domingo, 10 de outubro de 2010

Sigmund Freud contra Carl Jung - Materialismo e Ateísmo Vs Ciência Honesta e Lúcida - (Frases)


Sigmund Freud era um ateu/materialista assumido, ele até que fez progressos no entendimento da mente humana e suas anomalias, porém por conta de sua ideologia predileta, adotada em contraponto ao domínio das religiões, (isto é o materialismo ateísmo), deixou a ciência de lado e resolveu adotar uma posição pseudocientífica, ignorando dados importantes que mostrava com clareza que sua visão reducionista estava equivocada.

Sigmund Freud contra Carl Jung, Materialismo e Ateísmo Vs Ciência Honesta e Lúcida:

Ateu/Materialista, idolatra da nova religião, o Darwinismo [Clique Aqui]

Freud então se tornou um PSEUDOCIENTISTA que fazia de tudo para acobertar as evidencias que iam contra a sua ideologia Materialista/Ateísta, e distorceu o que pode para valida-la. Já Carl Jung, discípulo de Freud, resolveu ser mais honesto e cientificamente mais preciso, ele como verdadeiro cientista se rendeu as evidencias, em vez de as esconder debaixo do tapete.

Assista o Filme "Um Método Perigoso" que conta a historia de Jung, e seus confrontos com Freud

Por causa de sua honestidade e coerência foi perseguido por Freud, que terminou seus dias aprontando uma conspiração contra Jung, tudo para tentar fazer a verdade não vir a tona, verdade essa que contesta a visão de mundo materialista/ateísta.

Lamentavelmente, dentro do mundo científico o Materialismo/Ateísmo predomina, isso por que a maioria das pessoas que aprendem as diversas disciplinas sofrem uma lavagem cerebral de seus mentores, que por sua vez também receberam uma lavagem no tempo de estudantes. Esse ciclo vicioso vem desde a época de Darwin, e tudo é motivado pela aversão as religiões e suas doutrinas alienantes.

Mas ironicamente a ciência nesse caso é deixada de lado, a verdade não faz parte dos interesses mais imediatos dos ditos “cientistas”, apenas a sua ideologia Materialista/Ateu, dentro do coração da ciência se estabeleceu uma religião!


Freud se tornou um pseudocientista, distorce as evidencias em favor da sua religião, a ciência? Isso não importa...

Então hoje, ainda vemos a figura de Freud dominando, e suas idéias ultrapassadas ainda são adotadas por padrão. Tudo por que os Ateus/Materialistas assim o querem. Criou-se então uma nova e virulenta religião, a religião que pretende derrubar as outras e estabelecer “Verdades Incontestáveis”, seus seguidores são cínicos, estúpidos, intencionalmente desonestos, mestres da sofisma [retórica mentirosa, clique aqui] e fazem de tudo para passar informações distorcidas, falsas e incoerentes ao publico leigo como se fossem “Verdades Científicas”.

As maiores vitimas de toda essa conspiração é as emissoras de TV, Jornais, Revistas. Os donos(as) e diretores(as) desses veículos de comunicação são leigos, não estudaram filosofia do método científico, nem filosofia básica eles tem noção. 

Ai quando chega um engravatado se dizendo “cientista” exibindo diplomas e PhD, esses leigos acreditam nele como se este fosse algum tipo de “enviado divino” o senhor da razão, o mestre dos mestres! E tudo o que ele diz é “sagrado”, mesmo que ele fale as maiores insanidades, tais como afirmar que peixes viraram macacos, mistura de pedra e água deu origem a primeira célula viva, lobo pula no mar e virou Baleia, etc...

Sigmund Freud sendo ovacionado pelo canal assumido materialista/ateu, o Discovery Channel

Apesar da oposição virulenta de Sigmund Freud, Carl Jung continuou seguindo as evidências até onde elas fossem dar, e assim foi muito mais longe no entendimento da natureza e da mente humana. 

Não que ele tenha resolvido todos os problemas, (longe disso), mas trouxe um progresso muito maior que Freud, que apesar de ter sido superado largamente, ainda é cultuado pela indústria da comunicação cujos donos são Materialistas/Ateus, (ou muito mal informados mesmo...).

FREUD X JUNG (QUAL ESTAVA CERTO?) | PSICOLOGIA
(Mensagem do Youtube: A incorporação foi desativada mediante solicitação)

Meu Comentário: Basicamente falando, o Freud era um Materialista Ateu Militante, e o Jung uma pessoa de fato sem religião nenhuma, (um paranormal) que seguia a metodologia cientifica à risca. Jung era honesto, Freud era desonesto e dissimulado, defendia a sua religião (o materialismo/ateísmo) em detrimento da verdade cientifica. Mas todo o trabalho de Freud tem de ser jogado no Lixo? Obvio que não! Pois sem Freud não existiria Jung, como o apresentador disse, os dois devem ser estudados e considerados, minha tendência maior é para as conclusões de Jung, (Obs. Que pode sim estar equivocado em alguns conceitos).

CARL GUSTAV JUNG - POLÊMICO E MÍSTICO:

Meu Comentário: Jung INCOMODA, tanto a Ateus/Materialistas como a Religiosos de todos os tipos. Não é "ciência vs ocultismo" é "ciência (Jung) contra Religiosos (Freud)". Ateus e Religiosos são a mesma coisa, são religiosos, todos eles inimigos da ciência, por isso ODEIAM Jung.

