segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sexo por Dinheiro, Cultura do Estupro, Patriarcado, Machismo, Feminismo, Tradição Religiosa e Mitológica e o DNA Humano...

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Cultura do Estupro... isso realmente existe? O que é de fato? Machismo exacerbado?

Uma moça me questionou sobre serviços íntimos, “é errado fazer sexo por dinheiro?” Respondi e pedi opinião para a Manuela Di Calafiori sobre o que ela achava da minha resposta, e isso gerou um debate bastante esclarecedor sobre esses diversos assuntos.

Onde está a verdadeira raiz desse mal que é o machismo, e os abusadores e estupradores? Por que os homens num geral não tem o menor respeito, nem consideração, pelas mulheres? E as amola em toda parte, por todos os lugares, dia e noite, 365 dias no ano, a vida toda? De onde veio essa “cultura” de incomodar as mulheres, sendo conhecidas ou não, constantemente com gracejos, azarrações, e afirmações grosseiras? Isso é só no Brasil? Isso é só no Ocidente? Isso é um “fenômeno” moderno? Ou acontece desde que o ser humano surgiu na face do planeta?

Vamos ao debate, espero que esse artigo seja útil para você mulher entender melhor o “fenômeno” que acontece com os machos da espécie humana, e para você homem compreender melhor seus impulsos puramente animais e assim “quem sabe” ficar ciente deles, e os controlar melhor, parando com esse péssimo hábito de incomodar excessivamente as mulheres por toda parte. O equilíbrio e o bom senso se faz necessário nesse caso, e em muitos outros com certeza.

- Moça: Bruno, o que você acha da prostituição? Fazer sexo por dinheiro é errado? A igreja diz que é “pecado”, qual a sua opinião sobre isso?

- Bruno GM: Toda mulher é uma "prostituta", sabia? Absolutamente... anote isso:

- Moça: To esperando...

- Bruno GM: Isso é tão verdade, que mesmo a nível biológico a afirmação se revela verdadeira, pois a mulher atraente, atrativa, biologicamente está agradando ao homem para este li entregar o esperma, que então vai gerar a prole (claro que ela não faz isso conscientemente, é uma programação de nível biológico/genético). Mesmo no nível biológico mais básico toda mulher é como se fosse uma “prostituta”, isto é, proporciona prazer ao macho para receber algo dele em troca. Um recurso que o macho tem, que no nível meramente biológico seria o esperma que irá fecunda-la.

- Moça: Sim! Cientificamente comprovado!

- Bruno GM: É muito claro que esse princípio básico é seguido em outros níveis da vida, em todas as áreas quase, e na sociedade humana moderna o mais comum é a mulher se interessar pelo homem que tem mais recursos a ofertar, no caso o dinheiro, antigamente era a força física para protege-la, e proteger os filhos. E tem algo de "errado" nisso? Seria a mulher uma "interesseira"? E o macho? Ele não é interessado no corpo, no prazer, que a fêmea pode li proporcionar? Então os dois são interesseiros não é verdade? E por que isso deveria ser classificado como "ruim" ?  Não é ruim na verdade é MUITO JUSTO. Por isso essa “estória” das religiões de dizer que fazer sexo por dinheiro é “pecado” não passa de insanidade das mentes doentias de esquizofrênicos que se baseiam em pura ignorância (no caso nesse livro completamente fraudulento e inventado que é a “Bíblia Sagrada). A mulher deve ter soberania sobre seu próprio corpo, oferece quem tem, e paga quem pode. Qual o problema em prestar serviços íntimos afinal? Qual a lógica mínima em condenar algo tão simples, básico, e próprio da natureza? Aprecie com moderação, é só fazer isso, e seja feliz. É natural, e saudável, ambos ganham, e por isso é bom, não vi, e nunca vi nada de errado com isso.

(Nota: Postei esse texto acima para a Manuela ler e dá a opinião dela, eis o resultado abaixo)
            
Manuela Di Calafiori: Eu acho agressivo a afirmação de que toda mulher é uma prostituta. Nosso objetivo ao existir não é satisfazer sexualmente o homem. Nossa razão de ser não é vender nosso corpo e beleza para o homem mais rico, ou mais atraente.
            
Bruno GM: Pois é... polêmico né? Falei isso por que me perguntaram sobre se prostituição é pecado, se é errado mesmo, as religiões num geral condenam, e vê a mulher que faz sexo por dinheiro como uma "pessoa horrível" uma "desonesta". Na verdade tem nada de "desonesto" elas na realidade são as mais honestas consigo mesmas do que as outras que não reconhecem o óbvio, toda mulher é uma prostituta. Mas veja a ironia... ao querer defender um lado, que é perseguido, cria reação hostil do outro lado que não quer admitir.

E que se sente inferiorizado, e desvalorizado pela “posição submissa” que é determinada pela biologia. É triste, é "humilhante" e até depressivo, mas a verdade dura é que a posição da fêmea humana é muito "destinada" pela "maldita biologia". Sei como é isso, pois na minha única encarnação como mulher eu ODIAVA ser mulher, e me sentia muito inferiorizada perante os homens por várias razões.

Manuela Di Calafiori: É uma afirmação machista e agressiva. A tua lógica é: a posição sexual da mulher a faz viver "trocas" e por ser uma troca ela é prostituta? Mas o termo "prostituta" em todas as acepções é chulo e vulgar porque denota indigna de respeito. Então porque usar o termo prostituta?

Bruno GM:  Concordo, o termo "prostituta" é chulo, e denota "algo condenável" ideia claro que nasce do pensamento religioso. 
              
Manuela Di Calafiori: A posição da mulher também nasce do pensamento religioso, a posição social da mulher foi designada por um “homem” que nos julgava inferiores.

Bruno GM: mas é como os religiosos se dirigem as moças que prestam serviços íntimos, eles/elas falam em alto em bom som: “Sua Prostituta!!!”.

Manuela Di Calafiori: Mas não somos. É por isso que o feminismo está a cada dia ganhando mais força. Para mudar essa idéia ridícula.

Bruno GM: Sim, e acho que aliás essa ideia de ficar ofendida com o termo (essa palavra) tem de ser trabalhado, por que o termo "prostituta" é tão "horrível"? O que ele quer dizer de verdade?

Manuela Di Calafiori: Pois é, mas você dizendo que as mulheres são biologicamente prostitutas é reforçar esse pensamento arcaico e ultrapassado.

Bruno GM: Não sei qual a história do termo, mas até onde sei ele quer dizer apenas “mulher que faz sexo, e é paga para isso”. Artigo 01 - Artigo 02, [Dicionário Michaelis: prostituta (pros·ti·tu·ta), sf, “Mulher que faz sexo em troca de dinheiro”).

Manuela Di Calafiori: Não há nada errado com ser prostituta, mas é a forma que é empregado.

Bruno GM: Veja que se ofender com o termo "prostituta" é o mesmo que se ofender com o termo "Seu Mercador!!".

Manuela Di Calafiori: O homem e a mulher foram desenvolvidos para ter relações um com o outro. A mulher sente tanto prazer com o sexo quanto o homem. Mas porque ela é chamada de prostituta? Se o homem também se beneficia da troca?

Bruno GM: Antigamente "Mercador" era palavrão, isso por que a bíblia, e o suposto Jesus condena os “mercadores do templo” os que cobram juros, os que exigem ônus dos produtos que vendem.

Bruno GM: concordo, é uma grande controvérsia, um assunto ainda não resolvido, por isso mesmo precisa ser debatido.

Manuela Di Calafiori: Meu problema não é com a profissão, nem com o significado da palavra, mas com o ponto de vista em relação a mulher. Já pensou eu dizendo que todo homem é um escravo pois foi biologicamente programado para sustentar a fêmea mais bonita que conseguir?

Bruno GM: infelizmente nas escolas não se ousa muito tocar nesse tabu, geralmente é classificado como "altamente polêmico" e assim passa batido, e isso favorece os religiosos e suas superstições delirantes. Estes falam no alto do altar em alto e bom Som: “Prostitutas vão para o Inferno! Deus Condena! Tá na Bíblia!”

Manuela Di Calafiori: Eu prezo pela igualdade, nem o homem nem a mulher devem ser inferiorizados pela forma que foram programados. Bem, aí é esquizofrenia. Sexo é uma delícia, cada um faz como quer, com quem quer, e pode até vendê-lo se quiser, sem que isso comprometa a sua integridade como pessoa.

Bruno GM: Pessoas mais sabias (filósofos) procuram não abordar o tema, por acharem ele excessivamente explosivo. E é verdade...

Manuela Di Calafiori: Eu também sou contra a marginalização do termo prostituta. Mas por enquanto, não mudou, ao usar esse termo você inferioriza, porque o significado dele na sociedade hoje é esse.

Bruno GM: Legal ter abordado o outro lado, é verdade, se toda mulher é "prostituta" ela "Dá para receber" (isso inclusive no nível mais básico da biologia humana) então todo o macho é um escravo para a sua fêmea e sua prole. Verdade ABSOLUTA! E como me sinto perante essa constatação óbvia? Muito tranquilo... reconheço, é verdade, negar isso é como negar que a água sempre vai escoar para o Mar, negar isso é como negar que o dia vai preceder a noite, negar isso é como negar que a Terra (planeta) é redonda. O homem tem a sua função biológica mais básica: “ser um escravo para a sua mulher (ou mulheres) e seus filhos” e a mulher tem a sua função mais básica, agradar e fornecer prazer e satisfação ao macho para esse continuar a servi-la como uma Rainha, e cuidar dos seus filhos. 

