicada a qualquer tecnologia digital”, escreveu Porto em um e-mail para a Business Insider. “Qualquer tecnologia que está crescendo exponencialmente (ou seja,” seguindo a lei de Moore”) tem um tempo de duplicação”.

Normalmente, no entanto, a regra aplica-se ao poder ou às capacidades de computação de uma tecnologia. Esta é a primeira vez que Porto notou que o preço de uma tecnologia está seguindo a lei de Moore.De acordo com Porto, desde a criação do bitcoin, o seu preço dobrou a cada oito meses.

“Isso representa uma oportunidade única para os investidores: Considerando que foi difícil investir em circuitos ou acelerar a internet, é fácil comprar um bitcoin”, disse Dennis.

Dennis espera que essa tendência de duplicação possa continuar até que bitcoin alcance a adoção em massa. Claro, outra criptomoeda poderia usurpar o Bitcoin enquanto isso. Em fevereiro de 2021, Dennis acredita que poderia valer mais de US$ 100.000. Via: BusinessInsider.

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O que Está Acontecendo?

- “Lamento, eu lamento muito... mas a maior revelação que o ‘Salto’ trás não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermino de uma Super Potencia do Universo Local”. [Bruno Guerreiro de Moraes]