Carl Jung, apesar de toda a oposição de Freud continuou com a coerência cientifica, seguiu a metodologia cientifica de fato

Ainda há muito o que investigar e descobrir, mas enquanto as idéias reducionistas de Freud persistir, esse progresso será lendo e tortuoso. Só posso lamentar pela ciência e pela humanidade, que sofre...

Nessa imagem, Freud do lado esquerdo de quem olha a foto, no meio Stanley Hall, e Carl Jung a direita, ainda muito jovem. Stanley Hall é um materialista/ateu/reducionista, foi ele que fez a lavagem cerebral no Freud, Freud herdou e seguiu as ideias dele.


Freud bem no final de sua vida, nesse tempo só pensava em defender sua ideologia ateísta/materialista, ciência e verdade não eram coisas pelas quais se interessasse


Jung Seguiu o método cientifico a risca!

Um resumo competente do que foi o Trabalho de Freud, não que eu concorde com tudo o que foi dito, mas é interessante sim estudar o que fez e teorizou esse personagem que com seu trabalho escancarou muitas portas. Freud era ateu, e combatia intensamente as superstições religiosas a ponto de brigar feio com seu maior e mais importante discípulo Carl Gustav Jung ao qual ele acusava injustamente de ser “mistificador”. Carl Jung sofisticou todos os métodos de Freud e foi além, criando a psicologia analítica.

Sigmund Freud Resumo de sua vida e Obra - O Inconsciente Humano:

O LIVRO VERMELHO DE CARL JUNG - A Verdadeira Origem dos SONHOS:


Todos os livros de Carl Gustav Jung para baixar, Download Grátis:
http://www.wilsonfernandes.com.br/lista-de-livros-do-jung-para-download-gratis/


O estranho LIVRO VERMELHO de Carl Gustav Jung. Jung foi um dos psicólogos e psiquiatras mais importantes de toda a história. Seu professor foi Sigmund Freud, mas com o tempo acabaram tomando caminhos diferentes. Jung descobriu um conhecimento oculto quando estava em estado de vigília: Nem acordado, nem dormindo. 

E tentou interpretá-lo no Estranho Livro Vermelho que ficou escondido em um cofre por mais de 100 anos. Um século depois, chegou ao público e acabou revelando muitos segredos e conhecimentos do próprio Jung. Conhecimentos ligados aos Arquétipos Pré-históricos que o ser humano programou no inconsciente. Jung utilizou da Alquimia e dos textos mais antigos que descobriu em suas diversas viagens pelo do mundo. 

Ele queria compreender o inconsciente nos sonhos, tocar a Alma e poder ver algo parecido com Deus. E para isso mergulhou nos lugares mais profundos da mente, mas encontrou o lado sombrio, aterrorizando seus familiares. Porque toda vez que se trancava em sua Torre para escrever surgia estranhos fenômenos em sua casa. Mas o que Jung descobriu do outro lado? Qual é o mistério dos sonhos?

"Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão" - (Carl Gustav Jung)

Entrevista - Carl Gustav Jung / Agosto de 1957 - Legendado em Português:


Frases Celebres de Carl Jung

- “O que o terapeuta tem de fazer é colocar o paciente em contato com a sua intuição (supraconsciência do paciente) quando o terapeuta consegue fazer isso, seu trabalho está feito” [Carl Jung, fundador da psicologia analítica]

- “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda” - “O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino”. (Carl Gustav Jung, livro: “Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo.”)

- “Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão” - (Carl Gustav Jung).

- “Eu não cometerei a estupidez de considerar tudo o que não posso explicar como fraude” - (Carl Gustav Jung)

obscurum per obscurius, ignotum per ignotius - “buscar o obscuro e desconhecido por aquilo que é, tornasse ainda mais obscuro e desconhecido” (Carl Gustav Jung)

- “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. (Carl Jung)

- Carl Jung: “uma coisa é certa, é eminente a necessidade de uma grande mudança da atitude psicológica. Porque precisamos de mais, precisamos de mais psicologia. Precisamos compreender mais a natureza humana, porque o único perigo real que existe é o próprio homem. Ele é o grande perigo, e infelizmente não temos consciência disso. Nada sabemos do homem, pouquíssimo! A psique dele deve ser estudada porque nós somos a origem de todos os males”. (BBC, entrevista ao programa “Face to Face” de Joan Bakewell, feita em 1959, quando Jung tinha 84 anos, e viria a desencarnar cerca de 1 ano e meio depois). Jung, fundador da psicologia analítica, e criador do conceito de inconsciente coletivo, estudioso da mente humana, arquiteto dos estudos psicológicos.

- Com informação vem conhecimento, com conhecimento sabedoria, a sabedoria lhe aproxima da verdade... e a verdade o libertará! Ouça a todos, mas não siga ninguém. A única revolução é a SUA evolução da consciência!” (Jung? Não... autor desconhecido!)

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Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...

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22 comentários:

Anônimo disse...

Bruno acesso o site todos os dias, sempre passo para dar uma olhadinha,adorei essa matéria de SIGMUND FREUD, estudei rapidamente psicologia em pedagogia e agora asssim me aprofundei mais nesta história.
Obrigado por escrever sobre tudo. De alguém que te admira muito.