Tanto é assim que geralmente o homem morre mais cedo, por conta do estilo de vida bem mais atribulado e sedentário, o que acaba por afetar sua saúde em vários níveis e aí vai viver menos. Afinal todo homem é um escravo.

Manuela Di Calafiori: Isso antes da mulher começar a ser independente financeiramente, é claro.

Bruno GM: Sim! Isso claro falando de uma sociedade já ultrapassada, ou quando o casal faz essa escolha.
  
Manuela Di Calafiori: Hoje as mulheres que casam por dinheiro são inclusive mal vistas. E existem inúmeras famílias chefiadas por mulheres, e o mais comum é ambos dividem os gastos da casa.

Bruno GM: por que isso na verdade não é uma "coisa do passado" é um estilo de vida que o casal pode combinar, e a tendência da mulher de largar emprego, carreira, estudos para ser dona de casa, ser "do lar" é grande, e muitas seguem, e são "felizes" assim, vide Marcela Temer, nossa primeira dama Top Model.

Manuela Di Calafiori: Olha falando da minha realidade, da realidade das minhas amigas, das mulheres da minha família, das minhas colegas de faculdade ninguém tem por plano de vida encontrar um marido rico, todas trabalham, todas estudam, todas dividem a conta de restaurante e motel com os namorados. Nenhuma trocaria sua liberdade financeira para viver sob o financiamento e regras de um homem, como antigamente. As meninas que tem por meta achar um marido rico, geralmente tiveram muitos problemas na vida, só tem beleza e nada além disso, então veem essa alternativa como o oásis salvador, não são a maioria...até porque, quantos homens ricos e que poderiam sustentar uma mulher sem ela ajudar na casa você conhece? Eu conheço poucos. Todos os que conheço estão interessados na idéia de dividir a cama, dividir a vida, e dividir as contas. O que eu acho muito justo.

O meu objetivo como forma divina que sou é transpor todos esses conceitos, desconstruir todos esses paradigmas. Assim como o ciúme é um instinto que me foi imposto, que foi inserido na minha programação, e não é benéfico, eu não acho que seja benéfico buscar um homem que possa me sustentar, ou buscar um homem bonito porque fui programada para reconhecer como bonito determinado tipo de genética, ou sequer buscar um homem, eu posso namorar uma garota se eu quiser. Eu sempre achei muito errado esse conceito de gênero. Que determinada função cabe ao homem, e a outra a mulher. Cada um escolhe a função que melhor lhe servir.

Bruno GM: Já eu conheci várias na minha vida que "ficam abertas a essa possibilidade," isto é, estudam, trabalham, mas se "surgir a oportunidade" se encostam no primeiro homem com um pouco mais de recursos que aparecer, para que assim possa sustentar ela, e seus filhos, para ela não precisar fazer nada além de ser “a rainha do lar”. Sim, concordo que não são todas que seguem esse extinto básico, mas curiosamente eu conheço muitas... uma que conheço era uma secretaria de finanças de uma empresa aeroviária a (antiga Bandeirante, ou Vasp) que na época ia muito bem. Ela era da área compras, e contratações, ganhava muito bem, diz que chegava a comprar um carro a cada 3 meses. 

Mas aí conheceu um motorista de caminhão, casou com ele, abandonou carreira e teve 3 filhos. Ela tinha uma possibilidade de subir na carreira muito grande, poderia chegar a ser diretora, e até presidente, ela era moça jovem na época quando tomou a decisão. Também conheço tias, avôs, vizinhas, etc... que agiram assim também, não por que a ideologia "patriarcal" as impôs isso, mas simplesmente por que quiseram seguir o instinto básico feminino.

Manuela Di Calafiori: Claro, quantos anos ela tem?

Bruno GM: 65 anos

Manuela Di Calafiori: Ela é da geração que cresceu ouvindo que só seria uma mulher completa se tivesse um homem dentro de casa, se tivesse filhos, ela é da geração que pressionava a mulher para casar, pois ficar pra titia, ser solteirona não era uma coisa boa. Você acha mesmo que não foi a ideologia patriarcal? O ser é produto do meio. Não há como ficar isento disso. São conceitos que você ouve desde a infância e internaliza. É a forma que você passa a ver o mundo quando o teu cérebro começa a mapear a forma como as coisas funcionam. Por que você acha que usar brinco e ter cabelo grande são características femininas e quando um homem o faz ele é viado? Você não é preconceituoso, você não julga as escolhas dos outros, você é muito inteligente. Mas então por que você tem esse conceito de gênero definido? Porque foi o que você ouviu enquanto se desenvolvia como pessoa e estava construindo os teus conceitos de mundo.

Bruno GM: Hum... concordo, ela não é tão idosa, mas de fato era anos 70, estava ainda ocorrendo as revoluções sociais, mas claro, no Brasil o movimento era bem fraco ainda.

Manuela Di Calafiori: Até a minha mãe ouviu que para ser uma mulher completa tinha que casar. Até eu, no século XXI quando digo que não quero ser mulher de ninguém, ouço reprimendas. É uma ideologia que está muito presente porque a ideologia patriarcal, com berço nas religiões, também é.

Bruno GM: A Marcela Temer é uma mulher Jovem, da era moderna, inclusive mais nova que eu, tem 33 anos apenas, e segue o instinto básico feminino, mas ela é exceção né? Temos de dar uma colher de chá para ela, afinal o Temer é rico, político poderoso, famoso, etc... Isso do conceito "patriarcal" as feministas deveriam meditar melhor sobre o assunto, não que tem de aceitar, mas apenas compreender, que a "ditadura da biologia" não perdoa.

Manuela Di Calafiori: "ditadura biológica"? As feministas já são contra a idéia de casar para ser sustentada.

Bruno GM: E o tal mítico "patriarcado" nasceu na verdade de observações da natureza que os pensadores do passado compreenderam e quiseram se "harmonizar", isso numa época que as guerras eram constantes, e tinha por toda parte ataques de bárbaros de toda espécie.

Manuela Di Calafiori: Bem, estamos na era moderna, hoje não é incomum uma mulher se sustentar, não precisamos de um homem. Se o conceito patriarcal um dia teve êxito, hoje não tem mais, podemos mudar a ideologia, começando com o conceito de inferiorizar a mulher.

Bruno GM: Sim, claro, essa época de guerras constantes e totais passou, e espero que não volte nunca mais, e por isso podemos dizer que o "patriarcado" era um tipo de estado de exceção. Necessário para a situação da época, mas agora dispensável.

Manuela Di Calafiori: Totalmente!

Bruno GM: As feministas cometem um erro grasso, isso elas deveriam corrigir, elas falam do "patriarcado" como se fosse uma grande conspiração dos homens malvados, que querem oprimir as mulheres, as tratando como animais. É como se os romanos lá no início do império, resolveram que as é "mulheres é tudo bicho burro" tem de ser oprimidas e castigadas, seus diretos tolhidos. Malditos sejam esses homens, agora é a nossa vez de nos vingar! (Proclama as feministas). Na verdade basta estudar a história do império romano e vai ver por que o sistema patriarcal foi adotado, e ao ser adotado o império romano se tornou a super potência que foi.

Manuela Di Calafiori: Mas feminismo não se trata de vingança. Se trata de igualdade. Não é passar para o polo oposto. Mas alcançar a neutralidade, os direitos iguais, ser vista no mesmo patamar e não como inferior.

Bruno GM: sabia que os "bárbaros" célticos (antigos habitantes da atual França, Alemanha, Grã-Bretanha) iam para as guerras com mulheres e crianças? As mulheres lutavam ombro a ombro com os homens, era natural para eles, elas enfrentavam os soldados romanos junto com os homens, e crianças também meninos e meninas. E sabe no que resultou essa estratégia? Vitoria completa e esmagadora de Roma sob todos esses povos.

Manuela Di Calafiori: Pois é...

Bruno GM: Pelo simples fato de os romanos a muito tempo ter adotado o estado de exceção hoje em dia chamado de Patriarcado, que entendia as funções biológicas humanas, e por isso sabia da limitação de força da mulher perante um homem, colocar mulheres para guerrear naquela época era desvantajoso para os exércitos. Não por que as mulheres são "inferiores" mas no quesito força física é inegável que os homens por conta da testosterona pode mais, isso é inegável.

Manuela Di Calafiori: E ainda existe o romantismo. Depois que o casamento parou de ser um arranjo entre famílias, a literatura, a mídia, a sociedade, passou a criar a idéia do amor romântico, o amor eterno, casar era tornar eterno o sentimento... Sim, Homens são fortes fisicamente.

Bruno GM: Claro que atualmente isso é irrelevante numa guerra moderna, uma arma na mão de uma mulher é tão mortal quanto na mão de um homem.

Manuela Di Calafiori: Pois é...

Bruno GM: e não importa se o homem é uma montanha de músculos ele vai ser perfurado pela bala que sair de uma arma de fogo então mais do que nunca o "estado de exceção" adotado por milênios pode ser abandonado. O Patriarcado não é mais útil na atual sociedade moderna, ele não faz mais sentido, graças a tecnologia.

Manuela Di Calafiori: Nem o patriarcado, nem qualquer ideologia ou aparato que tenha surgido com ele. Está na hora de desconstruir esses conceitos antiquados de gênero. E desvincular, desobrigar homens e mulheres dos conceitos "coisas de menino" e "coisas de menina".