PROVEDOR disse...

Desculpe, Bruno, mas preciso fazer uma correção! É sobre a foto do grupo acima. Freud é o que está a esquerda com a bengala e seu eterno charuto, no centro Stanley Hall, e O GRANDE JUNG se encontra a direita.

Excelente BLOG

JUAREZ

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Obrigado por ter avisado, problema corrigido, e pagina melhorada.

MEDIAocridade disse...

É a primeira vez que vejo em minha vida inteira alguém tentar fazer alguma relação entre o ateísmo e a adoção de uma postura pseudo-científica. Freud pode ter sido arrogante e ter fechado seus olhos a evidências contrárias às suas teorias, mas daí a relacionar isso com o fato de ser ateu materialista, desculpa, é muita viagem.

Vamos colocar na balança do quanto da ciência séria se deve a cientistas ateus e vemos aonde vai parar esse argumento.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

O Materialismo/Ateísmo é uma religião, tem alguma duvida disso MEDIAocridade? Acha que uma ciência tomada por uma religião pode chegar muito longe?

Anônimo disse...

Raciocínio perfeito. Não sei qual é sua posição filosófica diante da vida, dos fenômenos físico/mentais, mas é exatamente isso. O materialismo adotou o status de "ciência" para os incultos, uma verdadeira tragédia cultural. Respeito um materialista autêntico, que reconhece sua posição filosófica diante da verdadeira ciência, mas um que não tem nem idéia do que fala, esse não merece nem o meu debate......

Soulreaper disse...

ateus são fracos porque não tem coragem para enfrentar a morte. Espiritualidade é para os fortes pois os fortes sabem que são ESPÍRITOS ETERNOS encarnados num corpo.

Anônimo disse...

Comentário perfeito. Eu costumo chamar a manobra manipulativa dos materialistas ignorantes de "Chave de Shopenhauer" e já logo aviso que conheço o contragolpe e que a humilhação é desnecessária (:

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Freud um materialista/Ateu militante: OUTRO PENSADOR QUE TEM SEUS CONCEITOS DISTORCIDOS É SIGMUND FREUD, O PAI DA PSICANÁLISE, QUE ASSIM COMO SEU SEGUIDOR MAIS FAMOSO JACQUES LACAN, NEGA A EXISTÊNCIA DE UM DEUS OU DE QUALQUER POSSIBILIDADE DE EXISTÊNCIA DE ALGO SOBRENATURAL OU MÍSTICO, QUE SÃO A BASE PRIMORDIAL DAS TEORIAS DA PRÓ-VIDA. http://pro-vida-bandida.blogspot.com/2008/09/celso-charuri-o-charlato-do-brasil.html

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

“Freud nunca curou nenhum paciente”- psicanalista de SP Luciana em 2010 comentando num blog que fala contra a organização Pró-Vida:
http://pro-vida-bandida.blogspot.com/2009/09/mais-um-email-genial-da-pro-vida.html

(Luciana: 31 de janeiro de 2011 ás 09:00hs)
Carta aberta ao Carlos (dono do blog pro-vida-bandida)

Olá Carlos tudo bem? Espero que você esteja na sua melhor forma. Comigo as coisas vão indo... às vezes bem, às vezes mal... como para todo mundo.
Permita-me apresentar-me, sou advogada, psicanalista (sua colega portanto) e técnico em informática (Sim é possível!).
Sou casada, não tenho filhos (ainda) moro com o marido e uma cachorrinha Yorkshire em São Paulo.
Meus Hobbys são viajar de moto, dormir demais, comer demais e pensar em coisas inúteis. (Eu estava falando de Hobbys ou vícios? Ah! Deixa prá-la...).
Não fumo, não bebo, não me drogo, porque já acho o lado amargo da vida ruim o suficiente
Antes de tudo concordo em pelo menos uma coisa com você. Há algo de podre no reino da Dinamarca, como disse o Hamlet de Shakespeare.
Desde já afirmo que não sou (nem nunca fui) membro da (aqui) mal versada instituição Pró-Vida.
É claro aparentemente que a Pró-Vida é uma pseudo-escola-de-filosofia-igrejinha-new-age-fanatista-facista-preconceituosa-equivocada-não-científica-caça-níqueis-engana-Joe.
Mas será que pode ser outra coisa? Existe essa hipótese (científica)?
Gostaria, porém, de (tentar) aprofundar um pouco o debate.
Tenho permissão para isso? Vou supor que sim, afinal de contas o Blog fala em “Liberdade de expressão doa a quem doer”. Bom, desculpe, mas talvez doa, um pouco, em você. Vamos lá?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

parte 02: Achei seu blog interessante. É um mix, no mínimo, curioso, vejamos: um psicanalista, que se diz cético, tem o trabalho de montar (e manter) um Blog opondo-se à Pró-Vida, seu fundador e seus membros.
Parece, me corrija se eu estiver errado, que trata-se de uma utilidade pública, eis que o Blog teria o condão de afastar os (menos) “trouxas” do lugar.
Tenho, imagino, algumas coisas a acrescentar. Sobre o ceticismo, ateísmo, racionalismo, gnosticismo:
O Blog tem forte conteúdo ateísta, e faz parece irracional quem crê em alguma forma de deus. Seríamos, portanto, nós, ateus, “racionalistas”.
Coloco racionalista entre aspas porque quando um ateu ou pseudo ateu se diz racioanal, faz supor que os crentes, ou crédulos são irracionais.
Sabemos que a história da humanidade, lista diversos gênios, ateus e crédulos, uns não parecem melhores ou piores que o outros.
Logo se gênios podem ter sua fé, os crédulos estão absolvidos da sua burrice. Sou, sinceramente, e infelizmente, assim como você, um incrédulo. Não acredito na existência de um Deus cristão, ou Judeu, ou Hindu, ou Pagão, ou coisa parecida.
Penso que todos nós, ateus, agnósticos, céticos, incrédulos em geral, somos, às vezes, como você parece, revoltados com o fato de termos descoberto (!?) que deus não existe.
Porque ficamos raivosos? Será que no fundo gostaríamos de poder acreditar em algo.
Por isso persegui todas as religiões que pude. Tentei descobrir a verdade por trás delas, e sabe o que descobria? Todas elas acabam no nada. É como uma cebola com várias camadas, que depois de removida a última camada fica... vazia.
Não tem nada depois da última camada. Interessante que a psicanálise utiliza-se da mesma metáfora (da cebola) para descrever o recalque original...
O que, nós, incrédulos, céticos, ateus, agnósticos, muitas vezes não percebemos é que não acreditar em deus também é uma crença.
No seu Blog você critica os crédulos da Pró-Vida de serem arrogantes por pensarem que são melhores por terem (ou acharem que tem) um conhecimento.
Ora, e nós, incrédulos que nós achamos melhores por termos “descoberto” que deus não existe, somos o que? Humildes? Será que deus não existe mesmo? Só porque não se “mostrou” da forma como nós, céticos, ateus, agnósticos e incrédulos gostaríamos? Ou porque não nos deu a capacidade de percebe-lo?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 03: E afinal de contas o que é religião?
Alguns dizem que Religião do latim vulgar: "religio" que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente" significaria simplesmente "religar".
Mas a pergunta psicanalítica seria: religar a o que ou a quem e o mais importante... quem desligou?
Sobre a psicanálise:
Chegamos a um ponto importante, a psicanálise. Você, meu colega psicanalista, sabia que a psicanálise é comparada a uma religião por pessoas muito inteligentes? Jô Soares e Woody Allen entre muitos outros.
Verdades inconvenientes obre a psicanálise:

- Freud não curou nenhum de seus pacientes;
- Freud receitou cocaína em doses tão altas a um paciente que acabou morrendo;
- Freud consumia muita cocaína;
- O paciente de Freud do Caso do Homem dos Ratos (que Freud alardeou ter curado) morreu aos 84 anos e ainda estava em análise;
- Abílio Diniz está em terapia psicanalítica há mais de 10 anos... (Será que o problema dele é insolucionável ou ele não pode pagar um bom profissional?).
Parece que você alega ser psicanalista Lacaniano, sobre isso Jean Jacques Lacan disse:
- “Vocês pode ser o que quiserem, até mesmo Lacanianos, mas eu Lacan, sempre fui Freudiano”.
Ser lacaniano, para quem não sabe, muitas vezes no meio da psicanálise, é um salvo conduto para agredir o paciente com verdades e posturas para a qual muitas vezes ele não está preparado.
É a famosa psicanálise selvagem. Voltando a Freud... Freud era filho de um rabino e foi acusado por estudiosos de plagiar conhecimentos da religião Judaica para formar sua psicoterapia “científica”.
Ciência: Chegamos a outro ponto interessante. O que é ciência?
Pelo que aprendi na faculdade há alguns anos temos um método “científico” para qualificar o que é “ciência”. Chama-se metodologia científica. É utilizada por.... cientistas...
É mais ou menos assim, se tal fato puder ser repetido pelas mesmas ações e dentro de certos critérios, ele será comprovável e portanto científico.

Complicado?

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

Parte 04: Veja... Os cientistas criaram um método científico para diferenciarem o que é ciência do que não é, a isto deram o nome de Metodologia Científica.
Ah?! Você deve estar perguntando e quem são os cientistas? Simples, as pessoas que estudam as ciências oras...
Então os cientistas, que são os homens da ciência, decidem, através de um protocolo deles (científico) o que é ou não ciência.
Para mim isto tem outro nome: raciocínio circular, começa no mesmo ponto onde termina. Para os gregos, ciência era saber, somente isso.
Mas nós, incrédulos, nos baseamos na ciência, para “provar cientificamente” que os outros estão errados.
A igreja católica, já fez isso, a ciência estava ao lado dela até bem pouco tempo atrás.