Bruno GM: Sim, isso mesmo, mas tem uma coisa que as feministas terão sempre e sempre bater na mesma tecla, nadar contra essa maré, as tendências instintivas biológicas, e para mudar isso, só mudando a genética.

Manuela Di Calafiori: A Mente domina a matéria. Qualquer garota com o QI mediano sabe que não precisa de um macho provedor. Então não existe uma "guerra" contra a tendência biológica. Eu nunca precisei lutar contra esses instintos. E também não conheço ninguém que queira ser independente tendo que lutar contra o instinto de encontrar um macho alfa. Juro para você!
        
Bruno GM: A tendência biológica existe, e ela está ai, debaixo do tapete, nas sombras, espreitando, apenas fingindo que não existe, aguardando o momento certo para atacar! E quem não estiver atento... vira dona de casa! Kkk!!

Manuela Di Calafiori: Discordo... mas tudo bem. Meu pai ganha muito bem e minha madrasta é concursada, paga as contas da casa sem recorrer a ele e sempre foi assim. Minha mãe me criou sozinha, a pensão que o papai paga sempre foi minha, ela não usava um tostão desse dinheiro para colocar comida em casa, e me deu tudo o que quis e precisava na infância. Minha irmã tem filho pequeno e continua estudando, não pretende ser dona de casa e cuidar do marido. Todas as minhas amigas dividem contas com o namorado, do sushi ao Motel.


Bruno GM: Fabiana Saba, super loira, linda espetacular, Top Model, apresentadora brilhante, iria se tornar a nova Xuxa do Brasil, tudo para ARREBENTAR no mundão. Abandou carreira para casar, ter filhos, e ser dona de casa...  essa infelizmente caiu no conto do instinto básico da biologia feminina...

Manuela Di Calafiori: Na minha humilde opinião esse "instinto" era seguido quando o sistema patriarcal o nutria e não dava uma outra opção, hoje não é necessário. Mas existem aquelas que querem casar, querem ser mães, querem ter filhos. Não viu a Deborah Secco? O sonho da vida dela era ser mãe. Está feliz e realizada casada, disse que até pensou em parar a carreira. E não tem problema, cada um vive como melhor lhe convir, fazendo o que acha importante. Mas acho agressivo dizer que TODAS as mulheres correm esse risco, por conta de instintos biológicos, quando a tendência é o oposto. Há mais mulheres querendo ser independente do que casar. E as que querem casar querem ter uma vida profissional.

Manuela Di Calafiori: Não tenho vocação para ser mãe, mulher de família, dona de casa, mulher do “fulano de tal. Quem quiser minha companhia terá de despertar meu interesse, porque a conta bancária não vai me impressionar.

Bruno GM: Ótimo! É por isso que sou seu Fã! 😉👍🏻

Manuela Di Calafiori: Falando da Fabiana Saba é uma opção dela ser "dona de casa" embora eu aposte que ela não limpa nem cozinha nada, deve ter babá, e passar o dia no shopping.

Bruno GM: Sim é isso mesmo, casou com um milionário americano, mas... ela já tava milionária.

Manuela Di Calafiori: Isso se chama amor, se ela não casou por dinheiro, não configura um exemplo de mulher sustentada pelo marido. Ela não escolheu "ser dona de casa" ela escolheu viver o sonho dela, pena ser um sonho tão pequeno né... É tipo a Deborah Secco cujo maior sonho da vida era casar e ser mãe... E agora que conseguiu o que queria até sair da Globo cogitou.

Cultura do Estupro? O que é Isso??

Manuela Di Calafiori: Veja esses dois vídeos:




Manuela Di Calafiori: Lembrando que a definição de estupro, não é apenas um desconhecido ou um conhecido que te passa o peru se você não quer, qualquer hábito que configure abuso sexual, é estupro. Aí me avisa quando assistir os vídeos. Que a gente conversa sobre, aí depois vou escrever o meu texto.

Bruno GM: Vi os dois vídeos, e não vi novidade nenhuma, é os argumentos que usou na nossa conversa por áudio, e o que ouço por ai, no primeiro vídeo ela cita muito o caso das meninas menores, (caso Valentina Schulz) inclusive citando o caso de homem tirando fotos e se masturbando dentro do carro, então nem tem mais o que falar. O que mais pode ser abordado sobre o tema? Esse termo "cultura do estupro" é controverso, não entendi ainda que "cultura" é essa que estimula o homem a estuprar, abordar insidiosamente as mulheres na rua, nem abusar de menores de idade, ou de adultas em todos os lugares. Não tem uma "cultura" disso, o que existe mesmo é um maldito instinto animal, e infelizmente uma parcela da humanidade segue esse instinto cegamente.

Manuela Di Calafiori: Inclusive o termo "cultura" em cultura do estupro é para reforçar a idéia de que esses comportamentos não podem ser interpretados como normais ou naturais. Se é cultural, nós criamos. Se nós criamos, nós podemos mudá-los.

Bruno GM: O que realmente existe é o machismo que é o homem se achar maior e melhor que as mulheres, e que a mulher deve sempre servir e estar a disposição do homem, como uma escrava.

Manuela Di Calafiori: Cultura não é um hábito que está sendo estimulado, mas um hábito corriqueiro e característico de determinado grupo de pessoas.

Bruno GM: mas no machismo não se fala exatamente sobre "estupra, por que é legal", o que tem no machismo é a servidão da mulher ao homem.

Manuela Di Calafiori: Não existe o incentivo aberto ao estupro, mas não existe também o combate ativo.

Bruno GM: Essa parte de abusos sexuais não é da "cultura" mas sim dos instintos sexuais mais básicos típico de animais, e claro, numa sociedade machista, onde o homem se acha muito superior a mulher, isso de estuprar e abusar é estimulado indiretamente. Então a cultura do Brasil não é de "estupro" mas sim de machismo, e naturalmente o machismo vai gerar aumento de estupros e abusos gerais, afinal a lei do mais apto (teoria da evolução) diz que o mais bem adaptado mata e devora o menos apto, os machistas vê as mulheres como “menos aptas” e por isso a lei da selva diz: “Mata e Devora”. 

Manuela Di Calafiori: Entenda, o instinto existe, e a sociedade o alimenta criando uma cultura. Não existe a cultura do roubo por exemplo. Por que é um comportamento, no consenso geral, que é repulsivo. Já o abuso sexual não, só as mulheres acham repulsivo, e uma pequena parcela de homens.

Bruno GM: A bactéria do “estuprador” tá ali inserida em todos os homens, é uma bactéria encubada, basta o “organismo” estar enfraquecido que a bactéria vai se proliferar.

Manuela Di Calafiori: Sim, e criou-se uma cultura, em que é "normal" assediar uma mulher. Em torno desse instinto criou-se a cultura do abuso sexual, alimentado pelo machismo, sociedade patriarcal, domínio religioso. É cultural sim, pois quando as normas morais e o conceito do que é considerado aceitável mudar, não haverá mais cultura do estupro. Os homens irão suprimir esses instintos assim como suprimem o de roubar. Então talvez assédio indevido não faça mais parte da realidade da mulher.

Bruno GM: Os animais na selva, vamos citar o caso dos felinos, cães, e outros mamíferos, o que acontece ali é estupros em cima de estupros e mais estupros, então a natureza dos mamíferos é assim, determinado biologicamente. Nós somos humanos e não temos que seguir isso, mas a tendência genética é para isso, vem dessa porção genética animal que carregamos, e por isso deve ser desestimulado ao máximo. E quer saber? Eu sou até mesmo a favor de pena de morte para estupradores, e prisões severas para abusadores.

Manuela Di Calafiori: Você bate na tecla que é instinto, mas não entende que é mais amplo que isso. Não estou negando o lado animal, mas afirmando que os homens conseguem suprimir esses instintos, caso queiram, mas o grande problema é que nem querem, e não pensam nisso, pelo contexto cultural no qual estão inseridos. Se for de consenso geral que esse tipo de assédio é ruim, que é desrespeitoso, que é preciso respeitar a mulher, e o assédio começar a ser visto como um comportamento vergonhoso, os homens irão mudar seu comportamento para se adequar a moral vigente. O ser é produto do meio, e aprendemos a nos domesticar para viver em sociedade.

Bruno GM: Ok, o termo é mesmo muito controverso, "cultura do estupro", o que tem mesmo é a cultura do machismo, então se o homem lê na Bíblia que Eva saiu da costela de Adão, que "Deus" é o "Senhor" (um homem por tanto), que os homens são melhores em tudo, superiores em tudo, e a mulher é um ser "sombra" dos homens, são uns seres inferiores em vários aspectos, etc... se a "Cultura do Machismo" diz e ensina assim, então naturalmente a "bactéria encubada do estuprador" vai ter ambiente fértil para se proliferar.

Manuela Di Calafiori: Cultura do Machismo é um termo muito leve... É simplificar muito as coisas. Um cara me desrespeita, me assedia sexualmente, e ele é só machista?

Bruno GM: A cultura não é do estupro, a cultura é do machismo, que estimula ao homem a ideia de que “eu sou homem, e posso abordar uma mulher, (esse ser inferior) a vontade na rua, por que eu sou Foda! Eu posso tudo, eu faço tudo!”. E isso tem de ser combatido MESMO machismo NÃO, igualdade JÁ!

Manuela Di Calafiori: A Cultura do Estupro nasceu da Cultura do Machismo, mas é mais amplo, é mais agressivo.

Bruno GM: Não, os abusadores, são abusadores, os estupradores são estupradores, e na minha opinião deveriam ser todos condenados a morte, ou pelo menos a prisão perpetua com trabalhos forçados (que é para esses criminosos fazer alguma coisa útil pela sociedade).