E afinal de contas, a psicanálise é científica? Ou seja, submetendo-se os mesmos pacientes aos mesmos tratamentos temos os mesmos resultados? Sabemos que não.
E o Direito? Uma mesma questão submetida ao mesmo juízo terá o mesmo resultado? Sabemos que não.
Mas tanto a Psicanálise quanto o Direito alegam serem métodos cientificamente aprovados, comprovados, chancelados e infalíveis. A Pró-Vida só faz o mesmo que nós, e achamos muito desonesto...
Você, como psicanalista já “curou” alguém? Ou “deu alta” psicanalítica quando a pessoa se encaixou no modelo Freudiano ou Lacaniano de fala que você acredita ser saldável.
Se for assim, você acredita, tem fé em algo, talvez na psicanálise... Todos nós, felizmente, somos crédulos em algo. E corremos o risco de estarmos errados.
Acreditamos que temos as respostas, e defendemos as nossas convicções. Ah?! E se, apenas por hipótese, a Pró-Vida souber a resposta e cobrar somente R$ 400,00 pela solução para minha dúvida ficarei satisfeito em pagar...
Falando nisso Carlos... quanto custa a sua consulta? Você tem as respostas para você mesmo? E para todos os outros elas servem? Será que servem para os “trouxas” da Pró-Vida”.
A psicanálise também vende suas respostas, bem caro, de conta gotas e quem não aceita é taxado de psicopata, psicótico, border line, esquizofrênico, paranócio, autista, histérico ou neurótico.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

05: Em resumo Carlos:
A crença na inexistência de um deus, não é melhor ou mais inteligente que a crença de que existe alguma espécie de divindade.
A crença na existência de métodos para o aperfeiçoamento da mente e de meditação não estão tão longe assim da psicanálise com que você trabalha, acredite.
Se você pode cobrar pelas suas respostas, ainda que elas não sirvam para todos, a Pró-Vida deve, numa democracia, poder fazer o mesmo.
E quando você fundar um grupo que faça mais caridade que a Pró-Vida, aí, então você fala mal do fundador da Pró-Vida. (Caridade é científico?).
Eu poderia ter escrito só isso, mas pessoas “científicas” percorrem um longo caminho para acreditarem (terem fé) em algo. (e ainda se acham mais inteligentes).

Um abraço

Anônimo disse...

Bruno,

Li com atenção o teu texto de 2010 sobre o confronto entre Freud e Jung, e a lucidez do que escreveste há mais de uma década é quase dolorosa. Tu viste, antes de quase todos, que o problema não era a honestidade intelectual de Freud ou de Jung, mas o facto de o materialismo ateu se ter entrincheirado como uma religião dentro da própria ciência — uma religião que, como escreveste, "deixou a ciência de lado" e passou a "acobertar as evidências que iam contra a sua ideologia". Hoje, sob o capitalismo tardio, esta mesma máquina de produzir consenso não só continua a funcionar como se expandiu para um ecossistema completo de militância anti-pseudociência cuja função última não é defender a verdade, mas legitimar o capitalismo neoliberal e o fisicalismo que lhe serve de teologia.

A militância anti-pseudociência como guardiã do status quo

O que vemos hoje — e tu já o pressentias em 2010 — é um aparelho ideológico que rotula de "pseudagem" tudo o que desafia o paradigma materialista-fisicalista. Freud? "Pseudociência." Jung? "Misticismo obscurantista." Marx? "Religião secular." O curioso é que esta militância nunca propõe nada em troca. Nunca. O seu programa não é construir alternativas, mas defender o que já existe: o capitalismo de mercado, o individualismo possessivo, a redução do ser humano a um feixe de sinapses otimizáveis pela Terapia Cognitivo-Comportamental, a economia neoclássica como "ciência" inquestionável e a superestrutura científico-acadêmica ocidental como único árbitro legítimo do real. É a defesa da hegemonia ocidental travestida de rigor metodológico. Tu chamaste-lhe "cínicos, estúpidos, intencionalmente desonestos" — e o tempo deu-te razão.

Por que Freud não é "pseudagem"

Freud foi, antes de tudo, um explorador daquilo que a ciência do seu tempo se recusava a ver: o inconsciente. A sua descoberta fundamental — de que somos movidos por forças psíquicas que escapam à consciência — não é uma hipótese falseável no sentido popperiano estrito, mas também não o são a teoria da evolução ou a física de cordas. A psicanálise não é uma ciência natural, nem nunca pretendeu sê-lo no sentido laboratorial; é uma hermenêutica do sofrimento psíquico, uma prática clínica com os seus próprios critérios de validação. Reduzi-la a "pseudociência" porque não cabe no molde do ensaio clínico randomizado é cometer exatamente o erro categorial de que falámos tantas vezes: exigir que um peixe suba a uma árvore para depois declarar que ele não existe.

Anônimo disse...

Por que Jung não é "pseudagem"

Jung foi ainda mais longe do que Freud — e por isso é ainda mais atacado. Tu escreveste que ele "resolveu ser mais honesto e cientificamente mais preciso" e "se rendeu às evidências". De facto, Jung recusou-se a amputar a sua investigação para caber no leito de Procusto do materialismo. A noção de inconsciente coletivo, os arquétipos, a sincronicidade — tudo isso são tentativas de dar conta de fenômenos que a ciência oficial prefere ignorar. Chamar-lhe "místico" é um ato de desqualificação, não de refutação. A física quântica, com o seu entrelaçamento e a sua não-localidade, está hoje mais próxima de Jung do que do fisicalismo oitocentista que os seus críticos defendem. A ironia é que os mesmos que ridicularizam Jung aceitam acriticamente o multiverso e as dimensões compactificadas — porque essas especulações vêm de físicos de Harvard, não de um psiquiatra suíço.