Manuela Di Calafiori: Cultura do Machismo pra mim é o meu namorado querer me exibir por aí como uma mulher-troféu, dizer que sou dele, e ter definido na cabeça dele o que é "coisa de mulher" e o que é "coisa de homem".

Bruno GM: Agora que falou, é verdade, é isso mesmo, cultura do machismo é um termo leve, mas para ter maior repercussão midiática é melhor usar um termo mais "forte" mesmo, concordo, o termo "cultura do estupro" é mais apelativo, chama mais a atenção, é uma jogada de marketing, boa! É isso mesmo!

Manuela Di Calafiori: Cultura do Estupro é eu não poder andar de metrô sem ser encochada, ou ouvir "ah uma magrinha dessas na minha cama!" toda vez que vou a academia.

Bruno GM: Chamar você de magrinha, putz que grosseiro... e o cara quer te conquistar assim? Chamando de "magrinha"? Noia sem noção... viu, deixa que te falar...

Manuela Di Calafiori: Ouço muito, outra variante é "uma dessas eu quebro fácil na cama!", "Tô procurando uma namorada gostosa igual você!", etc...

Bruno GM: Machismo não estimula estupro, apenas diz que mulher é inferior, fracas, burras, e tem apenas que cuidar dos filhos.

Manuela Di Calafiori: Mas é de pensar que a mulher é inferior e um objeto, que surgiu a cultura do estupro. É pensar que não precisa respeitar a mulher já que ela é um ser inferior. Tudo vem da visão que a mulher é mero objeto sexual, um banco de esperma ambulante clamando para ser penetrada.

Bruno GM: Quem segue as ideias machistas e ai, acha que pode abusar e estuprar mulheres, são massacrados pelos companheiros de gênero. Você sabe né? Isso é assim no Brasil como no mundo todo, estuprador na cadeia vira “mulherzinha”, e esse termo "mulherzinha" é justamente um termo machista pejorativo. Então o machista vai fazer aquele outro machista, que exagerou no machismo, virar "mulherzinha", os machistas vão castigar, humilhar e matar o machista que "passou do ponto", e abusou de uma mulher.

Manuela Di Calafiori: Se a maioria dos machistas não estivessem inseridos na "cultura do estupro" esse não seria um problema social. Lembrando que estupro não é somente enfiar o pênis na mulher. Porque esses que vão fazer o estuprador virar "mulherzinha" assediam as mulheres na rua, e não acham que isso é ofensivo. Vê em uma mulher sendo encouxada no ônibus e não fazem nada. Ser omisso é ser conivente.

Bruno GM: Ok acho que nos entendemos, a cultura que prevalece no Brasil é do Machismo e isso vem da religião, mas usar o termo "cultura do machismo" é muito sem graça, sem sal nem açúcar, então para chamar a atenção, e ter visibilidade na mídia é preciso usar um termo forte, que choca, e causa vergonha em quem é abusador, o termo "cultura do Estupro" cai como uma luva, mas se trata de falácia, como se diz em filosofia é uma retórica da controvérsia, que cumpre o papel de escandalizar para ter visibilidade e atenção, mas não é exatamente a verdade. Se usarem um termo tipo: “Todo Machista é um Estuprador” é uma retórica da controvérsia também, mas “não deixa de ser verdade”, e eu concordo. As feministas deveriam pensar em fazer isso.

Manuela Di Calafiori: Para mim a cultura do machismo e cultura do estupro são diferentes, porque a primeira não me agride diretamente e a segunda sim. E acho que toda mulher concordaria. Então não é um termo criado para chamar atenção, mas sim para expor um tipo específico de comportamento ofensivo.

Bruno GM: Ok, acho que já está bom esse debate, vamos agora cada um meditar e digerir o que foi dito.

Manuela Di Calafiori: Sim! Publique esse nosso debate, foi bem esclarecedor.

Cultura do Estupro - Redação do ENEN:

Manuela Di Calafiori: Quer ler a minha redação sobre Cultura do Estupro?

Bruno GM: Quero, aí te darei a minha modesta opinião.

Manuela Di Calafiori: A terminologia "Cultura do Estupro" vem sendo utilizada desde o ano 1970 para especificar tanto comportamentos sutis quanto explícitos, que silenciam ou relativizam a violência sexual contra a mulher. No entanto, apesar de o debate existir há mais de 40 anos, a naturalização de atos machistas, sexistas e misóginos continua sendo uma realidade cotidiana para as mulheres em todo o mundo.

No Brasil, segundo dados levantados pelo IPEA, em 2015 ocorreram 47 mil casos de estupro, o que configura 01 estupro a cada 11 minutos. Os números seriam ainda mais alarmantes, considerando que apenas 35% (IPEA) dos casos são denunciados.

Por trás de todos esses crimes, existe uma ideologia construída historicamente pelo patriarcado, que fixa rígidos papéis para o homem e a mulher, colocando o gênero feminino em posição subalterna e dependente do primeiro. É característica desse pensamento a *objetificação do corpo feminino, (*corpo da mulher como um mero instrumento para o prazer do homem). Os homens posicionam-se como "incapazes" de controlar a libido perante um corpo esteticamente atraente e portanto consideram justificável abordar uma mulher de forma grosseira na rua, e em casos extremos, alegar que ela o provocou, estimulando o estupro.

Uma realidade que precisa ser mudada. É preciso que haja educação de gênero nas escolas, voltada para desconstrução da ideologia machista desde a infância. É preciso um posicionamento firme contra setores conservadores que interferem e boicotam as políticas públicas orientadas ao direito das mulheres. É preciso que os estupradores sejam punidos rigidamente. É preciso instaurar a “Cultura do Respeito”.

Manuela Di Calafiori: Bem, é um texto dissertativo-argumentativo, de 30 linhas. Não pode passar disso, ou eu teria colocado mais coisa. O objetivo é 01 Expor o tema 02 Explicar como ocorre 03 Apresentar uma solução. Mas, esse tema e nossa conversa me fez pensar em tanta coisa, que vou escrever um artigo sobre. Fora da estrutura dissertativo-argumentativa há mais liberdade.

Bruno GM: Ótimo, li gostei, assino em baixo! Faça um artigo sobre o assunto, inclusive apontando links, referências e colocando fotos. Se quiser eu público na minha página que já tem boa audiência e é relevante no Google. Mas você deve criar uma página, (sugiro um Blogger) e publicar também. Estando pronta eu vou link-ar a sua página, assim as pessoas já vão conhecer o seu site. Aquela nossa conversa sobre os animais já foi vista por mais de 1.000 pessoas (dia 10 11 2016).

Manuela Di Calafiori: Sim, quero abordar a cultura do estupro historicamente, ontem eu lembrei de duas lendas gregas, tem um mito que conta que Zeus metamorfoseou-se em touro branco, e quando Europa colhia flores viu o touro branco, se encantou e foi acaricia-lo, então Zeus a raptou e a levou para ilha de Creta, onde a estuprou e a engravidou. Não houve repúdio a esse ato. Ninguém se pronunciou...

Aí tem outro mito, que é o caso de Laius, que estuprou Chrysippus (um homem, filho de um Rei) e nesse caso, não houve “romance” na história, Laius foi destruído, e toda a família dele punida, (Nota: Laius um homem Rei de Tebas, estuprou Chrysippus o filho bastardo de Pelops o rei de Pisa no Peloponnesus). Ou seja, desde a antiga Grécia, estuprar a mulher era uma coisa comum. E quando os pais arranjavam os casamentos? Que a filha não escolhia o noivo e era entregue virgem (e muito jovem) para ser deflorada? (Bruno, mais tarde: Agora entendi o que quis dizer, pesquisei e vi do que se trata o caso Laius e Chrysippus, um homem estuprou outro, e o estuprador foi punido como ele merecia, mas os vários estupros de mulheres nas estórias gregas não eram punidos, até ao contrário, eram incentivados, afinal os “Deuses” estupravam mulheres a vontade sem medo de serem felizes).

Manuela Di Calafiori: O Friedrich Engels diz que a maior violência de gênero contra a mulher foi quando elas foram tiradas da esfera do trabalho produtivo para serem encarceradas dentro de casa, na revolução industrial. Mas a verdade é que isso vem de muito antes disso. Na bíblia tem passagens que a mulher era listada junto com os bens do marido, era um bem dele, tanto quanto uma casa. Então tem muita coisa para falar sobre.

Bruno GM: Conhece o mito da Medusa? Esse é bem revoltante...

Manuela Di Calafiori: Também!

Bruno GM: Acho que é o pior de todos. Poseidon estupra a bela sacerdotisa de Atena, aos pés da estátua da Deusa, e o que a Atena faz? Pune violentamente a sacerdotisa para ela virar um mostro. Que depois tem a cabeça decepada pelo Herói Perseu.

No Egito as mulheres tinham bastante liberdade, mas não podiam ser faraó, a única mulher faraó da época antiga foi a Hatshepsut, mas ela tinha que se "fingir" de homem, inclusive usando barba falsa. A Cleópatra Sétima (que é a Cleópatra do Júlio Cesar e Marco Antônio) tinha que dividir seu poder com o irmão, o irmão mais novo era o "verdadeiro faraó" ela apenas uma substituta que "governaria" até o irmão alcançar a idade certa para assumir. A tentativa dela de seduzir Júlio Cesar, e depois Marco Antônio é por que ela precisava de um homem para este ser coroado Faraó e ela seria a mulher principal, além claro da união de forças dos dois impérios. Na verdade, se for pensar bem, desde que os seres humanos existem o machismo foi criado. Por que infelizmente não se trata de "simples cultura" mas de tendência genética.

Manuela Di Calafiori: Nossa, e na época do Brasil colonial? Que os senhores estupravam todas as escravas?

Bruno GM: Verdade, medonho...

Manuela Di Calafiori: Sim, é uma tendência genética, mas alcançamos um nível de civilidade no qual tais comportamentos não são mais aceitáveis.

Bruno GM: No ser humano e programado, a nível genético, nos homens que eles devem ser confiantes, durões, orgulhosos. Isso cria um problema colateral, o machismo. Que é o homem idolatrar a si mesmo, e considerar as mulheres inferiores. Saiba que na China, Japão e muitos outros países asiáticos eles também seguem o machismo. São povos sábios, mas nem tanto... a história do machismo é generalizado na raça humana.

A raiz desse mal é genético por que temos uma porcentagem de DNA de grandes felinos, tais como Leões, Tigres. Mas é ÓBVIO que no gênero humano isso tem de ser racionalizado e abandonado. Será uma luta constante que sempre terá de ser travada pelas mulheres num geral, por que isso é como uma "grama" não para de crescer, sempre precisa ser aparada. Exceto se o DNA da raça humana for modificado para corrigir isso.

Manuela Di Calafiori: Até o Brasil, tivemos uma presidente mulher e mesmo assim não tivemos representatividade, a Dilma sancionou a portaria 415 do Ministério da Saúde, e teve que voltar atrás quando acusada de abrir brecha para qualquer tipo de aborto. E ainda tinha a MP 557, que previa o cadastro de grávidas, facilitando a identificação das que fizessem aborto para puni-las. Aí entra o Temer, quando atacado por não apoiar a representatividade das mulheres depois do estupro da menina lá, (estuprada por 33 homens, no RJ) o que ele faz? Nomeia Fátima Pelaes para secretaria de mulheres, uma evangélica, conservadora, contra o aborto até em casos de estupro!

Manuela Di Calafiori: Não esqueço até hoje, a Dilma postou um texto lamentando o estupro da jovem por 33 homens no facebook, mas ela esqueceu de dizer que se a moça tivesse engravidado ela não poderia ser atendida em qualquer hospital do SUS para fazer um aborto legal. Ela esqueceu de dizer que no governo dela só gastou 0,26 centavos por mulher, para ações preventivas e de proteção ao grupo. Ela esqueceu também do kit anti homofobia, que teria levado para escolas o debate a respeito da diversidade, machismo e debate de gênero. Tudo teria sido feito, se ela não tivesse vetado. E o Temer, não age de forma diferente, mas diferente da Dilma, que iludia as minorias com esperança, ele governa diretamente para a classe conservadora, sem ilusões, só a dura e triste realidade.

Bruno GM: E o que ela poderia fazer? Precisando do apoio da bancada religiosa que é praticamente todo o congresso? Na minha opinião Lula e Dilma fizeram o que puderam, se eles ousassem mais seriam mortos. Tanto é que ao “ousar mais” a Dilma foi golpeada.

Manuela Di Calafiori: Verdade... Havia esquecido da bancada de babacas do congresso!

Bruno GM: A crise é internacional, culpa dos banqueiros, mas se aproveitando disso e sabendo como o povo num geral é burro, usaram como desculpa. Povo com cérebro apodrecido por Novelas da Rede Globo, Futebol e cultos religiosos esquizofrênicos.

Manuela Di Calafiori: Ai Bruno! Escreve esse livro logo, e vamos tentar acabar com essa babaquice de religião pelo amor de Deus!

Bruno GM: Sim! Será a “nova bíblia”, depois do meu livro a Bíblia judaico/cristã pode ser jogada na lata do lixo!




Opinião de Bruno GM: Continua usando, e vai continuar usando pela eternidade por que FUNCIONA tem alguma dúvida disso feministas? As agências de propaganda apenas reconhecem o óbvio, sexo vende, é da natureza humana, só isso, as mulheres são celebradas e não “exploradas” como erroneamente as feministas de QI mais baixo entende.

Opinião de Manuela Di Calafiori: Reflexo da cultura na qual estamos inseridos né? A solução não é acabar com as propagandas, nunca mais gravar um comercial com uma modelo mulher. Mas mudar o foco, explorar outra coisa que não o sexo. A objetificação é a forma como a imagem da mulher está sendo usada. Ainda mais nessas propagandas que eles destacaram no vídeo.

Feminismo não é o contrário de Machismo, o contrário de machismo é a inteligência:

A Cultura do Estupro - Machismo - DNA com Programações Nefastas - Mal Costumes:








Fabiana Saba, modelo e apresentadora que abandonou tudo para ser mãe e dona de casa

Marcela Temer é tida atualmente pelos religiosos como "exemplo a ser seguido" mãe e dona de casa, primeira Dama passiva e inexpressiva, mulher submissa

Deborah Secco, maior sonho é ser mãe, cogitou abandonar carreira para ser dona de casa 

Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...

Tags: Sexo por Dinheiro, Cultura do Estupro, Patriarcado, Machismo, Feminismo, Tradição, Religiosa,Mitológica,DNA Humano, genética, tendencias genéticas, estupro, coletivo,Valentina Schulz,

15 comentários:

Vitor Angelo Baeta Damasceno disse...

Achei muito interessante essa discussão e sim realmente o problema matriz está na genética humana. Mas agora vou abordar aqui um outro lado da questão. A questão tal como foi debatida pressupõe que a história humana se desenvolveu de uma forma tal que os homens a criaram por si mesmos e nunca tiveram nenhuma interferência na criação da cultura vigente em cada tempo. Mas como bem é descoberto por todos aqueles que fizeram o salto ou terapias similares, não é assim que as coisas se deram e se dão. O ponto nevrálgico não foi abordado, que é o fato de que a espécie humana foi sabotada por nossos escravizadores em todos os níveis, e inclusive na genética, para ser assim, que toda a cultura existente nesse planeta foi criada pelos sabotadores para servir aos seus propósitos de coleta de energias emocionais negativas e se livrarem de rivais e inimigos poderosos do unierso local, que no caso muitos de nós éramos para eles e sua ambição científica desmedida, e portanto, não estamos lutando apenas contra seres humanos inconscientes de si mesmos, totalmente desconectados de sua verdadeira realidade interior e do ser divino que são e que portanto acabam seguindo seus instintos animais cegamente, eles na verdade são tão vítimas como nós somos desse sisterma e dessa cultura.

Em realidade estamos lutando é contra nossos escravizadores e toda essa cultura que eles criaram e perpetuaram aqui no planeta, seja através dos carceireiros interdimensionais como os draconianos, reptilianos, greys, insetóides e outros associados ao grande império ou seja dos carceireiros encarnados como os illuminati, os bilderberg, as 33 famílias de genoma híbrido, são eles que criaram a cultura, a qual foi promulgada pelos carveireiros encarnados, somos é vítimas desse processo, e vou dizer outra, Manuela sua visão de igualdade está completamente correta, mas lamentávelmente o feminismo verdadeiro nunca propôs isso, a proposta real por trás do feminismo é a guerra de gênero. Você pode até duvidar do que eu digo, mas se pesquisar mais, vai descobrir que na verdade o feminismo foi criação dos illuminati, exatamente para gerar uma guerra entre os gêneros e assim aumentar ainda mais a quota de energias emocionais negativas recebida por eles. Se pesquisar verá que grupos feministas eram e são financiados pela CIA, na verdade essa luta por igualdade de direitos entre todos os entes humanos deve sim ser feita, mas não por movimentos, pois esses sempre acabarão caindo nas mãos dos carceireiros, eles controlam tudo, sabem tudo que se passa e nunca perdem a chance de infiltrar iniciativas que seriam muito boas e perverte-las e torna-las em mais um meio de exploração energética humana, infelizmente as coisas são tão duras quanto isso.

Vitor Angelo Baeta Damasceno disse...

E mais, enquanto eles forem os senhores do mundo, eu devo ser bem realista,nada vai mudar, pois lamentávelmente até a aparente mudança está sendo controlada por eles também para levar a uma outra reorganização social que atenda ainda assim única e exclusivamente aos interesses deles, nunca e jamais os nossos, então, para vermos uma mudança real, só existem 2 coisas a fazer. A pimeira seria, com a ajuda de extraterrestres da liga dos planetas livres ou colégio invisível ou chame como quiser, conseguirmos expulsar o império do domínio daqui desse planeta, passando assim a ser esse planeta um planeta livre também. Muito difícil ocorrer, mas não impossível. Nesse caso poderíamos reconstruir a cultura do zero e com a ajuda dos extraterrestres da liga poderíamos também desfazer as sabotagens e corrigir os instintos negativos do nosso DNA e assim poderíamos viver numa sociedade digna, justa e sem discriminação alguma como se dá nos planetas livres. A segunda opção é realmente fazer o salto, recuperando consequentemente suas memórias reais, e assim sua real identidade e se religando ao universo através da religação com a supraconsciência, e posteriormente se convertendo no Deus que você sempre foi mas havia esquecido que era devido ``a sabotagem, e assim, com a ajuda dos extraterrestres da liga através de acordo diplomático conseguir sair do planeta. Também seus problemas estarão resolvidos. Acredito mais na segunda possibilidade, pois contar com a hipótese de que o império do domínio possa ser vencido e expulso daqui quando sabemos do fato de que muitas civilizações poderosas já foram completamente aniquiladas por eles e inclusive as de muitos de nós que hoje nos encontramos aprisionados aqui não apresenta um bom prospecto com relação à primeira hipótese, ou resumindo, se quiser uma mudança na sua vida, não perca tempo, faça o salto, reconecte-se com sua fonte divina e saia desse planeta prisão porque aqui dentro dificilmente ocorrerá alguma mudança.