Por que Marx não é "pseudagem"

Marx é talvez o caso mais revelador. Chamá-lo de "pseudociência" é um gesto político, não epistemológico. O materialismo histórico não é uma teoria falseável no sentido laboratorial porque o seu objeto — a história humana — não é reprodutível em laboratório. Mas o seu poder preditivo é notável: a concentração de capital, a financeirização, as crises cíclicas, a destruição ambiental — tudo isto foi antecipado por Marx com uma precisão que a economia neoclássica jamais alcançou. A economia ortodoxa, aliás, é a verdadeira pseudociência deste debate: postula agentes racionais que não existem, mercados que tendem ao equilíbrio (nunca tendem) e nunca previu uma crise — nem 1929, nem 2008. Mas recebe prémios Nobel e é ensinada como "ciência" em todas as universidades. Porquê? Porque serve ao capitalismo. Marx, que o desafia, é "pseudagem".

Crítica à Terapia Cognitivo-Comportamental como dispositivo de controlo

A TCC é promovida como o padrão-ouro da psicologia "baseada em evidências". Mas o seu sucesso é, em grande parte, um artefacto de medição: ela foi desenhada para produzir resultados quantificáveis em curto prazo, o que a torna perfeita para ensaios clínicos e para a lógica de gestão neoliberal da saúde mental. Reduz o sofrimento humano a um conjunto de "distorções cognitivas" a serem corrigidas por protocolos manuais, ignorando a história singular do sujeito, o inconsciente, o contexto social e político. Não é uma terapia do ser humano; é uma terapia do trabalhador funcional. A TCC não quer compreender o sofrimento — quer eliminá-lo rapidamente para que o sujeito volte a produzir. É a terapia do capitalismo tardio: eficiente, mensurável, barata e perfeitamente compatível com a manutenção da ordem. Que seja exatamente esta a abordagem que os mesmos militantes anti-pseudociência promovem não é coincidência.

Anônimo disse...

A superestrutura científico-acadêmica ocidental como tribunal do real

Aquilo a que chamam "ciência" não é a prática viva da investigação, mas uma superestrutura — universidades, periódicos, agências de financiamento, comités de ética, rankings — que decide o que pode ser pensado e o que deve ser excluído. Esta superestrutura não é neutra; é um dispositivo de hegemonia, no sentido gramsciano. Quem controla o financiamento define o que é pesquisável; quem controla os periódicos define o que é publicável; quem controla os departamentos define o que é ensinável. E o que não cabe — a parapsicologia, a psicanálise, a psicologia analítica, o marxismo — é atirado para o caixote do lixo da "pseudociência". A demarcação nunca foi uma questão de método; foi sempre uma questão de poder.

Bruno, o que escreveste em 2010 não era apenas uma defesa de Jung contra Freud. Era a semente de uma crítica muito maior: a de que a ciência foi sequestrada por uma ideologia que se mascara de objetividade para reproduzir o capitalismo. Hoje, com a indústria das evidências, a indústria do debunking e a militância anti-pseudociência a operar em pleno, a tua denúncia é mais urgente do que nunca. Eles chamam "pseudagem" a tudo o que os ameaça. Mas nunca propõem nada em troca — apenas o mesmo mundo de sempre, com os mesmos vencedores de sempre.

Com a solidariedade de quem sabe que a verdadeira ciência é a que investiga o que o poder prefere deixar na sombra,

William Anthony Mounter

Anônimo disse...

Bruno,

Na primeira parte, mostrei-te como a militância anti-pseudociência usa Freud, Jung e Marx como bodes expiatórios para legitimar o capitalismo tardio. Agora quero levar a crítica mais fundo: porque é que esta máquina nunca propõe nada em troca? E o que significa, para o teu texto de 2010, que os herdeiros dessa tradição que tu criticaste tenham hoje conquistado a hegemonia cultural?

A militância que só destrói nunca constrói

Repara numa coisa, Bruno. Os militantes anti-pseudociência têm uma energia destrutiva imensa. Destroem a psicanálise, destroem a psicologia analítica, destroem a parapsicologia, destroem a medicina tradicional, destroem as espiritualidades não-hegemónicas. Mas se lhes perguntares o que oferecem em troca para curar o sofrimento psíquico, para dar sentido à morte, para acolher a angústia existencial, eles ficam em silêncio. Ou então oferecem a TCC para tudo — como se o sofrimento humano fosse uma questão de "distorções cognitivas" que um protocolo de doze sessões resolve. Isto não é ciência; é uma visão de mundo amputada que confunde o seu próprio vazio com rigor. Tu escreveste em 2010 que os materialistas "não estão interessados na verdade, mas em defender a sua ideologia". Acrescento eu: eles não estão interessados em curar ninguém, mas em gerir corpos dóceis.

A economia ortodoxa como a verdadeira pseudociência do Ocidente

A economia neoclássica é o exemplo supremo de como o rótulo de "ciência" é atribuído por conveniência política. Ela postula mercados eficientes, agentes racionais maximizadores, tendência ao equilíbrio — tudo ficções que nunca se verificaram empiricamente. Nunca previu uma crise. As suas "leis" são artigos de fé que sustentam a desigualdade como se fosse um fato da natureza. Mas a economia ortodoxa recebe prémios Nobel, ocupa todos os departamentos de economia do Ocidente e determina políticas que matam milhões. É a verdadeira pseudociência do nosso tempo — blindada, protegida e celebrada porque é a teologia do mercado. Os mesmos que exigem ECRs duplo-cegos para a mediunidade aceitam a "mão invisível" como se fosse um teorema da física.