Anônimo disse...

Cara, num consegui lê tudo não. Essa Manuela é ótima : dizer que mulher gosta de dividir até a conta do motel foi demais. Queria ter essa sorte porque sempre quem pagou todas as contas fui eu.
Mas tua declaração de que só a mulher é assediada é algo tremendamente errado. Frequentemente sou assediado pelas mulheres (algumas mais velhas que eu e até já casadas, e outras mais jovens), mas geralmente levo isso na brincadeira. Ultimamente, uma mulher de muito boa aparência (mas que nunca foi o meu tipo) passou a me assediar tanto no ponto de ônibus quando eu ía para o trabalho que acabei me estourando com ela e a coisa ficou bem feia.
Pra esses casos, num tem lei nem justiça a favor de um homem que sofre assédio das mulheres. Na verdade, nesses casos é melhor deixar pra lá porque mesmo sendo "vítima" o cara acaba se tornando culpado pelo fato de ter rejeitado uma mulher por quem nunca esteve a fim. Essa mulher que me assediava inclusive disse que iria dar queixa de mim na polícia quando não aguentando mais eu mandei ela sumir. Dar queixa na polícia pelo simples fato de que eu recusei ela ?
A Lei e a Justiça se tornaram desproporcionais com relação às mulheres. Elas sabem disso e se aproveitam da situação.
Principalmente as profissionais do direito - como é o caso dessa pessoa que citei, que é advogada, bonita e bem estabelecida financeiramente, mas que nunca me pareceu ter bom caráter. E pra um cara que tem um monte de mulher se oferecendo, o caráter é que se torna todo o diferencial.
Estou nesse maldito sufoco com essa mulher (que continua me assediando de outras formas diabólicas) há um ano e meio. E só agora é que vou ter um pouco de paz porque entrei em férias.

Anônimo disse...

Esse papo de energias negativas que são geradas neste Planeta a fim de serem coletadas e utilizadas, é algo bem interessante e que instintivamente parece ter um certo apelo racional - apesar da sua aparente incorência e da muito improvável demonstração científica do fato (pelo menos até o momento).
A coisa toda fica ainda mais delicada (no sentido de acabar perdendo a pouca credibilidade que tem) quando o assunto descamba pra especulações envolvendo "greys", "reptilianos", e outras suposições do gênero New Age. Ou seja, coisas que não podem ser comprovadas nem mesmo empiricamente - mas simplesmente dependem da "fé" ou da crença cega do indivíduo nessas mesmas coisas ou teorias. Teorias que muitas vezes se revestem de pura fantasia ou mesmo paranóia, além de realmente dependerem do mero convencimento do indivíduo, ao invés de apresentarem alguma fundamentação que sirva para endossá-las.

Recentemente, entrei em contato com um texto relativamente longo intitulado "Entrevista Com Um Alienígena". O texto trazia fotos (algumas já comprovadamente fraudulentas) para ilustrar o tema e começou de um modo bem interessante e dentro do que seria o minimamente razoável para prender a atenção de um leitor exigente. Entretanto, no desenrolar das descrições ali apresentadas, o autor do texto se traiu pois colocou na mensagem do suposto alienígena toda uma salada de fatos "históricos" colhidos de diferentes crenças místicas e pseudo-científicas que serviu apenas pra desmascarar a sua vontade de ser mais um a trazer algo de grandioso para a espécie humana.
Quase no final do texto, quando a suposta alienígena já tinha dito tudo e aparentemente decidiu "morrer", eu já estava quase morrendo de rir de todo aquele esforço patético (mais um dentre tantos) de se produzir uma Revelação oriunda dos extraterrestres.
O que se revela de importante, entretanto, é a questão levantada aqui das energias negativas e o seu papel como matéria prima para entidades com objetivos sinistros.
É preciso ter cuidado com isto para não fornecermos munição ao próprio inimigo posto que dentro da concepção Cristã, por exemplo, há todo um arcabouço construído exatamente para referendar aquilo que seria o cultivo das "boas energias" :
Amai os vossos inimigos;
Dai sempre a outra face;
Buscai a pobreza pois dos pobres é o Reino de Deus; blábláblá.

Estamos todos numa situação complicada. Alguns parecem tão entorpecidos que pode-se dizer que estão em estado terminal. Outros, a maioria, vivem de ilusões, acreditando que nelas é que se constitui o viver. Outros, uma minoria, existem no limite - há algo no ar, que não se sabe o que é, que quase vem à tona mas que escapa irremediavelmente quando se lhe tenta reter. Todo o resto, que nós vivenciamos em nosso cotidiano, apenas se amolda a essa pobre e limitada realidade que constitui o drama humano.

Vivian Hipolito C Almeida disse...

Muito esclarecerá sua resposta.

Vivian Hipolito C Almeida disse...

Muito esclarecerá sua resposta.

Manuela Di Calafiori disse...

Oi Vítor, não sei se o feminismo foi, de fato, criado para ser uma guerra de gênero. Mas não há razão para ser. Quando me perguntam se sou feminista, respondo que prefiro me classificar como a favor da desconstrução de valores de gênero. Eu acredito que tanto homens quanto mulheres devem se desobrigar de padrões socialmente impostos, pois apenas do total respeito pode nascer a igualdade.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

01 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

Victoriana Leonora Corte GonzagaVictoriana Leonora Corte Gonzaga, Advogada

Recentemente, a sociedade brasileira se deparou com dois casos de estupros coletivos envolvendo menores de idade: no dia 20 de maio, em Bom Jesus, no Piauí, uma adolescente de 17 anos foi estuprada por 5 homens; e no dia 21 de maio, uma adolescente carioca de 16 anos foi estuprada por, estima-se, 30 homens, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Ambos crimes causaram imensa revolta, comoção e mobilização nas redes sociais, dada a extrema brutalidade empregada: um grupo de homens drogaram uma menina menor de idade, abusaram-na e violentaram-na sexualmente. Além da própria violência física, psicológica e moral do estupro, os casos são marcados por intensa selvageria e inconsequência. A adolescente piauiense foi encontrada em uma obra abandonada, amarrada e amordaçada com a própria calcinha; já a adolescente carioca foi filmada enquanto ainda estava nua e desacordada, tendo sua privacidade escancarada nas redes sociais. O vídeo foi divulgado com descrições por si só violentas e repulsivas: “amassaram a mina”, “fizeram um túnel na mina, mais de 30”, “abri novo túnel para o rio”. Sem contar os inúmeros comentários de terceiros que culpabilizaram a adolescente pela violência da qual foi vítima.

As reações foram diversas: desde mulheres e homens compartilhando sua indignação e tristeza, vídeos, manifestações a notas de repúdio de instituições e órgãos. As reações de repúdio aos estupros coletivos são mais que esperadas por parte da população, pois é difícil entender como, dentre esse grupo de homens, nenhum foi capaz de dizer um basta ou mesmo entender a seriedade do ato, chegando ao absurdo de o divulgarem abertamente, como se não fosse crime. A monstruosidade dos estupros coletivos invade a imaginação das pessoas, desperta inúmeros sentimentos, como ódio, raiva e indignação, e nos leva a questionamentos infindáveis e profundos sobre a natureza humana. No entanto, estupros são um dado da nossa sociedade – a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil [1] – e este fato é silenciado. Não se observam suficientes movimentos ou campanhas duradouras, de amplo alcance, que busquem romper com essa prática violenta contra as mulheres, que contamina a nossa sociedade.

Por que as reações são momentâneas e aparecem apenas em casos extremos (como se alguma violência de gênero não fosse extrema), enquanto uma mulher é violentada a cada 11 minutos? Por que os órgãos públicos não combatem a violência contra a mulher com campanhas constantes, tendo em vista os dados alarmantes? Por que não há educação de gênero nas escolas e na universidade?

A análise séria destes dados, por si só, deveria gerar atuação, por parte da segurança pública, de maior extensão, intensidade e coordenação; e não apenas nesses casos extremos de estupros coletivos. Sem dúvida, eles merecem nossa atenção e abrem oportunidades para renovar as discussões e o questionamento. Porém, a inércia com que todos os outros casos de violência sexual são tratados demonstra que a violência contra a mulher é vista, no Brasil, como normal. O recado que se passa é que é aceitável uma mulher ser sexualmente violentada a cada 11 minutos, como algo irreparavelmente cotidiano, um dado estatístico naturalizado, sendo anormais e inaceitáveis apenas os estupros coletivos.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

02 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

De acordo com o estudo realizado pelo IPEA [2], estima-se que são estupradas, a cada ano, no mínimo 527 mil pessoas no Brasil. Destes casos, somente 10% são notificados e chegam ao conhecimento das autoridades policiais, razão que explica os números oficiais indicarem apenas 50 mil estupros por ano [3].

Dados de 2011 apontam que as vítimas de estupro são mulheres em 89% [4] dos casos, 70% dos estupros foram cometidos contra crianças e adolescentes (parcela da população mais vulnerável, em processo de formação de personalidade, autoestima, sexualidade) [5]. E 21,4% dos agressores das crianças são pais ou padrastos, 32,2% são amigos ou conhecidos da vítima. De acordo com a pesquisa: “No geral, 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima, o que indica que o principal inimigo está dentro de casa e que a violência nasce dentro dos lares”.

Dos estupros registrados, 15% foram cometidos por dois ou mais agressores; e “a maioria esmagadora dos agressores é do sexo masculino” (92,55% dos agressores são do sexo masculino, quando a vítima é criança; 96,69% quando a vítima é adolescente; e 96,66% quando a vítima é adulto/a).

Além disso, ¼ dos entrevistados (26%) pelo IPEA [6] concordam, total ou parcialmente, com a afirmação de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”; já 58,5% concordam, total ou imparcialmente, com a afirmação de que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. Segundo pesquisa do Datafolha [7], 67% da população tem medo de ser vítima de agressão sexual; deste número, 90% das mulheres dizem ter medo, enquanto dentre os homens o número cai para 40%.

Estes dados nos revelam um contexto alarmante de altos índices de violência contra a dignidade sexual, o que por si só é preocupante; no entanto, as mulheres são, ainda, marcadas pelo medo constante de sofrer estupros e outros tipos de violência sexual, inclusive por parte de pessoas próximas das vítimas. Frisamos que estes são apenas os dados de violência sexual, no entanto, os números relacionados à violência contra mulher aumentam, de modo gritante, quando se inclui, em geral, a violência física (espancamentos, lesões, homicídios) e violência psicológica (insultos, desqualificações, ameaças). Podemos concluir, portanto, que há uma cumplicidade social com a violência contra a mulher, fortalecendo a “cultura do estupro”.

O que significa afirmar que vivemos, no Brasil, uma cultura de estupro? Significa que estamos diante de um conjunto de padrões de comportamento, crenças e costumes que consideram as mulheres como subordinadas aos homens e, dessa forma, naturalizam a violência contra a mulher, o que por sua vez gera uma cultura de tolerância com este tipo de violência. Conforme explicitado na Recomendação Geral n. 19 [8], do Comitê para Eliminação da Discriminação contra as Mulheres da Organização das Nações Unidas (Comitê CEDAW), essas atitudes tradicionais, segundo as quais as mulheres possuem papéis pré-estabelecidos e baseados em estereótipos de gênero, perpetuam práticas generalizadas de violência e coerção.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

03 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

Essas práticas e preconceitos acabam por justificar a violência de gênero como uma forma de proteção ou controle sobre as mulheres, que são invariavelmente culpabilizadas pela própria violência da qual são vítimas. Basta lermos alguns comentários às publicações nas redes sociais da notícia do estupro coletivo no Rio de Janeiro: “Tem mulheres que pedem para ser estupradas mesmo, andam praticamente peladas, depois reclamam”; “A mulher tem culpa sim. É mesmo que sentar nua em cima do cara […]”; “[…] mas não vem falar que são vítimas inocentes as mulheres que se vestem assim, porque não são não. Querem ter razão? Se vistam como mulheres de respeito” [9].

Comentários como estes podem, à primeira vista, parecer absurdos, mas são mais do que comuns e não surpreendem, tendo em vista, por exemplo, que um Deputado Federal (Jair Bolsonaro) se sente na liberdade de elogiar em plenário (em sessão especial de grande cobertura e divulgação midiática) um torturador famoso por introduzir ratos nas vaginas de suas vítimas mulheres [10], e de afirmar a outra Deputada Federal que não a estupraria, pois “ela não merece ser estuprada” [11]. O que é mais preocupante é a ampla aceitação que essas afirmações, de cunho extremamente sexista e apologista à violência, recebem da opinião pública (inclusive com aumento significativo de seguidores em suas redes sociais após referidas manifestações violentas), incorrendo em uma espécie de cumplicidade. Este é um dos exemplos que demonstra a cultura do estupro frente à qual nos deparamos neste momento.

O efeito dessa violência de gênero sobre a integridade física e mental das mulheres é no sentido de privá-las de gozar, exercer e até mesmo conhecer os seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais. Essas formas de violência contribuem para a manutenção dessa estrutura opressora que coloca as mulheres em papéis de subordinação e em situação de desigualdade em relação aos homens em todas as esferas da vida – na família, no trabalho, na escola, na política, no debate público.

Ao reafirmar, embora muitas vezes de formas sutis e veladas, uma representação da mulher como objeto sexual, e não como indivíduo, subordinada ao homem em todos os aspectos, as instituições públicas e privadas (escolas, mídia, tribunais, instâncias legislativas, famílias, empresas, etc.) contribuem para a ocorrência cada vez mais frequente de casos de estupro e outras formas de violência contra as mulheres.

Em especial, no que diz respeito ao Poder Judiciário, é emblemático o estudo desenvolvido pela Prof. Silvia Pimentel, Estupro: crime ou “cortesia”? [12], no qual foram analisados processos judiciais que apuraram casos de estupro e como os operadores do direito se comportam diante deles. A conclusão foi de que “a atuação do poder judiciário continua reproduzindo, acriticamente, estereótipos e preconceitos sociais, inclusive de gênero”.

A culpabilização da vítima do estupro aparece de forma recorrente nos casos analisados: “A mensagem veiculada por esses agentes, muitas vezes, reforça a ideia de que o estupro é crime em que a vítima tem que provar que não é culpada e que, portanto, não concorreu para a ocorrência do delito”. Com isso, Inverte-se o ônus probatório e a vítima é submetida a julgamento, tem sua vida pregressa escrutinizada, exigindo-se que se enquadre no conceito de “mulher honesta” para que possa ter direito à proteção estatal.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

04 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/ Surge, neste ponto, um questionamento importante: de que proteção estatal estamos falando? É inevitável e mesmo esperado que as reações a notícias como as aqui tratadas estejam enveredadas no caminho do punitivismo excessivo. Trata-se de contexto fértil para reavivar discussões aparentemente adormecidas, como a proposta de lei para castração química de estupradores e aumento de penas (PL 5398/2013), bem como a proposta de aumento da pena mínima para estupro de vulnerável e a inclusão ao “crime contra vulnerável” aquele cometido contra pessoa “que está impossibilitada de manifestar sua vontade ou de oferecer resistência” (PL 1213/2011).

Porém, uma reflexão crítica necessariamente deve levantar a questão da eficácia dessas medidas e a quem elas servem. Isso porque se trata de falsas soluções, propostas por aqueles que não querem questionar seus privilégios, e que, na verdade, querem manter intacta a estrutura de opressão, por meio da qual podem continuar destilando seus preconceitos de gênero, ainda que manifestem cinicamente o seu repúdio ao tipo de violência brutal que o estupro coletivo representa, enquanto sequer se manifestam a respeito da violência cotidiana sofrida por nós mulheres. São cínicos, pois, ao mesmo tempo, propõem leis que dificultam o acesso das mulheres vítimas de estupro ao atendimento de profilaxia para a gravidez indesejada, e criminalizam aqueles que pretendem ajudar e informar essas mulheres sobre seu direito ao aborto nessa situação.

As medidas punitivistas se mostram especialmente ineficazes. Ao longo da história brasileira, o crime de estupro sempre recebeu punição severa pela legislação penal: o Código Penal do Império, de 1830, determinava pena de 3 a 12 anos; o Código Penal de 1890 previa pena de 1 a 6 anos, havendo causa de aumento de ¼ da pena na hipótese de concurso de agentes; a pena do estupro no Código Penal de 1940, em sua redação original, bem como no Código Penal de 1969, era de 3 a 8 anos – com o advento da Lei n. 12.015, de 2009, a pena passa a ser de 6 a 10 anos.

Todavia, vê-se, conforme dados aqui trazidos, que o aumento de pena jamais significou redução nas taxas de ocorrência desse crime. Ao contrário, os números apenas aumentam [13]. Essa constatação nos faz questionar, inclusive, a adoção da qualificadora do feminicídio (art. 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal) como medida apropriada para combater a violência contra as mulheres.

Percebe-se que essas medidas não enfrentam a violência de gênero em sua origem social: o machismo – que perpetua a prática hierarquizada do homem no topo e reproduz relações sociais assimétricas de poder entre homens e mulheres. São necessárias, ao contrário, medidas que desconstruam de uma vez por todas as bases que sustentam essa estrutura que chamamos de sociedade patriarcal. E isso se faz combatendo justamente aqueles padrões de comportamento, crenças, conhecimento e costumes que compõem a cultura do estupro (destacamos as campanhas realizadas pela sociedade civil: campanhas “primeiro assédio”, “meu amigo secreto”, “chega de fiu-fiu”, que buscaram mostrar como a violência contra mulher é enraizada e endêmica – atingindo todas as faixas etárias, classes, modos de vida, por exemplo).

Não se pode negar os avanços conquistados no campo legislativo em direção a uma maior proteção das mulheres contra a violência de gênero. O Código Penal do Império e o Código Penal de 1890 previam uma excludente de culpabilidade no crime de estupro quando o agressor se casasse com a vítima posteriormente à violação. Como se não bastasse, era prevista uma forma privilegiada do crime, quando praticado contra prostituta ou “mulher pública”, cominando pena de 6 meses a 2 anos. Tudo isso foi revogado com o Código Penal de 1940.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

05 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

Além disso, temos a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que trata da violência doméstica, e traz medidas inovadoras de proteção à mulher vítima desse tipo de violência, que vão além do viés punitivista.