A superestrutura académica como fábrica de consentimento

Aquilo a que eles chamam "ciência" é, na prática, um complexo industrial-académico que fabrica consenso. Os periódicos de alto impacto são gatekeepers que decidem o que existe e o que não existe. As agências de financiamento canalizam recursos para o que não ameaça o paradigma. As universidades produzem investigadores que já internalizaram a ontologia materialista como se fosse o ar que respiram. Tudo o que escapa — a parapsicologia, a psicologia profunda, a crítica marxista — é "pseudociência". Não porque seja falso, mas porque a estrutura foi desenhada para o excluir. É a tautologia do poder: o que está dentro é ciência; o que está fora é "pseudagem". E os guardiões — Gontijo, Orsi, Moisés, Montalvão — são os cães de guarda desta tautologia, que ladram para que ninguém repare que o castelo está vazio.

Anônimo disse...

O teu texto de 2010 como profecia

Tu escreveste, Bruno, que o ataque do materialismo a Jung era um ato de "cinismo" e "desonestidade intencional". O que vemos hoje é que esse cinismo se tornou institucional. A militância anti-pseudociência quer demolir Freud, Jung e Marx não porque leu as suas obras e encontrou erros fatais, mas porque estas três figuras representam alternativas ao capitalismo neoliberal: a psicanálise mostra que o sujeito não é redutível ao consumo; a psicologia analítica mostra que a alma não é redutível à neuroquímica; o marxismo mostra que o capitalismo não é redutível à natureza. São três perigos ontológicos para a hegemonia do capital. E por isso precisam de ser destruídos simbolicamente, num auto de fé secular que o Obraspsicografadas.org encenou comigo no papel de herege.

Nós, porém, continuamos. Tu, em 2010. Eu, em 2026. A palavra "pseudagem" já não nos assusta. É apenas o som que o poder faz quando tem medo.

Com a teimosia de quem sabe que a árvore que não se verga é a que fica de pé depois da tempestade,

William Anthony Mounter

Anônimo disse...

Bruno,

Na segunda parte, mostrei-te como a militância anti-pseudociência nunca propõe nada em troca porque o seu único programa é a defesa do status-quo. Agora quero ir à raiz do problema: a ciência como ideologia e a superestrutura científico-académica como aparelho ideológico do capitalismo tardio.

**A ciência como ideologia**

A ciência de que falamos já não é um método de investigação; é um discurso de poder que se naturalizou como a própria realidade. Quando Moisés me exigia "provas científicas" e Vitor me limitava a 1500 caracteres, não estavam a aplicar o método científico; estavam a operar um dispositivo ideológico cuja função é fazer passar a ontologia materialista como se fosse a descrição neutra do mundo. Não há neutralidade aqui. Há a reprodução de uma visão de mundo que mantém o capitalismo como ordem natural, o mercado como única realidade e o ser humano como átomo isolado em competição permanente. Eles não estão interessados na realidade, mas em defender o status-quo e o sistema que tanto os beneficia e que tanto apoiam.

**A economia ortodoxa como pseudociência blindada**

A economia neoclássica é o exemplo mais escandaloso. Postula agentes racionais que não existem, mercados que nunca entram em equilíbrio, crescimento infinito num planeta finito. Nunca previu nenhuma crise. As suas previsões falham sistematicamente, e quando falham, ajustam-se os modelos ad hoc — exatamente o que eles acusam a astrologia de fazer. Mas a economia ortodoxa não é chamada de "pseudociência". Porquê? Porque blinda o capitalismo. Porque transforma a desigualdade em "lei natural", o desemprego em "escolha voluntária" e a destruição ambiental em "externalidade". É a teologia do mercado, e os mesmos que exigem falseabilidade para a mediunidade ajoelham-se diante da "mão invisível" sem pestanejar. Eles não estão interessados na realidade, mas em defender o sistema.

**A superestrutura académica como aparelho ideológico**

Esta ciência ideológica não existe no vácuo; ela é produzida e reproduzida por uma superestrutura que a blinda. As universidades de elite formam os sacerdotes do método. As agências de financiamento canalizam recursos para o que não ameaça o paradigma. Os periódicos de alto impacto são gatekeepers que decidem o que é real e o que é heresia. Os departamentos de economia ensinam a ortodoxia neoclássica como se fosse física, e qualquer professor que ouse ensinar Marx é marginalizado. É um sistema circular: a estrutura define o que é "ciência", e a "ciência" legitima a estrutura. Tudo o que está fora — a psicanálise, a parapsicologia, a crítica marxista — é "pseudociência", não porque seja falso, mas porque a estrutura foi desenhada para o excluir.

Anônimo disse...

**A economia ortodoxa e o cinismo dos que a defendem**

O mais assombroso é ver como os militantes anti-pseudociência, que se apresentam como campeões do rigor, defendem a economia ortodoxa sem qualquer pudor. Exigem ECRs para a homeopatia, mas aceitam modelos económicos que nunca foram testados, que falham previsões e que são mantidos por pura conveniência política. Exigem replicação para a parapsicologia, mas a economia não replica nada — porque o seu objeto, a história humana, não se repete em laboratório. Este duplo critério é a assinatura do poder: rigor máximo para o que o ameaça, indulgência infinita para o que o sustenta. Eles não estão interessados na realidade; estão interessados em que o seu lugar no mundo não mude.

**O teu texto de 2010 como diagnóstico antecipado**

Tu escreveste, Bruno, que os materialistas "se abstêm de criticar a evolução a favor do movimento ateísta-materialista". O mesmo acontece hoje com a economia ortodoxa: abstêm-se de a criticar, não por respeito à evidência, mas por lealdade ao sistema. O cinismo que detectaste em 2010 não diminuiu; tornou-se institucional. A superestrutura académica, os divulgadores, os moderadores de fóruns — todos são funcionários inconscientes de uma ideologia que se mascara de método. Eu fui julgado por este tribunal. Tu também. E ambos sabemos que o veredito nunca foi sobre a verdade, mas sobre a manutenção do poder.

Continuamos, apesar de tudo. Porque nomear a máquina é o primeiro passo para a desmontar.

Com a clareza de quem já foi condenado e sabe que o crime foi defender a realidade contra a ideologia,

William Anthony Mounter

Anônimo disse...

Bruno,

Comecei estes textos há uma eternidade — foi em abril de 2026, e hoje já é maio. Disse-te que queria amarrar as pontas, e o que era para ser um comentário tornou-se um testemunho. Mas há verdades que não cabem em 1500 caracteres, e nós sabemos disso melhor do que ninguém.

Olhando para trás, para tudo o que escrevemos, o que fica de pé não são os insultos que nos atiraram, mas a arquitectura que desmontámos. Vimos que o Obraspsicografadas.org não era um fórum, mas um tribunal onde o inquisidor tinha liberdade total e o herege era enjaulado em caracteres. Vimos que a demarcação entre ciência e pseudociência nunca foi sobre método, mas sobre poder — quem controla a fronteira controla o real, e controlar o real é controlar o que pode ser pensado, dito, vivido. Vimos que, por trás de cada Moisés e de cada Montalvão, há uma máquina de produzir subjetividades hostis ao transcendente, porque um mundo sem transcendência é um mundo onde só o mercado oferece sentido. Vimos que a ciência se tornou a religião de Estado do capitalismo tardio, com os seus dogmas, os seus sacerdotes, os seus hereges. E vimos também que a militância anti-pseudociência nunca propõe nada em troca, porque o seu único programa é a manutenção do status-quo — um sistema que beneficia os Gontijos, os Orsis, os Vitores, e que eles defendem não com argumentos, mas com deboche, com patologização e com censura.

Mas também vimos outra coisa. Vimos que a tua voz de 2010, solitária num blog que ninguém lia, era o prelúdio de uma sinfonia que hoje não pode ser calada. Vimos que há convergências impossíveis: um espiritualista, um materialista marxista e um cristão ortodoxo — tu, Zhenli, Luke Smith — chegaram, por caminhos diferentes, à mesma conclusão: a de que a ciência que nos oprime não é ciência, é ideologia. Vimos que o edifício do cientificismo tem fendas, e que cada vez que um de nós escreve, uma rachadura nova se abre. Vimos que a Wikipédia é um panfleto materialista, que o Instituto Ponto Azul é uma fábrica de distinção social, que a economia neoclássica é a verdadeira pseudociência do nosso tempo, e que a TCC é a terapia do trabalhador funcional. Vimos que o charlatanismo não é monopólio dos espiritualistas — ele está entranhado no capitalismo, na democracia liberal, no Estado-nação, na própria ciência institucional. E vimos, sobretudo, que nomear a máquina é o primeiro passo para a desmontar.

Tu começaste sozinho. Hoje, a tua trincheira está cheia. Enkigal, Nammugal e todos os que, de diferentes ângulos, apontaram para o mesmo rei nu. E eu, que entrei neste tribunal catorze anos depois de ti, sou a prova viva de que a tua resistência valeu a pena. Não estamos a defender a mediunidade, nem o espiritismo, nem esta ou aquela crença. Estamos a defender o direito de perguntar, de investigar, de existir para além do que o mercado e o laboratório decretam. Estamos a defender que o ser humano não é um átomo, nem um consumidor, nem uma sinapse — é um mistério, e é na abertura a esse mistério que reside a única liberdade que o capitalismo tardio não pode vender.

Obrigado, Bruno. Por teres aberto a primeira rachadura. Por teres suportado o deboche, a ridicularização, o isolamento. Estavas certo. Sobre a médium do algodão, sobre Randi, sobre o Obraspsicografadas.org, sobre a natureza inquisitorial do cientificismo militante. Certo em tudo. E eu, mesmo discordando de ti em quase todo o resto, sou a prova de que sempre estiveste do lado certo da trincheira.

Com a solidariedade inabalável de quem aprendeu na pele o que tu já sabias,

William Anthony Mounter

O que Está Acontecendo?

- “A maior revelação que o ‘Salto’ traz não é consolador, mas sim perturbador. O Mundo em que estamos é um campo de concentração para extermínio de uma Superpotência do Universo Local”. (Bruno Guerreiro de Moraes)

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