O problema é que esses avanços não têm se traduzido em resultados práticos no enfrentamento à cultura do estupro, que continua permeando as relações de gênero na sociedade brasileira. O que precisamos é introduzir urgentemente a educação de gênero em todos os níveis da sociedade. É necessário permitir e estimular consciências atentas à questão de gênero e capazes de romper com as estruturas de opressão, desconstruindo esteriótipos.

Nesse sentido, é inadmissível que o primeiro representante da sociedade civil recebido pelo novo Ministro da Educação interino seja um indivíduo que tenha narrado, em rede nacional, um episódio em que estuprou uma mulher inconsciente, sob risos e aplausos da plateia [14]. Este indivíduo (Alexandre Frota) reivindica que seja proibida, nas escolas, aquilo que chama de ideologia de gênero. No entanto, o que mais precisamos é de gênero nas escolas (e que isto sim tenha espaço para ser discutido como proposta de educação), para que meninos e meninas, filhos da cultura da violência, sejam desconstruídos e aprendam a desconstruir seus papéis na sociedade desde pequenos.

A intenção, no presente artigo, em nenhum momento é de fazer generalizações a respeito do comportamento masculino como um todo. Porém, é necessário ter em mente que a própria cultura do estupro gera um fenômeno perverso que dificulta avanços: ela impede que as pessoas – os homens, em especial – se coloquem no lugar da vítima. Como consequência, tem-se a utilização cada vez mais frequente de argumentos que culpabilizam a vítima e procuram justificar o comportamento do agressor, conforme já exposto. E, assim, ao se proteger por trás do argumento da generalização (“nem todo homem é estuprador”), os homens perdem a oportunidade de refletir sobre sua própria conduta e buscar encontrar em suas atitudes reproduções desse machismo cotidiano, que pode passar desapercebido, mas por isso mesmo tanto contribui para fortalecer a cultura do estupro.

O homem tem muito a contribuir para o combate a essa violência generalizada que acomete as mulheres: basta assumir um posicionamento crítico e de humildade, voltando os olhos a si mesmo, às suas condutas e aos seus privilégios, ao invés de insistir que sempre o opressor é somente o outro. É desconstruindo esses esteriótipos que poderemos avançar na direção de uma sociedade mais igualitária, inclusiva e livre de opressões e violência.

Nesse contexto, precisamos também superar a ideia de que feminismo é uma posição política encampada por mulheres histéricas e hostis, que exageram em suas reivindicações. O feminismo é especialmente necessário diante dessa realidade de violência cotidiana. E ele é necessário nas suas várias formas, inclusive na dita “radical” [15], no sentido de que não devemos medir esforços e união para combater diretamente a raiz do problema: o machismo. Sejamos, portanto, feministas e não recuemos, pois quem sabe, assim, consigamos alcançar uma sociedade em que não tenhamos mais medo constante dessa latente violência de gênero.

Adriana Silva Gregorut é Advogada. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP.

Victoriana Leonora Corte Gonzaga é Advogada. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

06 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

REFERÊNCIAS

1 Dados de 2014, do 9o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Disponível em: http://www.forumseguranca.org.br/storage/download//anuario_2015.retificado_.pdf; acesso em: 28/05/2016. Pontuamos que este dado refere-se aos casos de estupros levados ao conhecimento das autoridades, ou seja, casos notificados e registrados; o que não reflete o número real de vítimas do crime de estupro. O Anuário informa que há em média apenas 35% de notificações. No entanto, encontramos percentuais diferentes sobre notificação com números ainda menores, de acordo com as informações apresentadas pelo IPEA [Nota 2] o número de estupros notificados é estimado em apenas 10% do número de estupros cometidos.

2 Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Nota técnica: “Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde (versão preliminar)”. Março de 2014; Brasília. Disponível em:http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/140327_notatecnicadiest11.pdf; acesso em 29/05/2016.

3 Os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam: ao menos 47.646 estupros, em 2014 e 51.090 casos, em 2013. Estes são os dados de estupros registrados, conforme dados das secretarias de Segurança dos Estados.

4 O IPEA analisou os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), gerido pelo Departamento de Análise de Situação de Saúde (Dasis), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS).

5 De acordo com o levantamento do IPEA [nota 2]: “ "As consequências, em termos psicológicos, para esses garotos e garotas são devastadoras, uma vez que o processo de formação da autoestima – que se dá exatamente nessa fase – estará comprometido, ocasionando inúmeras vicissitudes nos relacionamentos sociais desses indivíduos (…)”.

6 IPEA. “SIPS: Sistema de Indicadores de Percepção Social. Tolerância social à violência contra às mulheres”. Abril de 2014. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/140327_sips_violencia_mulheres.pdf; acesso em: 31/05/2016.

7 Pesquisa do Datafolha, elaborada em 2015, para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada em 84 municípios brasileiros, com mais de 100 mil pessoas. Disponível em http://www.forumseguranca.org.br/storage/download//anuario_2015.retificado_.pdf (p. 116), acesso em 29/05/2016.

8 Recomendação Geral n. 19, do Comitê CEDAW, ONU, 1992. Disponível em:http://tbinternet.ohchr.org/Treaties/CEDAW/Shared%20Documents/1_Global/INT_CEDAW_GEC_3731_E.pdf ; acesso em 30/05/2016.

Bruno Guerreiro de Moraes disse...

07 - A violência além do estupro coletivo: breves considerações sobre a cultura do estupro: http://justificando.com/2016/06/06/a-violencia-alem-do-estupro-coletivo-breves-consideracoes-sobre-a-cultura-do-estupro/

9 Disponível em:http://www.brasilpost.com.br/2016/05/26/video-estupro-coletivo_n_10144610.html, acesso em 30/05/2016.

10 Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1762082-veja-frases-dos-deputados-durante-a-votacao-do-impeachment.shtml; acesso em 30/05/2016.

11 Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1559815-para-rebater-deputada-bolsonaro-diz-que-nao-a-estupraria.shtml; acesso em 30/05/2016.

12 PIMENTAL, Silvia. Estupro: crime ou “cortesia”?; 1a edição: 1998; Editora SafE: São Paulo.

13 É necessária uma leitura atenta ao aumento do número de estupros, isto porquê há quem defenda que os estupros vêm sendo mais notificados, como resultado da visibilidade que tem se buscado dar a estes crimes e a violência contra mulher. Deste modo, a mulher brasileira estaria se sentindo mais segura para denunciar, o que levaria a um aumento no número. No entanto, em que pese esta ser uma interpretação viável, é muito difícil afirmações neste sentido, devido ao número oculto e invisível de mulheres que são estupradas e não se sabe; ainda mais quando temos estudos divergentes sobre o número de notificações, que variam dentre 10% a 35% [Notas 1 e 2].

14 Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/03/1596959-alexandre-frota-e-acusado-de-apologia-ao-estupro-em-show-de-rafinha-bastos.shtml; acesso em 30/05/2016.

15 Trata-se de adjetivo muitas vezes utilizado de forma pejorativa, o que entendemos ser equivocado e fruto de preconceitos contra o movimento feminista em geral.

Anônimo disse...

Em teoria, a mulher segue sendo a grande vítima. E, às vezes, é mesmo. Mas, na prática, a teoria não parece funcionar como pretendem seus adeptos e defensores. O papel dos elementos ditos "masculinos" (ou pretensamente tidos como tais) nessa equação perversa é ainda preponderante realmente. Isso é de se esperar numa sociedade onde a canalhice e a bandalheira generalizada são tomados como demonstração de masculinidade : o energúmeno que se orgulha de mostrar o quanto é um perfeito estúpido simplesmente em qualquer oportunidade que se lhe apresente. Mas nessa equação repulsiva, cujo resultado se reflete nas estatísticas que já conhecemos, muitas mulheres também contribuem com a sua parcela de estupidez particular. Às vezes, está claro pra qualquer um que determinado indivíduo não passa de um reles meliante; entretanto, por razões incompreensíveis, algumas mulheres elegem exatamente esses tipos para serem seus parceiros. O resultado dessas escolhas desastrosas não tardam a aparecer, e se apresentam nos inúmeros casos de violência que fazem as redações e as delegacias espantarem as moscas de seus departamentos.
Quantos casos dos hediondos estupros e de assassinatos de mulheres não poderiam ter sido impedidos e evitados se houvesse por parte de muitas dessas mulheres um mínimo de bom senso - pra não dizer amor próprio ? Uma mulher que se envolve com qualquer indivíduo, sem nenhum motivo realmente concreto, deixando-se levar por meros sentimentos inconsistentes ou interesses esdrúxulos, está somente procurando sarna pra se coçar e, às vezes, um sinistro túmulo pra se enfiar.

Já virou rotina as notícias de mulheres que são perseguidas por elementos de índole criminosa com quem se envolveram e que, mal se vendo livres deles, já se envolvem logo com outro, da mesma índole ou até pior. Há algo de psicótico, também, em mulheres assim. Não é possível considerar normal um comportamento em que determinadas mulheres parecem buscar exatamente a própria ruína ao se envolverem com elementos nitidamente perniciosos, cuja tendência criminosa facilmente pode se manifestar, bastando lhes proporcionar as devidas circunstâncias.
Um velho ditado nos diz que é preferível estar só do que mal acompanhado. Pra algumas mulheres, parece que é preferível estar mal acompanhada em tempo integral do que esperar o tempo que for necessário a fim de encontrar algo, ou mesmo alguém, que dê sentido às suas vidas. Neste último caso, quem procura acha. No outro caso, como nada que preste está sendo procurado, nada que preste pode ser encontrado.

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